Para Todo Sempre S2
15 Tinta e Papel
Notas iniciais
❤Para todo Sempre!
Capítulo XV
Tinta e Papel
Aquele chalé mais uma vez era testemunha do amor dele... Eles permaneceram no chão deitados em um tapete por um longo tempo, palavras naquele momento não tinha nem um significado. Estevão acariciava o rosto de Maria sem dizer nada... Enquanto ela recebia a caricia dele, também em silencio. Os dois esperavam a primeira palavra... Quando enfim Estevão rompeu o silencio...
— Nenhuma palavra é capaz de expressar o que eu estou sentindo em te ter novamente em meus braços... O meu mundo voltou a ter sentindo minha pequena! Eu Te amo Te amo, mais que tudo! Minha vontade é de sair daqui da forma que eu estou e sair gritando para o mundo todo ouvi que minha vida voltou a ter sentindo, porque minha Maria voltou para meus braços. Você é meu mundo! _ Estevão disse isso e á beijou! Depois ficou olhando profundamente os olhos de Maria com se esperasse uma resposta.
— Não vai dizer nada meu amor? –Estevão estava com medo de ser novamente rejeitado por Maria.
A cabeça de Maria estava um turbilhão! Ela olhava nos olhos de Estevão e também queria falar de amor, mas as palavras estavam presas em sua garganta... Naquele momento ela também queria gritar, gritar pra Estevão que o amava, que sempre o amou! Ela tinha medo, medo de se entregar inteiramente... Ela juntou toda sua força e coragem olhou nos olhos de Estevão e disse...
— Está noite foi perfeita! – Ela o beijou e ele correspondeu.
Maria queria dizer que o amava, mas ela apenas conseguiu dizer isso... “Que a noite tinha sido perfeita”. O medo de se entregar de bandeja a ele novamente era maior que sua vontade... Dizem que amar é como se jogar de um precipício, nós unicamente pulamos, sem pensar em mais nada. Não importa se quando enfim o nosso corpo se deparar com o chão ele esteja totalmente em pedaços ou que o nosso coração seja esmagado com a queda livre... Nós simplesmente pulamos o medo é um sentimento minúsculo em meio a todos os outros que o amor nos proporciona. Porem, Maria já tinha pulado do seu precipício, ela ficou em cacos quando se deparou com o chão, se viu sozinha juntando cada pedaço, ela conseguiu colar seus cacos e erguer-se. A marca daquela queda livre ainda estava em seu peito e no seu coração. Não era medo de se jogar era medo de não conseguir juntar os pedaços se caso, mais uma vez ele a soltasse.
— Você está com medo meu amor? – Estevão sentiu que o beijo que Maria lhe deu estava carregado de medo.
— Não posso negar... Eu estou com medo! – Maria disse isso escondendo seu rosto no peitoral de Estevão.
— Medo que eu possa voltar a magoa você? –Estevão disse isso enquanto acariciava o cabelo de Maria.
— Eu preferia não falar disso, não agora. Você pode entender?
— Sim eu entendo! Mas antes quero falar uma coisa pra você. Você só precisa escutar. hum? – Estevão levantou a cabeça de Maria a fazendo olhar em seus olhos.
— Tudo bem, fale!
— Eu sei que será difícil fazer você acreditar no meu amor. Sei que hoje mesmo você me disse que o tempo poderia fazer você me perdoar mais nunca esquecer. Eu não sei se você me ama, eu não sei se você poderá me perdoar um dia. Só quero que fique claro pra você que eu vou te dar o tempo que você precisar! Eu sou um cara que sempre precisou de certeza e hoje me vejo cheio de duvidas em relação aos seus sentimentos... Sua boca não me disse uma única vez que me ama... Não estou cobrando eu entendo seus motivos. Eu vou esperar por você meu amor, eu vou está sempre esperando o seu eu te amo e se um dia ouvir de seus lábios essa palavra eu vou ser novamente um homem completo. – Estevão disse isso e tornou a beijar os lábios de Maria.
Maria beijava Estevão, beijava sem parar... Não queria parar de beija-lo. Ela estava em cima dele o beijando, enquanto as mãos dele percorria o corpo dela. O telefone de Estevão toca, Maria separa seus lábios do dele e fala...
— Estevão seu telefone está tocando.
— Não importa a única coisa que eu quero e beijar seus lábios meu amor! – Ele beija novamente os lábios de Maria... O telefone continua tocando.
— Atenda! – Maria disse isso saindo de cima dele...
— Você é muito mandona, sabia?
Estevão procura a calça que estava no chão, pega o telefone de dentro do bolso e atendeu...
Chamada ON:
— Alo, quem é?
— Senhor aqui é do hospital geral. Encontramos o seu telefone no numero de emergência, da senhorita Ana Rosa Mendes... Ela sofreu um acidente.
— Acidente? Como ela está?
— O estado dela é estável... Mas ela está muito agitada, talvez se tiver algum parente nessa hora é o ideal para o bem estar dela. Será que o senhor poderia comparecer no hospital?
— Sem duvida, estou indo imediatamente! – Estevão já se sentia culpado, sentia que deveria ter impedido ela de sair naquela hora, ainda mais do jeito que ela saiu.
— Ok! Ficamos a sua espera!
CHAMADA EM OFF:
— O que houve Estevão?
— Ana Rosa, sofreu um acidente na estrada... Eu tenho que ir até lá. Tudo bem pra você?
— Claro que sim! Você quer que eu te acompanhe?
— Não precisa meu amor... Acho melhor ir sozinho!
— Tudo bem, não deixe de me dar noticia.
— Pode deixar! Desculpe-me meu amor. Queria passar essa noite com você.
— Isso agora não tem importância, Ana Rosa precisa de você... Não se preocupe comigo.
— EU TE AMO! – Estevão disse isso e foi até o banheiro, tomou um banho rápido e logo estava pronto pra ir até o hospital. Maria se preparava para tomar um banho, Estevão chega por trás dela beijando seu pescoço falando...
— Eu fico te devendo um banho e um trilhão de beijos.
— Tudo bem, eu sempre cobro minhas dividas! Agora vá e se cuide nessa estrada.
Estevão saiu daquele chalé com um peso na alma, tudo que ele mais queria era permanecer nos braços de sua amada, mas ele se sentia responsável por Ana Rosa... Precisava cuidar dela.
Maria permaneceu no chalé tomou um banho demorado, pensava em como seria daqui pra frente... Ela sabia que não teria forças pra ignorar aquela noite. Der repente ela se pegou sonhando com uma vida ao lado de seu amor, entretanto ela sabia que tinha muitas coisas a ser esclarecidas. Outra vez o medo, como um oportunista se instalou nos seus pensamentos, fazendo assim brotar duvidas e receios. Se entregar aquele amor, era o maior ato de coragem que Maria poderia ter. Ela queria poder, dizer que o amava sem medo, sem receio de sofrer... Ela estava despida de sua armadura durante todos os momentos daquela noite e mesmo assim o seu mecanismo de defesa não permitiu que ela falasse de amor.
*FLASHBACK ON:
Um mês após Maria ser Presa...
Mansão San Roman
Estevão estava em seu escritório, porta trancada, bebendo. Dês do dia que ele descobriu a suposta traição de Maria sua rotina se tornou a mesma... Passava horas trancando, sem querer vê ninguém os únicos momentos de felicidade eram ao lado de sua pequena Bella, que com ao passar dos dias se tornava mais raro. Ele evitava até mesmo Bella, quando olhava os olhos da pequena, só enxerga uma realidade que não mais existia. Todos seus sonhos de uma vida ao lado de Maria e Bella foram destruídos ele não tinha mais força de ignorar a dor que estava em seu peito, precisava, necessitava vê Maria, entender o porquê de ela ter destruído sua vida... Era muitas perguntas sem resposta e ele não suportaria viver uma vida com tantas duvidas. A traição dela já era dolorosa demais, talvez escutar dela que ela nunca o amou, faria com que ele pudesse seguir adiante. Ele decidiu então enfrentar de frente aquela situação.
— Olá Laura, aqui é Estevão San Roman, você poderia me conseguir uma passagem para Itália?
— Com certeza Senhor San Roman! Qual o melhor dia para o senhor?
— Hoje mesmo, se for possível.
— Pode deixar, vou providenciar tudo e entro em contato assim que tiver em mãos sua reserva.
— Obrigado Laura! Espero sua ligação. – Estevão desliga o telefone, quando alguém bate na porta...
— Pode entrar!
— Estevão você precisa sair desce escritório, segui sua vida... Aquela mulher não merece todo esse seu sofrimento, já está mais que na hora de esquecê-la. – Alba disse isso sentando de frente para Estevão.
— Não se preocupe tia, hoje eu tomei uma decisão... E vou hoje mesmo para Itália, preciso ter uma conversa com Maria.
— Como assim, o que você ainda tem para falar com aquela vagabunda?
— Já lhe pedi para não usar esse tipo de linguagem... Maria é mãe da minha filha o que ela fez não muda isso, então, por favor, não volte a falar dela dessa forma. O que eu tenho para falar com ela é assunto meu! Não vou permitirei que a senhora interfira nas minhas decisões. Isso só é de meu interesse, não tem nada a ver com você. Então por favor, me deixe em paz! – Estevão já estava cansado de Alba jogando em sua cara a traição de Maria.
— Estevão eu só quero o melhor pra você! Será que é difícil você entender isso?
— Eu não sou um menino tia, sei me cuidar muito bem.
Alba ia responder quando a baba de Bella entra desesperada no escritório...
— Senhora, a pequena Bella, não quer acordar... Por favor, me ajude. –A babá estava chorando.
Estevão mais que depressa vai até o quarto de sua pequena, encontra pálida e adendo em febre... Imediatamente a leva para o hospital. Estevão chorava desesperadamente, não podia perder sua pequenina, não suportaria tamanha dor. Bella é atendida, Estevão esperava noticia, junto com Alba que fingia se preocupa com a saúde de Bella.
— Tente se acalma, Bella vai ficar bem.
— Como quer que eu me acalme? Bella é único motivo que eu tenho pra viver... Não posso perder Bella tia, não posso!
Alba estava feliz com toda aquela situação, Bella ficar doente foi pra ela uma providencia divina, assim a viagem de Estevão seria evitada, pelo menos até Bella melhorar.
— Tenho certeza que logo o medico chegará com boas noticias.
Passou uma hora, Estevão andava de um lado para o outro... Foi a pior hora de sua vida. Aquela espera estava o matando. Quando enfim o medico chegou com noticias...
— Como está minha filha, diga que ela está bem, por favor!
— Se acalme senhor San Roman... Nesse momento o senhor precisa tentar manter acalma, sei que não é fácil passar por uma situação dessas, tente se acalma.
— Eu só vou me acalmar quando vê filha bem! Eu preciso vê-la agora.
— Prometo que logo o senhor vai poder vê-la, mas antes preciso falar com senhor. Sua filha tem Anemia Falciforme é uma doença genética, que causa má-formação das hemácias. Ela está bem, a doença ainda está no primeiro estagio... Mas precisamos fazer mais exames para ter certeza do real estado de saúde dela.
— Como assim no primeiro estagio? Minha filha pode morrer doutor?
— Como eu disse senhor San Roman, será necessários outros exames... Hoje essa doença tem diversos tratamentos, tenho quase certeza que sua filha ficará bem!
— Quais são esses tratamentos? – Estevão estava ainda mais nervoso.
— Isso vai depender do que o exame indique... Em casos muito graves, a transfusão de sangue é uma das soluções adotadas para tentar abrandar seus efeitos. Experiências feitas com transplante de medula óssea também já foram feitas; porém, os médicos ainda não têm certeza se esse método pode ser eficaz para todos os pacientes. Como eu disse para o senhor é muito cedo, vamos esperar.
— Eu quero fazer os exames necessários! Eu esse que tipo de tratamento só pode ser feito pelo o pai ou mãe. A mãe de Bella, não está no país, então se realmente for necessária a presença dela aqui, quero providenciar isso o mais rápido possível.
— Entendo sua preocupação, acho muito cedo para isso, mas se isso vai lhe tranquilizar vou pedir uma enfermeira que providencie os exames necessários.
Estevão ficou um tempo esperando a enfermeira.
*FLASHBACK OFF:
Maria acabou dormindo no chalé, queria permanecer mais tempo naquele lugar, onde viveu momentos lindos junto com Estevão. Acabou acordando mais tarde do que esperava, era quase 9hrs da manhã... Ela foi o mais rápido para casa, não queria encontrar Vivian ou Bella acordada. Ao chegar a casa encontrou Bella e Vivian tomando café da manha...
— Bom dia, mãe! Onde estava?
— Bom dia, Maria! Já tomou café?
— Bom dia, minhas meninas! Eu fui da uma caminhada. Não tomei café ainda. – Maria disse isso sentou á mesa com suas filhas
— Hum, mãe a senhora pegou gosto em caminhar.
— Faz muito bem para saúde! – Maria odiava mentir, porem precisava falar antes com Estevão. Eles teriam que ter uma conversa e decidir o que fazer.
— Não encontrou meu pai quando caminhava Maria?
— Não Bella! Na verdade ontem ele precisou sair... Ana Rosa sofreu um acidente e seu pai foi ao encontro dela. Ele ficou de ligar para dar noticias, mas até agora não ligou.
— E como ela está? Não gosto dela, mas nunca a desejaria mal! – Bella parecia preocupada.
— Eu sei minha filha! Tenho certeza que ela está bem! Não se preocupe logo seu pai dará alguma noticia.
— Que horas aconteceu isso mãe?
— Já era bem tarde, não sei exatamente que hora era.
— Você estava com meu pai, quando ele ficou sabendo? – Bella disse isso, com malicia no tom de voz.
Maria percebeu o tom de voz de Bella, ficou constrangida... Quando ela reconhece a voz de seu amor respondendo a pergunta de Bella.
— Não minha filha, Maria estava no quarto dela e eu fui até lá avisa-la o que tinha acontecido.
— E como está Ana Rosa, pai?
— Ela vai ficar bem, graças a Deus foi só um susto. Eu vim tomar um banho, trocar de roupa e voltarei até o hospital. O medico disse que hoje mesmo ela terá alta.
— Fico feliz em saber que ela está bem! Sente-se tome café conosco!
Estevão sentou-se do lado de Maria, sua vontade era enchê-la de Beijo, no entanto sabia que não era o momento.
— Ah mãe, já ia me esquecendo, Alberto ligou... Disse que precisa falar com a senhora, com urgência. E chegou um pacote para senhora deixei no seu quarto.
— Que estranho Alberto não tem o endereço daqui, ele que me envio o pacote?
— Acabei nem olhando o remetente, mas se ele não tem o endereço acho que não seja dele... Talvez possa ser de Afonso.
— Sim! Eu vou subir até o quarto, preciso mesmo falar com Alberto. Aproveito e já vejo o que é o quem mandou o pacote.
— Eu e Bella vamos andar de cavalo, não quer ir com a gente?
— Não meu amor precisa resolver umas coisas... Tome cuidado e não demorem muito. Quero voltar para cidade ainda hoje.
— Ok!
Maria subiu até o quarto o pacote estava em cima da cama, resolveu abrir o pacote primeiro, antes de ligar para Alberto.
O pacote não tinha remetente... Maria achou mais estranho! Quando abriu o pacote, tinha varias cartas, com uma letra que parecia ser sua própria letra. Maria não queria crer no que seus olhos estavam lendo, eram cartas dela para Artur, cartas essas que nunca havia escrito. Nada que tinha naquelas cartas fazia sentido, era um completo absurdo! Ela relia as cartas tentando entender... Até que tudo começa a fazer sentido, quando ela se lembra de suas conversas com Estevão...
*Lembranças...
Porem o meu orgulho e o ódio que eu sentia pelo o que você me fez era maior que tudo. Eu lutei esses anos todos pra esquecer você, lutei como um louco e nada adiantou e infelizmente sei que você nunca vai deixar de ser o meu mundo!
— Eu não posso acreditar! –
Maria chorava descontroladamente, as lembranças de todos àqueles anos vierem em sua mente. Ela sentiu como um navalha rasgasse seu coração! Lembrou-se das noites que chorou dentro de uma cela, implorando que Estevão a tirasse daquele inferno. Querendo pelo menos olhar nos olhos dele, para dizer que não era culpada de nada. Lembrou-se do dia de seu julgamento... Quando procurou cheia de esperança encontrar seu amor entre os presentes. A lembrança mais dolorosa veio como avalanche na sua cabeça, o dia que pensou que sua filha estava morta. Ela juntou as cartas e saiu daquele quarto, tomada pela fúria, entrou no quarto de Estevão, sem ao menos bater, o encontrou ele saindo do banho.
— Oi meu amor, já ia até seu quarto. – Estevão se aproximou de Maria, quando notou que ela estava chorando. _ O que houve, por que esta chorando?
— Estou chorando porque eu sou uma estupida!
— O que está falando meu amor, por que fala dessa forma?
— Não me chame de meu amor... Vamos deixar de hipocrisia! – O tom de voz de Maria era carregado com uma fúria que tomava toda parte de seu corpo.
— Maria, por favor, me explica o que aconteceu?
— Aconteceu isso! – Maria jogou as cartas em cima de Estevão.
Estevão apanhou uma das cartas do chão, nem precisou de muito tempo para reconhecer de que cartas se tratavam.
— Onde conseguiu essas cartas?
— Vejo que você já tem conhecimento do teor dessas cartas! Foi por isso Estevão, foi por tinta e papel que você jogou toda nossa historia no lixo? – Maria gritava
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