Notas iniciais
Mais um pouquinho de ParejaTekila. Espero que gostem!

O Jantar

III Capitulo

— Maria, me escute eu não coloquei essa noticia no jornal, mas eu disse pra nossa filha que você estava morta, quer dizer não você exatamente, mas a mulher que ela acha ser a mãe.

—Você o que?

Maria estava transtornada começou a bater em Estevão, lagrimas corria em sua face, Estevão tentava segurar seus braços, tentava acalma-la. Suas bocas estavam tão perto que dava pra sentir o hálito quente, seus corpos tão juntos, em meio de todos aqueles sentimentos, surgiu o desejo. Uma simples aproximação entre os dois fazia seus corações estremecer. Estevão não pode conter o desejo e a beijou, deixou-se guiar pela paixão. Maria tentava se livrar-se dos braços de Estevão mais quando sentiu os lábios dele junto ao seu acabou correspondendo. O beijo tinha um gosto de saudade, tinha gosto doce do amor aquele sabor que só o beijo de amor tem.

♪♪♪Noite e dia se completam

O nosso amor e ódio eterno

Eu te imagino, eu te conserto

Eu faço a cena que eu quiser

Eu tiro a roupa pra você

Minha maior ficção de amor

Eu te recriei só pro meu prazer

Só pro meu prazer

O Beijo parecia que durará uma eternidade, parecia que todo o resto do mundo tinha desaparecido e que naquele momento não existirá mais nada só os dois, nem qualquer outro sentimento existia, apenas o desejo e a paixão. Maria foi se desvencilhando dos lábios e braços de Estevão.

— Pronto teve o que queria já me beijou. — Ela tentava manter a voz firme.

— Eu não entendo o que aconteceu, mas você correspondeu ao meu beijo. Sentir você tremer em meus braços.

— Que pretensioso, Você acha que ainda me interessa que ainda sinto alguma coisa por você. Você me matou Estevão, me matou em vida e matou todo sentimento que um dia quando eu era uma tola nutri por você. — Maria falava com ar de deboche.

— Não brinque comigo Maria, Não vou permitir isso!

— Eu que não permito Estevão, nunca mais toque em mim. E fique sabendo que você só tem até hoje à noite para contar a verdade para Bella.

— Isso não! Você não vai mágoa minha filha ela não esta pronta para verdade, você não pode jogar toda essa verdade em cima dela.

_ Que verdade? Que o Pai dela é um mentiroso que abandonou sua mãe, que publicou em um jornal que ela estava morta. Que mentiu a vida inteira sobre de quem ela era filha. Acho que você é que não está pronto para encarar a verdade Estevão.

— Eu já lhe falei que não tive nada haver com essa noticia do jornal.

—Não me interessa! Já lhe dei um prazo. — Maria pegou sua bolsa e saiu.

Maria estava a caminho do ateliê seu pensamento estava em torno daquele beijo, ela não sabia por que correspondeu. Ela não poderia ter o beijado, como pode esquecer tudo que esse homem fez com ela, para Maria Estevão era o grande culpado de suas tragédias e mesmo com tudo isso seu coroação ainda o amava. Ela apenas não podia assumir nem para si mesmo... Nem toda a maldade que ela achava que Estevão havia feito destruiu o amor que insistia em permanecer vivo.

*Ateliê*

— Mãe eu já estava preocupada, onde estava? Liguei-te varias vezes. Não te encontrei no hotel, me deixou preocupada.

— Me perdoe, tive um compromisso muito cedo e não levei o celular.

— Me perdoe, tive um compromisso muito cedo e não levei o celular.

— Tudo Bem! Vamos vê os desenhos de Bella, ela está na sala de reunião a nosso espera.

O coração de Maria esta saltitando em vê novamente sua filha, mesmo que não dizendo agora toda verdade isso não tardaria.

— Olá senhora Sandoval, como está se sentindo? — Bella se aproximou de Maria para um comprimento um pouco formal.

— Estou me sentido muito bem! Mas por favor, me chame de Ma... — As palavras ficaram presas em sua garganta, tudo que Maria queria falar era pra sua filha chama-la de Mãe.

— Me chame de Maria e se você me permitir gostaria de lhe chamar de Bella, Tudo bem?

—Claro que sim!

— Me deixe vê os seus desenhos, sente-se vamos olha-lo com calma.

Assim passaram toda à tarde. Maria estava com muito orgulho de sua Bella os desenhos eram incríveis. Almoçaram juntas e falaram sobre os planos e projetos do desfile. Ao entardecer quando Bella já estava pronta para ir embora, lembrou Vivian sobre o jantar. Maria ficou um pouco confusa.

— Que jantar?

— A mãe eu esqueci-me de te avisar, a Bella nos convidou para jantar hoje em sua casa. Tem algo para fazer hoje?

— Não de maneira nenhuma, será um prazer voltar a Mansão San Roman.

— Voltar, por acaso já foi lá?

— Não, eu quis dizer ir a Mansão. Agora vamos que eu seu o quanto você demora em se arrumar. — Maria tentava mudar o foco da conversa.

Mais tarde

*Mansão San Roman

— Que bom que chegou pai, as convidas já devem está chegando.

— Que bom que chegou pai, as convidas já devem está chegando.

— Convidadas, que convidadas?

— Maria e Vivian.

— Convidadas, que convidadas?

— Maria e Vivian.

— O que elas querem aqui?

— Pai eu as convidei, lembra no jantar de ontem?

— Não sabia que seria hoje. – Estevão estava preocupado com o rumo que essa noite poderia tomar.

Estevão estava apreensivo, ele sabia que Maria tinha todo o direito de dizer a verdade a Bella, mas tinha medo da reação da filha. A possibilidade de está perto de Maria novamente fazia seu coração agir como um de adolescente, depois daquele beijo todos seus sentimentos vieram à tona, todo o desejo e amor que ele negou por tantos anos retornaram com toda força. Tocar os lábios de Maria novamente foi como provar o melhor vinho de uma safra antiga e só uma taça nunca seria suficiente. Maria era como uma droga, seu cheiro, seus olhos, sua pela... A sua essência tudo nela o atraía. Sem sombras de duvidas Maria era uma das drogas mais perigosa que existe, pois nem vinte anos após abstinência o fez criar alguma defesa, pelo contrario queria novamente provar o doce gosto amargo de seus beijos.

*Hora do jantar

— Sejam bem vindas!

— Boa noite Bella!

— Entrem, sintam-se em casa.

— Que casa linda Bella. — Vivian admirava os detalhes da decoração da casa.

— Sua mãe tem um ótimo gosto.

— Na verdade a casa foi decorada por mim. Minha mãe morreu há muito tempo, mas creio que o bom gosto foi herdado dela, meu pai não é muito ligado aos detalhes.

— Me desculpe, não sabia.

— Não se preocupe, falar nela sempre me faz bem!

— E seu pai, onde está? -Maria queria mudar de assunto, pois não suportava vê sua filha falar dela como se estivesse morta e perguntar sobre Estevão foi à primeira coisa que surgiu a mente.

— Estou aqui, me perdoe se a fiz esperar.

— Claro que não senhor Estevão acabamos de chegar, estava admirando a decoração de sua casa.

— Obrigado Vivian, isso é tudo obra de Bella.

— Vocês aceitam tomar algo?

— Eu aceito uma taça de vinho, por favor.

— E você Maria?

— Pode ser Vinho também, senhor San Roman. — Maria disse o sobrenome para enfatizar que não o tinha como amigo.

— Pode me chamar de Estevão. hum

Maria apenas acenou que sim com a cabeça e pegou a taça de vinho das mãos de Estevão.

— Maria gostaria de fazer uma pergunta e claro se for um assunto pessoal não precisa responder.

— Pergunte Bella, tenho certeza que poderei respondê-la.

— Sabe conheço suas biografias muito bem. Comecei acompanha seu trabalho assim que me interessei por moda. Tinha muito desejo em conhecê-la, mas você nunca antes tinha aceitado o convite para participar desse evento. E como é um dos eventos de muita importância para área da moda, sempre me perguntava o que te fazia não aceitar. Perdoo-me se estou sendo indiscreta.

— Não precisa se desculpa Bella isso é curiosidade sua e de muitas outras pessoas que amam a moda assim como nós. O motivo que me fez não aceitar os primeiros convites de não vim ao evento foi porque Vivian era muito pequena e eu não queria ficar longe dela. Não sei se você sabe, mas eu nasci aqui, e meu passado foi o segundo motivo de não aceitar o convite eu queria ficar longe de todo ele, pois eu pensava que ele so significava dor. Quando recebemos o convite desse ano, Vivian me convenceu em aceita-lo e isso foi á melhor coisa que ela poderia ter feito. Eu nunca poderei agradecê-la por me convencer a vim a esse evento.

— Então somos duas! Vivian muito obrigada por fazer sua mãe está nesse evento e obrigado por me dar o prazer de conhecê-la.

Estevão levantou a taça e pediu um brinde.

— Um brinde a Vivian!

Quando estavam todos brindando chega uma visita nem um pouco desejada.

— Boa noite! Posso participar desse brinde?

— Ana Rosa, o que faz aqui? — Estevão perguntou meio supresso e nem um pouco feliz com sua chegada.

— Ai amor parece que não ficou feliz em me vê, nem parece que sentiu saudade. — Ao dizer isso foi beijando Estevão e o abraçando. Estevão a beijou a contra gosto.

— Não vai me apresentar às visitas meu amor?

— Maria, Vivian essa é Ana Rosa.

Ana Rosa estendeu a mão para cumprimenta-las e dizendo “Ana Rosa noiva de Estevão.”.

— Muito prazer, Maria Sandoval, essa é minha filha Vivian Sandoval.

Bella não estava nem um pouco animada com a presença de Ana Rosa, mas não poderia fazer dês feita devido a visitas, Maria também não se sentia nem um pouco confortável com a presença da noiva de seu ex-marido. Bella avisou que o jantar já estava pronto.

— O jantar já está servido. Por favor, nós acompanhem.

A mesa estava esplendida e começaram a falar sobre diversos assuntos, Bella tentava excluir Ana Rosa de todos os assuntos. A presença dela era tão insignificante que não foi muito difícil. Ana Rosa tentava puxar assunto, mesmo que para isso tivesse que ser indelicada.

— Maria Sandoval seu marido, está aqui na cidade ou ficou na Itália?

— Meu Marido infelizmente morreu há muitos anos. — Ao falar em Luciano era nítida a tristeza na voz de Maria, por mais que ela nunca o tivesse amado ele tinha deixado um presente raro que era Vivian.

Estevão não gostou do tom da voz de Maria, parecia sentir falta de Luciano, ainda não teve a oportunidade de saber mais sobre esse homem que Maria casou-se, imaginar outro a tocando o deixava possesso. Também tinha Vivian, ela parecia regular de idade com Bella, ele não via semelhança física entre as duas ele tinha tantas perguntas sem resposta e com certeza Maria não o responderia.

— Me desculpe, não foi à intenção deixa-la triste.

— Falar em Luciano não me deixa triste Ana Rosa, Meu Marido foi o homem mais digno e bom que eu conheci e me deu um dos presentes mais lindo que é minha filha Vivian.

Ana Rosa não tinha simacol e mesmo depois de uma pergunta tão desnecessária, já deu continuidade com perguntas pessoais.

— Você é uma mulher muito bonita deve ter vários pretendentes ou não?

Dessa vez quem respondeu foi Vivian, ela conhecia sua mãe e já tinha notado que ela estava incomodada com rumo que a conversa estava tomando.

— Na verdade minha mãe é muito linda Ana Rosa nisso vamos concordar plenamente, além da beleza que é tão obvia aos olhos ela tem a beleza da alma que tão poucos conseguem realmente enxergar. Como você mesmo disse, pretendentes ela tem vários, mas nenhum chegar aos pês de meu pai. Eu acredito que só se ame uma vez na vida, mas quero muito que minha mãe encontre alguém que a mereça e com certeza terá que passar pela minha fiscalização antes.

— Tenho que concordar com você Vivian, Só se ama uma única vez. Meu pai só amou uma única mulher que foi minha mãe e sei que nenhuma mulher chegará perto da mulher que ela foi.

— Acho que vou discordar com você minha querida Bella, seu Pai acabou se apaixonando por mim.

— Tenho certeza Ana Rosa que você é apenas um capricho do meu pai.

— Bella, por favor, não comece.

— Apenas disse o que sinto, desculpe-me se fui indelicada com as palavras.

—Acho que falar de amor é sempre complicado, cada um tem seu ponto de vista. — Maria disse isso tentando acalmar os ânimos e mudar o ruma da conversa mais para seu descontentamento Estevão não queria mudar o rumo ou pelo menos gostaria de saber a opinião de Maria sobre o amor.

— Qual seu ponto de vista sobre o amor Maria? Estevão perguntou a olhando profundamente.

Todos estavam a esperar a resposta de Maria que permaneceu em silencio por um momento.

— Acho que nenhuma de minhas palavras pode definir o amor, o meu ponto de vista é muito vago. Mas posso repassar as palavras de um homem sábio que falava de amor... “O amor é paciente, é bondoso; o amor não é invejoso, não é arrogante, não se ensoberbece, não é ambicioso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento pelo mal sofrido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

—Concordo com cada uma de suas palavras Maria. -Estevão estava pensando em tudo que ouviu, ele sabia que cada palavra que Maria proferiu era diretamente para ele, Não poderia culpa-la, pois a maioria das acusações que ela tinha sobre ele era verdade, ele a tinha abandonada em um País estranhou, não acreditou em suas palavras que era inocente o ciúme tinha o cegado. Ele tinha falhando não só com Maria tinha falhado com o amor.

— Vivian já está tarde, estou cansada, você pode ligar para táxi.

Antes que Vivian pudesse responder Bella tomou a frente.

— De jeito nenhum, meu pai vai te deixar no hotel e eu e Vivian vamos para balada, quero apresentar as maravilha da cidade a ela.

— Bella seu pai deve querer ficar com Ana Rosa, vocês podem ir se divertir eu pego um táxi. — Tudo que Maria não queria era fica sozinha com Estevão, não enquanto o gosto daquele beijo estivesse em seus lábios.

— Maria eu vou lhe deixar, como minha filha falou Ana Rosa está de carro tenho certeza que ela não vai se importar.

— Claro que não nos termos a vida toda para ficamos juntos. — Ana Rosa não gostou muito da ideia, pois percebeu a forma que Estevão á olhava.

— Então feito eu lhe levo para o hotel e vocês meninas juízo.

— juízo minhas meninas. Se comportem e aproveitem.

Maria beijou suas filhas, o sentimento tanto por Bella como por Vivian era o mesmo. As amavam da mesma forma e tudo o que a lhe importava era a felicidade das duas.

*Caminho Para o Hotel*

— Maria nós precisamos conversar.

— Estevão se eu não falei toda verdade para Bella hoje, foi porque eu não achei o momento certo, mas que fique bem claro que eu não vou esconder a verdade dela.

— Eu sei e pode ter certeza que você terá meu apoio.

Estevão e Maria acabarão de chegar ao hotel, Maria já ia abrindo a porta do carro, quando Estevão a segurou.

— Nós precisamos conversar Maria.

— Estevão como disse antes estou cansada...

— Por favor, deixe-me subir, precisamos resolver essa situação.

— Tudo bem! Vamos conversar. — Maria não estava muito segura em deixa-lo subir, mas ele tinha razão eles precisava conversar.

*Quarto de Maria

— Quer tomar algo?

— Um uísque, por favor.

Enquanto Maria servia o uísque de Estevão ele olhava intensamente, seus olhos percorria cada curva do corpo de Maria. Era um desejo incontrolável, tudo nela o atraía e fazia com que todos os sentidos dele aflorassem. Maria percebeu o jeito que Estevão a olhava e o entregou sua bebida. Estevão tocou a mão dela com delicadeza ao pegar o copo e os dois se olharam como se tudo que eles quisessem era repetir o beijo de mais cedo.

Notas finais
Que o amor sempre prevaleça!