Parallel Souls
12 The Final Step
Notas iniciais
FINALMENTE! POSTEI ESSA BUDEGA! *coro angelical ao fundo*
Eu sei, eu sei, demorei uns dois meses pra conseguir D8 não fiquei nada feliz com isso, mas uma hora eu tinha que acabar com isso!E hoje foi o dia!
Passei a manhã e a tarde inteira escrevendo; meus dedos tão pra cair de tanto escrever/de tanto frio.
Existe um GRANDE potencial desse final estar uma merda, uma vez que essa é a segunda fanfic que acabo na VIDA. 8D
Enfim, Leiam e tentem não me matar pelo final DX
Lentamente abriu seus olhos. Ao seu lado, com a cabeça apoiada em seu ombro, um rapaz de cabelos brancos dormia sereno; entre eles e um policial, barras de aço erguiam-se do chão ao teto e uma porta trancada com cadeado mantinham-no cativo; do outro lado da parede de tijolos cinza da cela, era possível ouvir uma discussão se desenrolar.
-Onde estou? — Roxas tentou levantar-se, mas, ao tentar tirar o estranho adormecido do ombro dele com o braço direito, sentiu uma dor intensa atravessar seu ombro; deixou o olhar agonizado cair sobre as bandagens ensangüentadas que envolviam seu ombro -... O que foi que aconteceu?
Nada naquele lugar lhe trazia qualquer resquício de recordação, nem mesmo aquele garoto que estava adormecido sobre seu ombro esquerdo. A memória mais recente que tinha em mente era a de ter estado em Port Royal com Axel à trabalho, de ter voltado ao Castle That Never Was depois da missão e ido dormir. Mas... se as coisas tivessem mesmo acontecido daquele jeito, o que ele estava fazendo ali, naquele lugar tão distinto e de energia tão estranha?
-Você e seu amigo estão sob custódia desde a noite passada. — disse o policial, com sua voz grossa e arrastada, acomodando os óculos escuros no rosto — Estão negociando a liberdade de vocês na sala do capitão.
-P-Policial-san, por que eu e Soul fomos presos? — as palavras saltaram da boca de Roxas antes que ele pudesse censurá-las.
Soul? De onde surgira tal nome? Por que lhe soou tão natural ao pronunciá-lo? De algum jeito, não lhe pareceu tão estranho ao olhar novamente para o lado; até que combinava com o albino.
-Fui instruído a manter sigilo.
Roxas resolveu simplesmente permanecer calado e contar com as pessoas que estivessem lá fora, tentando libertá-lo. Seria melhor assim: quanto menos pessoas daquele mundo misterioso o conhecessem, melhor para a Organization XIII. Os olhos azuis do rapaz percorreram a cela com certa curiosidade. E se não conseguissem libertá-lo? Será que... ele teria uma chance de fugir?
Que pensamento mais estranho... Jamais havia pensado antes em fugir. Mas, quando se sabe que está preso, esse é um pensamento comum... Será? Não houve tempo para pensar.
-Onde diabos eu estou?!
Foram as primeiras palavras que o de cabelos brancos proferiu depois que acordou, demonstrando sua confusão extrema ao levantar-se num súbito e olhar ao redor com uma expressão facial incontestavelmente assustada. É, só podia ser de susto. Era isso que seus olhos diziam.
-Ei, rapaz, mantenha a calma. — Advertiu o policial, indo em direção às grades.
-Como posso me manter calmo?! Eu estou preso e nem sei... — o de cabelos brancos foi dar um passo para frente quando perdeu o equilíbrio e caiu, logo dobrando um dos joelhos até a junta encostar em seu peitoral, com uma expressão de dor. Roxas inclinou a cabeça, sem entender; Foi quando viu um filete de sangue escorrer pela canela do colega de cela — ...!
-Oe, daijobu ka? — o loiro, preocupado, levantou-se da cama dura da cela da prisão em que se encontrava e andou em direção ao companheiro.
-Eu pareço bem, baka?
Silêncio. Soul, que permanecia estirado no chão, deu uma boa olhada no rosto de quem lhe estendera a mão, logo depois mirando o policial, voltando o olhar para o companheiro e segurando com força a mão deste, fazendo enorme esforço para erguer-se.
Pulou em um pé só até a cama, onde, com desgosto, sentou-se para não levantar tão cedo. Olhou ao redor com expressão crítica; Bem que podiam fazer um lugar mais agradável aos olhos, estava escuro demais e não seria tão tediosa a experiência de ficar preso sem saber... Mas aquilo estava irritando-o demais. Tanto a idéia quanto o lugar; Resolveu conversar com a pessoa ao seu lado, que estava a observá-lo com curiosa expressão facial.
-Hey, Roxas... — foi a primeira coisa que seus lábios ressecados pronunciaram; o outro, ouvindo o chamado, olhou nos olhos de quem tomara a palavra com certa confusão mental — ... Pera, sério que você chama Roxas?!
-Sim, me chamo Roxas; — igualmente espantado, esbugalhou os olhos azuis — ... Você não se chama Soul, chama?
-Chamo!
Um clima estranho se instalou na cela. Ambos encaravam-se abismados; tinham a impressão de que se conheciam, que tinham alguma história compartilhada, algo em comum, mas não passava disto. Suas cabeças eram incapazes de associarem o rosto um do outro a algum fato ou momento de suas vidas.
Não era possível saber mais nada sobre esse assunto. Se conheciam, mas não se lembravam desde quanto nem onde se conheceram. Porém, bastou que tivessem essa certeza em mente para que o sentimento de solidão fosse substituído por conversa.
Foram necessárias algumas horas — que curiosamente passaram como se fossem minutos; suficientes para que os hábitos que tinham no quarto-cela do Shibusen voltassem — até que a negociação fosse terminada e os dois serem libertados. O policial, que esteve o tempo todo se divertindo internamente com as implicâncias dos dois adolescentes, sacou as chaves do gancho de seu cinto e abriu a porta da cela. Apoiados um no outro, Soul e Roxas saíram mancando — porém sorridentes- do cubículo. Foram andando devagar pelo corredor, até que chegaram a porta da delegacia.
A luz do sol que passava pela porta de vidro ofuscava os olhos dos dois rapazes, que custaram a se adaptarem ao ambiente escuro da área de celas, mas já era hora de partir. Com o ombro esquerdo, Soul empurrou a porta para frente e saiu na frente, logo sendo abraçado (e quase sendo jogado no chão) por seu amigo Black Star, que, junto dos demais, o aguardavam ansiosos. Roxas, parado na escada, tentou olhar além do agitado grupo de alunos do Shibusen; ao fundo, Axel e Xion acenavam, sorridentes.
-Axel, Xion! — desceu as escadas aos pulos, logo sendo alcançado pelos companheiros.
-Que bom que está bem! — a menina jogou-se de braços abertos em cima de Roxas, abraçando-o forte por alguns instantes — Fiquei preocupada! — suspirou, deixando as costas arquejarem e o rosto afundar no ombro do rapaz, que deixou a mão esquerda envolvê-la pela cintura.
-Tudo bem, tuuudo bem. — Aos risos, Axel se aproximou — Já que tudo acabou bem depois dessa confusão, o que acham de irmos para Twilight Town, como sempre fazemos?
Concordaram, logo se afastando, de bochechas rosadas. Antes de passar pelo Dark Realm, Roxas deu uma olhada para trás; cruzou seu olhar com o de Soul, que parou de andar e foi na direção do loiro. Ficaram parados um de frente para o outro, apenas se encarando; aquilo com certeza era adeus.
Apertaram as mãos. Trocaram um breve e misterioso sorriso; Antes que pudessem trocar qualquer palavra, mais alguém se juntou à despedida: uma menina alta, magra, de cabelos rosa e olhos azuis lacrimejantes.
-Chrona, o que foi? — perguntou Soul, sem entender.
-N-Nandemonai... — ela responde, arfando e esfregando seus olhos com os punhos, logo se afastando com passos bambos para trás — S-Sayonara, R-R-R-R-Roxas-kun...! — foi seu último (inaudível) sussurro, antes de correr para os braços de Death The Kid, que assistia de longe com um olhar estranhamente triste, apesar do rosto mostrar severidade.
Depois de um tempo, soltaram as mãos; era, de fato, o fim.
Cada um seguiu seu gaminho, seu grupo, seu destino; o que havia acontecido com eles — como ficaram tão machucados, como foram parar na cadeia e vários outros — acabaram sendo esquecidos; apenas mais um mistério enterrado nas memórias deles.
-Kiddo-kun, leia o relatório para nós, sim? ~
-Hai, Chichiue.
Já havia se passado uma semana desde o término do 'Incidente 13' — como, ocasionalmente, acabou sendo chamado o acontecido; Na Death Room, todas as testemunhas — professores, alunos e até mesmo Axel, que, diferente dos demais, acompanhara passo a passo a experiência de Soul Eater na Organization XIII — estavam reunidos ao redor de uma mesa, com Shinigami-sama na ponta, olhando todos; Death the Kid, encarregado de fazer o relato-humano do fato que tanto incomodara ele e seus amigos, bateu seus papéis na mesa — ordenando-os — levantando de sua cadeira; estavam todos esperando para que o relatório fosse transmitido e tudo aquilo pudesse ser definitivamente esquecido.
"Incidente 13" o rapaz, depois de limpar sua garganta com uma leve tosse, começou a ler "Fato 1: os indivíduos-chave do ocorrido, originalmente, foram escolhidos ao acaso pelo grupo inimigo de bruxas, que queriam apenas chamar novamente a atenção do Shibusen, mas, por meio de testes indiretamente aplicados por Dr. Stein, foi comprovado que era um autêntico caso de Almas Paralelas. Fato 2: Os livros foram claramente alterados pelas bruxas por meio de fortes magias, uma vez que almas paralelas comuns não trocam esporadicamente".
O rapaz deu uma leve pausa, para conferir se todos estavam de acordo; até aquele ponto, ninguém demonstrou nenhuma objeção.
"Fato 3: Os indivíduos-chave relataram seus dias em blocos de notas, que foram conficscados e permanentemente guardados na Academia Para Shoukunins e Armas Shibusen do estado de Nevada."
-Este argumento não está totalmente correto. — Axel interrompeu por alguns segundos o jovem Shinigami, tirando um maço de folhas de papel amarradas com uma cordinha de um bolso interno de seu casaco negro — Encontrei estas páginas do relato do Soul outro dia, embaixo de um dos sofás da Grey Area. Foi por isso que me chamaram, got it memorized?
-Ah sim, obrigado por lembrar-me disso, Axel-kun. — Disse Shinigami-saman, com sua voz fanha habitual — Passe para cá.
Um pouco relutante, o nobody pôs os papéis na mesa e fez com que fossem deslizando até as quadradas mãos daquele que deixara claro ser o chefe; o relatório pôde prosseguir.
"Fato 4: Os indivíduos-chave sofreram danos físicos durante o período de investigação. U sujeito de nome Riku foi um dos causadores de tais danos.
Fato 5: Depois de um claro atentado contra a segurança dos indivíduos-chave e àqueles que lhes eram próximos, o Shibusen organizou uma operação ofensiva contra o grupo de bruxas que havia iniciado todo o conflito, que acabou em batalha e muito sangue derramado.
Fato 6: Em momento conveniente, a líder do grupo inimigo, Medusa -ou, melhor dizendo, o fantasma desta — realizou a destroca em plena batalha e os indivíduos-chave acabaram por ficar inconscientes.
Fato 7: Um rapaz de cabelos prateados e venda negra nos olhos que foi identificado como Riku derrotou o grupo inimigo e ajudou alguns dos feridos à realizarem curativos, mas assim que mais professores entraram em cena, sumiu sem deixar qualquer rastro.
Fato 8: Os indivíduos-chave, por causa de reclamações de barulho que surgiram na vizinhança, foram levados à delegacia, onde continuaram inconscientes por várias horas.
Fato 9: Os indivíduos-chave acordaram sem qualquer memória da troca.
Fato 10: Os indivíduos-chave, apesar de não lembrarem um do outro, mantiveram o comportamento amigável que desenvolveram enquanto foram mantidos em observação no Shibusen.
Fato 11: Os indivíduos-chave foram libertados por fiança paga pela Shibusen.
Fato 12: Os indivíduos-chave e todos os demais envolvidos seguiram suas vidas com normalidade.
Fato 13: Os indivíduos-chave continuam sem demonstrar ter qualquer tipo de recordação do ocorrido."
Depois que todo o relatório foi lido, houve um debate, uma votação e chegaram numa decisão final, que seria registrada e lacrada junto à todas as outras evidências na área mais restrita dos arquivos do Shibusen.
Levaram várias horas para chegarem à uma decisão unânime:
O 'Incidente 13' seria mantido em absoluto segredo; ninguém tinha permissão de contar algo sobre o ocorrido para ninguém, nem mesmo para os indivíduos-chave.
Uma vez que era impossível saber o que tais informações causariam na melhor das hipóteses.
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