Para Todo Sempre S2
17 Flechas Lançadas ❤
Notas iniciais
Para Todo Sempre!❤
Flechas Lançadas ❤
Maria chorava descontroladamente, as lembranças de todos àqueles anos vierem em sua mente. Ela sentiu como um navalha rasgasse seu coração! Lembrou-se das noites que chorou dentro de uma cela, implorando que Estevão a tirasse daquele inferno. Querendo pelo menos olhar nos olhos dele, para dizer que não era culpada de nada. Lembrou-se do dia de seu julgamento... Quando procurou cheia de esperança encontrar seu amor entre os presentes. A lembrança mais dolorosa veio como avalanche na sua cabeça, o dia que pensou que sua filha estava morta. Ela juntou as cartas e saiu
daquele quarto, tomada pela fúria, entrou no quarto de Estevão, sem ao menos bater, o encontrou ele saindo do banho.
— Oi meu amor, já ia até seu quarto. – Estevão se aproximou de Maria, quando notou que ela estava chorando. _ O que houve, por que esta chorando?
— Estou chorando porque eu sou uma estupida!
— O que está falando meu amor, por que fala dessa forma?
— Não me chame de meu amor... Vamos deixar de hipocrisia! – O tom de voz de Maria era carregado com uma fúria que tomava toda parte de seu corpo.
— Maria, por favor, me explica o que aconteceu?
— Aconteceu isso! – Maria jogou as cartas em cima de Estevão.
Estevão apanhou uma das cartas do chão, nem precisou de muito tempo para reconhecer de que cartas se tratavam.
— Onde conseguiu essas cartas?
— Vejo que você já tem conhecimento do teor dessas cartas! Foi por isso Estevão, foi por tinta e papel que você jogou toda nossa historia no lixo? – Maria gritava
— Não foi por tinta e papel, foi pela a sua traição! – Estevão também se alterou... A lembrança da traição de Maria voltou a socar seu peito.
— Traição? Você é tão estupido! Como pode achar que eu lhe trairia, ainda mais com Artur seu irmão? Que tipo de mulher você acha que eu sou? Você acha mesmo que eu seria capaz de trair você dessa forma?
— Maria é sua letra!
— Não, Estevão! E muito parecida mais não é minha letra. Então foi por isso que você me abandonou?
— Você acha isso pouco Maria? Eu descubro que minha mulher a única mulher que eu amei me traia com meu irmão, isso é pouco pra você? Você não tem a mínima ideia da dor que me causou. Esse é o maior tipo de traição!
— Não, Estevão você está absolutamente errado! Você quer saber qual é a pior traição é a que você me fez... Seu amor por mim nunca foi real, suas juras de amor sempre ficaram em belas palavras e eu como uma tonta me deliciava em ouvi-las. – disse com deboche _ Você me abandonou por uma mentira, nem ao menos teve coragem de me encarar. Apenas fugiu como um covarde e me deixou sozinha. Você nem me deixou saber qual era o real motivo que fez você me abandonar, durante todos esses anos eu acreditava que seu abandono, se deu por conta da morte de seu irmão. Como eu fui burra... Meu Deus!
— Você acha que o sofrimento foi só seu? Engana-se! Eu estava destruído... Eu ouvi da boca do meu irmão, do irmão que eu tinha como um pai, que sempre foi minha maior referencia familiar... Ele me olhou nos olhos e jogou na minha cara que minha mulher, você o amor da minha vida... Era amante dele e que o amava. Eu fui covarde, fui e não vou negar. Nunca deveria ter ido embora, mas eu não tinha forças de olhar pra você, naquele momento eu só queria morrer! Todo o meu mundo desabou... Eu fiquei remoendo sua traição durante anos. Eu pensei que poderia seguir minha vida sem você, que talvez o tempo pudesse diminuir a dor; eu sempre ouvi dizer que o tempo curava tudo, mas isso é mentira! – Estevão não podia controlar as lagrimas que rolava em sua face. — O tempo não curou nada! Eu pensava que a dor era por causa de sua traição, eu me enganei mais uma vez. Sua traição ainda me doía... Porem até hoje eu não experimentei dor maior do que a dor de viver sem você. Nem essas cartas, nem ouvir da boca daquele maldito que você era amante dele, nem mesmo saber que eu não era...
—Estevão deu uma pause como se tivesse medo de falar. _ Nada disso foi tão doloroso do que viver todos esses anos sem você! –Ao dizer isso ele tentou mante-se firme, já que sua voz estava em declínio.
— Eu sempre fui só sua! Nunca desrespeitei o nosso casamento, nunca fui infiel! Eu te amei desmedidamente, não existia nada Estevão, nesse mundo que fosse maior do que o meu amor por você. Não entendo o que Artur ganhou com tudo isso... Primeiro ele me acusa de envenena-lo, depois descubro isso. – Maria aponta para o chão onde permanecem as cartas. – Tudo isso só me serviu pra vê como era frágil o seu amor por mim. Você ficou cego de orgulho, o ciúme se sobrepôs ao nosso amor. — disse isso secando as lagrimas de sua face. – o seu ciúme, seu orgulho e seu amor só me trouxe dor e sofrimento. A única coisa boa que seu amor me trouxe, você como um carrasco arrancou de meus braços e hoje eu tenho que trata minha filha como uma amiga. Sua dor não chega nem perto da dor que eu passei durante esses anos, enquanto eu chorava a morte da minha filha, você desfrutava os mais belos momentos ao lado dela. — Maria falava de orgulho, mas também estava cega, tanto pelo o orgulho como pela ira.
— Eu vejo seu lado, entendo sua dor... Você faz pouco caso da minha! Eu lamento que meu amor só tenha causado dor a você! — Estevão se sentiu ferido com as palavras de sua amada. _ Você se coloca em um pedestal, mas está cheia de orgulho e mágoa... Então não me venha dar lição de moral, Maria. E sinto, sinto muito. Estava cego de ciúme, mas isso não muda o real fato das coisas.
— Então fique com os fatos, com suas certezas, releia essas cartas e relembre os motivos que fez você me abandonar. Tenho certeza que você não terá dificuldade nenhuma de voltar a me desprezar – Maria disse isso e deu as costas para Estevão.
Maria abriu a porta, ficou parada por uns segundo, virou-se e encarou Estevão... Dizendo;
— Eu consegui provar minha inocência, em relação à morte de Artur. Eu provei para justiça que tudo era uma grande mentira. Você pode ter certeza que eu vou desmascarar mais essa mentira dele... _ Maria disse isso cheia de determinação. _ Eu irei até o inferno se for necessário! Uma coisa eu te garanto, eu vou provar minha inocência e você vai se arrepender amargamente. Eu não me chamo Maria Sandoval se eu não cumpri essa promessa. – Maria saiu daquele quarto com um peso insuportável, mas também com uma promessa a ser comprida.
A cada palavra proferida por aqueles dois só criava mais um ponte de distanciamento entre o amor que eles sentiam. Algumas palavras são lançadas como uma flecha e nos atinge o coração de forma que a dor consume de imediato todo o nosso ser. Estevão sentou-se no chão em meias aquelas cartas, toda sua força, seu orgulho, seu ego, e seu amor próprio foram jogados a prova mais uma vez... Ele começou a rasgar as cartas, como se quisesse rasgar o passado.
— Arranca essa mulher do meu coração... Deus tira essa mulher de mim! Faz-me esquece-la, assim como ela fez! – Estevão gritava pra si mesmo em tamanho desespero. Enquanto algumas lembranças tomava sua mente.
*Quarto de Maria...
Maria se jogou na cama, seu corpo estava sem força pra se manter em pé... Ela queria que o apocalipse tomasse conta do mundo, pra que sua dor diminuísse. Sua dor era maior que tudo, assim pensava. A dor de Estevão não importava pra ela, naquele momento ela precisava ser egoísta. Ela se lembrava da noite de amor que teve com ele, lembrou-se do primeiro beijo após seu retorno...

♫ Sonho lindo que se foi
Esperança que esqueci
Foi por medo de perder que eu perdi
Tanto eu tinha pra dizer
Tanta coisa eu calei
Foi por medo de sofrer que sofri
Foi pensando em me guardar
E querendo não querer
Me dizendo pra esquecer
Foi pensando só em mim
Que eu pensei só em você
Foi tentando me afastar
Foi negando o meu amor
Foi por não querer amar que eu amei... você
— Por que meu Deus eu não consigo odiá-lo? Por que esse amor parece crescer dia após dia? – Ela gritava isso procurando uma resposta pra sua pergunta.
Ela acabou pegando no sono, dormir parecia o melhor remédio naquele momento. Ela foi acordada por Bella e Vivian...
— Mãe acorde! – Vivian estranhou sua mãe nunca foi de dormir fora de horário.
— Que coisa mais maravilhosa ser acordada por duas princesas. – Maria tentou esquece-se de todo o acontecimento daquela manhã, olhar para suas filhas era o melhor jeito.
— Você está bem Maria? Parece que andou chorando! –Bella viu que o semblante de Maria era alguém que tentava esconder algum problema.
— Mas claro que não, não tenho motivo pra chorar! Nunca estive tão feliz. –Maria tentava convence-se de suas próprias palavras.
— Tu acreditas Bella? – Vivian disso olhando pra Bella com olhar de incrédula.
— De verdade? Não!
— Ah, Bella minha mãe é um iceberg... Nem adianta tentar a fazer falar, só se nós duas colocar ela sobre tortura. O que acha?
— Acho que termos grande possibilidade de arranca-la a verdade. — Bella não conteve o riso.
— Vocês duas tem o mesmo gosto de vê coisa aonde não existe. Eu estou bem! – Maria se pôs de pé falando... _ Isso é fome!
— Eu e Bella acreditamos nisso, senhora Sandoval. –Vivian pisca pra Bella ao dizer isso.
As três almoçaram juntas e conversaram sobre o desfile, como também sobre outros assuntos. Maria se esforçava para esquecer a conversa com Estevão. Perto de suas duas filhas era um pouco mais fácil.
Estevão tinha ficado de ir buscar Ana Rosa no hospital, mas após a briga com sua amada, não tinha cabeça pra nada... Ligou para o motorista e pediu que ele fosse até o hospital. Ligou pra Ana Rosa avisando que tinha acontecido um imprevisto e que seu motorista iria busca-la. Ela fez um determinado drama, Estevão prometeu que assim que chega-se iria até o apartamento dela. Ela aceitou a conta gosto. Após resolver essas questões Estevão resolveu cavalgar, precisava de um tempo pra tentar colocar seus pensamentos em ordem.
O decorrer do dia foi tranquilo, Maria tentou ao máximo aproveitar aquele momento. Em vários momentos os pensamento dela, voltava pra noite de amor com Estevão.
— Mãe a senhora ligou para Alberto, o que ele queria?
— Eu sabia que estava me esquecendo de algo importante... Vou ligar agora! Com certeza é algo sobre o Ateliê. – Maria entrou na casa, decidiu usar o telefone da residência.
Chamada em ON
— Ateliê Bella, em que posso ajudar!
— Olá Milena, sou eu Maria. Como você está?
— Oi Maria, estou bem! Você faz muita falta.
— Eu também estou com muita saudade de todos vocês! Alberto se encontra.
— Sim, vou transferir pra sala dele. Beijos e volte logo.
— Pode deixar, beijos!
— Maria, como é difícil falar com você! Já estava pensando em chamar a polícia. Como você está?
— Estou bem na medida do possível. E você, qual é a urgência? Algum problema?
— Na verdade sim! Preciso de você aqui na Itália. Aconteceu um problema em uma de suas contas e infelizmente a procuração que você me deixou não é suficiente.
— Eu não posso me ausentar agora. Você sabe que o desfile é daqui a menos de três meses...
— Infelizmente isso me faz lembra de mais uma complicação.
— O desfile foi antecipado, será em um mês.
— Como? Eles não podem fazer isso! Eles podem?
— E eles podem sim. Mas você tem todo direito de desistir se caso quiser.
— Alberto você acha que eu só mulher de desistir? Se fosse em uma semana, nem assim eu desistiria.
— Eu sei que não, Maria! Você terá que vim ainda essa semana pra cá.
— Tudo bem, vou dar meu jeito!
— Ok! E bom ouvi sua voz... Sabe onde eu vou hoje? – Alberto disse isso com a voz amável.
— Onde?
— No seu restaurante predileto.
— Ai que inveja, estou morrendo de saudade daquela comida, na verdade de tudo.
— Espero que eu esteja no meio desse tudo! – Ele disse isso em meio a um sorriso.
— Claro que estou com saudade de você, apesar que faz apenas três dias que não te vejo... Pode ter certeza que essa semana vou te obrigar a me levar pra jantar. – Maria gostava da companhia de Alberto, ele tinha se tornado um grande amigo. _ Você pode providenciar a passagem para terça.
— Pode deixar! Providenciarei tudo. E nunca seria uma obrigação, pelo contrário será um grande prazer! Beijo e até terça.
— Beijos! – Maria desligou o telefone. Quando se deparou com Estevão sentado na poltrona, ele a fitava com olhar de raiva e ciúme.
Chamada em OFF
— Com quem você estava falando? – disse isso com aversão.
— Isso não é dar sua conta! Agora deu pra ficar escutando as conversas das pessoas? – Maria estava surpresa tanto com a presença dele, como com a pergunta.
— Não das pessoas, só apenas as suas... Essas são de meu total interesse. Quem é a pessoa que você está com saudade?
— Já disse que isso não é dar sua conta. Agora me deixe em paz! – Maria disse se dirigindo a escada. Estevão a deteve.
— Você não vai sair daqui até me dizer o que eu lhe perguntei.
— Estevão saia da minha frente antes que eu perca a pouca paciência que resta. – Maria se perdia no olhar de Estevão, o olhar dele tinha um poder de fazê-la oscilar.
Estevão estava com raiva e ciúme, ele sabia que não tinha direito nenhum em saber nada sobre a vida de sua amada, perdeu esse direito a muitos anos... Entretanto o sentimento por ela era maior que qualquer racionalidade. Seus olhos se deparou com o de Maria, aquele olhar, a boca e os lábios... Tudo que pertencia a ela, tinha o poder de domina-lo por completo. Ele perdia qualquer controle de seu próprio corpo, sua fala e suas ações.
— Sabia que Eu Te amo? E Sua carinha de raiva é umas das minhas preferidas. Claro que nenhum de seus semblantes é mais lindo, do que o de ontem à noite, quando você me levou a loucura. – Ao dizer cada palavra sua voz era carregada de uma excitação. Ele toca os lábios de Maria com a pontas do dedos. _ Maria, meu amor não existe nesse mundo e creio que em nenhum outro, uma mulher que me faça sentir o que você faz comigo. Hoje mesmo prometi te esquecer, deixar você em paz... Mas cada vez que eu te olho ou mesmo sinto seu cheiro, todos as promessas que eu faço são aniquila no momento que meus olhos se encontra com o seu. Eu não consigo te esquecer, nem sei se realmente quero. _ Estevão aproximou seus lábios do dela e disse... _ Eu Te amo e não nenhum domínio dos meus sentimento por você.
Fale com o autor