Para Sempre
1 Four Years Later...
Notas iniciais
então, boa leitura!
POV: Kyle.
Passou quatro anos desde quando entrei na faculdade, e eles passaram rapidinho. Digo isso porque a Katy já terminou a faculdade dela o ano passado e a minha falta alguns dias para terminar. Por enquanto, estamos só revisando tudo.
E além do mais, nesses quatro anos, tiramos a nossa carteira de motorista.
– Kyle Broflovski, poderia me dizer em que planeta você está? — perguntou o professor me tirando dos meus pensamentos.
– Ele está no planeta Terra né? — disse Kurt.
– NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO! — respondeu a sala. Alguns alunos até jogaram bolinhas de papel nele.
– Que eu saiba, só existe um Kyle nessa sala, né Kurt. — disse o professor, começando a brincadeira, já que a sala inteira tá nesse ritmo.
– Tem dois Kyles. — disse a sala. — O judeu e o Thomas.
O professor desatou-se a rir. A sala começou a jogar bolinhas de papel em mim e no Kyle Thomas.
Depois, o professor cortou o clima e continuou a revisar. Eu preferia ir para Urano a ficar assistindo uma revisão idiota, mas para não levar mais nenhum sermão, fingi que estava prestando atenção no professor, mas na verdade estava encarando o relógio, em cima da lousa. Estava quase rezando para o sinal bater logo.
E então, de repente, fui salvo pelo gongo. E esse gongo se chama sinal.
Todo mundo sai, e o retardado aqui, esqueceu de guardar o material durante a aula e agora esta aqui, guardando o material ainda. E o pior é que só ficou eu e o professor na sala.
– E a namorada, Broflovski? — pergunta o professor.
Ele, com certeza, sabia de quase toda a minha vida, porque eu tenho esses rabiscos nas páginas finais do meu caderno.
– Ah, ela já está trabalhando. Ela terminou a faculdade o ano passado. — respondi metendo os cadernos na bolsa.
– Ela fez faculdade de que?
– De detetive.
– Interessante um casal fazer faculdade na mesma ala. Digo de justiça, mesmo sendo coisas distantes.
– Pois é.
– E você pretende, é... Levar esse namoro a mais adiante?
– Como assim?
– Pedir ela em casamento.
– Bem, vai ser complicado o processo. Eu sou judeu e ela é católica. — respondi pegando minha bolsa e saindo da sala.
– Bem, só espero que tudo de certo entre vocês dois.
– Obrigada. — agradeci.
Stan e Cartman estavam perto de um bebedouro.
– Oi gente. — disse.
– Oi. — responderam.
De repente, Alex e Kenny chegam.
– Oi!!! — diz Alex animadamente.
– Oi Alex. — dizemos eu, Cartman e Stan, totalmente animados.
– Que isso, gente! Mais animação! Está acabando a faculdade e acabou a temporada de provas! — disse Alex.
Ninguém respondeu. Apenas começamos a ir para o meu apartamento para almoçar. Quando chegamos lá, Cartman se lembrou de algumas piadas e começou a contá-las, nos animando um pouco — ok, digo isso só por mim- e todos estavam quase chorando de rir.
Nos sentamos na mesa, fomos atendidos e Cartman estava tentando se lembrar de mais alguma piada.
– Tadinha da Katy... — comentou Alex pegando seu celular. — Ela está trabalhando direto, nem horário de almoço ela tem. E o pior é que ela me diz que não há porque eu me importar, pois é isso que ela quer, e além do mais, ela gosta do que faz.
– Mas ela não pensou que alguém sente a falta dela... E muito. — comentou Stan, brincando e olhando para mim.
– Ela também sente a falta dele. E muito. — disse Alex.
De repente, nossa comida chega.
POV: Katy.
– Watson? Você ligou para a delegacia? — perguntei.
Watson era o meu companheiro de trabalho. O nome dele é Maicon Stewarts. Eu o chamava assim porque ele parecia ter a mesma "função" de Watson. E como eu o chamava de Watson, ele me chamava de Sherlock Holmes, por eu ser a detetive.
– Já. — respondeu.
– Não usou o telefone da casa, usou?
– Não.
– Posso saber sobre o que você estava falando?
– Perguntei para o Xerife se eu poderia sair mais cedo hoje. — ele sempre preferiu usar "Xerife" no lugar de "Delegado".
– O que você vai fazer?
– Eu vou ao Hawaíi resolver um enigma com o Hudson.
– Ah!
Estávamos investigando um caso de uma moça que morreu misteriosamente. E havíamos acabado de chegar.
– Vamos continuar a procurar pistas, Holmes? — perguntou.
– Mas é óbvio, Watson. Fomos encarregados de resolver esse caso juntos.
– Claro! Como os nossos últimos 7 desse ano.
– É... — afirmei subindo as escadas. Watson me seguiu.
Fomos até o quarto da moça.
– Você pegou a anotação que o Delegado deu? — perguntei mexendo nos cremes dela.
– Peguei. — respondeu. — Mary Blonde. 1,34 de altura. Artista pouco conhecida. Solteira. Sem filhos. Uma saúde excelente. Temperamento explosivo. Extremamente vaidosa...
Comecei a cheirar os cremes dela, nenhum tinha um cheiro suspeito, mas eu tinha as minhas desconfianças.
O culpado poderia ter colocado veneno nos cremes para matá-la, afinal, ela era vaidosa.
– Mais tarde devemos levar esses cremes para fazer uma análise. — comentei mexendo no porta-jóias dela, e Watson colocava os cremes na bolsa dele.
Todas as jóias dela eram falas, com exceção de uma. Havia um colar de ouro, com o pingente de coração, que abria. Mas dentro do pingente não havia nenhuma foto, mas sim, uma espécie de senha de cinco dígitos.
– Anote aí, Watson... — disse. — 5A8F6.
– O que é isso? — perguntou anotando.
– Um tipo de senha.
– Ah, que legal.
Comecei a procurar coisas no quarto em que são abertas por senhas.
Achei um enorme baú embaixo da cama dela.
– Olha, um baú... — comentei puxando o baú. — Nossa como ele é pesado!
Quando o baú finalmente estava onde eu queria, me sentei de frente para ele. E na frente, havia uma espécie de lacunas para digitar a senha.
– Quantos buraquinhos têm? — perguntou Watson.
– Tem cinco. Me passa a senha?
– Você não se lembra? Acabou de vê-la!
– Só para confirmar.
– 5A8F6.
Coloquei a senha. O enorme baú se abriu, e um cheiro de carne em decomposição exalou no quarto inteiro.
Mas era o corpo de um homem morto e nu que estava no baú.
– Cassete... Quem matou quem então? — perguntou para si mesmo, Watson, tapando o nariz.
Peguei minhas luvas de plástico do bolso e a vesti. Depois, retirei o corpo do baú e comecei analisá-lo. Havia cortes no peito, que na verdade, eram letras.
– O inferno o esperava... — li a frase que estava no peito dele. — Anotou?
– Pera... Anotei.
O semblante dele parecia de alguém bastante magoado.
– Bem, acho que achamos o namorado de Mary Blonde. — concluí. — E, ela o matou por traição, creio.
– E?
– É só uma hipótese, tá legal?... E, acho que ele já sabia que ela o mataria, e deve ter envenenado alguma coisa, que ela consumiu em seguida.
– Não, tá ok, as suas hipóteses sempre são confiáveis. — disse.
– Mas ela morreu de que? Ataque cardíaco, doença terminal...?
– Ela morreu de infecção.
– Na mosca! — disse. — Ele parece que ficou mais de doze horas aí.
– É verdade.
E, de repente, a polícia chega arrombando a porta da sala de estar.
– Sempre a polícia com sua entrada triunfal... — comentou Watson revirando os olhos.
Fomos até a sala.
– E aí, Marshal? O caso está fácil? — perguntou o oficial Turner., um policial que se preocupava com tudo, mas ao mesmo tempo, era bastante fanfarrão.
– Ah, já tenho até uma hipótese. Mas preciso fazer uma coisa antes.
– Essa é a detetive que eu conheço! Perspicaz, como sempre. — comentou com um sorriso estampado no rosto. — Tenho até dó do namorado dela, ela descobre até quantas vezes ele respirou por dia! — disse agora para o outro oficial rindo.
Corei. Agora ele piorou as coisas, eu não consigo trabalhar pensando no Kyle.
– Obrigada por me fazer pensar nele, oficial Turner. — agradeci, sarcasticamente.
– Não foi nada, minha cara. — respondeu. — Até mais. — disse saindo com o outro oficial.
– Até. — respondi.
Fomos também até o nosso carro e fomos até a delegacia. Lá, vemos o delegado.
– Marshal, tudo bem? — disse o delegado.
– Precisamos examinar alguns cremes.
– Ah, vai lá ao laboratório de Mary Jane e entregue para ela os cremes. — disse.
Só podíamos consultar Mary Jane com a permissão do delegado. Esse laboratório é algo secreto.
Descemos até o escritório de Mary Jane, que era subterrâneo. Lá, batemos três vezes na porta de metal. E logo, Mary Jane apareceu.
– Ah! Olá Detetive Marshal! — disse. — Em que posso lhe ser útil? — perguntou dando passagem para mim enquanto eu e Watson entrávamos.
– Bem, eu precisava ver se uns cosméticos estavam com algum veneno ou alguma substância mortal, sei lá... — respondi. — Watson, dê os cremes para ela.
Ele abriu a bolsa e ela pegou os cremes.
– Bem, esses cremes são caros pra chuchu... Enfim, a análise vai ficar pronta amanhã.
– Amanhã?! Mas eu preciso da análise pronta o mais rápido possível!
– Calma Marshal! Eu sou só uma pequena cientista, e eu consigo fazer as coisas uma de cada vez. — disse colocando uma mão nas minhas costas. — Considere-se com sorte, e eu ainda estou aliviando para você: amanhã é o prazo mais curto! — e então, colocou seus óculos.
– Fazer o que, né... — comentei. — Obrigada, Mary. — agradeci e comecei a ir embora.
– Não há de quê, Marshal! Até mais! — disse Mary Jane acenando.
Depois, saímos do laboratório, fechamos a porta e começamos a subir as escadas, Watson começou:
– Bem, vou para o Havaíi agora.
– Vai ficar quanto tempo lá?
– Não sei. Acho que uns três dias.
– Não me abandone, Watson.
– Nunca iria te abandonar, Holmes. — disse sorrindo.
Fui para o meu escritório e Watson foi conversar com o delegado.
No meu escritório, continuei a trabalhar.
POV: Kyle.
– Hey, caras! Eu achei! — disse Cartman.
– Kyle, eu ainda não acredito que você está fazendo isso... — comentou Stan.
Notas finais
Até o próximo cap !
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