Para sempre... - 1ª TEMPORADA
1 Capítulo 1 - Garota Suicida
Por quinze anos, acharia que quando passasse no corredor da escola, garotas iriam se importar com o que eu estaria vestindo, garotos iriam me adorar, eu iria crescer 12cm e teria peitos gigantes. É, essa não é bem a minha realidade. Mas claro, meu pesadelo começou com o Acampamento de Verão. Uma festa idiota da escola, mas havia certa magia no ar. Os idiotas nerds estavam se divertindo, e o resto de nós se embebedando. Pela primeira vez desde que tirei o aparelho dos dentes, não me sentia invisível.
OMG! Edward Cullen, o garoto mais popular da escola acabou de piscar pra mim, uma idiota sentada na arquibancada bebendo cerveja meio obrigada. Eu esperava que Edward cheirasse suas axilas como fazia quando estava nervoso. OMG, ELE FEZ! Mas ele fazia isso toda hora... E eu estava nervosa! Tanto que acabara de derrubar cerveja na garota da escada debaixo da minha na arquibancada e pedi desculpas logo em seguida. Mas nervosa porque Edward Cullen fez um aceno pra eu ir pro armário de utilidades fazer qualquer coisa com ele.
(...)
Edward acaba de tirar a minha virgindade no armário! Oh my God. Usava uma pulseirinha que brilhava no pescoço, e investia forte contra mim, fazendo a comoda cheia de materiais de limpeza balançar.
- Ai!
- Me desculpe, escorreguei. — desculpou-se ele. — Estou te machucando?
- Não, não...
- AHHHHHHHH, INCRÍVEL! — é, acabara de perder a virgindade com Edward Cullen.
(...)
Depois desse acontecimento marcante na minha vida, estavamos colocando nossas roupas.
- Está desapontada porque o verão acabou? — perguntou ele.
- Sim. — menti. Pouco me importava se o verão acabasse ou não, estava tentando ser normal.
- Algum plano para as duas próximas semanas?
- Não sei, provavelmente só... sair, assistir filmes e nadar.. Algo assim.
- Legal. — sorriu.
- Vamos voltar?
- Sim.
- Claro, claro. — eu estava estranha porque Edward tinha acabado de quebrar minha conchinha e eu estava transbordando amor doce e pegajoso de mim. — Você quer ir.. comigo? — fui idiota de perguntar. Droga, Bella!
- Ei.. — pegou em minha nuca e beijou minha testa. — Você é demais, Bella.
Então... Ele não era um poeta. Continuava sendo somente Edward Cullen.
- Mas eles não podem descobrir. — falou ele tentando ser gentil, me deixando no armário.
E eu era apenas Bella Swan.
(...)
- Que ridículo! — minha mãe falava no telefone, perto do balcão da cozinha. — Renata não veste 38... Vi ela no clube e a saia dela era minúscula e não de uma boa forma! — comentava minha jovem mãe, muito mais jovem que eu mentalmente. — Chegou isso pra você. — disse pra mim, me entregando um envelope. — Aro é um cirurgião plástico, nunca dormiria com ela!
Minha mãe sempre sabia quando algo estava errado.
- Querida.. — disse ela — Venha cá... — E não gosta muito de conversar, ela me trouxe umas roupas pra lavar. — Não pagarei pra cuidarem do seu cabelo, se não arrumá-lo um pouco. — sussurrou ela.
Revirei os olhos e saí com as roupas e o envelope e fui para o quarto. Abri meu notebook e estava lá meus amigos na rede social Facebook: apenas 11. Nessie e Angela, o resto nerds da escola.
Abri meu blog privado no qual o título era Garota Invisível. E comecei a escrever. Como chamo o pior dia da minha vida? Já sei: Embaraçoso, cru e revirado.
Mensagem de Nessie: Ligando pra você.
E o telefone tocou em seguida.
- Ele te rejeitou? Que estúpido! Mas meio que eu esperava.
- E não me avisou?
- Não foi esperado esperado assim. Meninos como Edward não saem com garotas como nós. Então olhe pelo lado bom, pelo menos ele não colocou na Internet para todos verem o fora e abandonou você pra ficar com a pamonha da Jane. Que terrível humilhação.
— Que bom. — decidi deixá-la pensar que Edward não transou comigo e sim me rejeitou.
- Poderia imaginar quão suicida estaria se estivesse transado? — mal ela sabia que eu tinha transado.
- Posso imaginar.
- Passei por problemas na escola mas você tem que sair dessa. Tem uma festa hoje na casa de Embry Call. Preciso de você lá já que Angela me deixou na mão!
- Ela está de castigo de novo?
- Sim, não conseguiu nota acima de 120 no vestibular.
- Os pais dela estão achando que ela não é asiática.
- Isso não foi legal... — sorri.
- Foi ela que disse, então você vai?
- Não tenho certeza, te ligo mais tarde.
- Deixarei meu celular perto de mim. Vá chorar no seu blog e fale de mim... Tchau!
Bufei. Levantei da cama e o envelope caiu, fazendo-me lembrar dele. E estava sem remetente e escrito:
Bella,
Como você sabe, poderia desaparecer e ninguém notaria. Aqui está uma lista de sugestões para você seguir: Numero 1: Pare de ser tão medrosa.
Um amigo.
Quem escreveu a carta não fez rodeios.
Era verdade e a verdade dói.
- Jantar pronto em dez minutos!!! — gritou minha mãe. Deixei tudo escrito no meu blog para que eu pudesse me lembrar desse acontecimento algum dia e adicionei: As vezes, ser adolescente te faz querer morrer.
Entrei no banheiro e procurei pelos comprimidos de Aspirina, pra me dar sono.
- Aspirina, me leve embora. — falei querendo dormir e só acordar amanhã. Depositei dois comprimidos na mão e coloquei na boca. E droga! Me engasguei com eles na tentativa de engolir sem água. Comecei a tossir, tentando tirá-los da garganta. O copo cheio de comprimidos de Aspirinas caiu no chão. Me apoiei na pia pra conseguir me manter em pé, derrubando uma caixa de madeira na banheira em seguida. Finalmente cuspi na pia os dois comprimidos, e escorreguei nos que estavam no chão, caindo na quina da banheira. Doeu um pouco a cabeça e meu braço já que caí por cima dele. Maldita banheira!
Mas poderia ficar pior. O secador caiu na banheira que estava cheia d'agua, dando um curto circuito em seguida.
- Bella? Bella? BELLA? — minha mãe gritava. — BELLA!
(...)
Em seguida estava eu no hospital, com um gesso que deixava meu braço levantado, como se quisesse perguntar alguma coisa.
- Fisicamente está se recuperando, mas emocionalmente será uma longa caminhada. — disse a porra do médico dramaticamente.
- Porque ela não é como todas as adolescentes que passam fome? — perguntou a doida da minha mãe pro meu pai, retoricamente.
- Reneé isso não é sobre você, é sobre nossa filha suicida. — Disse meu pai, novo e lindo, Charlie. COMO ASSIM SUICIDA? FOI UM ACIDENTE! — Não imaginava o que sentia quando vi aquilo que ela escreveu.
De repente um flashback passou pela minha mente, eu havia escrito:
As vezes, ser adolescente te faz querer morrer.
ESSA NÃO! Foi só um discurso dramático adolescente! Não um grito por ajuda!
(...)
Quando desejei visibilidade, devia ter especificado. Agora todos falam da garota suicida. Eu quero morrer!
Quer dizer, você me entendeu!
Alguns pensavam que eu cheirava tinta de parede, outros pensavam que tomei mentos e coca cola, e outros 700 pílulas. Até asfixia erótica — o que eu não sei nem o que é.
Por duas semanas tento explicar que o acidente foi apenas isso: um acidente. E agora andava pelos corredores com todos me olhando com aquele braço levantado de engessado. Eu mereço?!
- Ela tinha uma vagina gigante. — falou Victoria — adentrando o banheiro feminino, onde eu estava — a gorda chata do colégio e lider de torcida, provavelmente insultando qualquer um. — Que nojento!
- Não acredito que isso aconteceu. — falou Bree, garotinha legal, mas que era muito influenciada por Victoria. Fiz barulho e claro, Victoria ouviu.
- A perdedora quer que falemos dela? — insinuou — Foi tudo pra chamar atenção. Só um pedófilo transaria com ela. Talvez! — soltou mais veneno.
VADIA!
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