Para Sempre
40 Today Is The Day - Part 2
Notas iniciais
Dei o primeiro passo. Os corais da igreja cantavam enquanto eu e meu tio entrávamos. Senti meus olhos se enxarcarem de lágrimas.
- Calma, Katy. Não chore, vai borrar toda a maquiagem... — dizia meu tio.
E foi aí que eu começei a chorar mais ainda. Meu tio parou de andar para poder secar minhas lágrimas, o coral parou de cantar e maquiadora veio arrumar a maquiagem e depois, sorriu pra mim.
- Sei como se sente. Então, se quiser chorar baldes, eu apoio. — disse a maquiadora antes de sorrir.
Dei outro sorriso de gratificação e ela foi embora. Então, meu tio continuou a andar calmamente e o coral retornou a cantar. Não pude evitar de deixar algumas lágrimas escaparem, mas meu tio não percebeu — ainda bem, porque se percebesse, ele iria fazer uma tempestade em um copo de água — Quando cheguei no altar, finalmente pude ver ele — é nesse momento que eu me achei uma completa idiota. Noivas normais olham o seu noivo de longe e no momento que começa a entrar na igreja — sorrindo pra mim, foi aí que eu desatei a chorar de novo.
- Ah não, querida! — reclamou meu tio. — Vou chamar a maquiadora novamente. — e saiu do altar e fez um sinal para a maquiadora.
Passei a mão pela minha bochecha para secar as lágrimas e ele se aproximou de mim e pegou meu rosto com as mãos.
- Não chora. Vai ficar tudo bem. — disse mostrando preocupação.
- Eu sei que vai ficar tudo bem. É por isso que eu estou chorando. — respondi, sorridente.
Ele deu um sorriso e tirou suas mãos do meu rosto. Logo veio a maquiadora, concertou a maquiagem, deu um sorriso e disse:
- Vai lá e seja feliz. — e depois, foi embora.
Me virei para ele — como o de costume- E o padre começou a missa.
Eu e ele nos comunicamos por sorrisos, olhares e alguns gestos.
- Kyle Broflovski e Katy Marshal, viestes aqui para celebrar o vosso Matrimónio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo? — perguntou-nos o padre.
- É sim. — respondemos juntos.
- Vós que seguis o caminho do Matrimónio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida?
- Sim.
- Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?
- Estamos.
- Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimónio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.
Kyle pegou minha mão direita, que não queria se mover.
- Eu Kyle Broflovski, recebo-te por minha esposa a ti Katy Marshal, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Dei um sorriso.
- Eu Katy Marshal, recebo-te por meu esposo a ti Kyle Broflovski, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Ele retribuiu o sorriso.
Depois, colocamos as alianças nos nossos dedos.
Acabou. Estamos unidos, e dessa vez, para sempre.
Depois o padre falou algumas coisas mais e depois me vi correndo de mãos dadas com ele para sair da igreja, mas infelizmente, não escapamos do arroz na porta da igreja.
Uma limousine vermelha apareceu na frente da igreja e atrás tinha uma placa escrito "Recem — Casados" e com um monte de latinhas amarradas em barbantes que estavam presas na parte de trás do carro também — igual aos desenhos animados-.
- Isso foi obra sua, certo? — perguntei.
- Com certeza. — respondeu sorrindo torto.
Entramos no carro e o motorista — Um tal de Sr. Jonh — que nos levou para a nossa casa. Não entendi o porque que eles nos levou para a nossa casa.
- Senhorita, umas moças te esperam lá dentro.
- Espera! Senhorita não! Senhora Broflovski. — exclamou Kyle sorridente.
Dei um sorriso, saí do carro e entrei na casa correndo. Quem abriu a porta foi Amy.
- Opa, opa, opa! Não corra, sua louca! Temos todo o tempo do mundo! — exclamou Amy.
Entrei e elas me deram o vestido.
- Vai até o banheiro e coloque esse vestido. Caso precisar de ajuda, é só nos chamar. — disse Alex me dando o vestido.
Peguei o vestido e fui para o banheiro do andar de baixo me trocar. Me troquei rapidinho — estava anciosa para a festa do casamento.
.
POV: Kyle.
- Rápido! Vire á esquerda! — gritava. — Agora pra direita e para a outra direita de novo!
- Calma! Aqui a velocidade máxima é 20 e você tá querendo que eu ande 180! — exclamou o motorista, pressionado.
- Calma o caramba! Eu não resolvi o negócio dos sobrenomes!
- Não acredito!
- Ah, qualé! Qual é mais importante, o casamento ou os documentos?
- Os documentos ¬¬'
- Na sua opinião, ok? Chegamos. Pare aí.
O motorista parou.
- Você está com os documentos dela?
- Óbvio. ¬¬'
Saí do carro e entrei no PROCON [N/A: Será que é PROCON lá também?? O.O] mancando — ou seja, fingindo ser deficiente — onde fui atendido primeiro e depois fomos embora.
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POV: Katy.
- Eu vou naquela festa de casamento por mim mesma. — disse saindo da casa.
- Ah, mas não vai mesmo! — disse Alex me puxando pelo braço. — Ele deve ter esquecido de fazer alguma coisa.
- Alguma coisa como o que? Fugir pra outro país com outra vad...
- MAS É CLARO QUE NÃO, NÉ CIUMENTA! — exclamaram todas, me interrompendo.
- Sabe, eu preciso ir logo. Se ele não chegar em meio segundo, eu vou pro casamento por mim mesma.
- Aí é impossível né. ¬¬' — comentou Alex.
De repente, escutamos um barulho de carro sendo estacionado na frente da casa.
- Ok, não tá mais aqui quem falo aquilo. — disse Alex.
- Vamos! Vamos! — disse Amy me empurrando para fora.
Saí da casa e entrei na limousine.
- Pensei que tivesse fugido. — comentei.
- Mas é claro que não fugi. Eu só fui arrumar o negócio dos nossos nomes.
Dei um tapa no ombro dele.
- Hey! — exclamou passando a mão no ombro que eu bati e rindo. — O que foi que eu disse de errado?
- Se você tivesse me falado, eu teria ido arrumar.
- Será que eu já posso ir, pombinhos? — perguntou o motorista.
- Já demorou demais, mordomo. — respondeu Kyle.
O motorista ligou o carro.
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