Pandora
4 Capítulo IV – Fetiche Estranho Gente Estranha
Notas iniciais
Capítulo IV – Fetiche Estranho Gente Estranha
Os dias seguintes foram estranhos sem Rachel para me fazer compania no almoço. Várias vezes eu fiquei esperando sentada, olhando para a porta com a minha maçã, apenas esperando ela entrar pela porta com um sorriso. Mas isso não aconteceu. Pergunto-me se ela realmente ficou chateada por eu não ter ido para a sua casa no jantar dos seus pais.
Mesmo assim, ela aparecia nas minhas aulas, mas era como se ela nem estivesse ali. Algumas vezes eu passava algum exercício de classe, apenas para sentar e ficar observando Rachel discretamente, esperando que em algum momento ela vai erguer os olhos e sorrir para mim, como fez anteriormente. Mas isso não aconteceu.
Isso aconteceu em uma semana. Quando a semana seguinte começou, eu já esperava que ela não viria falar comigo, mas me surpreendi quando cheguei no McKinley e ela acenou para mim do seu armário.
Aconteceu alguma coisa com a aluna Berry? — Perguntei para Will quando ele entrou na sala dos professores e sentou na minha frente com sua garrafa térmica e um copo com café. Ele pareceu desapontado quando viu que eu já tinha um copo grande cheio de cappuccino.
Ainda bem, não aguentava mais me entupir de café.
— Rachel? Ela parece bem. Porque? — Ele abriu a bolsa e tirou alguns papeis que pareciam partituras. Will jogou todas na mesa e eu tive que afastar minhas coisas para que ele começasse a organizar cada uma.
— Semana passada ela estava agindo estranho. — Comentei e tomei um gole do meu cappuccino, vendo ele tomar um gole do seu café e erguer os olhos par amim, parecendo pensativo. Então ele se voltou para os papeis.
— Ah, entendi. — Ele pareceu ligeiramente triste então pigarreou antes de falar: — Na quarta-feira passada fez-se um ano de morte da sua mãe.
Arregalei os olhos suavemente e engoli em seco.
— Mas ela comentou que tinha apenas dois pais. — Falei confusa, me arrependendo imediatamente. Não deveria comentar sobre o que Rachel e eu falávamos em particular. Principalmente com Will.
— E ela tem, mas foi barriga de aluguel. E seus pais deixaram que a mãe dela continuasse mantendo contato. No ano passado ela sofreu um acidente de carro e não resistiu. — Ele soltou um suspiro pesado. Seus olhos caíram para as partituras como se elas não estivessem ali. — Rachel passou o ano inteiro afastada de todos, incluindo seu namorado.
Eu apenas assenti. Rachel tinha passado por tudo aquilo e não teve ninguém para lhe dizer que ia ficar tudo bem a ponto de não se transformar em um trauma. Agora ela, provavelmente, estaria marcada por uma semana bem triste a cada ano.
Me senti egoísta por pensar que ela estaria chateada comigo pelo que aconteceu, mas era algo sério que não tinha nada a ver comigo.
Despedi-me de Will e fui para a minha sala.
Na hora do almoço, eu já não esperava ver Rachel por lá, portanto, não me surpreendi quando ela entrou na minha sala com as bochechas coradas e um copo na mão. Franzi o rosto e coloquei um sorriso nos lábios. Vai ser dificil esquecer o que Will me disse sobre ela, mas eu teria que esperar até que ela me falasse sobre o assunto para que não fosse desconfortável.
— Achei que não te veria mais por aqui. — Brinquei e ela corou mais ainda, puxando uma cadeira para sentar na frente da minha mesa.
— Tive uma semana difícil. — É o que ela diz antes de colocar o copo em cima da mesa. — Eu comprei pra você, para me desculpar por não ter falado com você toda essa semana.
Olhei para o copo e franzi o rosto antes de apanhá-lo. Estava quente, abri a tampa e sorri ao sentir o cheiro do cappuccino.
— Comprou um cappuccino para mim? — Indaguei e ela deu de ombros, ficando ainda mais corada e me fazendo rir. — Muito obrigada, mesmo que não precisasse.
Rachel apenas deu de ombros timidamente.
Eu não esperava que ela fosse ficar comigo todo o intervalo, mas ela o fez. Sentou-se em uma cadeira que tinha puxado para frente da minha mesa, apoiou os braços na mesa e tratou de falar sobre as coisas que acontecem no clube do coral do Will. Ela falava empolgada e eu escutava ao mesmo tempo que lembrava das coisas que Will me disse sobre ela.
Tinha algumas coisas que eu realmente não sabia sobre Rachel, e vendo-a empolgada falando sobre os solos que pretendia conseguir, fez com que eu quisesse aprender mais sobre ela.
Tomando goles longos do delicioso cappuccino que ela me trouxe, observei a animação que ela tinha quando eu perguntei quais musicais ela já tinha visto. E a conversa quase se tornou um monólogo, mas consegui me retomar no meio dela, rindo quando Rachel ficou triste ao escutar o toque para ela ir para a sala de aula.
— Te vejo na ultima aula?- Ela me perguntou quando já estava na porta, olhando-me por cima do ombro. Sorri suavemente e acenei.
— Claro que sim.
Seus olhos brilharam para mim e meu estômago se revirou levemente, me assustando. Mas não alterei a minha expressão até que ela sorrisse e saísse da minha sala, fechando a porta atrás dela.
Meu estômago continuou se revirando, e não de uma maneira ruim, apenas sempre que Rachel vinha na minha cabeça ele se revirava estranhamente.
Droga.
Que merda é essa?
—_
Antes de abrir a boca, eu deveria, seriamente, pensar se era o certo a fazer. Não posso simplesmente abrir a boca e falar para qualquer pessoa sobre as coisas que andam acontecendo no meu trabalho ou em qualquer lugar da Terra.
Mesmo que essa pessoa seja a minha melhor amiga de berço.
— É o que, mano? — Santana perguntou com uma sobrancelha erguendo-se. Senti meu rosto esquentar e pigarreei tentando me recompor. — Do que porra você está falando, Quinn?
Meu rosto esquentou mais ainda e eu enfiei a mão no meu cabelo, tentando não corar mais diante do olhar estranho de Santana.
Viram o que eu disse? Deveria ter ficado calada.
— O que eu disse, Santana. — Falei dando de ombros, não tinha mais o que fazer mesmo. — Ela me intriga, e realmente, quero poder ajudá-la com isso da falecida mãe dela.
A outra sobrancelha ergueu-se e eu franzi o rosto.
— Você sempre tem uma coisa por diferença de idade, né?
Como é?
— É o quê?
— A professora que você tinha uma queda na escola. — Santana levantou a mão e abaixou um dedo, passando a contar e fazendo com que eu me sentisse desconfortável. — Seu ex marido dez anos mais velho do que você. — Ela abaixou o outro dedo e eu desviei o olhar. — Sua namorada veterana no começo da faculdade. — Ela abaixou o outro e eu revirei os olhos.
— Danielle não era minha namorada. — Me defendi, mesmo sabendo que não era exatamente verdade.
— Você transou com ela e passou dois meses andando com ela pra todo lado. Sim, vocês eram. — Ela rebateu e eu suspirei derrotada. — Tem também as três namoradas que você teve no colégio e elas eram universitárias.
Isso não era verdade!
— Não eram bem namoradas...
— Tanto faz. — Santana revirou os olhos. — Você tem uma coisa para diferença de idade. — Ela ficou mais séria de repente. — É por isso que nunca ficamos? — Arregalei os olhos. Sério mesmo que ela estava pensando nisso agora. — Mesmo depois que eu dei em cima de você quando nos conhecemos e você nem ligou... Quinn, eu não acredito! Você tem esse fetiche de diferença de idade!
Nossa senhora...
— Santana, por favor...
— Ah, pelo amor de Deus! — Santana saiu do sofá e foi até a cozinha. Ainda bem que lembrei de fazer compras antes de chamá-la. — Sabe o que é mais estranho?
— O quê? — Ergui meus olhos pra ela que voltava da cozinha com duas garrafas de cerveja.
— Você nunca namorou alguém mais novo que você.
Revirei os olhos dramáticamente.
— Santana, por favor, isso é ridículo. Não é como se eu estivesse interessada na Rachel só por ela ser mais nova do que eu.
Santana soltou uma risada debochada e voltou a sentar ao meu lado no sofá, me entregando uma cerveja e rindo mais uma vez.
— Ridículo? Não. Verídico? Sim. — Santana solta mais uma risada e abre a garrafa com o abridor para logo em seguida tomar um longo gole e tossir.
— Deixe de ser ridícula. — Rosnei com os lábios na boca da garrafa antes de tomar um gole e me encostar no braço do sofá, apoiando o cotovelo nele e apoiando o rosto na mão. — Não é como se eu fosse me interessar por alguém simplesmente por ter uma diferença de idade maior do que dois anos.
Santana estava em silencio, o que me fez olhá-la. Me arrependi logo em seguida.
— Você acabou de descrever exatamente o tipo de pessoa que você entraria em um relacionamento.
Revirei os olhos mais uma vez. Poderia facilmente ter algum problema por causa disso.
— Só cala a boca, Santana.
— Não. — Ela toma mais um gole da cerveja e lança um olhar malicioso para mim. — Sabe, acho que essa Rachel Berry deve ser bem interessante mesmo pra você ficar interessada nela a ponto de burlar leis.
E isso fez com que eu me engasgasse.
— É o quê? — Guinchei e Santana deu de ombros tomando mais um gole da cerveja. — Eu não estou burlando leis, Santana.
Santana balançou a mão em descaso.
— Você defendeu a garota no primeiro dia de trabalho, e fala sobre ela todas as vezes que venho aqui. — Santana me lança um olhar falsamente compreensivel. — Você é o tipo de pessoa que gosta de querer algo que não pode ter livremente.
A olhei erguendo uma sobrancelha.
— Quer parar de ser ridícula?
— Você diz isso porque sabe que estou sendo sincera. — Santana aponta a garrafa para mim. — Eu sou médica, sei das coisas.
— Meu Deus! Está levando tudo de mim para não meter a mão na sua cara. — Confessei rosnando e ela gargalha.
— 'Tá certo, eu não falo mais nada. Mas depois não diga que não avisei. — E volta a tomar a cerveja.
Ela não falou mais nada sobre o assunto pelo resto da noite. Levantei pra dormir no meu quarto depois que ela adormeceu no sofá. Não a culpava por estar pensando aquelas coisas, eu não tenho um bom histórico de relacionamentos. Ao menos em relação a idade.
O que senti mais cedo veio na minha mente.
Será mesmo que eu estava começando a me atrair pela minha aluna?
Seria loucura pensar isso. Balancei a cabeça e me joguei na cama. Não deveria pensar essas coisas antes de dormir, talvez tivesse pesadelos.
—_
— Viu o mural hoje? — Will perguntou assim que sentou-se na minha frente na sala dos professores. Franzi o rosto e ele entendeu minha confusão. — O campeonato de História está chegando.
— Sério? — Questionei e ele acenou animado.
O campeonato de História. Nossa. O único campeonato que eu gostava de participar. E que eu ganhava por meu próprio mérito. Várias memórias dos campeonatos passaram pela minha mente e provavelmente eu tinha um sorriso idiota no rosto.
— Vai ajudar os alunos que irão participar? — Ele me perguntou e eu franzi o rosto. Talvez eu devesse fazer isso. Seria bom para me distrair das coisas que Santana me falou na noite anterior. — Vai ser bom para se aproximar de alguns deles e também contar suas histórias sobre os campeonatos que participou.
Acenei lentamente, ainda pensando no assunto.
— É, acho que pode se uma boa. — Comentei e Will acenou em concordância. — E você? Se o campeonato de História está nas inscrições, quer dizer que o do Coral deve estar próximo também.
Will sorriu animado e pegou sua pasta marrom estranha, colocando-a em cima da mesa e abrindo-a para tirar alguns panfletos.
— Estou de olho nisso desde a semana passada. — Ele me entregou um panfleto. Era todo vermelho com uma foto de um microfone de um lado e com a data do incio das inscrições do outro lado. Tinha algumas fotos no final do panfleto, fotos dos anos anteriores, das equipes vencedoras. Franzi o rosto quando não vi Rachel em nenhuma delas.
— Vocês nunca ganharam um campeonato? — Indaguei levantando o rosto para ele que corou e pigarreou.
— Bem... Nós estamos tentando atingir uma meta superior para concorrer com toda a força...
— Quer dizer que não. — Traduzi e ele corou mais ainda.
— Tivemos tempos ruins.- Ele pigarreia e eu tenho vontade de revirar os olhos, mas apenas sorrio.
— E porque tanta confiança para este ano? — Indaguei e Will respirou fundo olhando para os panfletos em suas mãos.
— Não estou. — Ele levanta os olhos para mim e eu senti pena dele. Sempre tendo tanta esperança em seu clube do coral, e vê-lo daquele jeito foi estranho. — Não temos gente suficiente para competir esse ano.
— Então porque não fazem audições?
Will soltou um suspiro logo seguido por uma risada sem humor.
— Tentamos no começo do ano, mas tudo que recebemos foi palavrão ao invés de nomes assinados lá. — Ele se curvou na mesa, apoiando a acabeça na mão. — Rachel disse que nós podemos fazer com que eles queiram participar, mas até agora, não tivemos nenhuma ideia boa.
Lambi os lábios enquanto pensava em algo. Will parecia realmente desapontado, e Rachel realmente tinha uma ideia interessante.
— Porque não fazem algum show para mostrar o tipo de coisa que fazem lá? Lembro que fizeram isso quando estudávamos aqui. — Lembrei e Will ergueu as sobrancelhas antes de balançar a cabeça.
— Espero que lembre também do quão terrível foi o resultado. — Ele fala lentamente e eu tento lembrar do que aconteceu.
Ah, sim. O time de basquete penduraram alguns integrantes do coral nos aros da cesta de basquete. Lembro de como Santana estava rindo loucamente ao meu lado quando nós entramos no ginásio. Lembro também de Will pulando para tentar apanhar o seu amigo que estava preso.
— É. Lembro. Eles não sabiam quem eram os integrantes até aquele show. — Comentei e Will acenou lentamente.
— Foi péssimo para tirar o Gary daquele aro. — Will também comenta e nós ficamos em silêncio por alguns segundos.
— Mas acho que não vai ser ruim se vocês fizerem mais uma vez. — Tento e Will olha pra mim mais uma vez. — Sabe, vocês podem fazer no horário do almoço. Não na cafeteria, mas na escadaria. Acredito que vai ser bem interessante. E pelo amor de Deus, escolha músicas que são atuais!
Will franziu o rosto.
— Mas nós escolhemos músicas atuais naquele ano!
— Nem todo mundo gostava de Grease, Schuester! — Rebati e arrumei as coisas para me levantar. — Escolha Britney, Rihanna, Beyoncé, aqueles meninos britânicos fofinhos, aquelas meninas americanas que perderam o The X Factor. — Fui listando enquanto terminava de me arrumar. Então olhei pra ele. — Músicas atuais, Will.
E apanhei minha bolsa, saindo da sala e deixando-o ainda sentado com sua xícara de café.
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— Pessoal, eu gostaria de comentar sobre o campeonato de História que terá daqui à alguns meses. — Impulsionei o corpo para sentar na mesa, olhando para os meus alunos do terceiro ano. Eles tinham olhos atentos em mim. Meus olhos pararam em Rachel, que tinha os olhos mais atentos do que qualquer um. Um sorriso discreto surgiu em meus lábios. — Acho que alguns devem ter visto que eu participei dos campeonatos de Histórias quando era da idade de vocês.
— Claro que sim! — Meus olhos foram atraídos para uma garota negra, ela era gordinha e sentava ao lado de Rachel. O que me surpreendeu foi o uniforme das Cheerios em seu corpo. Sue está cada vez mais interessante. Sorri para a garota, se não me engano, seu nome era Mercedes Jones. Lembro bem da sua voz no clube do Coral. E que voz! — Você e a Santana Lopez eram as únicas que participavam das Cheerios e do clube de História.
— Sim, e tenho que admitir, eu a obriguei. — Confessei e escutei as risadas deles. — Foi difícil fazer ambos, Srta. Jones. Treinadora Sylvester não apreciava muito a ideia das suas duas melhores Cheerios participando do clube de História.
— Ela ainda faz isso. Só que com o Clube do Coral. — E quem disse isso foi Kurt Hummel, ele também estava usando o uniforme das Cheerios, só que o masculino, é claro. — Cedes e eu ainda temos problemas com ela por isso.
Sorri para ele a acenei.
— Mas não se preocupe, ela vai dar o braço a torcer em algum momento.
— Eu espero. — Kurt e Mercedes falaram ao mesmo tempo, fazendo todos soltarem leves risadas.
— Mas então, queria falar pra vocês como funciona o campeonato. — Esfreguei uma mão na outra enquanto tentava lembrar vagamente do que tinha lido mais cedo sobre o campeonato. — As pessoas que querem participar, na primeira etapa, farão uma prova básica de história geral e terão o auxílio de alguns professores antes dessa prova. Os alunos cinco alunos que conseguirem a melhor nota passarão para a segunda, que é uma prova também, só que oral e enfrentarão outras escolas. — Alguns deles soltaram gemidos quando eu falei. Acenei lentamente e soltei uma risada. — Sim, ela não é muito fácil, mas antes dessa prova, os alunos que passaram na primeira, farão um time para conseguir ir para a segunda. E nessa segunda farão a prova oral em equipe. E na ultima etapa, para as equipes que conseguirem, vão para algum lugar aqui na America, e irão competir com as outras escolas que também conseguiram.
— E qual é o prêmio? — Noah Puckerman perguntou, ele estava bastante interessado para alguém que não prestava atenção nas aulas.
— Bem, Sr. Puckerman, o prêmio é uma viagem. — Eles comemoraram e eu sorrir para as palmas, rindo suavemente antes de terminar. — Ainda não foi revelado para onde, mas acredito que é um lugar bem interessante.
— Pra quais lugares você foi quando ganhou? — E foi Rachel quem me perguntou, sorri para ela.
— Ah, bem. Da primeira vez, eu fui para o Brasil. — Eles aplaudiram e eu os acompanhei rindo. — Da segunda vez, fui para a Grécia. — Eles aplaudiram mais uma vez, só que mais alto. — E da ultima vez, fui para o Japão.
— Puta merda, isso é foda! — Puckerman falou empolgado e eu ri.
— Olha a boca, Puckerman. — Lhe repreendi escutando risadas.
Percebi que alguém levantou a mão e ergui meus olhos para a pessoa. Era Finn Hudson. Acenei para ele falar e ele agradeceu antes.
— Só quem pode participar é o clube de História?
— Não. Mas é recomendável que sim, já que eles estão se preparando para isso desde o início do ano.
— Mas quem é de fora pode parcitipar? — Puckerman perguntou e eu acenei. — Vai ser foda se eu participar e ganhar!
— O prêmio é em equipe, Puckerman. — Fiz questão de lhe lembrar. — Os cinco integrantes vão viajar.
— Você vai ser uma das professoras que irão ajudar os alunos? — Artie Abrams perguntou levantando a mão.
— Ainda não sei, Sr. Abrams, mas acredito que sim.
— A senhora tem que ir também, professora. Tenho certeza de que o time do McKinley vai ganhar se a senhora for. — Hudson falou empolgado e eu soltei uma risada dando de ombros.
— Talvez eu ajude. — Falei e escutei o sinal. — Até a próxima aula, pessoal.
Eles foram levantando ainda comentando sobre o campeonato e eu virei de costas, ainda sorrindo. Era interessante ver que alguns deles ficaram realmente empolgados com o campeonato. Pelo que eu sabia, somente três alunos da minha sala participavam do clube de História, mas era interessante ver que alguns de fora se interessaram pelo assunto.
— Acha que devo me inscrever? — Virei para ver quem tinha falado e sorri ao ver que era Rachel.
— Não sei, srta. Berry. — Dei de ombros e passei pela mesa, sentando-me na cadeira. — A srta. Participa do clube de História?
— Não, mas isso tudo me interessou. — Ela confessou e eu acenei.
— Então deve ser interessante.
Ela sorriu para mim. Pisquei para ela, vendo-a corar e rir antes de sair da minha sala.
Deus do céu, essa menina era linda demais. E é tão errado pensar essas coisas!
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O sexto período acabou e eu observava os alunos do quarto ano saindo da sala se arrastando. Falei algo sobre o dever de casa da semana que vem e alguns gemeram antes de passarem pela porta. Sorri animada. Adorava esse tipo de reação que alguns alunos tinham ao sair da minha sala. Mesmo que não fosse realmente um bom sinal, lembro do quão cansada eu estava quando saía da ultima aula.
Quinn. — Levantei os olhos para a porta e encontrei Will me encarando com os olhos arregalados. — Preciso de você.
Ele estava tão eufórico que meu peito acelerou de medo.
— O que aconteceu?
Sua expressão relaxou.
— Nada demais, só preciso da sua ajuda. — Ele entrou na minha sala e eu suspirei aliviada. — Você me sugeriu o show, certo? Bom, agora você vai me ajudar com isso.
Franzi o rosto e ele abriu um sorriso animado demais para o meu gosto.
— É o quê?
— Agora você vai me ajudar com o clube do coral, Fabray. — Will disse e não me deu tempo para pensar, me pegando pelo pulso e me puxando para a porta.
É, acho que eu fiz merda em opinar.
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