Isabela Hart e seu irmão Matheus, viviam brigando quando crianças, isso permaneceu até a maior idade. Chegou o dia em que um deles governaria o Reino de Argia no lugar de seu pai, sendo assim o Rei Paulo resolveu dar o trono para Isabela, pois ela sim poderia amar seus súditos e governar o reino com a graça de seu pai.

-Pai ela não pode governar o reino ela é um mulher! – gritou Matheus com o com menor pingo de compaixão – Isso não é certo, isso que quebra o Tratado de Polaser.

A Lei de Polaser foi escrito para garantir que nenhuma mulher ficasse no lugar do rei, mas Paulo quis quebrar esse Tratado. Só Isabela tinha todas as qualidades de um governante.

— Matheus meu querido filho, sua irmã era a única pessoa que poderia sentar no Trono da Luz. Ao contrario de você, que só pensa em si mesmo e não no bem estar dos outros ao seu redor. – Isso fez com que toda a raiva de Matheus fosse para os seus poderes.

O Rei Paulo começou a sentir dor, mais muita dor. Até que não resistiu e ficou ali no chão sem respirar. No rosto de Isabela uma expressão de raiva e desespero se criou rapidamente.

-Como você fez isso com nosso querido pai?! – perguntou Isabela apontando o dedo para ele. Empurrou o dedo para o outro lado quase quebrando seu braço.

-Ele disse que eu não tenho as qualificações de um rei! – exclamou para irmã que se derramava em lágrimas. – Quem é ele para dizer quem poder ser rei ou não?

Essa frase é um normalmente Tamno!

Tamnos são pessoas diferentes de qualquer pessoa que viva em Argia, simplificando uma pessoa com alma fria, uma pessoa sem coração, que não se importa com os outros só com si mesmo, que mataria seu próprio irmão para conseguir mais poder e os Tamnos odeiam amor.

-Você nunca foi assim! – na verdade, desde pequeno Matheus sempre odiou o amor do pai com a irmã. Isso aconteceu quando ela ficou com remorso depois que matou a mãe por ciúmes. Matar o pai não piorou sua situação, mas ajudou a fortalecer um poder sombrio.

-Guarda leve-o para o calabouço e deixe-o lá até não houver mais Argia. — advertiu aos guardas, usava armaduras com um leve toque de laranja com o símbolo do reino, um rosto de tigre esculpido no metal.

-Sim, minha rainha! — disse uma dos guardas puxando Matheus pelo braço.

-Irmãzinha, eu só matei nosso pai, só isso!– diz para Isabela

-Como você ousa dizer uma coisa dessas! – gritou a Isabela ao assassino que antes ela costumava chamar de irmão. Ela não quis gastar palavras com ele somente disse-Vamos até o Lago Sagrado e veremos se você é um tamnos ou naravno.

— Eu não vou para esse lago! – disse Matheus

-Você vai e ponto final. Guardas! – retrucou Isabela, os guardas os deixaram inconsciente para poderem levá-lo

Foram a caminho do Lago Sagrado, tiveram de ir para a torre central do castelo para buscar o livro de Magia. O Lago fica atrás do castelo, para saber se você pertence à Argia ou a Tama.

Tama é o lugar onde os Tamnos vivem, Tama fica além das Montanhas da Luz. Tama é coberta por uma extensa camada de névoa cinza para que ninguém saia, essa camada distorce os sentidos das criaturas que tentam atravessar. Naravnos podem entrar, mas nunca até hoje nenhum voltou para contar história. Dizem que há varias criaturas assustadoras em Tama, como os Aswangs, são criaturas descritas como uma mistura de vampiro e bruxa. A criatura geralmente aparece em forma feminina, e é canibal e devoradora dos mortos. São capazes de se transformar em enormes cães pretos ou em javalis. Acredita-se que cabeças de alho, água benta e outros objetos sejam capazes de repelir a ação da Aswang. Muitas histórias contam que as criaturas comem crianças e fetos. Na forma humana, são quietos e tímidos, e só se transformam na temida forma assassina à noite.

O corpo do rei morto tinha que ser posto no lago para que sua alma se purifique. O corpo do rei se dissolveu com algo e pétala de rosas se tornou, com o vento foram levadas ao norte.

Matheus recupera a consciência e olha para Isabela

-Entre! Se a água ficar calma você pode ficar e se ficar agitada você será banido para Tama! – proclamou a irmã ao irmão – Entre!

Matheus entrou nas águas claras do Lago, e a água permaneceu calma.

-Estava vendo, eu pertenço ao Argia! – afirmou para a irmã. Não demorou a água ficar agitada, começou com umas ondas até que um rosto de seu pai se formou com as águas.

‘’Matheus Hart, saia desse reino até a próxima lua cheia que serão daqui dois dias, se permanecer depois de passado esses dias, será morto pelos Wendingos ao anoitecer. ’’

Disse o homem que voltou para o Lago, e assim o lago permaneceu calmo desde então.

–Vamos mudar as regras! Você deve ir embora amanhã à noite antes do primeiro raio de luar

Chegando ao castelo o guarda levou Matheus para a torre leste do castelo. Enquanto Isabela descansava em seu quarto na torre oeste. Como meu irmão poderia ter esses pensamentos de um Tamnos? Todos os que são filhos de naravnos suas habilidades são passadas de pai para filho mais sempre com bondade e o amor, mas já os filhos de Tamnos não mudam muita coisa só muda o fato de que as habilidades são feitas para causar dor e sofrimento, pensou consigo mesma.

-Seu marido chegou majestade! – disse o mensageiro do reino.

-Mande- o entrar, por favor!

Seu marido Jean, veio logo entrando dizendo.

-Isabela porque seu irmão está na torre leste? – disse ele com uma pequena felicidade. Ela explicou tudo a ele quase não conseguindo segurar a raiva. Isabela contou sua teoria para ele.

-Então, seu irmão pode ser filho de um Tamnos!

Se meu pai não é um Tamnos só resta uma opção, meu irmão é um bastardo. O rei disse que para ele que se ele não for embora depois da data dita, os Wendingos irá matá-lo..., concluiu Isabela.

— Como foi tola! O Lago mostrou de que ele não é um naravno. O Lago fica agitado se você é um Tamno. – olhou para Jean que estava sentado lendo o livro Das novas dinastias às antigas. Saiu de cima da cama que ficava no centro do quarto, tomou o livro de sua mão e foi para a janela.

No mostrou que Matheus não tinha pai. Isabela ficou intrigada e foi consultar os Sete Magos

***

— Sete Magos, preciso de sua ajuda! – suplica para os Magos de Argia, cada tem um medalhão em seu pescoço. Com a forma de circulo com um risco vertical cortando o circulo. Eles são responsáveis pelas crenças de Argia, são também os curandeiros do reino. – Preciso descobrir a descendência de meu irmão!

— Querida rainha devemos contar lhe uma coisa que só o rei sabia e isso morreu com ele no Lago Sagrado! –disseram os Sete ao mesmo tempo, Isabela estava rodeada por eles. Uma mesa circular tendo e Isabela estava no centro da mesa, rodeada por eles. – Sua mãe estava cansada de estar com seu pai, que resolveu trair seus

‘’Na calada da noite saiu para o reino encontrar com seu amante. Seu amante, um Tamnos. Como Tamnos são proibidos em Argia, sua mãe sabia um pouco de magia. Fez uma proteção para que nossa magia não caísse sobre ela e o Tamno, e ali fez o que tinha que fazer. Depois de uma semana descobriu que em seu útero se gestava seu irmão. Com tudo isso seu irmão herdou os poderes de sua mãe e obscuridade de seu pai Tamno.

-E o que devo fazer? – além de banir ele para o lugar onde realmente pertence.

- Você deve esconder de seu irmão que estava grávida. – Uma felicidade inundou seu coração que quase quis gritar, mas não pode porque o mago Bruno disse deve esconder isso de qualquer um, exceto Jean. – Se seu irmão souber de sua filha correrá um grande perigo de ser morta mesmo dentro do útero.

-Meu irmão pode ser louco, mas ele nunca mataria um bebê!– gritou com os magos. Será mesmo que Matheus poderia matar sua filha? Ou era só uma visão errada dos Magos? Sentou-se na cadeira mais próxima e começou a pensar no que devia fazer.

-Quem lhe garante que ele não a matará. – disse o mago Bruno

-Não sei, minha cabeça está confusa! Não sei o que fazer. – começou a chorar descontroladamente, pois acabará de perder o pai e descobrirá que seu irmão pode, ou não matar sua filha.

-Para evitar esse acontecimento amanhã antes de seu irmão ir embora, iremos para minha dimensão que se chama Terra – disse Bruno, alguns dos Sete nasceram em Argia, mas poucos como Bruno vieram de outra dimensão.

A névoa que cobria o reino já estava se desfazendo e o sol nascendo atrás das montanhas. Todos no reino começam a acordar, observando se nenhuma Criatura Sombria ficou pelo caminho, como vampiros, bruxas de Tama, aswangs, wendingos, lobisomens, medusas e espíritos malignos. Tama guarda todos os tipos de medos de uma pessoa. Desde um pequeno medo de inseto ao medo da morte. Lá não existe castelo, nem casas e muito menos pessoas, somente os medos.

O pai biológico de Matheus é na verdade um aswang. Uma abominação criada por bruxas e vampiros. Ele não se render tão fácil assim, pensou Isabela,

Foi difícil contar a Jean. Ele não parou de dizer que ele devia ficar junto a eles.

-Pelo menos vou poder visitá-los? – pergunta com uma lágrima já saindo de seu olho esquerdo. Jean já tinha perdido os pais quando criança, sua mãe era uma bruxa. Ela morreu tentando trazer o pai de Jean de volta a vida, mas se sucesso a magia que ela tentou fazer era negra. Então ela pagou o preço que foi a morte

-Não poderá Bruno disse que é melhor a criança não ter contato com ninguém de Argia. Ele também disse que nunca mais vou poder voltar para Argia e nem ele.

-Bruno disse isso, aquilo. Esqueça isso fique comigo, nada acontecerá conosco! – disse Jean, pegando um pergaminho e fazendo movimentos. – Fique! Seu irmão não é tão psicopata para matar uma criança.

A porta se abre. Matheus com os olhos de uma cor negra. Não gostou muito de ouvir a notícia de que a irmã está grávida.

-Você está grávida! Tenho que matá-la, pois se não essa criança pode roubar meu lugar no Trono da Luz – pegando a tesoura que estava numa mesa perto da porta. Ele não tocou na tesoura só a fez levitar, indo para a barriga de Isabela; Jean logo se pôs à frente de Isabela. A tesoura penetrou em seu braço. Uma areia se começou a formar um redemoinho que atacou Matheus, jogando ele contra o guarda roupa.

Corram! Não fique ai. Vão para o lago sagrado.

Uma voz na cabeça de Jean e Isabela.

O reino já começara a ser destruído, criaturas sombrias entrando nas casas e matando quem estivesse lá dentro. Matheus planejou desde o começo esse ataque, só precisava de um pouco de justificativa, para comprovar sua descendência. Toda a manhã descia as escadas do castelo sorrateiramente, e ia em direção a Divisa. A Divisa é onde separa o reino de Argia e de Tama para fazer pactos com as criaturas de Tama.

Isabela e Jean foram em direção ao lago sagrado. Chegando lá, Bruno estava em pé como se tivesse dormindo em pé. Uma explosão acabará de acontecer atrás deles.

-Vamos logo temos de ir. Se o portal fechar não poderemos ir mais para minha dimensão! – gritou Bruno, uma ventania começou a rodear eles, logo acima da ventania, viam-se Matheus com os olhos negros como a noite sombria.

Ele lançou um raio com de cor roxa em direção a eles, e Jean disse:

-Eu tenho que ir junto com vocês! – exclamou Jean para Bruno.

-Querido, não vou dizer novamente... – enquanto tentava dizer Bruno puxou ela pelo braço e mergulharam. Começou a nadar para o fundo do lago, Bruno fez um movimento com as mãos e disse algumas palavras que Isabela não conhecia. Essas palavras fizeram com que a água ficasse em chamas na superfície. Logo que Isabela mergulhou, ela viu o sangue de Jean se misturar com a água em chamas.

***

A água começou a secar, árvores cresceram, crianças surgiram. O sol queimava como em qualquer tarde de verão. A água tinha já evaporado de seus corpos quando a ultima criança tinha já ido embora do parque. Na frente deles havia duas árvores: uma com as folhas brancas e outra com as folhas vermelhas com sangue.

-A árvore do Sangue e a árvore das Almas mais conhecidas com as árvores da vida. Muitos acreditam que elas estão aqui desde os tempos de Cristo – explicou Bruno. — A seiva da árvore do sangue cura qualquer ferimento e cura doenças. E a seiva da árvore das almas pode trazer uma pessoa de volta a vida. As duas seivas juntas dão a imortalidade.

Bruno sentou-se na grama e olhou para as duas árvores. Começou a chorar descontroladamente

-Bruno, o que aconteceu? – perguntou Isabela, porque ele está chorando tanto?

-Não é nada!

-Não te nada acontecendo?

-Ok. Você não vai sobreviver ao parto.

Isabela começa a ficar tonta e cai no chão.

-Como?

— Você não pertence a essa dimensão. Seu corpo é frágil, gerar um bebê vai complicar sua situação, ou seja, você não vai resistir e irá morrer assim que der a luz ao bebê, então para você não morrer você vai tomar a seiva. – explicou Bruno – Para ter a imortalidade tem um preço. Para uma pessoa ser imortal ela tem que se alimentar da força vital do ser humano.

-A alma? – será que tenho de matar pessoas, pensou Isabela

-Não. Terá de tomar sangue. – esclareceu Bruno. – Me diga qual é a criatura que se alimenta de sangue humano?

-Vampiro. – As duas árvores foram feitas por bruxas de Argia para manter o equilíbrio entre as dimensões. – Uma criatura que deseja sangue.

— Vou poder ver minha filha mesmo assim? – Se eu estivesse em Argia seria mandada para Tama em dois tempos, pensou Isabela.

Bruno fez com a cabeça que sim, mas era mentira.

-Vamos para minha casa, tem alguém que você tem que conhecer. – disse Bruno

Bruno chamou um táxi e seguiram em direção a casa de Bruno.

Os grandes edifícios que se estendiam ao longo do caminho fizeram Isabela ficar com os olhos cheios de beleza. Estava para anoitecer e o sol se escondendo entre os edifícios tornou a visão mais linda.

A casa de Bruno fica atrás de um dos edifícios. Em volta da casa havia muitas árvores, arbustos. Parecia que a casa estava vazia há séculos.

-Sua casa parece um palácio Bruno. – disse Isabela. Essa casa é linda. Apesar da vegetação que se criou em volta da casa, pensou Isabela.

-Essa casa na verdade é da minha amiga Ariane. Ela deve estar lá dentro. – disse Bruno. Isabela olhou para ele e seus olhos estavam cheios de doçura. Como uma pessoa pode viver ali dentro.

As trepadeiras que estavam enroscadas nas cadeiras do lado de fora da casa puxaram eles para dentro com força. Iremos morrer agora mesmo, disse Isabela a si mesma quando a porta de abriu ao passarem pelo quintal.

As trepadeiras começaram a dar chicotadas, chicotadas muito fortes, tão fortes que machucaram o braço de Bruno. O sangue escorria pelo braço todo como uma cachoeira.

-Como é mesmo a palavra que Ariane me ensinou? – se perguntou enquanto defendia Isabela. Isabela foi para debaixo da mesa, mas não adiantou as trepadeiras estavam espalhas pela casa. – Ah... Lembrei. Darcarosissa!

As trepadeiras param de chicotear e caíram no chão. A ferida de Bruno é cicatrizada.

-Ariane deve estar nessa casa. – afirmou Bruno. A casa pertencia à bisavó de Ariane, mas sua avó e nem sua mãe herdaram a casa. A bisavó dela foi bem clara, disse que só sua bisneta herdaria a casa. – Ela nunca sai dessa casa, só fica lendo livros.

Havia uma divisória dividindo a sala de estar com a sala de jantar. Havia uma porta do lado da divisória, essa porta leva a cozinha. E depois da cozinha tem um corredor com vários quartos.

Trepadeiras tanto por fora da casa quanto por dentro. Essas plantas formão um caminho, pensou Isabela, Onde será que vai dar. Enquanto Bruno ficou analisando as plantas caídas no chão, Isabela resolveu seguir a trilha de plantas que se estendia pelo corredor. Ela seguiu pelo corredor e parou enfrente a uma porta que estava entre aberta, e as trepadeiras continuavam o caminho para dentro.

Há sangue nas plantas, Isabela notara nas plantas. A também havia sangue saindo por debaixo da porta. Isabela já se corroendo de medo e curiosidade abre a porta. Lá dentro as plantas trepadeiras estavam espalhadas por todos os lados. Havia uma garota de cabelos loiros deitada numa cama no centro do quarto com as raízes das plantas trepadeiras fincadas em seus pulsos. Será que essa é a Ariane, mas não tem como saber, ela está coberta de plantas.

-BRUNO! VEM AQUI! – gritou tão forte que sua garganta doeu. Bruno veio correndo quase sem ar. Ele observou a cama, as plantas, o quarto e o corpo sobre a cama. – Quem será essa garota?

Bruno não respondeu. Pegou os braços da garota e arrancou com todas as suas forças as raízes. O sangue jorrava com um chafariz, o sangue foi se espalhando pelo quarto e as plantas sumindo. Conforme as plantas foram sumindo o rosto da garota foi surgindo. Abriu os olhos de principio pareciam lilases, mas depois eles esverdearam e aquela garota era a Ariane.

-Quem são vocês? – pergunta garota olhando para todos os lados. – Quem sou eu? Onde estou?

-Ariane, sou eu Bruno. E essa aqui é minha amiga Isabela. – explica Bruno – Essa é sua casa.

-Ah... Como eu vim parar aqui? Como é o nome da minha mãe? Eu tenho mãe? Tenho irmãs ou irmãos? – Ela não fazia a menor idéia de onde estava. Não lembra que é o Bruno, nada, ela não lembra absolutamente nada.

***

A barriga de Isabela crescia a cada dia mais, mas se acostumar à nova vida não foi fácil, suas emoções estavam descontroladas. Não sabia o que estava acontecendo consigo mesma. Toda noite sonhava que seu irmão matava a bebê com uma faca, e sua fome aumentou cada vez mais.

Ariane não sabia nada sobre sua vida. Parece que apagaram a mente dela, pensou Isabela

-Vou tentar um feitiço que pode ajudar a trazer as memórias de volta. – disse Bruno. A magia que dele é boa, pura e sem danos aos seres vivos. Bruno tenta usar um feitiço e falha. Tenta novamente e falha. Tentou por vários dias, mas não conseguiu até que Isabela diz:

— Bruno! — diz Isabela. Seus olhos eram verde folha e passaram a ficar vermelho sangue. – Você tem que parar. Não vai adiantar. – Bruno a ignora e volta para a leitura do feitiço. – Bruno me escuta, não estou pedindo muita coisa. Só peço que pare para descansar.

Ele não disse uma palavra se quer. Continuou assim por longos dias, Ariane estava ficando fraca por causa dos feitiços. Até que em uma noite Isabela cansada do que estava acontecendo, e resolveu falar com Bruno.

-PARE COM ISSO AGORA! – gritou com Bruno. – Bruno você está se destruindo. Pare, por favor!

Bruno levantou da cadeira onde estava sentado, seguiu até Isabela, e disse:

-Pilasse volos calop!- Isabela foi jogada contra a parede. Ariane a socorreu e a levou para cozinha. Foi lançada com tanta força que quebrou a coluna, Agora posso perder meu bebê, e minha vida.

Ariane levou Isabela para a cozinha e deitou-a de banda e colocou gelo em suas costas. Parecia que todos os ossos de Isabela estavam quebradiços. O gelo fragilizou cada parte de seus ossos, contudo aliviou um pouco a dor.

— Porque será que ele me atacou? – pergunta Isabela para Ariane. – O que pode estar acontecendo com ele?

-Não sei, ele está tão empenhado em trazer minha memória de volta que isso mexeu com a mente dele. Vou falar com ele, mas antes vou cuidar da sua coluna – disse Ariane – De onde você vem?

— Eu vivia no reino de Argia com meu pai e meu irmão – disse Isabela. – Meu irmão matou meu pai, tentou matar meu bebê e depois matou meu marido. Bruno me salvou do meu irmão, serei eternamente grata a ele.

— Porque seu irmão matou seu pai e seu marido?

-Depois que meu pai disse que seria a rainha meu irmão ficou louco por meu pai ter quebrado o Tratado de Polaser, e o matou somente com o olhar. Ele matou o Jean depois que ele protegeu Bruno e eu para que pudéssemos vir para terra. – explica Isabela, com as lágrimas escorrendo de seus olhos. – Eu acho não deve mais haver Argia. E agora não posso mais voltar.

— O que é essa Lei de Polaser? –pergunta Ariane

— A lei foi escrita cinquenta anos antes do meu do meu nascimento. Ela foi escrito por Lino Hart meu bisavô, ele teve seis mulheres que tentaram roubar o Trono da Luz, então ele fez uma dizendo que nenhuma mulher sentaria no Trono da Luz. Mesmo assim sua sexta mulher tentou roubá-lo, mas ele foi mais esperto. Convenceu a algumas bruxas para fazerem um feitiço para que nenhuma mulher sentasse naquele trono.

“Elas fizeram o feitiço. A sexta mulher de Lino tentou roubar o trono novamente, e não conseguiu; ela subiu os quatro degraus que tem antes do trono, ela sentou no trono, e não demorou muito tempo para ser arremessada do trono com uma força tão brutal que acabou morrendo com a coluna vertebral quebrada

— Espera um pouco, você sabia que o trono podia fazer isso com uma mulher, então porque seu pai nomeou você rainha? – perguntou Ariane

-Não sei. – respondeu Isabela

O rei Paulo chamou bruxas de todas as dimensões para quebra o feitiço feito por Lino. Somente uma bruxa conseguiu quebrar o feitiço seu nome era Mercedes. A única magia forte o suficiente para quebrar o feitiço foi à magia negra de Tama. A magia negra tinha um preço e o rei escolheu com pagamento sua própria vida. E assim foi feito, Mercedes hipnotizou Matheus para que matasse o pai na hora que soubesse que a irmã seria a nova rainha. Essa informação morreu com Paulo, e permanecera com ele.

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-Não sei está acontecendo comigo, sinto que está faltando algo em mim. – disse Ariane. Ela perdeu a memória, ela quer o que ela quer? – Você sabe como me sinto, não sabe?

-Nunca perdi a memória para sentir o que você está sentido. – responde Isabela com um sorriso torto – Se ele parasse com essa paranóia poderíamos tentar recuperar suas memórias de uma forma menos dolorosa.

Ariane concorda e fala:

— Ele não está usando só um feitiço, — contou Ariane – ele está usando mais de um.

Ele é louco ou o que? Não se podem usar vários feitiços juntos para recuperar uma memória e ele sabe disso, Isabela estava certa, vários feitiços misturados podem prejudicar a mente de quem está recebendo o feitiço quanto de quem está executando o feitiço.

- Temos de pará-lo imediatamente! – exclamou Isabela para Ariane com os olhos cheios de preocupação.

— Vamos parar ele ag... – com impulso muito forte Ariane é jogada para trás, seus cabelos loiros fizeram um movimento rápido para trás junto ao seu corpo. Ela começou a ter um ataque epilético depois uma dor de cabeça muito forte. – Ai! Minha cabeça está queimando!

Isabela fica assustada com a cena que está a sua frente. Não foi a primeira que vira a cena. Ela tinha dez anos de idade, estava andando no povoado perto do castelo quando viu uma mulher saindo de sua casa dizendo “Ajudem-me, meu marido está morrendo’’. As pessoas perto da casa correram para dentro junto com Isabela, o marido estava tendo a mesma coisa de Ariane, tinha uma coisa diferente entre eles, ele estava com manchas vermelhas em todo seu corpo magro. Ele morreu depois de quinze minutos, uma semana depois descobriram que tudo foi feito por uma bruxa chamada Laís.

Isabela ouve umas palavras vindas da sala, deixou Ariane no quarto e foi para sala. E lá estava Bruno, com sua pele toda vermelha, Bruno era magro de olhos azuis. Mas naquele momento estava um pouco mais gordo com olhos vermelhos, e seu corpo estava vermelho com símbolos que Isabela desconhecia. Magia Negra pensou Isabela, Bruno está fazendo magia negra, isso não é possível.

-Você pensou que poderia escapar de mim. – disse Bruno, só que não era Bruno era outra pessoa. Matheus.

-Quem é você e o que fez com Bruno? – perguntou Isabela.

-Como pode esquecer minha voz, irmãzinha. – disse Matheus.

-Matheus saia agora do corpo do Bruno! – ordenou Isabela. Ele a ignorou, ele se levanta do chão e caminha até Isabela. Ela recua. – Pare ai mesmo!

-Está com medo do seu próprio irmão, e desculpa pela sua amiguinha sem ela eu não estaria falando com você agora. – explicou ele. Matheus conseguiu entrar no corpo de Bruno ele teve que sugar a força vital de Ariane, assim ele podia se comunicar com Isabela.

-O que você quer? – perguntou Isabela.

-Além da sua morte mais nada.

-Porque você quer matar minha filha?

-Irmãzinha, eu só quero uma coisa na vida que é ser rei de Argia, mas com o nascimento da sua filha pode diminuir minha chance de governar Argia e trazer os Tamnos para Argia. – disse ao sentar-se na cadeira da sala de jantar – O reino agora está uma desgraça total. Graças a sua fuga consegui atacar o reino.

-Espera um pouco, mulheres não podem governar o reino de Argia, então porque minha filha pode diminuir suas chances de governante?

— Seu pai... – começou, mas Isabela interrompeu dizendo:

-Nosso pai. – corrigiu ela.

— Não se esqueça que corre sangue de um tamno no meu corpo, não de naravno! – exclamou com uma voz tão forte que Isabela se assustou.

Matheus contou o que Paulo tinha feito. Isabela ficou calada não disse uma palavra se quer enquanto ouvia a historia. Meu pai queria tanto que eu fosse à rainha que deu a vida dele para eu ficar no trono, Isabela pensou em dizer, Matheus deve ter retirado a camada de névoa da Divisa para as criaturas atacassem Argia.

-Não pretendo abandonar o corpo do Bruno, com isso Ariane irá morrer. – disse Matheus Hart, e estava totalmente certo.

-Não faça isso, você nunca foi assim. – disse para ele com os olhos cheios de lágrimas. Isabela sempre foi uma garota ingênua, ela sempre viu coisas boas em pessoas más.

-Aproveitando a oportunidade você terá sua morte também.

Notas finais
Ainda não está terminado. Estou elaborado os segundo capitulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.