Para Todo Sempre S2
30 Falsa Testemunha
Notas iniciais
Para Todo Sempre!
Capitulo
Falsa Testemunha
*Capitulo anterior
Maria desliga o telefone e entrega para Estevão que analisava a expressão na face de sua amada.
— Tudo bem? – Pergunta Estevão. _ O que esse...
Maria interrompe a fala de Estevão antes que ele falasse mal de seu amigo.
— Por favor, Estevão... Não gosto quando você, agi como um adolescente inseguro. Afonso é um homem maravilhoso, um grande amigo.
— Você sabe muito bem que ele não enxerga a relação de vocês dois assim. Ele já me disse varias vezes que te ama. – Disse tentando mante-se calmo.
— Eu sei muito bem dos sentimentos que ele nutre por mim, assim como ele sabe dos meus sentimentos por você. Então por favor, não estrague o nosso dia com seus ciúmes sem fundamento.
Estevão fica olhando a expressão de Maria, por um longo momento. Quando a puxa para perto dele.
— Você tem razão, meu amor... Não vou estragar nem o dia de hoje e nem mais nenhum minuto de nossas vidas. _ Estevão beija delicadamente os lábios de sua amada. _ Eu te amo, minha vida!
— Eu também te amo, sempre amei, nem por um momento esse amo saiu de mim. Nem mesmo quando quis arranca-lo. _ Maria disse isso e seu semblante sereno se modificou algo notado por Estevão.
Estevão queria amar Maria, por inteira, mas sabia que os dois precisava ter uma conversa, ele precisava saber se Maria poderia perdoa-lo.
— Meu amor... _ Estevão acaricia a face de Maria. _ eu preciso, necessito saber se você pode me perdoar? Sei que te magoe de todas as formas possíveis. Fui um covarde, um fraco. E tenho tanto medo, medo que você nunca possa perdoa-me. _ Estevão disse isso e seu rosto a vergonha estava escancarada.
_ Estevão, em todos esses anos eu tentei te odiar... Mas o amor que sentia era tão imutável, que nunca nem por um segundo o ódio que eu dizia sentir, era verdadeiro... Eu matei você e as lembranças boas durante cada dia desses vinte anos, não queria mais voltar ao meu país, por medo, medo de te encontrar e toda a armadura que por tantos anos eu preservei, com cuidado, ela desmoronasse. E quando te encontrei naquele restaurante, meu Deus! Eu notei o quanto seria difícil ficar perto de você e fingir não sentir. Quando fiquei sabendo que nossa filha estava viva, isso só me fez querer esconder o amor que sinto, e fiz isso por tempo de mais. Eu não consigo mais, não tenho mais força e nem as quero. Por que eu te amo e cansei de fingir o contrario. _ Maria dar uma pausa, enquanto seus olhos se enchem de lagrimas, a sensação de uma liberdade única, a liberdade das palavras presas. _ Eu já o perdoei, pois caso contraria, eu não estaria em seus braços, e nem seria capaz de falar de meus sentimentos. Eu te amo, Estevão San Roman!
— Meu amor, como é bom ouvir tais palavras... Não sei se as mereço, mas prometo que cada dia de minha vida, será para ser um homem melhor pra você, prometo que nunca, vou te magoar...
Estevão é interrompido por Maria...
— Estevão, seja sincero... Você ainda acredita naquela historia absurda?
— Não meu amor, eu fui um tolo! Não sei o porquê que aquele maldito, fez tamanha crueldade conosco. Mas [meu coração sempre soube que era uma mentira, porem, meu ciúme, meu maldito orgulho, cegou-me].
— Prometa, que nunca mais, soube nenhuma circunstancia duvidará, mas de meu amor, e de minha fidelidade. _ Diz Maria, seria.
— Prometo minha vida! Nunca em nem um momento duvidarei de você! Eu te amo, tanto minha Maria!
Os dois se beijaram, Maria se entregava verdadeiramente ao seu verdadeiro e único amor. Estevão logo começa a tentar a arrancar as roupas de sua amada.
— Isso terá que ficar pra outra hora... Preciso voltar ao hospital. _ diz Maria ainda nos braços de Estevão.
— Bella, está bem! Fique mais um pouco comigo. – Diz Estevão, acariciando as pernas de Maria.
— Não faça isso... Não torne a minha ida mais difícil do que já é. – Diz Maria se referindo as caricias de Estevão. _ Preciso mesmo ir, Afonso vai me encontrar, ele necessita me falar algo importante.
Estevão tenta mante-se sereno, quando Maria fala o nome de Afonso.
— Tudo bem meu amor, mas vou ao hospital com você. – Estevão ainda prende Maria em seus braços.
— Você pode ficar eu fico com Bella essa noite.
— De maneira nenhuma, você pouco dormiu, precisa descansar... Eu fico com nossa filha.
— Ficaremos os dois! _ Diz Maria de forma categórica. _ Agora se arrume te espero lá em baixo...
— Está com medo? – Estevão diz em meio ao sorriso malicioso.
— Medo, eu? Medo de que?
— De não resistir se ficar mais alguns segundo aqui... – fala Estevão em tom sedutor.
— Eu tinha me esquecido... _ Diz Maria quando é interrompida por seu amado.
— Do quando eu sou galanteador? _ Estevão dar uma boa gargalhada em quando dizia a ultima frase.
— Não, do quanto o senhor San Roman é convencido! _ Maria também compartilha do riso. _ Mas tenho que ser sincera, será mais difícil se aqui eu ficar. _ Maria se desprende de Estevão e se coloca em pé. _ Te espero na sala.
— Antes de sair, me responda como conseguiu entrar, já que nenhum dos funcionais se encontra? _[Diz Estevão realmente curioso.]
— Pelo o nosso local secreto... Ainda guardava a chave, fiquei feliz em saber que ainda era a mesma.
— Nunca mudei nada, que foi nosso... – Estevão se aproxima de Maria que sai rapidamente do quarto.
Hospital
Vivian e Bella conversavam, ou melhor, dizendo, elaborava os detalhes de seus planos, fazia toda uma programação. Vivian também contava os detalhes de sua infância. Elas estavam sorrindo, quando Maria e Estevão entram no quarto.
— Olá, meninas... Vejo que está bem melhor minha princesa. _ Diz Estevão aproximando-se e beijando Bella.
— Sim, pai! Vivian é uma ótima acompanhante.
— Fico imensamente feliz, que esteja se sentindo melhor, minha... _ Maria interrompe a frase, ficou com medo de ser rejeitada. Ela beija Bella, quando a mesma se afasta, Bella segura sua mão e diz...
— Obrigado, Maria! Não só por ser tão gentil, mas por fazer parte da vida do meu pai e da minha. _ Bella sorrir de forma gentil.
Os quatro permanecem um tempo conversando, quando o telefone de Maria toca. Era Afonso que esperava na recepção.
— Eu preciso me ausentar um pouco, mas logo volto, para que possamos terminar a nossa conversa. _ Diz Maria saindo do quarto.
— Maria, eu posso falar um momento com você? _ Pergunta Estevão.
— Claro! – Maria já se preparava para uma discussão.
Os dois se afastavam um pouco do quarto e antes que Estevão falasse algo Maria logo fala.
— Estevão, por favor! Não vou discutir o mesmo assunto com você, então nem adianta querer entrar em uma briga que já está perdida.
— Meu amor, eu não vou discutir... Só estava com saudade, dos seus lábios. Será que me deixaria te rouba um beijo? – Estevão diz isso já se aproximando dos lábios de sua amada.
Estevão beija Maria de forma cariosa, é um beijo rápido... Os dois são interrompidos por Afonso. Que fica em total constrangimento, ao vê a mulher que tanto ama novamente nos braços de Estevão.
— Me desculpe, não queria atrapalhar... – Afonso disse isso e Maria percebe a tristeza no seu tom de voz.
— Afonso, eu que peço desculpa por te fazer esperar... – Diz Maria um pouco sem jeito, ela não queria magoar o amigo.
— Vou deixar vocês conversarem. _ diz Estevão
— Estevão, eu acho que o assunto que tenho a trata é de interesse dos dois. _ Afonso diz isso ainda abalado.
— A nós dois? _ Pergunta Maria surpresa.
— Sim.
Os três logo caminham até uma cafeteria próxima ao hospital. O Constrangimento era algo nítido, principalmente o de Afonso.
Casa de Ana Rosa...
Na sala se encontrava Alba e Ana Rosa, Alba elaborava mais um de seu plano, para acabar com a vida de Maria.
— Você tem certeza, que consegui fazer isso? – Pergunta Ana Rosa.
— Eu consigo tudo o que quero. Estevão vai odiar Maria por toda eternidade. Depois que eu terminar com meu plano, você precisa conquista-lo... Espero que faça a sua parte de maneira eficiente.
— Você me subestima, já conquistei Estevão uma vez, e não foi nada difícil. _ Diz Ana Rosa, com total confiança.
— Se realmente o tivesse o conquistado, ele não estaria com aquela maldita.
— Não se preocupe, a minha parte é garantida.
Cafeteria
Afonso procurava as palavras certas, afinal tudo que ele tinha era meras suposições.
— O que eu vou dizer, pode parecer loucura, eu mesmo achei isso, quando comecei a investigar. Tudo começou quando comecei a ler todo o seu processo. _ Afonso falava diretamente para Maria. _ Eu queria saber qual era a defesa que seu marido usou. _ Quando Afonso falou “Seu Marido” ele disse isso para alfinetar Estevão. _ Notei que o telefonema que Artur fez para você, e a hora do óbito foram de mais relevante, para provar sua inocência.
— Sim... _ concorda Maria._ Mas o que isso tem a ver com o que tem a nos contar?
— Na verdade, muito... Pois eu também notei uma testemunha, que relator vê você entrando e saindo durante dias do quarto de Artur, e que disse ter ouvido uma discussão entre os dois no dia anterior.
Maria não se sentia bem em relembrar os detalhes de dias tão difíceis pra ela. Estevão percebe o quanto falar sobre isso deixava Maria mexida.
— Afonso, Será que é mesmo necessário relembrar cada detalhe do processo de Maria? _ Pergunta Estevão já impaciente.
Afonso ignora Estevão...
— Eu sei que é difícil pra você, Maria... Mas eu preciso contar como eu cheguei à descoberta que fiz.
— Está tudo bem, pode falar... – Diz Maria
— Sei que o testemunho dela, foi insuficiente. Mas fiquei intrigado, e resolvi procura por ela. Queria saber por que dela ter mentido. Então consegui contato, mas ela havia morrido a mais de dois anos. Falei com a filha dela, que quis saber o que queria com a mãe, expliquei a historia e ela pediu para me encontrar pessoalmente. Esse foi o motivo da minha ida a Itália. Ao chegar ela contou que antes de morrer a mãe a contou que havia cometido um erro, que tinha mentindo em um tribunal... E que fez isso por dinheiro. A filha tinha uma foto, uma foto que sua mãe tirou, da pessoa que pediu que ela mentisse no tribunal.
— Uma foto? – Diz Maria surpresa. _ Quem foi Afonso?
— Cadê essa foto? – Pergunta Estevão
Afonso tira a foto da pasta... Colocando em cima da mesa...
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