Notas iniciais
Olá pessoal, Sei que desculpas pela minha ausência não farão voltar o tempo que perdemos, o tempo em que deixei vocês na mão. Sinto muito por isso, sinto mesmo. Mas 2014 tornou-se o pior ano da minha vida, aconteceram muitas coisas, coisas que me mudaram, me machucaram de tal maneira, que não sei se algum dia voltarei a ser como era antes. Não espero que entendam, apenas espero que sejam pacientes comigo... Voltei a escrever e voltarei a publicar capítulos de minhas histórias. Obrigado, beijos...

"Eu precisava fugir, precisava esquecer.

O aeroporto estava lotado e a instantes o alto-falante havia anunciado meu voo, então, eu abria caminho pelo multidão, tentando inutilmente afastar as lágrimas, que borravam minha visão.Foi quando ouvi a voz dele e comecei a correr...

– ERIN..."

– Erin?

Acordei sobressaltada com Mason me sacudindo. Podia sentir o gosto amargo das lágrimas e a leve camada de suor em minha pele, também ainda podia ouvir a voz de Victor me chamando.

– Shh, foi só um pesadelo. – deixei-me relaxar contra ele, o abraçando, com medo de que ele pudesse partir outra vez. – Sinto muito Bu, eu..., eu não estava pensando direito e...

Eu podia vê-lo sob a luz da lua que entrava pela janela, podia ver seus olhos inchados e suplicantes.

Tomando delicadamente seu rosto em minhas mãos, o beijei suave e demoradamente, como medo de que ele pudesse se desvanecer ao meu toque.

– Quer falar sobre o pesadelo? – perguntou, acariciando minha bochecha.

Sacudi a cabeça, negando, não queria trazer Victor a tona mais uma vez, mesmo quando não entendia o que estava se passando.

– Sinto muito por ter sai... – encostando a boca na dele, o silenciei.

– Está tudo bem, você está a­­­­­qui agora, isso é tudo o que importa. – falei.

...

Acordei com os primeiros raios de sol que banhavam nossa janela, e me permiti assistir o belo homem ao meu lado dormindo. Mason Evans sempre seria a melhor coisa que me aconteceu. Levantei, vesti uma de suas camisetas preta e segui para a cozinha.

Era um belo cômodo decorado em tons escuros, repleto dos mais sofisticados moveis e utensílios. Confesso que fiquei um tanto perdida a principio. Enquanto cantarolava comecei a preparar um café da manhã para ele. Decidi não deixar que meu encontro com Victor me abalasse, para seguir em frente era preciso me desprender de meu antigo passado, da Erin que costumava ser.

Quase tudo pronto, ovos, bacon, suco de laranja...

– Erin?

Assustada me voltei para o som da voz de Derek, que me encarava encostado no batente da porta. Ele parecia cansado, como se não tivesse acabado de sair da cama.

– Bom dia. — falei.

– Se importa? — disse ele, se aproximando da ilha no centro da cozinha.

– Tudo bem. — respondi, enquanto ele sentava em um banco a minha frente.

O ar parecia pesado, sem saber o que fazer, comecei a servi-lô de um pouco do que havia preparado para Mason.

– Obrigado.

Apenas assenti.

Eu precisava contar a ele sobre Emmily, e o que acreditava que ela vinha fazendo a Claire, mas como? Como contar a ele que sua mulher maltratava nossa pequena? Apenas a ideia fazia com que eu tremesse de raiva.

– Derek...

– Erin... — falamos ao mesmo tempo. Um sorriso acabou escapando dele e não pude deixar de sorrir de volta.

– Você primeiro. — falei.

– Eu, só queria que soubesse que me preocupo com você. Não acho que Mason a mereça. — seus olhos me fitavam intensamente. Eu sentia a verdade em suas palavras, repletas de uma certa suplica que não podia compreender.

– Eu não sou ela Derek, não sou a mesma garota que se apaixonou pelo noivo da irmã a tanto tempo atrás. — falei, cuidadosamente escolhendo as palavras. — Você precisa entender que posso me cuidar sozinha, posso decidir o que é ou não é bom para mim. Sou grande o suficiente para tomar decisões e enfrentar as consequências de meus atos. — suspirando, continuei. — Mason pode não ser perfeito, mas ele me faz feliz. E por hora, isto é tudo o que preciso.

– Entendo. Apenas não quero vê-la machucada outra vez. — disse ele, ainda olhando para seu prato enquanto mexia a comida agora fria.

– Tenho que lhe contar uma coisa, e preciso que me escute atentamente. — era essa a hora, eu tinha de falar. Derek que a pouco evitava meus olhos, encarou me de volta, agora parecendo preocupado. — Acredito que Emmily esteja batendo na Claire.

– Desculpe? O que quer dizer com isso.

– Encontrei algumas marcas nela ontem, e esta não foi a primeira vez Derek.

Ele levantou-se e começou a andar pelo cômodo, parecendo perdido, ainda refletindo sobre minhas palavras.

– Você tem certeza? A quanto tempo acha que isso vem acontecendo?

Abri a boca para responder quando Emmily apareceu. Timming perfeito.

Vadia.

Pegando minha bandeja com tudo o que havia preparado, olhei mais uma vez para Derek, e falei antes de deixar o cômodo:

– Faça alguma coisa a respeito, porque se não fizer, eu faço.

Parei de frente para a porta de meu quarto, respirando pesadamente para me acalmar. Derek iria perceber o que estava acontecendo e tomar providências, se não eu as tomaria por ele.

...

Não demoramos a descer, todos concordavam com a ideia de tirar o máximo de proveito deste lugar maravilhoso. Juntando tudo o que precisávamos, partimos rumo a piscina central.

Emmily e Derek iam mais a frente, seguidos por Holly, Adam e Claire. Mason caminhava ao meu lado, segurando com firmeza minha mão, enquanto seus olhos atentos, inspecionavam o local a procura de um certo Francês.

A piscina central assim como o bar, estavam lotados. Quase não haviam quiosques e espreguiçadeiras vazias ao redor da grande piscina. Enquanto nossa pequena turma tomavam o espaço que escolheram repassei todas as atrações do parque e tive uma ideia que o faria relaxar.

– Mase?

– Sim. — respondeu ele, ainda disperso, olhando tudo a nossa volta.

Deixei minha bolsa e me virei para ele, passando meus braços por seu pescoço. Minha tentativa funcionou e sua atenção se voltou para mim

– O que acha de termos um pouco de privacidade? — perguntei, encostando minha boca em sua orelha e forçando minha voz a soar ligeiramente sexy.

Meu tom "sexual" despertou o pior em Mason, que agora tinha as pupilas dilatadas e lambia os lábios.

– E o que tem em mente Erin? — rebateu ele, enquanto internamente ponderava sobre minha ideia.

– Bom, ouvi falar de uma sessão de chalés com jacuzzis para casais — falei, passeando minhas mãos por suas costas. Discretamente é claro.

Segurando meu pescoço, ele trouxe sua boa tão próxima a minha quanto pode, sem tocar me de fato, e fazendo com que minhas pernas fraquejassem por um instante, sussurrou:

– Acho sua ideia fascinante senhorita Everly.

Demoramos dez longos minutos para encontrar os chalés — um pequeno cômodo com uma jacuzzi ao ar livre -, ficavam a oeste no parque, mais afastados. O local era lindo e dava de encontro a praia, não preciso dizer que a vista era deslumbrante. Fizemos check-in e pedimos aperitivos.

O empregado que trouxe nossa comida nem ao menos tinha virado as costas quando Mason me atacou. Rindo aproveitei todas as suas caricias. Ele tirava a pouca roupa que me cobria com tamanho fervor, fazendo com que eu estremecesse.

Não foram preciso palavras, nossos olhos e a forma com que nos tocávamos, quase que desesperadamente, deixava claro a necessidade que ambos sentíamos. Mase precisava deste momento para entender que nada havia mudado, que eu ainda pertencia inteiramente a ele.

Mesmo depois do almoço nenhum de nós esboçava qualquer desejo de deixar nosso pequeno refugio.

– Podemos ir a praia, o que acha? — perguntou ele, enquanto estávamos dentro da grande jacuzzi.

Era difícil pensar com clareza enquanto seus lábios passeavam por meu pescoço e clavícula.

– Uhumm...- assenti.

Foram preciso mais do que apenas alguns minutos para que finalmente deixássemos a água quente, com o intuito de seguirmos para a praia. Ou pelo menos foi o que pensamos que faríamos em seguida, mas o barulho de um click fotográfico nos chamou a atenção.

Eu ainda tentava amarrar meu biquíni quando ouvi o som. Mason que já estava fora da piscina com uma toalha em volta de seu quadril, percebeu muito antes de mim o que estava acontecendo, e puxou-me para trás dele, fazendo com que o seu corpo cobrisse o meu.

Foi quando o vi. Um homem usando óculos escuros e uma espécie de roupa camuflada, agachado em um monte de arbustos a alguns metros de nós.

Me cobrindo com uma toalha, Mason se voltou para o paparaze que percebeu ter sido descoberto. Levou apenas um segundo para que o homem saísse em disparada. Mase pulou o portão que nos separava da praia, e saiu correndo atrás dele.

Notas finais
Me deixem saber o que estão achando
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.