Parallel Worlds

1 Capítulo 1 - Where am I?


Eu sou Kagamine Len. 14 anos. Moro junto com a minha tia, que sempre cuidou de mim, dês do acidente de meus pais, a sete anos atrás. Eu estava presente neste acidente, mas não me lembro de nada. Por quê? Porque perdi toda a memória que tinha. As memórias mais antigas que eu tenho são as de quando eu estava no hospital, após o acidente. Naquele dia, eu não me lembrava nem quem eu era, por que estava ali e quem eram os meus pais. Nada. Continuo sem lembranças da minha infância e dos meus pais, mas pelo menos já sei quem eu sou.

Suspiro pesadamente enquanto pego meus óculos e a minha mochila e vou em direção a escola. Eu era a aberração de lá. Mas eu ainda tinha que ir, se quisesse ser alguma coisa na vida.

A aula passou se arrastando,como se passava todos os dias. E como todo dia, também levei bolinhas de papel na cabeça a aula inteira e quebraram meus óculos pela sétima vez esse mês.

— Menos um dia – Eu resmungava enquanto tirava um óculos reserva da mochila e ia para casa.

De repente, perto de um beco, vejo algo que parecia um buraco-negro colorido. Curioso, eu me aproximo.

‘’O que será que acontece...Se eu tocá-lo?‘’ – Penso , esticando a mão.

Quando toco a luz, me sinto puxado para dentro dele, com brutalidade. De repente, tudo ficou escuro.

Rin’s PV

Eu sou Kagamine Rin, 14 anos. Moro meio que sozinha em casa. Por que meio? Porque meus pais vivem viajando. Só voltam no meu aniversário ou no natal e olhe lá. As vezes eles nem vem. Mas isso não me importa , tenho uma casa inteira, do jeito que eu quero, só para mim. Mas eu não tenho raiva deles. Prefiro que seja assim a eles ficarem em casa, com zilhões de planos que não podem fazer.

O dia no colégio havia sido cansativo . Principalmente porque alguém espalhou um boato que tinha uma espécie de ‘’ buraco-negro’’ colorido ali perto que fazia não-sei-o-que , que aparecia aqui só de não-sei-quanto a não-sei-quantos zilhões de anos . . Ai pronto . Deus e o mundo se espremendo na janela da sala de aula . E eu infelizmente estava sentada do lado da janela .

Agora que estou em casa , o que eu mais quero é almoçar e ir para o meu computador . Mas eu estou com uma preguiça tremenda de fazer almoço .

‘’Argh, bem que o disk pizza poderia atender nesse horário‘’ – Penso enquanto olhava o pequeno panfleto da pizzaria, que dizia:‘’Atendemos das 16 às 23 h‘’

Olho o relógio. 12:50.

‘’É, ou eu faço isso ou eu morro de fome.‘’ – Penso , abrindo a porta do meu quarto para deixar meu material lá .

Mas o que...? –Digo quando vejo um garoto, deitado no chão do meu quarto. Ele parecia estar dormindo.

— Eeei, acorda...

...Nenhuma reação dele.

ACORDA CARAMBA.

Vejo ele acordar e assustado e olhar para mim.

‘’Ele é muito parecido comigo‘’

— Q-quem é você?– Ele pergunta

— Eu é que deveria estar perguntando isso. – Falo, com as mãos na cintura –O que você faz na minha casa?

Ele parecia confuso.

— Como eu vim parar aqui?– Ele perguntou

— Como assim? Você que deveria se lembrar. Eu cheguei aqui e você estava no chão. – Eu disse , já impaciente.

Acho que não deveria ter falado nesse tom com ele. Ele parecia mesmo confuso. Agora eu o via abaixar a cabeça, deixando a franja cobrir seus olhos azuis, enquanto a mão se fechava em um punho.

Len PV

‘’Droga, por que eu nunca consigo me lembrar de nada?’’

Eu odeio quando me perguntam coisas que, mesmo me esforçando ao máximo, não consigo lembrar. Principalmente agora, porque ela realmente tinha razão de me cobrar isso.

— Hey...– Ela disse –Se não consegue se lembrar, tudo bem. Você deve ter batido com a cabeça. Só me fale onde é a sua casa, para eu poder te ajudar.

— Minha casa é a 103 da vila Yamada.

Vi a garota arregalar os olhos.

— Mas esta casa...– Ela começou – Está é a casa 103...

Agora sim, eu não entendo mais nada.

— Do que você se lembra? – Ela pergunta

— A única coisa que eu lembro, antes de acordar aqui é de chegar perto de algo, parecido com um buraco-negro colorido. E de ter sentido ser sugado por ele.

Vi ela pensar um pouco.

— O pessoal do meu colégio estava falando de uma coisa com a mesma descrição que você disse. – Ela falou – Parece que alguém viu, mas não sei ao certo quem. Bem, vamos deixar isso pra lá. Você pode ficar aqui se quiser, no quarto de hóspedes, já que não tem onde ficar por enquanto. Vamos tentar resolver isso com calma.

Assinto com a cabeça.

— Você é...? – Ela pergunta

— Kagamine Len.

Novamente a vejo arregalar os olhos.

— Eu sou...Kagamine...Rin.

O.K., a situação está ficando cada vez mais louca.

O estranho silêncio que havia se formado ali foi quebrado pelo barulho de um estômago roncando.

Rin PV

— E-eu não almocei hoje...– Digo extremamente corada

— Sabe cozinhar? – Ele me pergunta

— Miojo. – Eu digo

— Só?

— Só.

— Quer que eu cozinhe pra você?

— Ah...Não precis...– fui interrompida pelo meu estômago protestando de novo – O.K., você venceu.

Não sei se era porque ele era parecido comigo e também porque ele disse, sem perceber o mesmo sobrenome e endereço que eu ou, sei lá, eu não entendia muito bem isso, mas eu sabia perfeitamente que confiava nele.

Len PV

Apesar de ela me mostrar as coisas na cozinha, era como se eu estranhamente já soubesse onde elas ficavam. Tentei ignorar o fato e fui fazer logo a comida. Eu só sabia cozinhar porque a minha tia ( além de não levar jeito para isso ) vivia doente. Eu acabava por viver cuidando dela.

Paro bruscamente ao me lembrar disso.

‘’Será que ela está bem ? Ela deve estar preocupada comigo...Tenho que dar um jeito nessa confusão e voltar logo...‘’

— Hey, Len, o que foi? – Rin perguntou, me despertando de meus pensamentos – Precisa de algo?

— Ah, não, não foi nada. – Digo enquanto continuo a preparar a comida – Eu só...Estava pensando...Eu preciso voltar para casa logo, minha tia deve estar preocupada comigo.

— Então quer dizer que você parou aqui por acidente mesmo – Aquilo não foi uma pergunta

Continuei a cozinhar e, quando acabei a minha parte, coloquei no forno.

— Agora é só esperar. – Disse

— Ta, mas o que você está preparando? – Ela me perguntou curiosa

— Surpresa.

— Anh, Leeen...Isso é maldade de se fazer com alguém que está com fome.

Ri um pouco e ela me acompanha, enquanto nós nos sentamos no sofá.

— É uma casa bem grande. – Começo a reparar na casa. Aquilo realmente era uma mansão. Não me conformava de não ter ninguém para cozinhar para ela, com tanto dinheiro.

— Len.

— Hum? – Respondi enquanto conferia o relógio

— Como é...Ou melhor era, a sua vida era antes...anh...De você chegar aqui? – Diz ela meio embolada, sem saber exatamente como perguntar.

— Nada muito agradável. – Eu respondo – Perdi meus pais quando tinha sete anos, em um acidente de carro. Eu saí vivo, mas não me lembro de nada de antes do acidente. No colégio, acabei virando motivo de gozações o tempo todo. – Disse enquanto me lembrava daquilo tudo, enjoado.

Vejo Rin levantar as mãos à boca.

— Desculpa, eu não queria...

— Tudo bem.– Eu digo – Não me importo.

Vejo ela assentir com a cabeça.

— Mas você...Não parece...– Ela dizia, um pouco corada – Quer dizer, se você estudasse no meu colégio, com certeza seria muito popular.

Eu até iria agradecer, mas quando passo os olhos no relógio, vejo que já está na hora de tirar a comida do forno e me levanto rapidamente do sofá para tira-la. Eu não estava nem um pouco afim de deixar queimar.

— Está pronto? – Eu a ouvi perguntar

— Está, mas agora vai ter que esperar esfriar.

— Ahhhhh, qual ééé...

— Quer queimar a língua? – Disse, levantando a sobrancelha

— Seu chato.

— Olha que eu deixo você comendo miojo eim?

Vi ela fingir que parava para pensar.

— Não, o cheiro está muito bom para ser trocado por miojo.

Esperamos mais uns dez minutos para podermos comer.

— Isto está muito bom!– Ela disse – Você sabe mesmo cozinhar!

— Obrigado. – Eu disse um pouco corado. Não estava muito acostumado a receber elogios.

— Len...Você...Quer ir para o colégio comigo amanhã?

— Por mim tudo bem, eu não quero atrasar os estudos, mas eu não estou matriculado lá.

— Isso não é problema. – Ela disse, abrindo um sorriso – Deixa que eu cuido disto.

Assinto, sorrindo também.

‘’Que estranho. Parece que somos amigos há muito tempo. Me sinto perfeitamente à vontade com ela.‘’

Rin PV

‘’Rin, sua louca. Mal conhece o garoto, deixa ele dormir na sua casa e cozinhar para você. Papai e mamãe não ficariam contentes em saber disso...’’

Fito o garoto que comia calmamente.

‘’Ele não se lembra de como entrou aqui e falou que viu aquele troço colorido. O que será que aconteceu, por que ele veio parar aqui?‘’

— Algum problema? – Ele me pergunta

— N-não, nada.

‘’Não é educado ficar encarando visitas, Rin ‘’

Conversamos até mais tarde. Quando eram 9:00, fomos dormir, já que eu estudava de manhã. Tinha a pequena impressão que amanhã seria um dia cheio.

*** Continua ****

Notas finais
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