Notas iniciais
Aaah, me perdoem pela demora na ATT. Mas espero que gostem do capitulo.

– Você consegue para mim? Ao anoitecer? Não pode ser.... não, tudo bem. Está ótimo! Obrigado! – Otabek desligou o celular, mas continuou andando de um lado para o outro em frente a cama do quarto de hotel.
A imagem da borboleta se mantinha em sua mente. O pequeno pedaço de pano parecia pesar em seu bolso. Beka estava estressado, ansioso, nervoso. Estava puto por Yurio. Queria socar a cara de quem quer que tivesse feito aquilo com sua fada.
“Acalme-se, Altin! Não vai adiantar de nada ficar nervoso e acabar fazendo merda” – pensou consigo mesmo. Ouviu o celular tocando. Era Yuri. Por um instante pensou se iria realmente atender. Não queria envolver mais ninguém naquilo. Sempre ouvira que vingança era um caminho de mão dupla.
Estava cavando sua própria cova também.
Mesmo assim ele atendeu, e a mensagem que veio a seguir o fez sair correndo do hotel, pegando apenas a carteira. “Yura acordou! Venha vê-lo”. A ansiedade apenas aumentou quando o taxi parou em um engarrafamento. Jogou uma nota qualquer ao motorista, alta o suficiente para deixá-lo com uma boa gorjeta, e saiu correndo por entre os carros, até o hospital.
Chegou afobado, mostrando a documentação e só não correu até o quarto porque havia uma enfermeira com ele.
– Yuri... – ele apressou os passos até o loiro, sentado na cama, o abraçando, mas parou quando percebeu que ele resmungava de dor. Sentou ao seu lado na cama, com uma das mãos apoiando seu rostinho, e colocou testa com testa. – Oi! Oi, meu amor. Eu senti sua falta. – Beka lhe deu um beijo na bochecha dele, e então nos lábios. Yurio pareceu... desconcertado com aquilo. – o sorriso de Otabek ainda era um pouco apático, mas ao menos ele estava sorrindo.
– Quem... é... você? – o sorriso na mesma hora se desfez no rosto do cazaque. Ele olhou para Yuuri, sentado próximo a eles, mas o japonês apenas desviou o olhar. – Yuu...ri...?
– Tudo bem. – mais uma vez, Otabek tentou sorrir. Ele percebeu que Yuri Katsuki estava tremendo. Não era incomum aquele tipo de perda de memória em ataques tão violentos. – Você vai ficar bem, ok? Eu... sou um amigo. Eu tenho que ir agora, mas eu volto mais tarde. Eu vou trazer piroshki para você, o que acha?
– O-okay...
Otabek se levantou, virando de costas para eles. Não queria chorar na frente de Yura, mas seus olhos começaram a lacrimejar. Quando colocou a mão na maçaneta... ouviu a risada de Yurio se soltar. “Esse idiota...”
– BEKA!!!
– Não fala comigo!
– BEKA, VOLTA AQUI! – gritou o loiro, gargalhando. – Ai, ai, meu braço. Desculpa, eu não resisti. Beka, volta! Você está muito fofo choran... – ele parou assim que Otabek se virou. Talvez fosse uma daquelas raras vezes em que Otabek demonstrava sentimentos (apesar de que, nas últimas horas, ele havia demonstrado por uma vida inteira). O cazaque estava com um sorriso sádico no rosto. Parecia que ia devorar Yura com os olhos. – NÃO ME OLHA ASSIM!!
Beka suspirou, tentando se acalmar para não xingar Plisetsky pelo enorme susto. Retornou à cama e, como castigo, deu um peteleco em sua testa, para logo em seguida beijar no mesmo lugar.
– Fico feliz que tenha acordado.... e todo animado, mas eu preciso mesmo ir. Vou trazer Piroshki.
– Mas por que já vai? Fica só mais um pouco. Você veio para ficar comigo. Eu tenho uma surpresa, esqueceu?
– Primeiro, descanse! Eu estou preparando algo para você também, então tenho que ir.
– Sério? – Yura riu. – Não precisa, Beka. Só o fato de você estar aqui...
– Por favor! Eu prometo que amanhã estarei aqui. Vou cuidar de você.
– Bem... okay.
Yurio sorriu. Não que estivesse animado com a ideia, pois não estava. Queria Otabek apenas para si, mas apenas deu um demorado beijo em seus lábios e o deixou se retirar.

–SKIP TIME-

A noite já havia caído! Beka estava em um ferro velho antigo. O olhava para as horas no celular e para o Google Maps. Estava no local correto? Talvez o GPS o tivesse levado para outro lugar. GPS sempre faziam isso. E já havia se passado meia hora desde o horário combinado.
Houve uma época, no passado de Beka, que ele não queria lembrar. Não era um passado tão distante. Na verdade... fora por causa de Yura que ele largou esse passado.
Nem sempre Otabek fora o menino introvertido que todos conheciam.
– Chefe! – uma voz ecoou por entre as latarias. De trás de uma pilha de carros um jovem saiu. Ele aparentava ter a idade de Otabek e carregava consigo uma mala. – Há quanto tempo! Sentimos sua falta!
– Trouxe o que eu pedi?
– Sabe o quão complicado foi pegar isso? Nosso atual rei não gosta de você! Se ele souber que está na Rússia virá matá-lo.
– Bem... – Otabek se aproximou dele e se abaixou ao lado da mala, a abrindo. Dentro havia alguns tipos de armas de pequeno e médio porte. Ele pegou uma pistola 38 e levantou, mirando, com apenas uma mão, no retrovisor interno de um carro. – Eu preciso da gangue de volta.
– Chefe?
– Quem é que eu preciso matar? – ele atirou, acertando no centro exato.

Notas finais
Espero mesmo que tenham gostado! Fiz com todo o carinho.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.