Parallel Worlds
8 Capítulo 8
Rin PV
Quando chegamos ao parque, logo vimos aquele treco. Era impossível não ver, já que é tão chamativo. Eu parei perto deste e deixei minha franja cobrir os olhos, a ponto de chorar. ‘’Você sabia que isso ia acontecer, Rin’’ – Essa frase girava na minha cabeça, mas não tanto quanto a outra: ‘’Você sabe que nunca mais vai vê-lo’’. Isso me torturava. Sinto Len levantar o meu rosto com uma das mãos, me fazendo olhar pra ele. Ele parecia tão triste quanto eu. — Tenho que ir, desculpe... — Eu sei, eu já sabia que isso ia acontecer. – Minha voz soou meio fraca, mas eu disse a verdade. Dei um sorriso forçado e ele me deu um último beijo. Eu queria que o tempo parasse, e que aquela droga de portal desaparecesse, não queria que ele me deixasse. — Adeus Rin. – Ele disse entrando naquilo, que desapareceu junto com ele, me deixando sozinha, sem me dar chance de responder ou pedir pra ele ficar. Minha cabeça rodava, isso não podia estar acontecendo. Acabei desabando em choro, ali mesmo. No dia seguinte, eu fui pro colégio, mesmo no péssimo estado que eu tava. Miku me perguntou sobre o Len e senti meus olhos marejarem de novo, enquanto inventava a desculpa que ele havia ido de intercâmbio pra outro lugar. Não respondi as vadias quando me perguntavam sobre ele, apenas as ignorava, enquanto Miku respondia por mim, entendendo que eu estava fragilizada de mais para tocar no assunto. Não demorou muito pra que isso se espalhasse pelo colégio inteiro e parassem de me encher. Mas a tristeza continuava ali, porque as lembranças ainda estavam ali. — No final, tudo aquilo não passou de um sonho, não é? – Eu falei baixo pra mim mesma. Os dias passam se arrastando desde que ele foi. Eu não tinha mais nada pra fazer, e ficar lembrando dele não ajudava. Ele faz muita falta pra mim. Len PV Já fazem alguns dias desde que eu voltei pra cá. E aqui tudo está indo de mal a pior. Minha tia está hospitalizada, e o colégio...bom, continua o mesmo. Não tenho ânimo pra nada, tudo o que eu faço acabo me lembrando de lá, e da Rin...Tudo isso acaba doendo demais. No momento eu estou em casa deitado no sofá e olhando pro teto, não estava a fim de voltar pra aquela droga de colégio. Estava preocupado com a minha tia, os médicos falaram que as chances dela sobreviver são poucas, e eu não posso fazer nada quanto a isso. Eu podia dizer que estou num perfeito inferno. Fecho os olhos, enquanto deixo a imagem de Rin dominar a minha cabeça. O que ela deve estar fazendo agora? Talvez esteja dando uma chance pro garoto que gosta dela, lá. Abro os olhos de novo, me sentindo incomodado e inquieto com esse pensamento. Eu não posso fazer nada. Eu não estou lá. Estou sendo egoísta querendo que ela fique a vida toda me esperando. Levanto dali e coloco uma roupa decente pra sair de casa, iria visitar minha tia no hospital de novo. Ela era a única razão de eu ter voltado. Não queria perdê-la. De jeito nenhum.
Notas finais
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