Notas iniciais
Desculpem a demora!
Vamos ao capítulo.
Boa leitura!

- Rin! Espere! — Souta gritava correndo atrás de Rin.

A morena ia em direção ao poço. Totalmente desesperada subiu sobre a borda e se atirou. A queda foi dolorosa, mas ela não se importou com a dor.

Ao olhar para cima o desespero ficou maior. Tudo que via era Souta descendo a velha escada de madeira. Ela não conseguira passar.

- Porque?! — gritou cavando com as mãos. — Me leve para outro lado! Me leve!

- Pare Rin! — Souta tentava impedí-la segurando suas mãos. — Vai se machucar..

- Porque Souta? Porque não consigo passar?!

Rin o abraçou caindo em desespero. Souta por sua vez pôs o braço em sua volta para confortá-la.

- Fique calma, Rin. Vamos voltar, não pense mais nisso.. Venha..

Souta a levou de volta para sua casa. Rin não hesitou.

Sengoku Jidai

Kouga que desistira de perseguir Kenji voltara a sua tribo. Com a sensação de que estava fazendo errado ele preferiu se isolar no topo de uma das montanhas próximas de onde vivia.

- Kouga.. Está tudo bem?

- Vá embora Ayame. Quero ficar sozinho.

Ayame por sua vez sentou-se ao seu lado.

- Quer dividir?

- Não.

Suspirou.

- Tudo bem. Vou ficar aqui com você e não se preocupe que ficarei em silêncio.

Ayame era uma das poucas pessoas que conseguiam persuadí-lo. Estava claro que aquilo não iria ajudá-lo em nada. O silêncio era bom, mas quando estava sozinho.

- Tudo bem. Aqueles idiotas pediram para que viesse falar comigo?

- Eles estão muito preocupados com essa situação mas te conhecem muito bem e sabem que você gosta de ficar sozinho quando está aborrecido. Vim por conta própria. — deu de ombros.

Era típico de Ayame ser extremamente preocupada com Kouga.

- Eu só.. Estou me sentindo culpado por ter desistido de Kenji. — ele disse olhando para o céu.

- Sinceramente.. Também estou preocupada com ele, e.. acho que não devia desistir de trazê-lo de volta. — ela disse com um meio sorriso.

Aquilo o surpreendeu. Normalmente Ayame presava primeiramente pela segurança de Kouga. Ela sempre o queria por perto, não aceitava que corresse perigo por menor que fosse.

- Ei, quando foi que se tornou tão altruísta? — ele disse colocando a mão em sua testa.

- Vá logo antes que eu me arrependa do que eu disse!

Kouga se levantou e se preparou para pular e ir atrás de Kenji. Antes virou-se para Ayame e com um meio sorriso disse:

- Espere por mim. Voltarei o mais rápido possível.

Sesshoumaru vagava pelos confins mais obscuros nos limites da Sengoku Jidai. Era alí onde normalmente os piores e mais fortes youkais se encontravam. Sua dedução era de que precisava praticar para apredender a controlar sua Bakusaiga. E se sua katana ansiava por mais poder era isso que lhe daria.

Vários youkais sentiram a ira de sua katana e para cada youkai morto uma nova cicatriz, mais profunda e mais dolorida.

"Quer controlar meu corpo por meio dessas cicatrizes." — ele deu um meio sorriso. — Vamos ver quem será o mais forte.

As cicatrizes já tomavam metade de seu corpo. Ele tinha plena consciência de que precisava não só controlar mas também vencer a katana.

Algo lhe chamou a atenção retirando-o de seus desvaneios.

- O que você quer?

Kenji fora surpreendido. Não imaginava que Sesshoumaru fosse tão hábil a ponto de notar a sua presença.

- Sesshoumaru, lute comigo!

Ele deu um meio sorriso debochado. E num piscar de olhos estava bem atrás de Kenji com suas garras próximas ao seu pescoço.

- Não seria necessária uma luta para que eu acabasse com você.

Kenji transpirava incapaz de esconder a surpresa que tivera. Sesshoumaru era muito rápido!

- Agora entende o que estava querendo dizer, Kenji?! — disse uma voz conhecida.

Kouga saltou dentre as ávores chegando mais perto de onde estavam. Kenji permanecia mudo.

- Sesshoumaru! — Kouga gritou. — Eu não pretendo interferir em seu caminho, mas se matá-lo terá que lutar comigo.

- Idiota! Quem pediu a sua ajuda?! — Kenji gritou. Ainda estava sobre as garras venenosas de Sesshoumaru.

Sesshoumaru por sua vez o jogou num golpe violento em direção a Kouga.

- É melhor sair do meu caminho. Não haverá uma terceira chance.

Kouga esperava por tudo menos por aquela atitude que Sesshoumaru teve. Normalmente ele o mataria, mas não o fez.

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Kouga e Kenji correram em silêncio de volta a sua tribo.

"Deu pra perceber.. o quanto ele.. hesitou em me matar. Mas.. algo estava errado. Eu tenho certeza que ele iria me matar. Aquela katana.. " - a confusão tomara os pensamentos de Kenji.

- Espero que tenha aprendido a lição. — disse Kouga tirando Kenji de seus pensamentos.

- Ah, cale a boca Kouga!

- Você também percebeu não é mesmo? Sesshoumaru está travando uma batalha consigo próprio. Aquela katana mais cedo ou mais tarde vai destruí-lo.

- Eu não pretendo mais inteferir. — disse. — "Se eu conseguisse aquela katana com certeza seria possuído também. Poderia.. até matar toda a tribo." — pensou.

- É uma decisão sábia. — Kouga disse num tom de deboche.

- Ainda está interessado em me passar o cargo de líder? Eu não me importo mais se me passar de mão beijada. — disse Kenji sorrindo.

- Vá sonhando.

Kouga deu um salto para ficar mais a frente de Kenji.

- Ei Kouga, o que aconteceu com aquelas garotas?

- Garotas? — Kouga tentava se lembrar.- Ah! — ele deu meia volta ficando de frente para Kenji.

- É verdade! Como se atreve a mexer com a Kagome?!

- Kagome? Esse não era o nome da humana por quem se apaixonou?

Kouga corou.

- Cale a boca!

Kouga voltou a correr.

- É melhor me passar logo o posto de líder. Ayame não vai gostar nada de saber que você se econtrou com ela. — ele disse com um meio sorriso debochado num falso tom de ameaça.

- Antes que ela saiba você estará morto. — Kouga respondeu, rabugento.

Kenji deu uma gargalhada.

Enquanto isso Kagome ajudava Sango a lavar as roupas na beira do lago mais próximo do vilarejo onde viviam.

- Sango-chan você não se cansa lavando todas essas roupas?

- São muitas não é mesmo? — suspirou. — Esses pequenos não me dão descanso. Estão sempre arrumando um jeito de se sujar.

- Quem diria que você e Miroku-sama teriam tantos filhos! — Kagome disse com um meio sorriso.

- Sabe Kagome-chan.. Acho que..

- O que Sango-chan?

Ela hesitou um pouco.

- Tem mais um vindo por aí..

- O QUE?! — Kagome gritou totalmente perplexa. — Mais um?! Sango-chan!

Sango sorria completamente sem graça.

- Miroku não me dá descanso.. — ela disse, corando.

Kagome suspirou.

- Sabe do que vocês precisam? Na minha Era tem um método muito eficiente.. — derrepente parou e se entristeceu.

Sango logo se deu conta.

- Não fique assim Kagome-chan. Quando for a hora certa você conseguirá voltar a sua Era. E não se esqueça desse método, tudo bem? — Sango deu uma piscadela tentando reanimá-la.

Kagome acenou com a cabeça dando um meio sorriso.

- Ei, Kagome!

Inuyasha veio correndo e saltando por entre as árvores.

- Inuayasha! — a morena sorria.

- Venha comigo!

Inuyasha a pegou pela mão colocando-a em suas costas e correu por entre a floresta até chegar ao local onde o poço ficava.

- Mas o que.. Estamos fazendo aqui? — perguntou Kagome colocando-se ao lado de Inuyasha.

- Vamos voltar, agora.

- O que?!

O meio-youkai pegou em sua mão entrelaçando seus dedos aos dela.

- Vou com você. E antes que diga as coisas pessimistas que costuma dizer quero deixar bem claro: Eu não me importo se ficar preso em sua Era, não se estiver com você.

Ela corou.

- Mas e se.. somente um de nós conseguir passar? — Kagome olhava fixamente pelo poço. — Inuyasha isso é loucura.. Não tenho tanta coragem assim.

- Isso não vai acontecer! Pare de pensar essas coisas! — ele gritou. — Nós vamos agora. E é melhor ir por bem senão vou te jogar lá dentro sem culpa!

Kagome lançou-lhe um olhar assustador.

- Seu idiota. Eu ainda tenho aquela palavrinha mágina, lembra?

- Sou mais rápido que você, lembra? — rebateu.

Os dois trocaram olhares desafiadores por alguns segundos até que Kagome cedeu.

- Tudo bem.. — suspirou. — Só me prometa que..

- Ah vamos logo!

Antes que Kagome pudesse terminar sua frase Inuyasha a pegou em seus braços e pulou para dentro do poço.

Notas finais
Espero que tenham gostaram! Ti curiosa pra saber a opinião de você heim!
Até a próxima!