Paralelos
1 Prólogo - Planetinha Nível 2
Notas iniciais
E se grande parte do que aceitamos como verdadeiro fosse um erro de interpretação, um caso especial ou um erro de lógica?
(...)
Ellie julgava ver surgir, vagarosamente, a ideia de que o mundo não passava de um fio num vasto tapete cósmico.
Contanto. Carl Sagan
Planetinha Nível 2
Em um canto esquecido de uma viela escura em um bairro abandonado do Universo, existe um planetinha nível 2 que abriga umas criaturas inimaginavelmente esplendorosas (e além desses seres magníficos, também existem uns que mais se assemelham a projetos defeituosos que alguém achou uma boa ideia chamar de raça humana).
Verdade seja dita, é uma baita de uma paisagem. Coisa linda mesmo. De tirar o fôlego.
No entanto, a Sra. Terra anda passando por uma crise de meia idade porque recentemente disseram que ela – surpresa! – nem mesmo existe. Qualquer um se sensibilizaria com a lastimável situação do pobre planeta. Mas, corajosa como só ela pode ser, Terra estufou o peito e decidiu que queria saber quem era aquele tal de outro planeta que, supostamente, seria “real” enquanto ela não passava de uma projeção. Um aquecimento global avançado depois, a nossa corajosa protagonista ilusória decidiu que não valia a pena.
Existir era superestimado e ela estava plenamente satisfeita em ignorar sua inexistência. Aliás, o que um planeta pode fazer quando confrontado por questões tão profundas?
Fale com o autor