Para Sempre
31 A Reason
Notas iniciais
POV: Katy.
[...]
– Podemos começar amanhã?
- Você diz hoje ou amanhã mesmo? — perguntei rindo me lembrando da hora.
- Ah, tanto faz. — respondeu fazendo uma expressão confusa. — Você quer ir pra lá hoje ou amanhã?
- Pode ser hoje, se der?
- Tá, pode ser.
- Mas como vamos fazer isso?
- Simples! Você pega todas as suas coisas do seu apartamento deixando os móveis lá. E nós pegamos nossas coisas, nos movemos para South Park, ficamos na minha casa até arrumarmos uma casa e imobilizarmos e nos mudamos para essa casa.
- Então, vou passar o meu apartamento em nome da Alex, a loja também, e depois nos mudamos para South Park, na minha antiga casa.
- Mas... Você não vai... Ficar triste por isso? Sei lá, seus pais morreram lá, sabe...
- Não tem nada a ver, Kyle. Lá continua sendo minha casa.
- Tenho uma idéia, mas não sei se você vai concordar comigo... — começou. — A sua casa poderia ser a nossa definitiva, huh?
- Tem razão. Poderíamos reformá-la para ficar mais bonitinha. Aquela casa deve estar muito velha. — dei um sorriso.
- Mas e a sua avó? Ela não morava lá?
- Ela foi para a Inglaterra morar com meus tios, pais de Lily. — respondi mexendo no cabelo e me lembrando da pequena Lily. — Minha avó está com problemas no coração e achou melhor morar com meus tios, porque eles têm condições de cuidar dela melhor.
- Ah! — disse Kyle apertando os lábios e balançando a cabeça positivamente.
- E onde você vai trabalhar lá, hein? Digo, vai construir uma advocacia só sua ou vai trabalhar na advocacia de alguém?
- Vou trabalhar na advocacia do meu pai. E você?
- Estou pensando em trabalhar como detetive lá. Eles devem estar precisando. — ri.
- Qual é a graça? — perguntou arqueando uma sobrancelha.
- Uma cidadezinha pequena e pacata como South Park não deve ter muitos problemas.
- Então você pode trabalhar para alguma agência, a CIA ou a FBI. Eu deixo. — sorriu.
Dei outro sorriso.
- Isso é bem difícil de acontecer. — comentei.
- Mas e Stan, Kenny e Cartman?
- Vamos por partes. — respondeu sorrindo. — Stan vai para South Park também, vai construir uma casinha lá pra poder viver com a namorada dele. Kenny vai morar com os pais e com a namorada na mesma casa por um tempo, ele vai reformar a casa dos pais e vai comprar uma casa pronta para ele e a namorada viverem juntos. Já Cartman, eu acho que ele vai morar em um apartamento em Los Angeles sozinho.
- Cartman bem que poderia morar em South Park com a gente. — comentei.
- É verdade. — concordou. — Mas e a Alex?
- Acho que ela pretende ficar. Ela me disse que talvez fosse para South Park, mas como aqui ela já tem um emprego e um lugar para morar, acho — que ela vai ficar aqui.
- Ah. — respondeu Kyle.
- Que horas são? — perguntei.
- Agora são três e trinta e sete da manhã.
- Vamos para a delegacia então? — convidei e ele arregalou os olhos. — Calma! Só vou conversar com o delegado que eu vou me mudar para South Park.
- Mas você vai assim? — e apontou para o vestido.
- Qual é o problema? — perguntei.
- É que isso não parece ser uma roupa de quem trabalha na polícia.
- Não tem nada a ver, Kyle. Olhe só para você! — apontei para as roupas dele. — Você não parece que está vestido nem formalmente e nem informalmente.
Ele deu um suspiro e sorriu. Fomos pagar a conta e fomos direto para o carro antes de corrermos para a delegacia.
Na delegacia, estávamos atraindo olhares de todos os tipos de pessoas. Quando chegamos em frente da porta da sala do delegado, me virei par Kyle e disse:
— Hey! Não diga nada sem a minha permissão. — pedi.
Ele sorriu assentindo e batemos três vezes na porta antes de entrar.
- Inspetora Marhsal! Que prazer vê-la novamente! — disse o delegado após me ver. — Em que posso lhe ser útil?
Olhei para Kyle. O olhar dele dizia: "Vá em frente!".
- Eu vou me mudar para South Park. Devo, é, sair desta delegacia. — respondi.
- Sabia que este dia chegaria. — disse o delegado sorridente. — Vocês vão casar, não é?
- Não. Ele é judeu. — respondi.
- Sinto muito. — respondeu o delegado, em um tom de remorso.
- E o Tom? Como ele está? — perguntei.
- Ele está na enfermaria. Ele queria fugir, e estava tentando. Os outros presidiários, se sentindo injustiçados, não o permitiram batendo nele. — respondeu o delegado.
Não pude conter um riso.
- Poderia ver ele? — perguntei.
- Claro, vai lá.
- Fique aí conversando com o delegado Stevens. — pedi ao Kyle que me olhava como se estivesse implorando para ir junto. — Não se preocupe, o delegado Stevens é legalzinho.
Saí da sala e fui direto para a enfermaria correndo, pois ficava meio distante da sala do delegado. Quando cheguei lá, vi Tom com um braço, uma perna e a cabeça enfaixados. Além de alguns cortes e arranhões nos braços e pernas que não estavam com gesso.
- Que bom que veio me visitar, Marshal. — disse Tom feliz. — Fico triste que tenha que me ver nesse estado deplorável.
- Estou sabendo do que aconteceu. — respondi sorrindo.
- E eu também. — respondeu sorridente. — Percebi na faculdade que os alunos estavam em um clima de festa, como se tivessem terminado a faculdade, o que é verdade. Agora que ele já terminou, vocês vão morar juntos, certo?
- Certo. — respondi, não demonstrando o quanto eu estava decepcionada por ele ter descoberto.
- Provavelmente não viverão mais aqui por minha causa, não é? — perguntou, mas não houve resposta minha. — Saiba que minha busca ficará mais interessante se eu tiver que procurar por você pelo mundo inteiro.
- Afinal, posso descobrir o motivo pelo qual você me procuraria pelo mundo todo? — perguntei.
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