Paradoxo
8 Desafios
Notas iniciais
—Já não esta na hora de acordar, pequena? – Fala Barry abrindo as janelas do quarto.
—Pai só mais 5 minutos. – Falo me espreguiçando na cama.
—Vamos lá Kate, hoje vai ser um dia especial.
Minhas memórias acabam, quando acordo num susto tremendo, vejo alguém se aproximar.
—Calminha ai garota, você ta viva. – Fala Cisco vindo em minha direção.
—O que aconteceu?
—Bom o resumo de tudo é que, nós levamos uma bela de uma surra, depois o Reverso matou o X. – Arregalo os olhos, queria descobrir logo a identidade do homem que matou meus pais.
—E cadê o corpo? Já descobriu quem ele é?
—Reverso levou o corpo com ele. – Meu animo desaparece e encosto no travesseiro de novo. – Vamos deixa de ajudar a sair daí. – Cisco sempre me animava quando estava pra baixo, ele era meu tio favorito.
Vou até o córtex, todos estavam lá, discutindo o que estava acontecendo, tinha muitas perguntas sem resposta, quem era “ele”? E o que estava chegando? Como se não tivéssemos problemas o suficiente, Caitlin chegou com uma noticia nada boa.
—Pessoal, temos um problema.
—O que foi Caitlin? Tem como ficar pior? – Fala Iris
—Eu estava testando as amostras de sangue do Barry, Kate e Peter, já que eles foram os que mais sofreram na luta e tem problema. – Caitlin se dirigiu até o televisor pra explicar melhor. – As moléculas do Barry estão normais, mas a do Kate e Peter estão...Bloqueadas.
—Como assim?
—Vocês não conseguem mais absorver a Força de Aceleração, sendo assim não tem velocidade o que significa que estão sem poderes. – Completou Wells
Nesse momento muitas coisas passam na minha cabeça, sem poderes significa, sem poder ajudar meus pais nesse problema, sem poderes significava que eu nunca mais poderia voltar ao meu tempo!
—E isso é permanente? – Perguntou Joe
—Não sabemos. Eles tem matéria escura nas células, porem é como se elas estivessem dormentes.
Vou andando sem rumo pros corredores, com um milhão de coisas preocupando minha cabeça. Peter vai atrás de mim.
—Olha, Kate espera, olha eu sei o que está pensando.
—Sem poderes, como assim sem poderes, como eu vou ajudar em qualquer coisa aqui se não tiver poderes, eu preciso dos poderes, eu preciso voltar para casa, tenho minha família, tenho até que terminar a droga da universidade e ainda tem meu estágio nas empresas Wayne.
—Calma, eu prometi que você voltaria pra casa e eu vou cumprir.
—Mas como? Com poderes os vilões vieram na nossa casa e nos deram uma surra o que vão fazer com a gente sem poderes?
—Olha eu consigo me virar muito bem sem poderes, afinal boa metade da minha vida passei me virando sem poderes.
—E quanto a mim?
—Eu te ajudo você não ta sozinha, a gente vai consertar isso.
Dou um abraço no Peter que retribui, fico feliz em ter pelo menos alguém em que possa contar a verdade, nunca menti por tanto tempo.
Mais tarde naquele mesmo dia, vou pra casa do Joe onde estou hospedada, não podia fazer muito para ajudar e Barry me recomendou tirar um dia de folga. Quando chego vejo Peter arrumando uma mochila.
—Para onde você vai?
—Bludhaven.
—Fazer?
—Deixei meu equipamento especial para essas ocasiões na casa de um velho amigo, vou pegar, vai ser útil.
—Então vou junto.
—Não você fica.
—Por quê?
—Porque eu vou e você fica.
—Estamos nisso juntos ou não? – Peter me encara por alguns segundos.
—Ta, arruma sua mochila. – Dou um sorriso, e vou arrumar a mochila. Deixamos um bilhete para que o time não fique preocupado.
Pegamos o trem das 17 horas, o previsto para chegarmos será por volta das 21. Peter senta do lado da janela e eu fico ao seu lado. Depois de algum tempo caio num sono revivendo minhas memórias.
—Então pai o que queria me mostrar?
—Vamos visitar um velho amigo do papai. Mas e ai como foi na escola hoje?
Conto o que aconteceu comigo durante o dia inteiro, quando termino, percebo que chegamos
—Kate esse é o amigo do papai, Leonard Snart.
—Prazer, senhor. – levanto a mão e o comprimento.
—Prazer Kate, quantos anos tem?
—16
—Tem quase a mesma idade do meu filho, se quiser enquanto eu e seu pai conversamos, ele esta na garagem, provavelmente trabalhando em mais uma das suas invenções.
Vou em direção a garagem, porem tudo começa a tremer, como se algo estivesse me impedindo de ir até a garagem, quando acordo assustada.
—Tudo bem?
— Tudo só um sonho doido.
Saímos do trem e vamos em direção a um apartamento perto do centro da cidade. Subimos as escadas e batemos na porta do ultimo apartamento do prédio. Quando abre vejo a surpresa nos olhos do morador.
—Peter Hawk, quem é vivo aparece. – Fala dando espaço para entrarmos.
—E ai Dick, parece que ainda não morreu. Essa é minha amiga Kate
—Prazer, Dick Grayson. – Fala levantando a mão.
—O prazer é todo meu. – cumprimento e depois puxo Peter no canto. – Esse é o Dick Grayson o primeiro Robin e atual Asa Noturna?
—Sim
—Então o que traz vocês aqui?
—Vim pegar meu equipamento Dick
—Tudo bem, deixa eu pegar para você. – Ele vai até o armário e traz uma maleta na volta.
—Valeu Dick.
—Vocês vão ficar aqui né? Afinal o próximo trem só sai amanha às 10 horas.
—Bom se estiver disposto a ceder sua residência então sim a gente fica.
—Ótimo. Vamos dar uma volta, comprar uma comida e ai a gente Janta.
—Até a parte do passeio vai, mas acho que seria melhor uma Pizza.
—Pensei que só comia a de Coast City
—Bom esta meio difícil usar os poderes e duvido que Jordan iria trazer.
Deixamos nossas coisas ali e partimos num tour em Bludhaven aproveitando a passagem. Depois pedimos uma pizza, comemos depois conversamos sobre muitas coisas. Nunca tive a chance de conhecer Dick Grayson, só o via como Asa Noturna, ele era um cara legal. Depois fomos dormir, Peter dormiu num colchão no chão e eu no sofá cama, fico pensando nos sonhos que tenho dito recentemente.
—Peter, esta acordado?
—Sim
—Seria possível assim a luta que tivemos afetar minhas memórias?
—Se você não tiver batido a cabeça forte em alguma coisa, acredito que não. Por quê?
—Estou tento uma lembrança da minha vida, que eu nunca antes tinha lembrado.
—Normal, não lembro quase nada que fiz antes dos 6 anos.
—Não isso é diferente, sabe o filme, Divertida mente?
—Sei
—E como se eu sempre tivesse essa memória base na minha cabeça, mas só agora ela foi liberada.
—E como é essa lembrança
—Eu vou com meu pai até a casa do Snart, ele já um pouco mais velho e lá ele me manda ir até a garagem para conhecer alguém. Toda vez que tento lembrar o que era que eu ia fazer minha cabeça começa a doer e não consigo lembrar.
—Ta, amanha a gente vai voltar para casa e vai tentar explicar isso, tudo bem?
—ok.
Kate adormece, Peter começa a pensar sobre o que ela disse, quando se lembra de que essa lembrança era do dia em que se conheceram, mas ela não deveria existir, não mais.
Central City 13 horas
—É bom estar nos laboratórios S.T.A.R. novamente.
—Que foi? Não gostou de Bludhaven?
—Não é isso, mas que o lar é o lar.
Iris corre no corredor para nos encontrar.
—Onde vocês estavam?
—Tivemos que pegar uma coisa, o que houve?
—É o Barry.
Corremos todos juntos até o córtex para ver o que acontecia. Quando chegamos vi, Barry numa maca inconsciente.
—O que houve?
—Ontem, a galeria de vilões do Peter atacou a cidade atrás de algo nas empresas Wayne da cidade. – explicou Cisco. – Barry foi para-los mais não aguentou, teve sorte de sobreviver.
—E o que faremos?
—Bom, até agora faremos de tudo para manter Barry bem e vivo. Mas se esses caras voltarem, vocês que terão de parar eles. Explicou Wells
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