Notas iniciais
Volteii Recifee (ou onde você morar kkk), Demorou mais chegou o primeiro capitulo dessa historia, ta bem introdutório? Ta beem introdutório porém era necessário galera desculpa mesmo, no próximo o bicho já pega prometo, aproveitem a historia, aceito opiniões kkkkk

Magali era apaixonada pelo namorado, talvez não daquela forma que as pernas bambeiam o estomago revira e surge a imagens de fogos de artificio na cabeça, porém ela ERA apaixonada por ele, claro que era, Quinzinho é o namorado perfeito, doce atencioso, um verdadeiro príncipe encantado.

E Magali como a maioria esmagadora das meninas de sua idade sempre sonhou em ser uma princesa, ou seja Quim era o namorado perfeito, esse era um fato inegável. Mesmo assim por mais que odiasse admitir Magali ainda olhava para outros garotos. Claro ela nunca trairia o namorado, nem mesmo pensava nessa possibilidade, porém não conseguia evitar umas aceleradas no coração e alguns sorrisos bobos direcionados para as pessoas erradas.

Sua natureza meiga a fazia se sentir cada vez mais culpada toda vez que acontecia, e no momento que percebia o sentimento próximo de virar uma paixão mesmo das mais leves, escrevia uma carta endereçada e selada, somente não enviada. A garota guardava cada uma delas em uma bonita caixa azul que ficava em cima de seu armário e é com o sumiço dessa caixa, que nossa historia realmente começa;

— MÃEE!! — Gritava Magali , esperando que sua mãe pudesse a ouvir da cozinha.

— Oi, Filha, também não precisa gritar né — Surpreendeu a filha aparecendo na porta do quarto.

— A senhora viu a minha caixa??

— Que caixa Magali? Acha que eu virei advinha agora por acaso? — Riu dona Lili achando o tom exasperado da filha um pouco engraçado.

— A caixa azul mãe! A que sempre fica em cima do meu armário!

— Dona Lili franziu o cenho — Aquela coisa velha filha? Acho que dei pra Luísa levar pro bazar da igreja junto com as outras coisa. Só tinha um monte de papel dentro.

— Eram papeis importantes mãe! Não acredito que a senhora fez isso sem nem me perguntar! QUE DROGA!

— Olha só mocinha fale direito que eu não sou sua amiguinha! Eu estou mandando a senhorita juntar as coisas para o bazar a meses! Se tivesse tão preocupada deveria ter feito antes! Agora para de reclamar e vá na casa da Luisa que se eu entreguei mesmo ainda deve estar lá.

— Ai mãezinha, desculpa ter falado desse jeito é que ninguém pode encontrar esses papeis, é muito importante pra mim — Falou a menina obviamente arrependida e com seus típicos olhos de cachorrinho pidão.

— Ta tudo bem filha vi que ficou nervosa mesmo, me desculpa ter dado coisas suas sem perguntar também errei, mais corre lá na casa da sua amiga que se Deus quiser essa tal caixa está la.

— Vou agora mesmo — Falou Magali já correndo pra porta.

Nessas horas que a ex comilona agradecia o fato de todo mundo morar tão perto, chegando na casa da melhor amiga em pouco mais de 5 minutos, porém de tão nervosa que a garota estava ate o som da campainha e som de passos até a porta pareceram demorar um século;

— Amiga! Você tinha ficado de vir hoje? — Perguntou Mônica parecendo confusa.

— Na verdade não Mô, eu tava precisando perguntar uma coisa do bazar pra Tia Lu, ela tá por ai?

— Tá sim lá na cozinha, pode entrar boba — Falou a dentuça já voltando para dentro.

Magali entrou tirando o sapato e colocando ao lado da porta antes de avançar para a cozinha onde Dona Luisa estava com um monte de peças de roupa e outros itens do tipo a sua frente na mesa e no chão ao seu redor;

— Tia Lu? a senhora ta ocupada? — Perguntou vendo a situação.

— Ah oi querida! Não pode falar, to só terminando de organizar os itens do bazar.

— É que parece que a minha mãe acabou doando uma caixa minha que não era pra doar sabe, é uma coisa bem importante pra mim.

— Ah querida, eu não lembro de nenhuma caixa, mais pode procurar a vontade, tem mais coisas lá na sala e no quarto da Mônica — Como se por invocação a referida menina apareceu assim que seu nome foi citado.

— QUEEEE? A CAIXA DAS CARTAS SUMIU?? E você não ia me contar isso sua doida?

— Eh Mô, minha mãe acha que acabou vindo pra cá, me ajuda a procurar por favor, eu não sei o que faria se isso caísse nas mãos erradas! – Magali já estava com os olhos lacrimejados e voz embargada quando a amiga pareceu entender a seriedade da situação;

— Claro amiga, Borá la pra sala que se tivesse aqui na cozinha minha mãe já tinha visto. Só relaxa que minha mãe não entregou nem 1/10 das coisas ainda, deve ta por aqui!

As duas amigas procuraram por horas, porém nem sinal de caixa tão preciosa para Magali as garotas estavam neste momento deitadas lado a lado após tanta busca quando Mônica sentou-se de repente perguntando;

— Amiga afinal o que tinhas naquelas cartas? você nunca mostrou nem pra mim!

— Ai Mô, aquelas cartas são tão pessoais! Lá tem cada bobeira que eu já pensei sobre toda quedinha que eu tive! E pior amiga endereçada a eles! Imagina se isso cai na mão da pessoa errada, ou pior do Quim!

— Mais Maga, se for como sua quedinha pro professor Rubens, o Quim já sabe e ta bem sobre isso certo? — Perguntou ainda confusa.

— É diferente, o Professor não é da turma Mônica! O Quim sabe que nunca passou de admiração que eu confundia por ele ser bonito.

— Pera...então tem cartas ali pros nossos amigos?

— Tem Mô, e pra piorar alguns bem próximos!

— Me conta quem são, eu não sou a Denise sou sua melhor amiga! Me conta que eu ajudo!

— Não posso amiga, me desculpa mais não posso, Me desculpa e me ajuda Mônica por favor eu to desesperada! Mônica abraçou a amiga chorosa tentando um conforto;

— Claro que eu ajudo sua boba, acabei de falar que sou sua melhor amiga! Vamo pra sua casa, se não ta aqui talvez sua mãe só mudou ela de lugar e esqueceu.

— Você acha amiga? — perguntou secando os olhos que insistiam em marejar.

— Claro, Bora lá!

Seguiram para a casa de Magali, porém mesmo com os ânimos renovados e outra busca incessante não encontraram nem sinal da caixa ou de pelo menos uma cartinha, Magali parecia querer continuar o dia todo se não fosse pela campainha tocando, e a Garota sentiu o desespero se multiplicar mil vezes com a figura do garoto segurando uma carta em frente a sua porta. Por que aquilo significava apenas uma coisa.

Sua caixa não apenas estava com alguém

Como suas cartas haviam sido enviadas.

Notas finais
ACABOOU A PARTE INTRODUTÓRIAA, quem que ver o circo pegar fogo nos próximos capitulos fala eu.