Para Todo Sempre S2

36 Amarei-te Eternamente Final


Notas iniciais
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Para Todo Sempre

Amarei-te Eternamente Final

Maria estava em pé, olhando o seu mundo desmoronando, perder Estevão para ela era como se perde de si mesma. Quando o medico pronuncia a hora do óbito, mesmo sem ouvi-lo ela conseguiu entender, e percebeu que seu mundo acabara naquele momento. A dor que parecia adentrar por suas veias chegando ao pulmão finalmente paralisando o coração e ela se sentiu oca. Sentia um vazio extremo. Parecia que faltava uma parte de seu corpo, na verdade faltava. Seu coração estava destroçado, como se trezentos camelos o tivesse pisoteado. Ela tentava gritar, mas a voz parecia está presa em seu peito, nada saia... Ela tenta abrir a porta, mas a mesma estava fechada, ela esmurrava a porta, mas ninguém parecia lhe ouvi-la, em tamanho desespero ela olha ao redor a procura de algo que a ajudasse a abrir a porta, e se depara com um extintor, e sem raciocinar pega e quebra a porta. Vários estilhaços de vidro pairavam pelo o ar, todos na sala abaixara-se, por instinto. Maria coloca a mão tentando abrir a porta, acaba cortando o braço, nem ao menos sentiu os cortes, não havia dor maior para ela do que a que ela sentia em seu coração.

_ A senhora perdeu o juízo? _ Fala o medico, levantando-se.

Maria ignora, melhor dizendo, ela nem ao menos escutou o que o medico falou. Ela passa por todos na sala, como se eles nem ao menos existisse. Correu para os braços de Estevão e suplicou para que ele não a deixasse.

— Meu amor, não faça isso... Volte para mim, você me prometeu que iria me fazer à mulher mais feliz desse mundo, você não tem o direito, Estevão não me deixe. Eu não posso viver sem você, eu não quero viver sem você. _ As lagrimas rolavam em sua face, caindo no peito de Estevão. Abra seus olhos amor meu, deixe me vê seus olhos, deixe eu vê o verde do mar em seus olhos. _ Ela pensou na ultima vez que olhou por longo tempo os olhos verde mar, de Estevão. E a dor aumentava a cada minuto, ela não recordava a ultima vez que admirou aquele par de olhos, que mais parecia um pedaço do paraíso.

Em Um Lugar distante.

Alba tomava um vinho, desgostando o veneno de sua maldade. Passou um longo tempo revendo em sua memoria doentia a dor nos olhos da Família San Roman, se deliciava com a lembrança do tiro adentrando o peito de Estevão. Ela dava gargalhadas se se vangloriando de sua “vingança”. Der repente ela sente um perfume de cedro, aquele cheiro, era inconfundível. Antes de vira-se já fala...

— Olha quem voltou dos mortos. _ Alba encara Artur parado na porta do chalé.

— Vejo que está de ótimo humor tia amada. _ O traço forte do rosto de Artur demostrava um ódio visceral pela a figura que se aproximava para um abraço falso.

— Meu sobrinho querido, que bom revelo, principalmente em um dia especial como o de hoje. _ Alba o abraça, com repulsa.

— O que faz do dia hoje tão especial? _ Pergunta Artur mesmo já sabendo do que se tratava.

— Digamos que enfim consegui o que sempre quis.

— Uhum.. Isso é interessante você sempre foi muito discreta com seus desejos mais profundos... Pode dividi-lo comigo? _ Artur se aproxima da mesa onde estava o vinho, e uma taça...

— Conseguir enfim matar aquela infeliz...

— Nem precisa falar o nome, já até imagino de quem se trata... Matou Maria? _ Artur tenta esconder a repulsa que sentir ao vê o brilho nos olhos de Alba.

— Na verdade não, melhor dizendo, eu a matei em vida de forma extraordinária.

— Não entendi. _ Mente Artur.

— Eu roubei novamente a chance daquela maldita ser feliz. Eu matei Estevão San Roman! _ Os olhos de Alba pareciam duas labaredas, o ódio se manifestava em cada musculo de seu corpo. _ Foi uma cena incrível, se você chegasse um dia antes poderíamos ter nos divertido muito.

— Espero ser sempre seu amigo e sobrinho querido tia Alba. _ Artur sorrir, forçando o maxilar.

— Assim espero. _ diz em tom de ameaça. _ Meus inimigos têm sempre fins trágicos.

Artur respira fundo teria que manter a cautela, a paz no mundo dependeria disso, pelo menos a paz da Família San Roman.

— Creio que sua vitória de hoje merece brinde. Posso brindar com você titia?

Alba analisa Artur, nunca foi de confiar em ninguém, e ele parecia nervoso.

— Claro, pegarei uma taça pra você. Juntos bridaremos ao fim de Estevão. _ Alba diz isso se retirando da sala.

O chalé em que estava era longe de tudo, pequeno, Alba não demorou a voltar da cozinha. Artur já estava sentado confortavelmente no sofá, velho e empoeirado.

— Me diga Artur, o que o trouxe de volta a sua antiga vida? _ Pergunta Alba enchendo-a as taças.

— Meu filho. _ Responde Artur categoricamente.

— Voltou pelo Heitor? _ Alba fingia interesse.

— Não! Voltei por meu outro filho... _ Artur pega a taça o vinho parecia ser de safra antiga, o aroma penetrou suas narinas e o fez sorri. Dessa vez um sorriso verdadeiro.

— Outro filho? _ Diz Alba supressa.

— Sim, outro filho, pelo menos esse consegui dar toda assistência que um pai deve dar a um filho.

Artur levanta a taça, dando meio sorriso. Alba sorri, se deixando levar pela a prepotência.

— Um brinde as suas vitória! _ gesticula Artur de um jeito irônico.

— As minhas vitorias! _ Alba por instintos primitivos espera Artur dar o primeiro gole, após isso ela faz o mesmo.

— De muito bom gosto esse vinho. _ Diz Artur por fim.

— Por ironia do destino, presente do meu querido sobrinho Estevão. _ Alba sorri de forma diabólica.

— Isso é um ótimo desfecho... _ Artur toma o resto do vinho... E como um bocejo Alba faz o mesmo.

— Então Artur, já que você voltou por seu filho como me encontrou aqui?

— Eu a segui...

— Me seguiu? _ Alba agora mais alerta, se coloca em defensiva. _ Qual o motivo?

— Queria esclarecer um assunto passado com a senhora.

— Qual assunto? _ Pergunta Alba servindo outra taça de vinho.

— Gostaria de entender o motivo que a levou a me fazer acreditar que Patrícia me traia? _ O ódio antes disfarçado agora já estava latente no semblante de Artur.

— Você ficou louco, aquela mulher lhe traia descaradamente... De onde tirou esse absurdo? _ Alba dissimulava o tempo todo, as mentiras parecia já ser sua segunda pele.

— Por favor, titia, não pense que sou o Estevão, já fui ele há muito tempo, mas agora sou outro homem... E posso te garantir que sinto cheiro de mentira a quilômetros. _ Artur olha o relógio como se cada minuto dependesse sua miserável vida. _ Você gosta da sua vida tia Alba? _ Pergunta mirando a.

— Isso é uma ameaça?

— Na verdade não. Não vou mata-la, você já está quase morta. A sua vida vai depender se me falar toda a verdade. Se é que ainda sabe o que significa verdade.

— Você deve está louco mesmo... Você vai me matar como, armado você não está, ou acha que o abraço que lhe dei ao chegar foi carinho fraternal? _ Diz Alba debochadamente.

— Existem mil maneiras de matar um demônio titia. Com cianureto é a minha preferida.

Alba engole a seco, tentando entender o que Artur falava, ele tomou a mesma bebida que ela, e mesmo sem desconfiar das intenções de Artur trocara as taças. Não teria como ele ter envenena-o a sem também cometer suicídio.

— Você não seria tão tolo! _ Alba diz por fim com os olhos fixado na garrafa de vinho sobre a pequena mesa.

— Claro que eu não seria tão tolo Alba, eu aprendi com a melhor... Sempre ando com antidoto. _ Agora era Artur que sorria... Tirando o pequeno fraco do bolso ele toma o liquido, fazendo que pela primeira vez na vida Alba sentisse com medo. _ Você já deve começar a sentir os primeiros sintomas, sua língua já deve está irritada... Você mais do que eu conhece os sintomas. Eles não são nada agradáveis.

— E o que me garante que você vai me dar o antidoto? Como confiar em um assassino. _ Alba já sentia a irritação na língua e sua cabeça já começava a doer.

— Você não terá nenhuma garantia... Eu posso me retirar agora sem a verdade e com antidoto... E você morrerá aqui sozinha, ou me conta a verdade e quem sabe eu salve sua vida.

A verdade só sentenciará mais a minha morte. Pensou Alba. Mas qual a sua alternativa, talvez contando a verdade ele decidisse mata-la mais rápido e assim ela não teria que enfrentar a morte lenta e dolorosa do cianureto.

As pontadas da cabeça já se intensificavam, ela sentou na cadeira de frente para seu assassino. Seria uma longa historia.

Hospital

Maria implorava que Estevão voltasse, mas as suplicas de Maria nada adiantara. O medico, e enfermeira tentava convence-la que não era possível que suas preces serem atendidas, e que ela precisa cuidar dos ferimentos. Maria se recusava ao ouvi-los. Já se passará minutos, dês que ela quebrou a vidraça, e parecia mais uma eternidade. Seriam assim todos os dias de sua vida, um tempo interminável, sem Estevão. Como seria o mundo sem ele? Seria Cinza e frio e um absoluto sofrimento diário. Isso era uma certeza irrevogável que ela já sabia.

— Eu deveria, ter dito mais vezes do grande amor que sinto por você, me perdoe me perdoe, por tantas e tantas vezes ter te rejeitado, nas vezes que neguei meu amor, por ter pedido tempo preciosos ao seu lado, por deixar a magoa e o rancor ser maior amor que sinto por você. Nada disso agora parece relevante, como fui tola, como fui ingênua pensando ter o para todo sempre ao seu lado. Perdoe-me!

Maria sentia que as esperança morria a cada batida do relógio, cada segundo o fazia encarar uma realidade horrenda. Pensou em Bella, e o quanto teria que ser forte, mas como perguntava pra si mesma. Beijou os lábios pálidos, de Estevão. E quando ia solta-lo a mão sentiu um leve e quase impercebível movimento nos dedos de Estevão. A esperança que aos poucos se esvaia de seu coração, já em pedaços, acendeu como uma lambarada.

— Doutor... _ Grita Maria em alto bom som. _ Ele mexeu os dedos. _ O sorriso esperançoso aderiu os lábios de Maria.

— Isso são movimentos involuntários, senhora. E nor...

Quando o medico terminada a frase, o monitor cardíaco, faz com o coração despedaçado de Maria, voltasse a ter esperança que seu para todo sempre, ainda seria possível.

O medico começa a examinar Estevão os batimentos lentos começavam a melhorar, de forma milagrosa. Maria ainda permanecia na sala, até que levaram Estevão para a sala de cirurgia. Tentou acompanha-lo, mas Maria foi barrada, e o medico pediu gentilmente que ela tentasse não quebrar o hospital.

— O salve doutor, o senhor tem duas vidas em suas mãos.

— Farei o possível! _ Diz o Medico por fim.

Maria, Bella, Vivian e Heitor juntos rezavam e se apoiavam. Maria depois de muita resistência aceitou cuidar dos ferimentos, causado pela porta quebrada. A cirurgia demorou longas horas... Maria esperava impaciente. Heitor se ausentou para dar esclarecimento do ocorrido.

— Senhora Sam Roman... _ Chama o medico.

— Sim doutor. Como está Estevão? _ Pergunta Maria em tamanha aflição.

— Conseguimos retirar a bala, no momento o senhor San Roman está estável. Mas...

— Mas o que doutor.

— O fígado dele entrou em colapso e ele precisará de um transplante.

— Doutor eu sou filha, eu posso doar. _ Bella se prontificou de imediato.

— Você poderia, mas devido ao seu acidente recente e alguns das cirurgias que você fez torna o transplante arriscada, para você.

— Eu não me importo! _ Bella se caso fosse possível arrancaria o fígado com as próprias mãos.

— Eu não posso perdê-la também minha filha.

— Você não vai me perder, vai ficar tudo bem... _ Bella diz isso sem acreditar.

— Será que posso ser compatível, Doutor? _ Pergunta Maria.

— Tudo é possível... Você pode fazer o teste.

— Eu também quero fazer doutor. _ Diz Vivian.

— Eu também farei o teste. _ Diz Afonso chegando e ouvindo um pouco do que o medico falava.

— Todos podem fazer o exame, mandarei a enfermeira os prepara.

— Posso vê Estevão Doutor? _ Pergunta Maria.

— No momento ele está em observação, mas daqui algumas horas eu deixo você vê-lo. _ O medico se retira.

— Como você soube? _ Pergunta Maria a Afonso.

— Heitor me ligou... Ele já está com o delegado, mas já deve está chegando. _ Vai ficar tudo bem.

Chalé

Alba tremia, não apenas pelo a morte que acercava, mas ainda pela verdade... Nada era mais temível para Alba quanto à verdade.

— Vamos titia querida não me faça perder mais tempo... _ Artur morde o lábio inferior a notar as mãos tremulas de Alba, ficou na duvida se a mão tremula eram um dos sintomas do veneno ou medo dar morte.

— O que quer saber? _ Diz Alba por fim.

— Tudo! _ Com os olhos mirados em Alba e fala... _ O começo de tudo e se eu sentir alguma pontada de mentira, talvez eu não espere o veneno fazer efeito, o fogo pode ser ainda mais doloroso. _ Diz em tom ameaçador.

— Não se preocupe, a verdade que queres é que terás. O que é fidelidade pra você Artur? _ Pergunta Alba com um sorriso sínico.

— Alba, Alba... Acho que o fogo é algo que vai te agradar... Não tenho paciência para seus jogos. _ Artur fala e levanta.

— Sente-se! A minha pergunta é relevante. Patrícia não traiu você de forma... _ Alba calasse como se procurasse a palavra. _ Ela não traiu como você acha. Ela nunca foi pra cama com Eduardo.

— Como sabe? _ Pergunta Artur já temendo a resposta.

— Eduardo foi contratado por mim. Eu mandei conquistar Patrícia, e fazere-la deixar você. Mas aquele incompetente, não fez grande serviço e se apaixonou por Patrícia. _ Alba dizia as palavras em tamanha frieza. A garganta já seca, já modificava a voz, deixando mais rouca.

Artur usava todo o seu controle para não matar Alba com as próprias mãos.

— Então tive usar o plano B, fazer você acreditar que ela te traia, foi até mais fácil... Você sempre teve problemas de autoestima. _ Alba mesmo sentindo o efeito cortante de o veneno adentrar seu corpo, não baixava a cabeça e encarava Artur. _ Não me olhe como quem vai me matar agora, se já esqueceu já estou morrendo, não era a verdade que queria?

— Continue! _ Artur foçou a voz que parecia carregada de um ódio mortal.

— Então comecei manda-lo cartas anônimas e fotos dos dois juntos, Eduardo realmente estava conquistando a Patrícia. As coisas começaram a se complicar, por que o imbecil iria acabar contando toda a verdade quando ela disse que iria se separar de você. _ Alba dar uma gargalhada sem alegria. _ Aquele imbecil veio a sua procura pra contar toda verdade, e sabe o que é mais engraçado? Eu envenenei e Patrícia pensou que você tinha o matado._ Ela veio chorar comigo. Essa parte eu preciso contar?

Artur se lembrava do dia como se o mesmo tivesse acontecido há poucos segundos.

Lembranças.

— Alba, Eduardo morreu, nos meus braços. _ dizia chorando Patrícia.

— Do que você está falando Patrícia? Eduardo amigo de Estevão?

— Sim, Eduardo Sampai, e tudo me minha culpa... Ele morreu.

Artur ouvia as palavras de Patrícia, e sentiu que cada lagrima que ela derrubava por Eduardo, o destruía por completo. Ele saiu antes de perder o pouco de equilíbrio que tinha. Passou um tempo dirigindo, pensando na traição e principalmente em perder Patrícia. Decidiu reconquista-la, não poderia deixar que ela jogasse fora os anos de casamento e a família que construíram juntos. Quando voltou encontrou o quarto vazio, as gravetas antes preenchidas pelas roupas intimam estava vazia, ele caminho até o closet, e tudo era um imenso vazio. Nesse momento ele se lembra do filho, não ela não seria louca o suficiente para levar meu filho... Ele corre até o quarto do filho e encontra Alba com eles nos braços.

— Onde ela está? _ Perguntou Eduardo muito nervoso.

— Ela foi embora, disse que depois vocês dois conversaria com calma. _ Diz Alba ainda com a criança nos braços.

— Que vá para o diabo a calma! Onde ela está? _ Artur gritava, seu desespero fazia Alba se sentir em êxtase.

— Se acalme Artur, não acho uma boa ideia você ir conversa com ela, ela acabou de perder o amor da vida dela. Tenho certeza que você não será uma boa companhia para o luto. _ Alba coloca o menino no berço, tentando esconder o sorriso em seus lábios.

Artur avança em direção a Alba, com uma fúria que lhe modificava a cor dos olhos.

— Deixe de jogos sua maldita, me diga logo onde está minha mulher ou vou fazer você engolir esse sorriso que tenta disfarçar... Pensa que sou idiota, pensa que sou ingênuo como meu irmão que não ver a cobra que cria dentro de casa? _ Ele segurava Alba com ódio.

— Ai! Odeio ter que partilhar segredo, mais já que insiste em querer encontrar com uma adultera uma mulher que te trocou por um homenzinho desqualificado. Ela está no apartamento do amante. Acho que você deve saber onde fica, era lá que eles se encontravam. _ Alba não pode esconder o sorriso, não dessa vez, quando olhou Artur viu que a loucura o cegava. E aquilo a divertia mais do que qualquer peça teatral cômica.

Artur dirigia, como um louco ao chegar ao endereço que tantas e tantas vezes parou o carro, enquanto seguia Patrícia... Porem nunca teve a coragem de descer e testemunha com seus próprios olhos, a traição. Ele fica imóvel durante algum tempo, a lembrança da noite anterior lhe faz criar coragem, ao lembrar-se de Patrícia abraçada e feliz nos braços de Eduardo. Ele chega tremulo na porta do apartamento.

— Artur, O que faz aqui? _ Sua voz era quase um som fino, após longas horas de choro... Mas o que ela viu nas mãos do marido a fez querer gritar.

Artur simplesmente apertou o gatilho, sem dizer uma palavra.

Tempos Atuais.

Artur se lembrou de cada detalhe, lembrou-se o olhar penetrante de Patrícia agonizando antes de morrer. Lembrou-se do arrependimento tardio. E principalmente lembrou-se do momento que vendeu a alma para o diabo, quando telefonou para Alba pra pedir ajuda... E a partir daquele momento sua vida e liberdade a pertencia.

— Por quê? _ Artur só conseguiu perguntar isso!

Alba já sentia a garganta queimar como se tivesse acabado de comer uma brasa, sua cor já mudará e sua respiração ofegante.

— Porque eu me divirto. _ Disse ela com a voz embagada

— Você é sádica, você é uma louca. _ Artur agora grita.

— Você me prometeu não me deixe morrer Artur! Não quero morrer assim. _ O desespero tomou conta de Alba quando viu o brilho de ódio em Artur.

— Você ainda vai demorar muito a morrer, a sua dor está apenas no começo... Você vai paralisar por completo, vai querer gritar implorar por ajuda, e não vai conseguir, por que o veneno já está corroendo suas cordas vocálicas, depois ele vai coroe cada musculo, cada órgão vai te matar lentamente e o melhor... Dolorosamente! _ Artur chegou a sentir um pouco de alegria ao descrever a morte de Alba.

— Por favor... Artur Me salve! _ Alba cai no chão tentando segurar as panturrilhas de Artur.

Artur a chuta com uma intensidade que poderia arremata-la a quilômetros, se caso não houvesse a parede que ela se chocou. Artur não sentir remorso algum, ao vê o sangue percorrer o tapete branco que decorava a sala pequena do chalé. Ele coloca a mão no bolso, Alba por um momento teve a esperança que Artur lhe daria o antidoto. Ela queria levantar-se do chão mais suas forças estavam todas esgotadas. E ela sentia o veneno coroe cada tecido do seu corpo. Sua esperança caiu por terrar, quando Artur tira do bolso o celular.

Chamada ONN.

—Hospital, santa Rita, boa noite!

— Boa noite, gostaria de informação sobre o paciente Estevão San Roman.

— Desculpe-me senhor mais não posso dar informação.

— Senhora, sou irmão dele, moro fora do país e não estou conseguido me comunicar com minha cunhada e nem com minha sobrinha, só preciso saber como ele está. Por favor. _ Artur diz a palavras sem tirar os olhos de Alba se arrastando no chão tentando gritar, mais nada sai apenas um barulho que o incomodava.

— Senhor o que posso lhe dizer é que agora ele está estável. E não corre mais risco de vida. _ Artur coloca o celular em viva voz e pedi que a atendente repita. _ A senhora pode repetir, não consegui entender direito.

— O senhor San Roman, está estável e não corre mais risco de vida... Estamos muito otimistas com a recuperação total dele.

— Obrigado, não imagina como essa noticia me deixa feliz! _ Boa noite!

Alba agora tentava gritar de ódio, amaldiçoava todos... Mas sua voz era muda, apenas os pensamentos continuavam e gritavam.

— Seu plano maligno falhou... Estevão e Maria agora poderão ser felizes... O mundo ficará melhor ficará perfeito sem você. E sabe Alba, sua morte será tão insignificante que ninguém se dará contar que você morreu... A paz reinará. Pelo menos para os San Roman, e quando eu estiver entediado vou lembrar-me desses momentos. _ Artur se abaixa pra ter certeza absoluta que Alba ainda o ouvia. _ Você no chão, implorando pra viver... Nem seu corpo será achado, porque eu me certifiquei de colocar explosivo nesse chalé. E quando você já tiver sentido cada parte do seu corpo morrer de forma dolorosa você vai explodir com eles, e nada nem um fragmento seu vai restar.

— Me ajud... _ Alba tenta em vão pedir ajuda, mas Artur saiu sem olhar pra trás.

Três dias depois...

Maria permanência no hospital, não saiu do lado de Estevão nem mesmo por um momento... Ela esperou cada minuto, cada segundo daqueles três dias ela rezava e implorava para que Estevão abrisse os olhos. As esperanças estavam quase se esvaindo de seu corpo. Aqueles dias cada sentimento era uma montanha russa. Os médicos não sabia dizer por que Estevão não acordava. E o não ter as resposta era o mais difícil.

— Meu amor, volte pra mim... Eu sei que você está ai, então abra seus olhos... Fica comigo! Meu amor, nós vamos ter um filho, e tudo que eu quero e preciso nesse momento é que você abra seus olhos e diga que vamos criar essa criança juntos, eu preciso de você, eu não posso eu não vou consegui, então Estevão San Roman, você tem a obrigação de ficar comigo... Porque você me pediu em casamento e nós vamos ter um filho... _ Maria chorava, ela deitou junto com Estevão, encostou face no peito dele, e disse pra se mesma, que não desistiria de ter esperança.

— Ei minha miragem, não chore, eu ainda vou me casar com você... _ Estevão diz isso acariciando o cabelo negro de Maria.

Maria paralisou por um segundo, foi como se aquele abismo que ela estivesse caindo, aquele abismo que durante os dias ela se via afundando desapareceu, com um simples som dar voz do amor de sua vida, e ela percebeu ali que não existia som mais lindo que a melodia da voz de Estevão. Ela queria falar queria gritar que o amava mais sua voz ficou presa, a felicidade ocupou todo seu corpo, que não tinha espaço pra mais nada, apenas para beija-lo... Sentir os lábios firmes e quentes de Estevão, fez com que ela tivesse certeza que o momento era verdadeiro e que não era mais um de seus sonhos... Ele realmente estava ali, com ela, vivo. Quando a voz presa conseguiu se desprendê-la simplesmente disse à palavra que diria para todo o Sempre...

— Eu te amo te amo demais meu amor! _ As lagrimas se mistura com os sorrisos.

— Eu também te amo demais! Eu vou ser pai?

— Sim! Você vai ser pai!

— Eu preciso chamar o Doutor o Wilson, ele precisa te examinar... _ Maria disse isso limpando as lagrimas que insistia em rolar por sua face.

— Espera meu amor... _ Ele pega a mão de Maria, fazendo esperar. _ Nós vamos ficar bem, vamos criar esse filho junto, e vamos ter uma família linda, eu, Você, Bella e Vivian... Vamos escolher um lindo nome para ele ou ela e nada, e nem ninguém vai mudar isso. Então eu quero que você pare de chora, e me beije novamente... Por que eu estou bem e vou ficar com você para Sempre!

— Nunca mais ouse em me assustar assim, nunca mais me deixe sozinha, porque eu quase morri, eu quase morri, e não quero passar por isso nunca mais. _ Ela o beijou e sentiu que tudo ia ficar bem.

O decorrer dos dias foi tranquilos, Estevão se recuperava bem, e Maria ainda insistia em ficar ao seu lado, mesmo ele insistindo que ela fosse pra casa. Passou-se quinze dias, Maria ia fazer o primeiro ultrassom ao lado de Estevão.

— O bebê está muito bem... _ Diz a medica, mostrando o bebê para Maria e Estevão.

— Ele está mesmo bem? _ Pergunta Maria, um pouco nervosa.

— Ele está muito bem, você que parece cansada... Acho que você deve ir pra casa, e aproveitar a sua gestação em casa.

— Eu já falei mais ela é teimosa... Sinceramente já não sei mais o fazer pra fazê-la ir pra casa. _ Diz Estevão, querendo parecer zangado.

— Eu só vou pra casa, quando você, e nada que vocês me disserem vai fazer eu mudar de opinião. A não ser que ficar aqui prejudique o meu bebe, Ele está bem?

— Seu bebê está bem! _ fala a medica tentando tranquiliza-la.

— Então eu fico! Você não vai se livra de mim, Estevão San Roman... — Diz Maria encarando Estevão.

— Nem se eu fosse louco, ia querer me livrar de você! Só fico preocupado...

Os dois saíram, Maria ajudou Estevão que ainda sentia uma leve dificuldade para andar, quando encontram visitas no quarto.

— Meus amores! _ Maria beija Vivian e Bella...

— Afonso, Que bom vê-lo! Você conseguiu resolver tudo? _ Pergunta Maria.

— Sim, tudo resolvido! Estevão como se senti? _ pergunta Afonso.

— Muito bem, obrigado! Eu queria mesmo falar com você agradecer o que você fez! Você salvou minha vida... Eu nem sei como posso agradecê-lo.

— Você não tem nada que agradecer! Eu fico feliz por você está bem... _ Diz Afonso com sinceridade.

— Mãe, nós precisamos conversar com a senhora... _ Diz Bella.

Maria já sabia do que se tratavam, todos que estavam no quarto sabiam menos Estevão.

— O que houve? Vocês estão me escondendo algo? _ Ele olha pra Bella, e conhecia Bella muito bem, sabia que ela escondia algo. _ Bella você está bem, como tá a fisioterapia, você está bem?

— Eu estou bem pai, estou fazendo fisioterapia todos os dias, e se tudo continuar do jeito que está logo, logo eu vou está correndo por ai. _ Bella sorrir, mais ela sabia que Estevão ia ficar pensando o pior.

— Tem algo errado, vocês, todos vocês estão sabendo de algo que eu não sei, então é bom vocês me contarem de uma vez. _ Estevão encara todos, e naquele momento ele soube que todos estavam escondendo algo dele.

— Tudo bem... Meu amor, nós realmente temos algo pra te contar, e se não foi dito antes, foi porque queríamos você recuperado. _ Maria tenteava encontrar as palavras certas, se é que existia algum.

— Eu estou bem recuperado, então não me diga de uma vez o que está acontecendo! Meu amor, você está bem?

— Eu estou bem, todos estamos bem! È sobre Alba, e sobre seu irmão...

— Meu irmão?

— Sim... Seu irmão não está morto, Artur não morreu... _ Maria optou por ser direta, não tinha um jeito fácil de falar.

— Maria, como? Eu o vi morto! _ Diz Estevão tentando entender.

— Meu amor ele não estava morto, ele fingiu a própria morte, ele e Alba planejaram, quer dizer pelo o que ele me contou que ela planejou e ele estava sendo ameaçado por ela... e aceitou esse plano diabólico.

Bella, Vivian e Afonso decidiram deixar Maria e Estevão conversando sozinho.

— Você o viu? Eu não posso acreditar que eles foram capaz disso, isso é demais e... _ Os olhos de Estevão estavam opacos. aqueles momentos aterrorizante de vinte anos atrás, voltaram com uma velocidade, era como um filme... A armação da traição, ao saber da morte do irmão, ao saber que Maria era acusada de mata-lo. Tudo voltava, e ele se viu pedido em meio de tantas lembranças dolorosas, mais nenhum era tão dolorosa, nenhuma destroçava seu coração, nem uma delas era tão horrível, quanto ao sentimento de culpa que ele sentia.

_ Meu amor, você tá bem? Eu sei que parece surreal... Sinceramente eu não conseguia acreditar. Se eu não o tivesse visto com meus próprios olhos.

— Eu te abandonei, eu fiz a gente ficar separado vinte anos, eu não mereço você. Você merece alguém melhor que eu... _ A voz de Estevão era quase um suspiro.

— Não ouse você não ouse... Você não diga que não me merece, por que eu quase morri, quando eu pensei que tinha te pedido. Eu quis morrer! E eu não sou burra, não sou! Eu sou umas das maiores estilista do mundo, sou uma mãe maravilhosa, minhas filhas me disseram isso ontem. E sou uma mulher, inteligente, linda e sexy. E eu não me apaixonaria, não amaria perdidamente um homem que não me merecesse. _ Maria falava de mineira firme, e as palavras saem com tanta raiva que seus olhos brilhavam como fogo.

— Maria... Eu não quis te magoa...

— Eu sei... _ Ela segura a face de Estevão, com as duas mãos, e seus olhos penetraram o dele de maneira sagaz. _ Você é o homem da minha vida, eu amo cada detalhe que te pertence, até mesmo seus defeitos... E tudo que aconteceu no passado, ficará lá. Eu te perdoei á muito tempo, então faça o mesmo, se perdoe... As escolhas erradas ficarão pra trás. E a nossa chance de ser feliz, então vamos aproveitar. Tudo é tão irrelevante, o que importa aqui e agora é que eu te amo, e eu acho que você também me ama, estou certa?

— Mais que pergunta tola... Eu te amo mais que tudo! _ Ele a beijou.

— Por quê? Ele fez isso ele te falou.

— Artur matou a Patrícia, e Alba o ajudou a fazer parecer suicídio...

— Como está Heitor, ele deve está arrasado. _ Pergunta Estevão.

— Está tentando ficar bem... Mas é difícil! Nós vamos ajuda-lo a superar. Artur e está preso, por vários crimes... Entre os crimes, ele está preso pelo assassinato de Alba. _ Diz Maria por fim.

— Alba está morta?

— Sim!

Os dois permanecem conversando, Maria conta que Artur tinha uma família, ou melhor, dizendo um filho... E que Greco era o filho.

Um Mês depois...

Maria corria com cuidado, se escondendo para não ser vista, ela entra em um banheiro do Shopping e suas perseguidoras a perdem de vista. Ela pega em um taxi, e vai para a Mansão San Roman. Ela entra em disparada para o quarto de Estevão.

— Meu amor, que bom que você está aqui... _ Diz Maria abraçando Estevão.

— O que aconteceu? _ pergunta Estevão preocupado.

— Minhas filhas estavam me deixando louca! Eu fugi delas! Eu sou a pior mãe do mundo. Eu fugi das minhas filhas e estou feliz por ter fugido.

— Senta aqui e me explica! _ diz Estevão fazendo Maria sentar em seu colo.

— Ontem depois que elas me obrigaram a só vê você na hora do casamento, e eu concordei foi ótimo, eu juro que estava empolgada. E foi ótima, a despedida de solteira foi até razoável. Mas hoje elas me deixaram louca, elas me fizeram experimentar um trilhão de roupas, maquiagem. Mas tudo fugiu do meu controle, quando ela queria me fazer experimentar roupas para nossa noite de núpcia. E elas não me deixaram comer nada, só comidas saudáveis, e ruins... Eu só queria comer um sanduiche e um suco gostoso... Mas elas me fizeram beber um suco de couve, e então eu fugi. Eu queria passar as minhas ultimas horas de solteira, com você, comendo um sanduiche e fazendo amor.

— Uhm... eu particularmente adorei a segunda alternativa... _ Ele beija os lábios de Maria de forma firme, enquanto suas mãos se perderam nos cabelos dela.

— Então isso quer dizer se elas vierem aqui atrás de mim, você meu noivo e futuro marido ira me dar cobertura? _ Pergunta Maria enquanto tentava recuperar o folego.

— Vou responder a sua pergunta de maneira mais clara!

Estevão diz isso e deita Maria na cama, ele a brinda com um beijo delirante de inicio com delicadeza, sua boca desliza como se pertencesse a cada parte do corpo de Maria. Ele com seu dedo ágil retiram a blusa de Maria. Em seguida ele desliza boca pela pele macia dela, com vários beijos, intercaladas, e mordidas que a fazia estremecer. Maria fechou os olhos e parecia que seu corpo flutuava por um espaço desconhecido e maravilhosa, cada toque de Estevão parecia ser novo, e a fazia o desejar mais e mais...

— Eu te amo, tanto! _ diz Maria com a voz rouca de prazer.

— Eu te amo, ainda mais... Você será para todo sempre minha, e eu serei para todo sempre seu!

Após os dois se despirem por completo suas almas se tocam e se unificam o prazer e o amor exilavam por cada poro.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.