Paradoxo

24 Capítulo 23 - Find Me Parte III


Notas iniciais
Heey Shadowhunters ;3 A Clary vai ficar bem ou não KKK, mentira ;3 Leiam u.u Boa Leitura

POV Clary

A dor dominava todo o meu corpo. Era como seu estivesse prestes a morrer de verdade. Clarissa era uma sanguinária, fazia de tudo para me machucar e Valentim apenas concordava com tudo não importa o que fosse.

Sabia que tinha menos de um dia, algo me dizia que morreria em muito breve. Não poderia simplesmente sumir daqui, até porque isso me parecia impossível. Sou, até onde sei, uma caçadora de sombras e sair daqui com magica não estava no meu sangue.

Estava vendo tudo turvo a minha frente, não sabia mais distinguir o real do irreal. Talvez tudo fosse só uma coisa louca da minha cabeça mole. Pensava em Jace me dizendo isso, imaginava suas mãos passando pelo meu corpo de forma usada, seus beijos se espalhando pelo meu corpo e nós dois fundidos em apenas uma pessoa.

Uma luz forte me cegou momentaneamente, Clarisse entrou com um sorriso perverso. Eu sabia que ela me torturaria, era um prazer fazer isso.

Ainda não tinha conseguido levantar da cama, doía muito. Meu pescoço estava machucado e o corte ainda era pior do que eu imaginava.

–Olá, Clary – disse macabra – Eu não posso te matar por enquanto mas, ninguém disse nada sobre machucar.

Um sorriso assassino lampejou em seus lábios. Aquela garota podia não me matar mas, ela faria de tudo para me machucar até que eu estivesse quase perto de conversar com a morte.

Agora fazia sentido porque eu sabia de coisas que se quer tinha visto, Clarissa vivia enquanto eu ficava presa

–Sabe, acho que seu Jace adoraria rever você...ou melhor eu.

–Deixe o Jace fora disso – disse ofegante.

Ela apenas riu.

–Acho que eu e ele vamos ter uma longa história de amor.

[...]

Tinha sido pior que o imaginado. Quase tinha perdido um braço. Eles estavam todos arranhados com cortes fundos, eu tinha certeza de que meu tornozelo estava fraturado porque ela havia me jogado de um lado para o outro.

Finalmente ela foi embora, me acomodei naquele lugar sujo e fechei meus olhos. Uma lágrima escapou.

–Oh, Jace – murmurei baixinho, para ninguém além de mim mesma. Ninguém além de um Clary solitária – Onde será que você está?

Quem sabe Jace nem estaria me procurando ou quem sabe não estava. Talvez, estivesse ou não. Eu não sei. Preferia acreditar que ele estava, assim a esperança ainda se mantinha acesa. A esperança era tudo que eu precisava.

–Será que você pensa em vir atrás de mim? – disse quase deixando uma lágrima cair dos meus olhos.

Alucinando como pensei que estivesse da outra vez minha cabeça projetou Jace sentado na beira da cama. Ele passou a mão no meu rosto e algumas lágrimas caíram.

–Eu jamais deixaria você sozinha – murmurou ele – Nunca pense que eu lhe deixaria sozinha Clarissa. Eu te tirei de um hospício lembra? Não entregaria você fácil assim para eles.

–Você não está aqui – digo triste.

–Clary meu anjo, eu estou sempre – disse beijando minha bochecha.

Então Jace sumiu.

POV Jace

Havia sonhado com Clary essa noite. Ela estava tão machuca e debilitada que ainda não parecia ela. O lugar era escuro e deplorável. Lembro-me de passar as mãos no seu rosto e de beijar sua bochecha enquanto lhe chamava de anjo. Parecia tão real.

Myra tinha vindo com Jem até o instituto. Estávamos todos na biblioteca, aproveitamos que Robert tinha ido embora para conversarmos sobre como lidaríamos com aquilo. Na verdade eu só achava que ele tinha ido embora porque ele tinha algo a ver com a vinda do Valentim. Ele tinha aparecido e o Valentim logo depois veio. É muita coincidência e eu não acredito em coincidência.

Jem disse que Tessa contou apenas o necessário por isso lhes mostrei a carta, logo ambos estavam despostos a nos ajudar. Mal conseguíamos acreditar que Valentim não estava morto. Sebastian não acreditava.

–Tessa nos deu instruções precisas se lermos direito – constatou Jem – Ela realmente está crente de que isso vai dar certo. Pode ser que não dê mas, Tessa acredita demais em você Jace.

Apenas concordei, eu sabia o porquê disso. Tessa um dia amou muito meu antepassado Will e ela não me ama como amava ele, mas vê em mim o mesmo espirito aventureiro que ele tinha. Pensa que talvez possa me ajudar como o ajudava. Ela me via como um filho, alguém que tinha que cuidar e no fundo eu me sentia grato por Tessa me ver assim como um filho. Ter duas mães não me parecia de mais.

–Mamãe nunca dá ponto sem nó – disse Myra – Se nós seguirmos é bem fácil. Vai ser bem fácil.

–É – concorda Alec – Quando Tessa nos levar ao ponto, Jace, Myra e Maryse podem ir ao encontro de Clary. Jem, eu, Alec, Sebastian e Simon vamos ao encontro do Valentin e da cópia do mal. Acho que isso é o necessário.

–Os mais fortes contra os dois? Porque não posso bater neles também?

–Porque meu irmãozinho desmiolado, a namorada é sua – disse Alec.

–Alec nunca, jamais, em hipótese alguma tente ser engraçado. Sério o senhor purpurina ali pode até achar engraçadinho mas, você não nasceu para ser engraçado – disse rindo.

Alec fez cara feia e voltou a falar. Ele detestava quando eu falava sobre o seu senso de humor que graças a Raziel era quase nulo. Alec não era engraçado e nunca foi desde que éramos criança.

–Tessa disse onde nós devemos ir e quando devemos ir, Clary tem menos de um dia – disse Jem.

–Todos concordamos que a ideia é suicida? – pergunta Alec.

Todos levantam as mãos. É suicida e nós podemos não voltar nem com a Clary e nem nós mesmos contudo é a única coisa que podemos fazer, para um caçador de sombras nunca tentar é o mesmo que entregar uma luta e nós não vamos deixar o Valentim ganhar mais essa.

–Devemos nos encontrar onde ela disse – orientou Jem – Amanha depois da meia noite, é o horário em que o feitiço vai funcionar. Já estive no lugar dos irmãos do silêncio, esse tipo de magia não pode ser realizado de dia, só é possível na hora em que os demônios tem certo livre arbítrio para andar.

–Está bem – concordei – Nos encontramos a meia noite no hospício onde eu a encontrei. Que cenário agradável o escolhido para pessoas do mal morrerem.

–Jace, porque você faz graça de tudo? – perguntou Myra quase perdendo a paciência comigo.

–Porque eu também tenho medo de perde-la mas, ao contrário de vocês não fico dizendo isso a todo instante – respondo.

Notas finais
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