Paraíso

1 Who's Alive?


Notas iniciais
Primeiro capítulo, introdução... Espero que goste :3

A Geração Coca-Cola está ficando cada vez mais invisível perante aos olhos de todos. Estamos na Geração Dolly, num mundo dominado pela política. Aquele que mais rouba é o que mais bem vive. O mundo é controlado. Os cabeças que escolhem o que devemos saber ou não. Há áreas restritas com segredos e mistérios onde a segurança é tão grande que aqueles que chegam não voltam.

Como se já não bastasse o mundo também estava sumindo. A água e a comida começavam a ficar escassas, as pessoas começavam a multiplicar o número em cem, o ar já não era o mesmo. Começava então o projeto Aniquilação.

Muitos de nós fomos enviados para uma missão suicida no espaço, ultrapassando galáxias desconhecidas para encontrarmos um local habitável. Com a tecnologia da Terra avançada ao extremo aquilo não seria impossível. Muitos de nós? Quinhentos. Quinhentos delinquentes juvenis. Cinco cápsulas espaciais direcionadas para cinco lugares diferentes. Cem pessoas em cada. Motivo da missão? Além de diminuir o número de pessoas (que daria mais oxigênio e tempo para a Terra se reerguer da podridão do mundo) esta missão poderia ser um novo passo para humanidade.

Meu nome é Murphy. Murphy Slaw.

Eu nunca vou ter o conhecimento do que é acordar num sábado bem cedo para olhar desenhos na televisão. Eu nunca vou saber como é passar madrugadas em claro em computadores jogando jogos e conversando com pessoas do outro lado da Terra. Eu nunca vou ter o divertimento que uma criança tem ao se sujar numa lama. Eu sou uma pessoa, mas tenho a vida de um robô. Vivemos todos em pequenas cápsulas de aço. Madeira nos dias de hoje é um material desconhecido. Pedra? Acredite ou não mas SIM, também é. O pouco que resta são minérios. Bom, pelo menos é isso que pensamos.

O mundo é dominado por militares, políticos e coisas do gênero. Somos monitorados vinte e quatro horas por dia. Todos eles possuem todas as informações necessárias. Tipo de sangue, batimento cardíaco, onde estamos, o que estamos fazendo. Somos vigiados e obrigados a fazer serviços rigorosamente. Caso venhamos a quebrar alguma regra somos enviados para um lugar que eles chamam de Inferno.

No mundo religioso da antiguidade, Inferno era o termo dado para o lugar mais quente do mundo onde o grande governador seria um demônio. Esse demônio colocaria todas as pessoas dali para trabalhar até o último dia de suas vidas. Como as pessoas dali já estavam mortas, iriam fazer trabalho escravo para a eternidade.

Em poucas palavras chegamos na conclusão que já estamos no Inferno. Basta dizer qualquer palavra que não seja do agrado deles que temos nossas vidas arruinadas. Pouca água, pouca comida, pouco dinheiro, muitas pessoas. Tudo isso define a nossa vida nos dias de hoje. Estamos perdidos: não temos apoio religioso, psicológico nem nada do gênero. Somos escravos que vivem para satisfazer os da Elite.

Gosto de pensar que um dia irei para um lugar melhor. Quer dizer... Talvez um novo lugar. Um lugar feliz. Com muita água, com pessoas rindo, um ar bom de se inspirar. Sei lá, um novo jeito de viver. Sair dessa prisão, deixar de viver como gado. Ser alguém, fazer algo. Sei lá mano, a vida é assim. Estranha. Sentimentos loucos que não conseguimos explicar. São esses sentimentos que me motivam a continuar. A ser alguém neste mundo perdido.

Notas finais
Curtinho =w=
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.