Paraíso Sombrio

22 Da missa um terço


Notas iniciais
Yo, minna! Tudo bem com vocês? Toooooooooooooooooooodo mundo ficou chateado por eu ter dividido o capítulo, mas gente... Mais de oito mil palavras! Eu ia ser linchada! (ok, eu ia quase sendo linchada por NÃO postar o capítulo gigante, mas... mas... eram mais de oito mil palavras, gente. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk). Mas está ai a continuação, não fiquem bravos! xD Não tenho certeza se esse capítulo ficou muito bom, mas espero que gostem ;) Também reclamaram porque eu sempre termino o capítulo na melhor parte, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk A melhor parte mesmo é ver a ansiedade de vocês, *0* Gente... Hinatinha abalando as estruturas, dando uma bela corça no Sasuke, todo mundo ficou tão feliz! Que leitores malvados... com quem vocês estão aprendendo a ser assim? Comigo que não é, hein? Sou um anjo :3 Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Sei que estão todos ansiosíssimos por cenas NaruHinianas, e aviso: tem coisa importante vindo por ai! Aquele momento entre Naruto e Hinata que todo mundo estava esperando está pertinho, hein? Fiquem de olho! xD E eu estou aqui só observando os leitores SaiDeidarianos aparecendo e tocando o terror por aqui, a Ino tá sabendo disso? Rezem pra ela não descobrir! Kiba tem se mostrado um personagem tão controverso quanto Sasuke. Alguns o amam, outros o odeiam, mas uma certeza prevalece (e aqui faço minhas as palavras da Hele_Uchiha): Kiba, você está criando uma legião de inimigos. Ou esse povo acorda, ou o Inuzuka vai tocar o terror com as novinhas. Narutim, Sasuke, Gaara... vocês estão avisados. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Tretas, tretas, tretas *0* Autora-san adora tretas. E nem venham me chamar de malvada, eu sei que vocês também amam as tretas! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Bom... acho que os fãs GaaInonianos ficarão felizes com as decisões do ruivinho nesse capítulo, e olha... a coisa tá começando a pegar fogo! Asuma, meu filho, você tá vivo, ainda? A quantos capítulo mais será que ele vai resistir? (ok, talvez eu seja um pouco má, levando em consideração o tanto de personagem que eu ja fiz sofrer nessa fic. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk) Amanhã é aniversário de quem? De quem? DE QUEM? MEEEEEEEEUUUUUUUUUUUUUU! *0* Autora-san por mais um ano apagando as velinhas, ficando mais velha, e talvez até mais malvada. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk BRINCADEIRINHA! Tenho esclarecimentos importantes sobre a fic e um recadinho pra vocês nas notas finais, então... Boa leitura, e nos vemos por lá!



O clima naquela sala parecia ter se desanuviado. Ao redor de Hinata, todos sorriam, alegres pelo fato de que ela parecia estar se ajustando àquela família. O Dom desperto era sinal de que um novo ciclo se iniciava – como dissera Jiraya, a vida da Hyuuga começava agora.

Apenas Sasuke se mantinha distante, a expressão, como sempre, vincada de seriedade, mas o rapaz parecia mais carrancudo que o normal. Os outros estavam entretidos demais para notar a confusão que se instalara no rosto do Uchiha, e ele permaneceu em seu canto, apenas tentando não se deter demais nos pensamentos que insistiam em lhe assolar a mente.

Ino sorriu com as palavras ditas pelo sennin, verdadeiramente feliz por Hinata. Ela havia se apegado muito à morena e saber que ela estava, aos poucos, acostumando-se à felicidade, a deixava muito contente. Ter sua família quase toda reunida ali, ver Hinata sorrir com o Dom desperto, aprendendo a aceitar o próprio poder como a possibilidade de realizar coisas boas, e não como uma maldição, eram sentimentos que faziam daquele dia o melhor desde que toda aquela confusão em sua vida havia começado. O sorriso da loira se alargou. Nada poderia estragar aquele momento...

Até que o celular vibrou em seu bolso.

Percebendo que todos estavam distraídos com a algazarra ao redor de Hinata, a loira afastou-se um pouco para atender, sem atrair a atenção de ninguém. Surpresa, Ino sorriu ainda mais ao perceber quem a estava ligando.

–Shikamaru! – exclamou, feliz – Você não vai acreditar! Estão todos aq...

–Onde você está?! – ele a interrompeu, visivelmente alterado.

–Na casa do Naruto... – Ino respondeu, confusa com aquela pergunta repentina. Mas logo tratou de retomar sua fala — Escute, estão todos aqui, até Sasuke e... Gaara!

–Ótimo. Reúna todos, já estou chegando. – disse o Nara, urgente, antes de desligar.

O tom de voz sério e nervoso de Shikamaru fez com que Ino perdesse o sorriso. Saber que o amigo estava vindo não a deixou tão feliz quanto imaginava que ficaria. A maneira como ele falava a deixou temerosa pelo que quer que fosse o motivo que o levaria até ali.

Sem qualquer ânimo, ela retornou até onde todos estavam, e com a expressão impassível, anunciou:

–Shikamaru está chegando.

Ninguém reparou, mas a expressão de Jiraya mudou.

Sasuke manteve-se quieto, sem se mover um centímetro sequer.

Hinata olhou para a loira, e sentiu que havia algo errado.

–Quem é Shikamaru? – perguntou.

–Ele é discípulo de Asuma, que também é mestre da Ino. – Kiba respondeu, fixando os olhos no rosto da loira – O que houve? – perguntou, percebendo que a amiga não estava muito feliz.

–Ainda não sei. Ele disse que já estava perto daqui.

Subitamente, Hinata sentiu a adrenalina correr por seu corpo, juntamente ao poder que circulava incessantemente. Assim como Ino, estava temerosa, e aquilo lhe surpreendeu – não era uma sensação que costumava saber discernir. Ao que tudo indicava, sua intuição e instinto haviam despertado junto com o Dom. Sentia-se pronta para combate, como nunca esteve antes, em toda a sua vida.

Perguntou a si mesma se todos ali se sentiam da mesma maneira como ela estava se sentindo agora.

Não demorou muito até que todos ouvissem o som de um carro que parava em frente à casa de Naruto, cantando pneus. A borracha gritou com o atrito no asfalto, e Naruto correu para abrir a porta, também pressentindo que havia algo errado na maneira como Ino havia anunciado a chegada de Shikamaru. O que poderia ter acontecido agora?

Sem se preocupar em fechar a porta do carro ao sair, o Nara deu uma volta ao redor da frente do veículo e abriu a porta do carona, ajudando Temari a se erguer, rapidamente rapidamente arrastando-a até a casa. A Sabaku revirou os olhos para toda aquela preocupação.

–Mas o que é que aconteceu com vocês?! – perguntou Naruto, vendo o sangue que jorrava do ferimento no braço de Temari, e percebendo que Shikamaru estava todo esfarrapado.

–Sakura está aqui?! Ino disse que estavam todos aqui. – o Nara grunhiu, apressado.

–Sakura! – Naruto gritou, ajudando Shikamaru a rebocar Temari.

–Querem fazer o favor de me soltar, caramba?! – a loira reclamou – Quem vocês pensam que eu sou?! Foi só um arranhão! – protestou.

–Fique quieta, Temari. – Shikamaru grunhiu em resposta, nervoso, enquanto continuava a arrasta-la.

A rosada chegou à soleira da porta, percebendo que Naruto e Shikamaru já arrastavam a Sabaku para dentro da casa. Não pôde conter a expressão de pavor que tomou seu rosto ao ver que a loira sangrava.

Logo, as habilidades como curadora falaram mais alto que suas preocupações. Era necessário que ela agisse. E rápido.

–Levem-na para o sofá! – Sakura pediu, e todos deram passagem para os três.

Gaara, que antes estava agachado perto de Hinata, ergueu-se subitamente ao perceber quem Shikamaru e Naruto estavam carregando.

–Temari?! – alarmou o ruivo, arregalando os olhos – O que houve com você?!

–Oi, irmãozinho. – ela sorriu para ele, pálida, enquanto era colocada no sofá vazio. Não podia deixar de pensar na ironia de reencontra-lo daquela forma. Afinal, mesmo não querendo admitir, ela perseguia o mesmo objetivo que o ruivo – Foi só um tiro de raspão... Esses caras são uns exagerados. – ela falou, tentando fazer graça.

–Temari, olhe. – Sakura pediu, enquanto examinava o ferimento – A bala que te atingiu não é comum. Seu ferimento está carregado de chakra sombrio. Não está se sentindo fraca?

A Sabaku engoliu em seco, sem querer responder. Esforçara-se durante todo o caminho até ali para esconder de Shikamaru que o ferimento a havia afetado mais do que ela deixava transparecer. Com certeza, aqueles atiradores não usariam balas normais.

–Preciso saber o que aconteceu para poder tratar a ferida. – disse a rosada, fitando seriamente a Sabaku.

Temari logo percebeu que todos se amontoavam ao seu redor, afim de saberem o que estava acontecendo. Surpreendeu-se ao ver tantos rostos conhecidos – a última vez em que havia visto aquelas pessoas foi no enterro de Sasori.

–E aí, galera. – ela novamente sorriu, praguejando mentalmente por aquela situação. Todas as pessoas que ela imaginava que não gostavam dela, por tudo o que havia feito no passado, agora a acolhiam e demonstravam estarem preocupadas.

–O que diabos aconteceu com vocês, afinal? – Naruto perguntou, já irritado por todo aquele suspense.

–Fomos seguidos e atacados. Estávamos no encalço de uma pista falsa o tempo todo. – Shikamaru começou a explicar – Ficamos em um hotel na cidade vizinha, na cola de uma informação que Asuma havia conseguido. Eu sabia que os fatos não batiam, mas fui mesmo assim... – falou, visivelmente arrependido de ter seguido as ordens de seu mestre e ter se retirado da cidade. — Conseguimos sair de lá aos trancos, e enfrentamos gente da laia do Hidan. Eles... eles pegaram o Asuma. – falou, amargurado.

–Perae, perae, perae. – Naruto interrompeu, confuso – Hidan? Como assim pegaram o Asuma? Como você sabe disso? Ele não tava em Nova Orleans?

Shikamaru suspirou profundamente. Conseguia sentir que tudo estava desmoronando para ele, mas precisava manter o controle. Era a primeira vez que se deparava com uma pista verdadeira naquele caso, como também era a primeira vez em que estava um passo a frente de quem quer que estivesse perseguindo os mestres, e talvez houvesse uma única chance de poder salvar Asuma. Descobrir aquilo a tempo aumentava as possibilidades de um resgate bem sucedido. Precisava agir rápido. Precisava manter a esperança.

Pela primeira vez, parte daquele quebra-cabeça parecia fazer sentido em sua mente.

Afinal, seu mestre o havia mandado sair da cidade com a intenção de protegê-lo.

–Os atiradores carregavam a marca Jashin no pulso, junto com o Selo Amaldiçoado. Eles estão com a Akatsuki. Eu sei que eles pegaram o Asuma porque...

–Shikamaru. – Jiraya finalmente se pronunciou, aproximando-se, e viu quando o Nara arregalou os olhos; nem havia se dado conta da presença do sennin ali – Deixe que cuidem de Temari. Venha comigo por um instante. Quero saber melhor sobre o que aconteceu, para que possamos traçar um plano de reação.

Ninguém discutiu com as palavras de Jiraya. O tom do mestre parecia sério, mais sério que o normal, embora ele tentasse manter a expressão tranquila de sempre.

Shikamaru olhou uma ultima vez para a Sabaku, antes de se afastar em silêncio, acompanhando Jiraya para fora da casa.

Todos pareciam verdadeiramente abalados e agitados com a noticia. Sakura mantinha as mãos sobre o ferimento de Temari, concentrada, condensando energia nas palmas, enquanto Kiba, Sai e Deidara tentavam auxiliá-la no que podiam, trazendo água quente e toalhas. Sempre que tentava impor seu chakra curador por entre a ferida aberta, a rosada sentia a resistência da energia maligna que já se alastrava pela corrente sanguínea da Sabaku. Vez por outra, a loira gemia de dor. Agora que Shikamaru havia se afastado dali, ela podia sofrer em paz, sem que ele ficasse lhe enchendo o saco, chamando-a de imprudente.

Sasuke mantinha-se em silêncio, e sua expressão permanecia apática. Não havia nenhuma emoção naqueles olhos negros, até que seu olhar cruzou-se novamente com o de Hinata.

A morena desviou os olhos do rosto do Uchiha para focar-se na única pessoa que permanecia imóvel, em silêncio, ainda administrando as palavras que ouvira de Shikamaru. Segurando-se no acolchoado da poltrona, Ino tentava não desabar, e conter o tremor que se alastrava por todo o seu corpo. Os olhos azuis ardiam pelas lágrimas que ela insistia em não deixar cair.

–A... Asuma... – a Yamanaka sussurrou, sentindo os olhos marejarem.

Hinata se levantou, mas logo foi atingida por uma leve vertigem, que a fez cambalear e sentar novamente. Não sabia como, mas o pesado poder que ganhava espaço dentro dela a deixara mais leve. O que era aquilo?

Com certa dificuldade, Hinata voltou a levantar-se e aproximou-se da loira, tentando pensar em alguma coisa que pudesse dizer ou fazer para aplacar a dor que via tomar a expressão da amiga, mas nada lhe vinha a mente. Tudo o que pôde fazer foi envolve-la em um forte abraço.

Embora já tivesse sofrido tanto em sua vida, a perda de um mestre era uma dor que Hinata ainda não conhecia. Os sentimentos desse laço ainda a confundiam, e era impossível que ela compreendesse a angústia que apertava o coração de Ino naquele momento. Tudo o que podia fazer era compadecer-se daquele sofrimento e tentar ajudar o máximo que podia.

Mas, ao envolver a amiga em seus braços, Hinata levou um susto. Tentou não deixar transparecer o choque que ameaçava tomar sua expressão, para não chamar a atenção de todos para si.

O toque da pele da amiga na sua a despertou para algo que ela não sabia o que era. Algo que corria forte e denso pelo corpo da loira. Algo que parecia ser...

Algo que parecia ser o todos chamavam de chakra.

Já ouvira Naruto, Kiba, Ino e até mesmo Jiraya usarem aquela palavra, mas ela nunca soube exatamente o que significava. Ainda sob o efeito do poder que corria farto e livre em seu corpo, Hinata sentia sua própria energia acalmar-se, e, aos poucos, a sensação de poder sentir o chakra de Ino ia passando.

Abraçou a loira mais forte, sentindo agora apenas o calor da pele dela. E mais nada.

Mas por que ela não sentira nada daquilo ao abraçar Jiraya?

Lembrando-se da imponência do sennin, Hinata não pôde deixar de dar graças silenciosas por não ter experimentado a sensação do chakra de Jiraya em sua pele. Algo lhe dizia que aquele homem possuía um poder maior do que ela poderia suportar sentir.

Talvez, pensando nisso, Jiraya a tivesse poupado dessa experiência. A morena se sentia cada vez mais protegida por aquele estranho homem, que passara a ser tão importante em sua vida.

A sensação estava passando. Aos poucos, os sentidos do corpo de Hinata voltavam ao normal. E embora ela quisesse fazer muitas perguntas, sabia que aquele não era o momento certo.

A voz de Temari, entrecortada pela dor, soou em meio ao tratamento que Sakura aplicava.

–Ainda há esperança, loirinha. Talvez, se nos organizarmos rapidamente, possamos resgatar seu mestre vivo. Shikamaru já deve estar pensando em um plano. – falou a Sabaku, parecendo um pouco envergonhada. Não lidava muito bem com aquele tipo de situação, e a reação preocupada daquelas pessoas a surpreendia. Mas não iria pensar nisso naquele momento.

Ino apenas assentiu, sacudindo levemente a cabeça, tentando reorganizar seus pensamentos. Traçar um plano. Agir. Era isso que tinha de fazer. Manteria a chama da esperança acesa. Seu mestre sobreviveria para abraça-la mais uma vez. Acreditaria nisso.

Naruto esfregou o rosto, impaciente. Aquela situação o deixava a beira do desespero. Esperava que seu mestre terminasse de conversar com Shikamaru, e torcia para que eles voltassem com uma solução, pois não admitia a possibilidade de perder mais um dos seus. Aquilo estava se tornando, cada vez mais, um pesadelo.

Com aqueles pensamentos embaralhados em sua mente, Naruto não pôde deixar de olhar para Gaara com um certo rancor. Quando é que seus melhores amigos haviam se tornado seus principais inimigos? Quando é que o número de pessoas com quem podia contar havia se tornado tão reduzido?

–O que foi? – Gaara perguntou, percebendo que Naruto o encarava de forma estranha.

–Nada! – o loiro grunhiu em resposta, saindo da casa. Talvez Shikamaru e Jiraya já estivessem traçando um plano que colocaria o resgate de Asuma em ação.

Vendo Naruto se afastar, Gaara soltou um pesado suspiro de frustração. O estado de Temari o preocupava, mas ele não se via em uma posição em que pudesse fazer algo a respeito. Naruto nunca o perdoaria, e ele bem sabia que, talvez, não merecesse mesmo nenhum perdão. Afinal, ele não desistiria de seus planos. Encontraria o responsável pela morte de seu mestre.

Sentindo-se deslocado no meio da família a qual um dia pertencera, Gaara achou melhor se afastar. Caminhou lentamente até a varanda, querendo um tempo para organizar os pensamentos e sentimentos que se estilhaçavam dentro de si.

Talvez, voltar àquela casa não tivesse sido uma boa ideia.

Fitando o horizonte, Gaara refletia sobre tudo o que acontecera naquele dia. Logo quando pensou que as coisas estivessem se ajeitando, que um dia pudesse retornar para sua família, era atingido pela dor da possibilidade de uma nova perda. Não queria pensar muito sobre o sentimento que Ino e Shikamaru deveriam estar dividindo naquele momento. Ainda existiam chances de Asuma estar vivo, e aquilo talvez servisse de consolo e esperança, mas ainda frustrava-o saber que não poderia estar ao lado de sua família se o pior acontecesse.

Afinal, ele já havia traçado seu destino. Já havia feito sua escolha.

Sim, voltar àquela casa havia sido um erro. Ali havia lembranças demais, tentações demais. Para quê se iludir com a possibilidade de poder voltar um dia, quando ele já havia fechado todos os caminhos que o traziam para perto de sua família? Por que continuava a se iludir com a possibilidade de Naruto perdoá-lo, quando ele sabia que aquilo nunca iria acontecer?

Gaara sacudiu a cabeça, novamente fixando seu olhar no horizonte.

Tinha que esquecer-se daquelas ideias tolas. Sasori. Vingança. Aquilo era tudo em que se permitiria pensar. Não havia mais nada além da mágoa nos olhos de Naruto que o despertou para o fato de que, para o caminho que havia escolhido...

Não havia mais volta.

Mas os pensamentos do ruivo logo foram interrompidos pelo barulho dos passos de Hinata, que se aproximava sem nada dizer. Gaara permaneceu em silêncio, tentando reorganizar as ideias em sua cabeça. Aquele dia havia sido muito confuso...

A morena se apoiou na grade da varanda, ao lado de Gaara, também fitando o horizonte, talvez escolhendo que palavras poderia usar para fazê-lo se sentir melhor. E mesmo que soubesse que aquela era uma tentativa vã, ela não deixaria de tentar.

–Não ligue pro Naruto. Ele também sentiu sua falta. Só que...

–Ele está magoado. – o ruivo interrompeu, olhando para a rua pouco movimentada – Eu sei.

–Bom... é que você... foi embora de repente, sem dar nenhuma satisfação. Ele queria que você tivesse ficado.

Gaara passou a mão no rosto, e soltou um longo e pesado suspiro.

–Eu também. Mas não dá.

Hinata ficou em silêncio, pois não sabia como poderia acalmar o coração de Gaara. Antes que pudesse fazer ou dizer qualquer outra coisa, percebeu o ruivo virar-se para fita-la, sorrindo.

–E você, hein? Conseguiu nocautear o Sasuke... Que medo de você. – ele disse, tentando fazer graça.

Hinata sorriu minimamente, sabendo que Gaara não deixaria transparecer o que realmente estava sentindo. Ele era um pouco parecido com Naruto naquele aspecto – estava sempre tentando sustentar uma máscara que impedia as pessoas de saberem o que realmente se passava em seu coração.

Os dois se fitaram por um instante, e Hinata pôde perceber quanta mágoa e abandono marcavam o olhar esmeraldino de Gaara. Um nó fechou a garganta da morena. Ele parecia pedir, silenciosamente, por socorro.

Os dois notaram que alguém mais se aproximava, e a morena viu Gaara erguer os olhos para cima, em sinal de impaciência, e suspirar de frustração. Os olhos de Hinata se focaram na figura que aparecia na entrada da varanda.

Era Ino.

–Hinata, pode, por favor, ajudar Sakura com os curativos? Sai, Deidara e Kiba mais atrapalham do que ajudam. – pediu a loira, tentando sorrir.

Gaara esfregou as mãos no rosto, e Hinata reprimiu um sorriso. O ruivo era mesmo muito parecido com Naruto.

A Hyuuga assentiu e se afastou em silêncio. Era melhor deixar aqueles dois sozinhos.

Quando Hinata se afastou da varanda, Ino se aproximou de onde Gaara estava, e parou ao lado dele. Ele não se virou para fita-la, não moveu um músculo sequer para confortá-la, e mesmo que tal atitude lhe machucasse o coração, aquela não era a hora mais apropriada para se fazer de orgulhosa.

Como ele sequer se mexia, Ino resolveu agir. Pelo visto, ela não tinha muito tempo a perder. Gaara já havia decidido abandoná-la, e enfrentar a possibilidade de que Asuma poderia simplesmente desaparecer de sua vida a deixava à beira do desespero. Precisava empenhar-se em recuperar os laços perdidos, antes que tudo acabasse.

Antes que as esperanças se esgotassem.

Sem qualquer aviso ou hesitação, Ino pousou a cabeça no ombro de Gaara, e sentiu o corpo do ruivo estremecer sob a pele de seu rosto.

–Sinto sua falta. – ela falou, os olhos fixos em qualquer lampejo de emoção na expressão de Gaara.

O ruivo manteve-se impassível, encarando o horizonte da varanda de Naruto.

–Como estão suas flores? – Gaara perguntou, querendo relembra-la do que havia feito antes de ir embora. Magoa-la era a única coisa que podia fazer para que Ino entendesse que, depois da morte de Sasori, ele nunca mais conseguiria reviver. Não da maneira que ela esperava.

–Estou esperando as novas mudas crescerem e florescerem. – a loira respondeu, compreendendo exatamente aonde Gaara pretendia chegar com aquele assunto – Eu nunca perco as esperanças de ver minhas flores se abrirem para a vida. Você sabe.

O ruivo soltou um pesado suspiro, ainda sem querer encarar a mulher ao seu lado. Vasculhava sua mente em busca de uma saída para aquela situação, e parecia que algo em sua cabeça estava prestes a desmoronar. Tinha que tomar cuidado com seus pensamentos – sentia-se como se estivesse prestes a perder a sanidade, e não sabia por quanto tempo mais poderia controlar seus impulsos.

–Eu sinto sua falta. – Ino repetiu, dessa vez mais baixo.

–Não devia sentir. – o ruivo respondeu, ainda sem olhar para ela – Eu não sou bom para você.

–Você é melhor do que imagina. Precisa parar de se martirizar. – ela tentou sorrir em meio a tensão. Talvez Sai estivesse certo; ela não conseguiria lidar com tudo aquilo por muito tempo.

–Está errada. – ele disse, e seus dedos pousaram no rosto de Ino. Por um momento, ela achou que aquele era um gesto de carinho, mas a carícia não veio. Tudo o que ele fez foi afasta-la de seu ombro, e logo em seguida, virou-se para sair dali, antes que fizesse ou dissesse alguma bobagem.

Mas antes de ir, o ruivo sentiu a mão da loira segurando a sua, impedindo-o de partir.

O toque dela parecia ter despertado todas as terminações nervosas de seu corpo.

–Preciso de você. – suplicou.

–Não precisa, não. Você ainda tem sua família, ainda tem com quem contar. Você vai ficar bem. Vão conseguir resgatar seu mestre, e a vida irá seguir. Sem mim. – ele esclareceu, tentando manter-se inflexível.

–Por favor, Gaara. – ela pediu novamente – Por favor, fique, só dessa vez. Com você aqui, temos mais chances de vencer. Fique.

Os olhos verdes do ruivo encaravam Ino com frieza.

–Não.

–Por favor. Por mim. – ela insistiu, e pela primeira vez naquele dia, viu os olhos dele ardendo nos seus. Percebendo naquela expressão a vontade de ficar, ela se aproximou, pousando a mão nos cabelos ruivos – Por favor, fique. – sussurrou.

Lembranças. Tentações. Gaara estava cada vez mais certo de que voltar àquela casa havia sido um grande erro.

Ele suspirou pesadamente antes de agarrar o pulso de Ino com firmeza, afastando a mão dela de seus cabelos. E quando a loira achou que ele a afastaria, o ruivo a arrastou para junto de si, colando o corpo no dela.

Gaara aproximou o rosto do de Ino, quase sorrindo, expondo-se ao perigo de fazer algo de que pudesse se arrepender depois.

–Por você. – ele sussurrou, os corpos grudados, os rostos perto demais, quase cedendo ao impulso de beija-la. Ino o fitava, seus olhos ganhando um brilho esperançoso ao ouvir aquelas palavras. Involuntariamente, os dedos da loira agarraram-se a gola da camisa de Gaara, a fim de traze-lo para mais perto.

Percebendo a intenção de Ino, ele a abraçou forte, afundando o rosto no pescoço dela, e sentiu Ino suspirar de frustração. Não era um abraço que ela queria, mas, por enquanto, estava de bom tamanho.

–Obrigada. – ela falou, baixinho.

Gaara assentiu, e ficaram abraçados por um longo minuto. Era difícil para ele abraça-la sem que pudesse deixar na pele alva da loira rastros de seus lábios, sem que pudesse grudar sua boca na dela, ou unir seu corpo às curvas do corpo dela. Aquilo superava seu autocontrole, que já ameaçava ir por água abaixo a cada alfinetada que Naruto lhe desferia. Sim, voltar ali havia sido um erro.

Mas ele não se arrependia nem um pouco.

Seus dedos apertaram a pele de Ino por um momento, trazendo-a para mais perto. E antes que fizesse alguma bobagem, se desvencilhou do abraço da loira, sem deixar de notar o olhar triste que ela lhe lançava. Talvez Ino ainda o quisesse tanto quanto ele a queria, mas não havia nada que pudesse fazer a respeito.

Gaara achava que não era bom para ela. Precisava zelar pela felicidade de Ino. E ele mantinha o pensamento fixo de que iria cumprir sua promessa, e permaneceria longe até quando tudo acabasse.

Ou até quando aguentasse a saudade.

Ele caminhou novamente até a grade, encostando-se no ferro. Ino permaneceu parada, esperando que ele dissesse algo mais.

–Agora vá avisar aos outros e me deixe um pouco sozinho. Preciso conversar com Shukaku.

Ino assentiu, fitando-o intensamente, até que ele desviou o olhar e passou a encarar o horizonte novamente.

Ela deu meia volta, apressando-se rumo a sala, feliz por tê-lo convencido a ficar.

Sozinho na varanda, o ruivo suspirou pesadamente.

“Então, Shukaku... é hora do show.”, pensou, ouvindo o Bijuu despertar em sua mente.

Uma súbita rajada de chakra circulou em seu corpo, fazendo-o sorrir.

“Exibido”, resmungou mentalmente, enquanto Shukaku agitava-se em sua consciência, preparando-se para o que estava por vir.

O céu lilás, colorido com os últimos raios de sol daquele dia, indicava que a noite não tardaria a chegar. Shikamaru acompanhou Jiraya até o lado de fora da casa, surpreso não só pela presença do sennin ali, mas pela repentina interrupção.

Ao chegarem na calçada, sem nada dizer, Jiraya encostou-se no portão. Fixou o olhar no céu, admirando as cores que enfeitavam aquele fim de tarde. Era realmente uma pena que um dia tão bonito estivesse acabando daquela maneira...

–E então? – Shikamaru pressionou, ansioso. Estava agitado e nervoso, e tentava a todo custo sufocar o pavor que sentia pela mera possibilidade de Asuma ter se machucado. Afinal, ele era o único capaz de traçar uma estratégia boa o suficiente para que obtivessem sucesso no possível resgate. Tinha que manter a calma.

Jiraya soltou um pesado e triste suspiro. Aquilo era demais, até mesmo para ele. Estava cada vez mais difícil manter-se nas sombras, e o rumo dos acontecimentos começava a preocupa-lo. Será que conseguiria cumprir com seu papel naquela história toda?

Os olhos marcados pelas cicatrizes voltaram-se para o rapaz a sua frente, e sua expressão era de súplica.

–Acho que você descobriu o que está acontecendo. – falou o mestre.

Foi a vez de Shikamaru suspirar, estreitando os olhos para Jiraya.

–Eu imaginei que você também soubesse. Na verdade, todos os mestres sabem, não é mesmo?

Apesar das palavras que pareciam uma acusação, Jiraya prosseguiu.

–Alguns. Eu sabia que você seria o primeiro a desvendar parte desse mistério. E digo isso porque você não sabe ainda da missa um terço, rapaz.

–Não importa. Vocês não tinham o direito de esconder isso de nós. – Shikamaru falou, visivelmente irritado – Poderíamos ter ajudado. Poderíamos ter evitado as mortes...

–Não. – Jiraya interrompeu – Não poderiam. Nada poderia evitar o que aconteceu. Os mestres sempre estariam dispostos a se arriscar e proteger aqueles que amam. É uma escolha que todos nós assumimos quando nos comprometemos a proteger o que nos é precioso. – falou, e seus pensamentos voltaram-se para Naruto – Por isso, quero lhe pedir um favor.

–Estou ouvindo. – Shikamaru permaneceu impassível. Ainda não se conformara com as desculpas que Jiraya estava lhe dando. Obviamente havia mais coisas por trás daquilo tudo, e ele não desistiria das investigações.

–Não conte nada aos outros. – o mestre suplicou.

–Como pode me pedir uma coisa dessas?! – o Nara explodiu.

–Porque o aquilo que protegemos nos é caro demais para arriscarmos perder. Você deve saber disso. O que foi descoberto agora é apenas uma parte de um conflito maior do que você imagina. Por isso, em nome de tudo o que lhe é precioso, eu lhe peço: não conte nada aos outros.

Shikamaru o fitou, sem ter certeza se poderia prometer aquilo. Mas antes que pudesse dar qualquer resposta, Naruto apareceu, interrompendo a conversa:

–Será que dá pra vocês dois entrarem e contarem pra gente qual a droga do plano?! – berrou o loiro, como sempre, impaciente.

Jiraya lançou a Shikamaru um olhar sugestivo, e o rapaz apenas assentiu. O sennin estava certo, afinal. O Nara tinha plena consciência de que o que havia descoberto era apenas o começo daquela confusão toda.

–Tudo bem. – sussurrou para o mestre, para então se virar em direção à casa, acompanhando Naruto.

Jiraya foi logo atrás, organizando mentalmente seus próximos passos. Não poderia deixar aqueles a quem amava correr nenhum risco desnecessário.

Para o sennin, restara a promessa de honrar o nome daqueles que morreram protegendo seus preciosos Reis.

Todos estavam de volta à sala, começando a se organizar. Percebendo aquela movimentação, Sasuke, que até então estava em silêncio, se levantou do sofá. Voltou-se para Gaara, que chagava da varanda com um novo brilho no olhar.

Algo no ambiente havia mudado.

–Está na hora de irmos. – falou para o ruivo.

–Dessa vez, eu vou ficar. – Gaara sorriu, e fingiu não ver Naruto arregalar os olhos de surpresa com aquelas palavras – Tenho meus débitos com Asuma, e preciso quebrar a cara do filho da puta que mandou machucarem a minha irmãzinha. – ironizou, ouvindo Temari bufar e resmungar um “Você é tão ridículo quanto o Sasori.”

–Que seja. – o Uchiha falou, virando-se em direção à saída, como se não se importasse a mínima com o que Gaara fazia ou deixava de fazer.

–Não quer vir com a gente? – o ruivo arriscou, embora já soubesse a resposta.

–Não tenho nada a ver com Asuma ou com o que quer que aconteça nessa casa. Minha tarefa aqui já está cumprida. E, pelo que percebi, vocês estão pensando em ir atrás do Hidan. – respondeu, sem sequer olhar para Gaara – Ele é membro da Akatsuki, assim como eu. Como nós.

–Tudo bem. – o Sabaku deu de ombros – Mas e se for a Akatsuki quem está por trás de tudo isso?

–E daí se for? – perguntou o Uchiha, exibindo ao ruivo um sorriso de quem sabia demais.

Gaara estreitou os olhos. No tempo que passara com Sasuke na Akatsuki, conhecera apenas alguns membros e teve acesso a informações que facilitaram sua investigação nos últimos dias. Como membro, realizou alguns trabalhos de que não gostava, coisas nas quais não gostava de pensar ou lembrar. Seu objetivo era encontrar o responsável por aquelas mortes, e não se interessava muito por questões particulares daquela organização. Já Sasuke era o contrário: estava sempre em reuniões intermináveis com os outros, discutindo coisas das quais Gaara nunca soube. O Uchiha parecia saber demais.

Se Shikamaru estivesse certo, Gaara não hesitaria em matar todos aqueles membros, incluindo Sasuke, se ele resolvesse ficar em seu caminho, exibindo-lhe aquele sorriso irritante.

O Uchiha abriu a porta, pronto para ir embora. Não precisavam mais dele ali – era hora de se retirar enquanto podia. Havia muita coisa a ser feita, agora que Shikamaru descobrira parte da verdade.

Antes de sair, não deixou de perceber que Sakura sequer o olhara quando ele anunciou sua partida. A rosada continuou compenetrada na tarefa de curar o ferimento de Temari, e parecia totalmente desligada da presença do Uchiha ali.

Ao sair da casa, Sasuke caminhou pelo jardim, sem se preocupar em olhar para trás. Não queria pensar muito no fato de que uma guerra talvez estivesse prestes a começar. E, principalmente, não queria pensar que outras mortes viriam, mas, em sua mente, tudo aquilo serviria em prol de um objetivo maior. Ele não interviria. Já havia assumido os riscos de escolher um lado. Estaria com a Akatsuki quando tudo começasse, e até quando lhe fosse conveniente.

Mas, para sua surpresa, antes que passasse do portão, ouviu alguém chamar seu nome.

–Sasuke! – chamou Hinata, que havia saído despercebida da sala quando viu que todos estavam entretidos ao redor de Temari, querendo saber se ela se sentia melhor.

O Uchiha se virou para fitar a garota que se aproximava. Sob a luz da lua que agora já estampava o céu, Hinata parecia ainda mais pálida, e seus olhos, mais perolados.

Em silêncio, ele aguardou que ela dissesse o que queria.

A morena estreitou os olhos, tentando enxerga-lo com mais nitidez. Sua visão ainda estava um pouco embaçada com o esforço exagerado de seu poder desperto, e ela imaginava que seria assim mesmo, no começo. Além disso, sua cabeça latejava um pouco, resultado da maneira brusca como o Uchiha invadira sua mente.

Hinata pigarreou, tentando fixar o olhar em Sasuke.

–Queria apenas dizer... obrigada. Por hoje. – ela começou, tímida.

O Uchiha apenas assentiu, novamente virando-se rumo à saída, mas ela novamente começou a falar.

–Queria pedir um outro favor.

Ele já esperava por isso. Desde o momento em que suas mentes se conectaram durante o transe, e ambos puderam enxergar o que havia no coração um do outro, ele sabia que era apenas uma questão de tempo até que ela o procurasse.

O moreno apenas esperou que Hinata falasse.

–Por favor... não conte a ninguém sobre o que você viu na minha mente, hoje. Por favor. – suplicou, a expressão retorcida de sofrimento.

Sasuke suspirou, para então exibir à garota um sorriso torto.

–Você guarda o meu segredo, e eu guardo o seu. – ele disse, encarando-a com uma expressão divertida.

Hinata assentiu.

–Fechado. – ela concordou.

–Agora volte... os outros precisam de você. – falou, antes de abrir o portão e caminhar em direção ao carro.

Hinata ficou olhando para o Uchiha, que andava lenta e tranquilamente pela calçada. E sem querer pensar muito no que vira na mente dele, ela voltou para a casa, entrando, e tratando de esquecer-se daquilo. Havia muita coisa acontecendo, e muita coisa a ser feita. Precisava manter-se firme para quando precisassem dela.

Ao ligar o carro, Sasuke não pôde evitar sorrir. Era um sorriso amplo, como havia tempo não se via em seu rosto. Acelerou, rumo a qualquer lugar, aonde chegaria a qualquer hora. Não importava.

Satisfeito, seus pensamentos giraram em torno de Asuma.

“Finalmente você descobriu, Shikamaru...”, pensou, enquanto afastava-se da casa de Naruto.

Notas finais
Oi! E aí? Gostaram? Esse capítulo ficou grandão, então acho que compensa o fato de eu ter dividido. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Muitos mistérios, hein? Mas gente... para alegria geral da nação, Gaara resolveu ficar! *0* A situação entre o ruivo e Narutim continua tensa @_@ mas com a decisão do Gaara, quem sabe as coisas entre eles dois não voltam ao normal? Hinatinha e Sasuke fizeram um trato de guardar os segredos um do outro... logo quando todo mundo achou que ele ia abrir o jogo sobre o que tinha visto na mente dela. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Desculpa, gente! Mas o que será que ela viu na mente do Sasuke? Opiniões sobre o Uchiha, galerê? Pela frase dele no final do capítulo, ele deve saber demais mesmo, hein? hihihihihihi E sobre a conversa entre Shikamaru e Jiraya? O.O Mas o que eu gostaria de falar é o seguinte: Eu tinha planos para postar um capítulo super especial e abalador de estruturas no dia do meu aniversário, porém, não vai dar certo. Antes desses acontecimentos bombásticos, algumas coisas da trama precisam se resolver, então o especial está adiado para daqui a dois capítulos. Dependendo do tamanho do próximo capítulo, talvez o especial até saia antes. Spoiler: fãs NaruHinianos, SasuSakyanos e GaaInonianos ficarão muito, MUITO felizes nesse especial. Só aguardem! ;) Bom... Então, é isso. Amanhã completo mais um aninho de vida, mais um ciclo que se fecha e outro que se inicia. (meodeos, kkkkkkkkkkkk) Tenho muito que agradecer a todos os leitores que me apoiaram nos momentos em que precisei, que me incentivam a continuar escrevendo e que me acompanham desde a primeira fic. Não existem palavras para descrever os momentos de contentamento e emoção que já vivi por aqui, instigada pelas palavras que vocês me dedicam em cada comentário, cada favorito, cada mensagem que me enviam. Obrigada a todos que arranjam um tempinho para ler o que escrevo com tanto empenho, a todos que param durante um momento do seu dia para deixar um recadinho aqui pra mim. Obrigada a todos, TODOS MESMO, até mesmo aqueles que não tem conta aqui, ou que fizeram só pra acompanhar minhas fics melhor, a todos que me enviam mensagens, que me mandam músicas, obrigada até aos leitores que, mesmo quietinhos, favoritam e deixam essa autora-san mais feliz. Obrigada àqueles que recomendam a leitura de minha fic aos amigos, e que sempre me deixam saber o quanto gostam do que faço aqui! Vocês são minha grande alegria, e uma coisa eu posso dizer: Esse ano se tornou muito mais colorido, florido e divertido por saber que posso sempre contar com vocês! É o incentivo de vocês que me faz ter compromisso com essa estória xD Obrigada pela gentileza, pelo carinho, pelos elogios, pelos rastros de amor que vocês deixam em mim. Em um mundo onde a bondade se torna cada vez mais escassa, encontrar pessoas como vocês enche meu coração de esperança. Muito obrigada, galerê-san! Por tudo! E ao soprar as velinhas, meu desejo vai ser que todos vocês sejam muito felizes! Até o próximo ;* Bjks!