Pandora

13 Capítulo XIII – Surpresas Estão Sendo Péssimas Ultimamente


Notas iniciais
Esse é o meu presente de Natal pra vocês! Semana que vem eu venho com um de Ano Novo. Ah, mas o presente de Natal não acabou! Daqui a pouco estarei postando mais um capítulo de Walking Through Bullets. Fiquem ligados! Boa leitura!

— O que é que você está fazendo aqui? — Escutei minha irmã falando atrás de mim e virei com um sorriso. — Pode tirar esse sorriso da sua cara e me falar o que faz aqui.

Revirei os olhos e ela me encarou com mais força.

— Esperando Santana. — Apontei pra o corredor onde a sala de Santana estava. — Vou fazer ela vir comigo pra um lugar.

Frannie balançou a cabeça com um suspiro resignado.

— E todo esse tempo eu achei que Santana era a má influência. — E balançou a cabeça mais uma vez.

Revirei os olhos e cruzei os braços sobre a mesa quando ela se sentou na minha frente.

— Ela me apresentou a maconha. — E sorri quando Frannie arregalou os olhos.

— Você fuma?

— Foi só uma vez. — Tranquilizei quando vi em seus olhos que ela estava começando a se decepcionar. Mas então ela continuou olhando pra mim, como se soubesse alguma coisa. — Tudo bem, foram duas. — E seus olhos continuavam em mim. Passei a mão pela minha nuca, desviando o olhar do seu, mas não adiantou muito. Suspirei dando-me por vencida. — Foram algumas vezes, okay? Mas não estou viciada nem nada, foram em festas da faculdade, e você não pode me dizer que isso nunca aconteceu com você.

E ela continuou olhando pra mim, antes de suspirar.

— Acaba acontecendo com todo mundo. — E balançou a mão em descaso. — Mas me diga! Porque está esperando por ela?

— Ela prometeu vir comigo pra um campeonato de corais. — Dei de ombros, agindo como se não fosse nada demais.

Frannie ergueu ambas as sobrancelhas.

— Porque você vai pra um campeonato de corais?

Pigarreio sem saber exatamente como responder.

— Eu adoro música. — Foi o que saiu antes que eu percebesse o quão estupido é. Frannie balançou a cabeça em negação.

— Vou fingir que acredito nesse motivo.

E antes que ela pudesse continuar falando, Santana se aproximou com uma carranca.

— Se não formos logo eu não vou. — Ela avisa e Frannie ri.

— Bom show. — Ela diz e Santana franzi o rosto pra ela. Antes que gerasse mais perguntas, eu me levanto e apanho minhas coisas.

— Vejo você depois. — Falo pra Frannie, que ainda me lançava um olhar suspeito. Sorrio desconfortável e beijo sua testa antes de puxar Santana pra fora do refeitório do Hospital.

— Não sei porque tu não fala logo pra tua família que tu curte a anatomia feminina. — Santana comenta enquanto caminhavamos pelo estacionamento do hospital.

Solto um suspiro e passo a mão pelo cabelo, parando ao lado da minha moto e lançando um olhar pra ela, que arrumava o capacete da sua moto na cabeça.

— Porque tenho medo de como eles vão reagir. — Dou de ombros e coloco o capacete. — As vezes é melhor fingir que eles já sabem e ignorar aquela vontade de falar.

Santana revirou os olhos e subiu na moto.

— Você poderia facilmente falar. Tenho certeza de que não vai ser nada demais. — E coloca a chave na ignição, olha pra mim e sorri suavemente. — Lembra como eu estava hesitante pra falar pra minha família?

— E você meio que não deu muita sorte, lembra? Sua abuela.

Santana bufou.

— Abuela ainda está aceitando. E meus pais aceitaram de primeira. — Ela aponta.

— Talvez um dia eu abra a minha boca e saia do armario pra eles. — Falo e ela ergue as sobrancelhas.

— Só acho que deveria fazer isso antes que as coisas entre você e Rachel fiquem mais sérias. Talvez seja mais fácil falar logo antes que eles saibam sobre a Berry.

Eu fico calada quanto isso.

Enquanto dirigia, pensava se, algum dia, eu iria falar para meus pais que estava com Rachel Berry. Minha aluna, Rachel Berry. Eu tenho certeza de que a reação deles não seria muito boa. Então está totalmente fora de questão.

—_

Santana sentou ao meu lado com um copo de refrigerante e eu reviro os olhos com o barulho que ela fez.

— O que é? — Ela resmungou depois que eu bufei.

— Você sabe que não deve comer aqui? — Perguntei e ela deu de ombros.

— Se tem pra vender eu posso tomar em qualquer lugar.

Eu reviro os olhos quando ela toma mais um gole e o barulho ressoa pelo teatro. Ainda bem que nenhum grupo entrou ainda e só tinha algumas pessoas conversando.

— Na verdade...

— Cala a boca logo. — Santana resmungou e revirou os olhos, ainda tomando seu refrigerante.

Eu suspiro e deixo que ela continue tomando. Não tinha muito o que fazer.

O primeiro grupo entrou e era um grupo religioso. Cantavam algumas músicas religiosas, não chamou muito a atenção da plateia, mas eles não eram ruins. Santana provavelmente achava totalmente o contrário. Ela bufava e fazia questão de tomar o refrigerante mais alto apenas pra não escutar o grupo cantando.

O segundo grupo foi assustadoramente bom. Até mesmo Santana parou para prestar atenção. Eles cantaram músicas dos anos 80 e também se vestiram a caráter. E esse grupo realmente chamou atenção da plateia. Alguns se empolgaram tanto que cantaram junto. E eu também, não posso negar. Foi bom demais.

Eu não sabia qual era o terceiro grupo, por isso fiquei um pouco surpresa ao ver que era o McKinley. Rachel tinha me dito que eram os ultimos, não sabia que tinham apenas três grupos.

— Sua namorada está bem gostosa nessa roupa.

E eu não poderia contradizer Santana e nem pedir pra ela ter respeito, porque ela estava certa demais pra eu conseguir fazer isso.

Enquanto eles dançavam e cantavam alguma música da Lady Gaga – provavelmente um mash-up de Born This Way com The Edge Of Glory – eles vestiam jaquetas e calças de couro com camisas brancas por dentro. Em um momento da música, as jaquetas de couro voaram para o lado e os dizeres nas camisas ficaram claros. Todos eram interessantes, mas o de Rachel chamou minha atenção. “Nose” Nariz. Rachel nunca comentou nada sobre o nariz dela. Sim, ele era um pouco maior, mas era adoravel. E sempre que nos beijávamos eu adorava roçar de leve o meu nariz no dela, provocando antes de beijar seus lábios.

Logo essa primeira música acabou e meu coração batia um pouco rápido demais, coloquei amão na boca para impedir o sorriso que ameaçava crescer e percebi que Santana olhava pra mim.

— Você é ridícula.

E eu reviro os olhos.

— Cala a boca e olha pra Brittany. — Apontei pra loira dançando perfeitamente.

— Só ela me interessa alí, mas aquele loiro da boca gigante não tira as mãos dela.

Solto uma risada baixa e volto minha atenção para o palco. Pelo cronograma que Will me deu, agora eles cantariam um dueto e depois iriam embora. O dueto era entre Rachel e Finn, inicialmente. Dei minhas sugestões para Will mudar, mas não sei se ele fez.

A música começou a tocar e eu sorri ao reconhecer que era Kiss Me de Sixpence None The Richer. Mas meu sorriso foi murchando quando a voz do Hudson soou pelo teatro.

Ele não era ruim, mas quando Rachel começou a cantar, ele foi totalmente ofuscado. O que não deve acontecer em um dueto, mas a voz dele não conseguia acompanhar a da Rachel, que era magnífica!

— Esse cara não era pra tá aí. — Santana comenta e eu vejo que ela colocou o copo de refrigerante de lado. — É como se ele estivesse sendo empurrado pra cantar.

Balanço a cabeça e vejo Finn se aproximar de Rachel, ela olha pra ele, lançando aquele sorriso apaixonado que faz com que eu me mexa desconfortável na cadeira. Sim, eu sei que era tudo atuação, afinal, era uma música romântica, mas pensar que já namoraram não me deixa muito tranquila.

Sempre que Rachel cantava era como se a música fizesse sentido. Quando a música acabou, o sorriso no meu rosto foi vergonhoso o suficiente para Santana zombar de mim.

Eles foram os ultimos, depois de meia hora que passamos sentadas – Santana reclamou cada minuto – todas as equipes entraram e os jurados entraram no palco. Quando anunciaram os vencedores, eu realmente não fiquei surpresa quando vi os meus alunos comemorando.

—_

— Seu celular 'tá vibrando. — Santana reclama quando sentamos em um sofá do lado de fora do auditório para poder decidir para onde iriamos agora, e se iriamos jantar em alguma pizzaria perto da minha casa ou da casa dela. — E ele 'tá me irritando, porra.

— Você só pode estar de TPM agora. — Resmunguei e peguei meu celular na bolsa, acendendo-o e sorrindo ao ver que era uma mensagem de Rachel.

— Não é da sua conta.

E eu ignorei Santana completamente.

Vem aqui nos bastidores? -RB”

— É ela? — Santana ergueu uma sobrancelha maliciosamente. — Claro que é, quer uma rapidinha antes de ir embora.

— Cala a boca, Santana.

E levantei, indo na direção do auditório.

Enquanto eu ia chegando perto da sala onde Rachel tinha me dito aonde estava esperando, eu escutava vozes. E não eram vozes dos outros participantes que comentavam o resultado nos cantos dos bastidores, eram vozes que eu já tinha escutado antes e que eu nunca tinha associado ao McKinley antes.

Aproximei-me mais um pouco até que as vozes ficaram claras e parei na parede. Meus olhos arregalados a medida que meu coração acelerava. Eu conhecia essas vozes.

— Estrelinha, você estava magnífica!

— Sim, querida, estava mesmo. Nós nem ao menos poderiamos acreditar que você e o Finn terminaram. Foi bastante convincente.

— Eu sou uma atriz, papai. Claro que estava convincente!

Puta merda!

—_

Eu não sei quanto tempo passei sentada atrás da parede da sala que Rachel estava, mas escutei toda a conversa dela com seus pais. Leroy e Hiram. Leroy e Hiram que eu conheci no supermercado um mês atrás. Leroy e Hiram, cuja filha é minha aluna. Leroy e Hiram, cuja filha é minha aluna e a garota que eu beijo todos os dias.

Leroy e Hiram Berry.

Puta merda.

Não tinha como ficar pior.

Se eu aparecesse alí, eu não saberia como reagir. Nem como Rachel iria reagir. Afinal, seus pais estavam alí. Eu poderia simplesmente aparecer e ela escolheria quem eu seria naquele momento: Sua professora, ou sua amante.

Ah, merda.

Meu celular vibrou de novo. Eu sabia que era Santana, mas peguei mesmo assim.

Que demora da porra é essa? — SL”

É, eu já imaginava.

Mas ela estava certa, eu deveria me levantar daqui e ir embora. Enfiei o celular no bolso da calça e me levantei, passando a mão pelo cabelo e respirando fundo antes de dar alguns passos para sair dalí, mas não tive muito tempo.

Na verdade, eu poderia ter saído antes e me livrado disso mas, aparentemente, o universo anda me odiando.

— Eu conheço essa loira.

— Quem? — A voz de Rachel ficou miúda e eu entendia ela. Como assim seu pai me conhecia? Pois é...

— É que eu acho que é, Hiram, querido?

Eu estava de costas, mas fui obrigada a me virar e sorrir falsamente para os três. Rachel tinha os olhos arregalados e um sorriso tão falso quanto o meu em seus lábios. Leroy e Hiram estavam completamente alheios disso.

— Leroy e Hiram! — Ergui os braços e soltei uma risada. — Que coincidência vê-los por aqui!

— Eu que o diga! — Hiram sorriu animado e eu engulo em seco. — O que faz aqui?

— É! Muita coincidência encontrar você mais uma vez.

Como porra eu ia responder isso?

— Ahn...

— Ela é a minha... — Rachel começou e a atenção dos seus pais foram pra ela. Ela pigarreou sorriu pra eles. É surpreendente como ela conseguia sorrir verdadeiramente sem problema nenhum. — É minha professora. Aquela que convidei pra jantar.

Então seu sorriso se tornou levemente psicopata e eu engoli com mais força, enfiei as mãos nos bolsos e soltei uma risada sem jeito.

— Ah! Porque não nos disse que era professora? E professora da nossa filha! — Hiram parecia bastante empolgado com as coincidências.

— Eu não sabia que ela era...

— Está tudo bem querida, Hiram está só exagerando. — Leroy sorriu acolhedor e eu quase me senti mais tranquila. — Mas quem diria! Nós poderiamos ter nos conhecido mais cedo.

— É né... que coincidência.

— Mas então, anda indo no supermercado? — Hiram pergunta e eu aceno.

— Sim, minha mãe anda me ensinando algumas receitas e minha melhor amiga anda acampando lá em casa porque, aparentemente, eu faço comida boa. — Dou de ombros e solto uma risada nervosa. Falei demais.

— Ao menos agora consegue se localizar.- Leroy pisca e eu solto mais uma risada sem graça.

— É, graças a vocês!

— Ah, que isso, querida. — Hiram sorri amoroso e eu me sinto mal.

Porra, eu estava pegando a filha dele. Que a propósito, é minha aluna.

E ficou um silêncio por alguns segundos antes que Leroy e Hiram começassem a falar sobre marcar um jantar para eu ir na casa deles. Rachel me lançou um olhar malicioso e eu arregalei os olhos. Eu não queria que ela estivesse planejando nada pra fazer na casa de seus pais, por que, realmente, eu não queria me aproveitar da filha deles sob o teto deles. Se bem que, pelo olhar dela, era muito mais fácil ela se aproveitar de mim sob o teto deles.

E eu não sei como isso melhora a situação.

— Então, nós estamos indo. — Hiram anunciou e eu fingi um olhar triste. Estávamos nessa conversa tem uns dez minutos. Meu celular vibrava loucamente com mensagens de Santana. Eu poderia pegá-lo e dizer que tinha alguém me esperando, mas o olhar de Rachel me dizia que ela realmente queria falar comigo. Hiram se vira para a filha. — Você vai com a gente, estrelinha?

Rachel lança um olhar pra mim antes de se voltar para o pai.

— Não, papai. Professor Schue disse que o ônibus nos deixaria em casa. — E ela sorriu docemente pra ele.

Seus pais se despedem dela e de mim, mas não vão embora antes que eu prometa ir jantar na casa deles em uma semana. E eu tive que prometer. E pelo olhar de Rachel, eu iria cumprir aquela promessa.

Nos duas assistimos lado a lado enquanto Leroy e Hiram iam andando pelo corredor até descerem as escadas para saírem dos bastidores. Quando eles não eram mais vistos, senti a mão de Rachel em meu pulso, o que foi estranho, já que minha mão estava no meu bolso.Virei e vi que ela tinha aquele olhar inocente que me matava lentamente.

— Você sabia que eles viriam pra cá quando me chamou? — Perguntei com os olhos cerrados, meu olhar com toda certeza estava deixando claro que estava acusando-a.

Rachel me lançou um olhar de 'sério isso?' e eu revirei os olhos.

— Quando é que você ia me dizer que já conheceu meus pais?

Comprimi os lábios e olhei ao redor, vendo se tinha alguém por perto. Não tinha ninguém, com sorte. Puxei Rachel pra dentro da sala que ela estava antes e fechei a porta. Ela me olhou com o rosto franzido.

— Os conheci no supermercado, não fazia ideia de que eram seus pais!

Rachel balançou a cabeça.

— Nós já tinhamos nos beijado?

— Não, ainda não.

— Okay, então fica menos estranho.

— Como?

E ela me olha divertida.

— Eu não sei, só parece menos estranho.

Solto uma risada incrêdula e me encosto no braço de um sofá que estava atrás de mim. Cruzo os braços e lanço um sorriso pra ela, que me retribui timidamente.

— Quer mesmo que eu vá nesse jantar? — Perguntei querendo realmente saber. Eu não iria se ela me dissesse que não queria. Que seria estranho.

Mas Rachel sorriu e se aproximou, colocando a mão em meu braço e me olhando nos olhos.

— Eu quero. Todo momento que passo perto de você, mesmo que não desse jeito. — Ela aponta para a proximidade que estávamos. — É importante pra mim.

E eu solto um suspiro, descruzando os braços e envolvendo um ao redor da cintura dela, colocando-a entre minhas pernas.

— Então acho que vou.

E ela sorriu pra mim, colocando as mãos em meus ombros.

— Acha?

— Mmmhmm. — E me inclinei pra frente, sentindo seu hálito contra meus lábios quando ela ofega uma risada.

— Se eu te beijar agora sua dúvida vai desaparecer? — E seus lábios se aproximaram mais ainda. Suspirei e me inclinei mais um pouco, minha nuca pinicou com o esforço mas, realmente, eu não estava me importando. — Hmm?

Não deixei que ela falasse mais alguma coisa, apenas apertei meu braço ao redor da cintura dela e beijei seus lábios, gemendo com o gosto perfeito que tinham. Puta merda, Rachel tinha os melhores lábios que eu já provei na minha vida.

Chupei seu lábio inferior e pensei se poderia enfiar a mão por baixo da camisa dela, mas Rachel usava um vestido, o que não seria algo muito comportado de fazer, mesmo que eu tivesse com uma vontade enorme de tocar sua pele. Apenas apertei meu braço ao seu redor e mordi seu lábio inferior, escutando Rachel arfar antes de se afastar e retribuir a mordida. Sorri e me afastei, vendo-a fazer uma careta e me puxar mais pra ela, beijando-me mais uma vez.

Ela apertou minha camisa enquanto movimentava os lábios sobre os meus lentamente, me provocando com sua língua que passava levemente sobre meu lábio inferior.

— Raaachh... — Gemi e ela riu contra meus lábios.

E, sinceramente, não existe nada melhor do que ter alguém rindo contra meus lábios.

—_

Quando encontrei Santana depois de sair do auditório, eu sabia que teria que me explicar. O olhar de 'quem porra você acha que eu sou pra esperar você por quase uma hora?' estava sendo intimidante. E eu tinha acabado de encontrar seus olhos.

— Quem porra você acha que eu sou pra esperar você por quase uma hora? — E eu posso ter adivinhado bem demais no olhar.

Sorri me desculpando.

— Conheci os pais da Rachel, hoje. — Expliquei e ela ergueu uma sobrancelha.

— Conheceu os sogrãos?

— Sim, e adivinha? Eu já os conhecia!

Santana fez uma careta e me puxou pra acompanhá-la até a saída do teatro.

— De onde?

— Supermercado. — Enfiei as mãos nos bolsos com um suspiro. — Bem antes da minha situação com a Rachel ficar séria.

— Bem, isso deixa tudo menos estranho.

— Como? — Indago e direciono pra ela o mesmo olhar que direcionei à Rachel mais cedo.

Santana deu de ombros.

— Sei lá, só parece.

Balancei a cabeça e continuamos andando para o estacionamento. Lá vi que o ônibus que levaria os alunos do McKinley estava lá. O pessoal do New Directions estavam entrando no ônibus com expressões claras de felicidade. Santana me deu um tapa no braço e quando olhei pra ela, ela apontou pra Rachel, que estava dentro do ônibus, sorrindo pra mim pela janela. Sorri de volta e parei ao lado da minha moto, vendo que ela ainda estava olhando pra mim.

Sentei na moto e peguei o capacete, sorri e pisquei pra ela antes de colocar o capacete e ligar a moto. Santana passou na minha frente e eu segui logo em seguida.

Por algum motivo, eu me sentia estranhamente feliz.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem! Me digam o que acham e vão ler o capítulo novo de Walking Through Bullets, prometo que vai ser interessante. Feliz Natal!