Pandora

5 Capítulo V – Ela Não Deveria Estar Certa


Notas iniciais
Mais um capítulo aqui! Eu ainda estou doente (fui até para a emergência e levei injeção '-') Agora só com uma infecção no ouvido. Mas to bem! Melhor do que antes na verdade. Respondi os comentários e amei todos s2 Espero que gostem desse capítulo! Boa leitura!

Capítulo V – Ela Não Deveria Estar Certa

Foram duas semanas que eu fiquei indo para o clube do Coral. E não tinha exatamente uma função lá dentro. Apenas sentava no banco do piano com o cotovelo na madeira observando eles fazerem os aquecimentos e apresentar os números semanais do tema que Will lhe dizia. Não vou dizer que era bom, mas também não era ruim. Eu apenas preferia não estar ali.

Uma das vantagens era que Rachel simplesmente não conseguia se conter e sempre falava empolgada para todos sobre tudo. E era algo divertido de ver.

Ela também sempre chegava mais cedo, e fazia questão que eu chegasse na mesma hora que ela. O que resultou em ela passando na minha sala e me tirando do meu livro para que eu fosse com ela e lhe desse opiniões as músicas que ela iria cantar, ou algumas sugestões.

É, não era de todo ruim.

Eu tinha a vantagem de ficar vendo ela sorrir enquanto falava animada sobre o assunto que tanto amava. Era realmente uma boa vantagem.

Mas também só confirmava o que Santana tinha me dito semanas atrás.

Alguma coisa estava acontecendo comigo. E tinha a ver com Rachel.

— Alguma sugestão, professora? — Escutei e ergui os olhos para Will. Ele e todos do clube tinham os olhos fixos em mim. Alguns entediados e outros animados.

— Sugestão de quê, exatamente?- Perguntei soltando uma risada nervosa.

Eu deveria estar, ao menos, prestando atenção no que Schuester estava falando.

— Sobre as músicas da nossa apresentação... — Ele franziu o rosto para mim e se aproximou um pouco para falar mais baixo: — Está tudo bem, Quinn?

Eu apenas assenti murmurando um baixo 'sim' e Will não pareceu convencido, mas não comentou anda sobre isso.

— Eu não sei muito bem quando o assunto é música. — Confessei rindo e me lavantando do banco do piano. Passo as mãos suavemente pela minha calça social. — Will praticamente me forçou.

Alguns riram do que eu disse e eu sorri, me virando para Will que tinha corado.

— Você que sugeriu um show, professora. — Will falou quando a vergonha saiu do seu rosto. — Vai ter que nos ajudar nessa.

Sorri e acenei.

— Tudo bem, tudo bem. — Esfreguei as mãos juntas e lambi os olhos enquanto passava os olhos sobre os integrantes, parando rapidamente sobre Rachel e tive um vislumbre do seu sorriso antes de mudar para os outros. — Nas duas semanas que estive aqui, pude entender, mais ou menos, o gosto de cada um.

— Sério? — Kurt Hummel perguntou com as sobrancelhas erguidas.

É. — Dei de ombros e apoiei os cotovelos no piano atrás de mim. — Ao menos o básico.

— E qual é o meu gosto musical? — Puckerman perguntou e eu lambi os lábios em pensamento, balancei a cabeça ri.

— Um rock classico, blues, qualquer coisa que você possa pegar o seu violão e tocar suavemente. — Falo e ele arregala os olhos, me divertindo. — Acertei?

— Puta merda.

— Olha a boca, Puckerman. — Will pediu e virou-se para mim. — Isso é interessante, professora.

— E o meu? — Mercedez perguntou e eu vi em seus olhos o brilho desafiador. Sorri para ela e comprimi os lábios logo em seguida.

— Soul, claro. Black Music, Aretha Franklin...

— Você está dizendo isso só porque sou negra. — Ela rebate e eu balanço a cabeça em negação.

— Na primeira semana que passei aqui, você cantou Beyoncé, já na segunda, você cantou Alicia Keys. O resto eu só deduzi.

Mercedez franziu o rosto pra mim.

— É, tanto faz.

Apenas lhe lancei um olhar divertido, esperando que isso retirasse qualquer imagem ruim que ela tivesse de mim, aparentemente, não funcionou.

— O meu? — Kurt pediu e eu acenei antes de passar uma mão pelo cabelo.

— Basicamente o mesmo que o de Ra... Srta. Berry. — Me corrigi rapidamente, apontando para Rachel que corou levemente. Com sorte, ninguém percebeu meu erro. — Acredito que seja bastante eclético, mas tem uma afeição maior por Lady Gaga?

— Isso é impressionante. — Hummel comentou sob a respiração e eu levanto o queixo, sentindo orgulho de mim mesma.

— Como consegue? — Will pergunta e eu dou de ombros.

— Você me deixou duas semanas sentada, não seria dificil para ninguém depois disso. — Confesso e solto uma risada para logo em seguida complementar: — E eu sou bem observadora.

Meus olhos focaram-se em Rachel por alguns segundos e ela corou um pouco, mas não desviou o olhar. O meu sorriso aumentou um pouco com isso.

— Isso é muito foda! — Puckerman pareceu bem empolgado.

— Olha a boca, Puckerman. — Will pediu mais uma vez. — Mas então, professora Fabray, quais são as suas sugestões?

— Não olhe pra mim, Will. — Ergo as mãos em rendição, sorrindo para todos antes de me voltar para ele. — Eu posso ser observadora, mas não sou a ponto de saber o gosto de todos no McKinley.

— Britney Spears. — Uma líder de torcida loira comentou e eu franzi o rosto pra ela.

Eu não tinha percebido aquela garota alí antes.

— Brittany? — Will chamou e a loira olhou pra ele como se tivesse percebido ele alí agora. — Do que está falando?

— Britney Spears. Todo mundo gosta de Britney Spears.

— Não é uma má ideia. — Comentei dando de ombros e olhei pra Will, ele parecia seriamente preocupado.

— Não seria mesmo, mas depois do que aconteceu ano passado. — Ele levou um mão até a testa e balançou a cabeça.

— O que aconteceu no ano passado?

Mas minha pergunta não foi respondida, eles apenas se entreolharam e desviaram como se fosse algo tóxico. Eu apenas dei de ombros, Will acabaria me contando de qualquer jeito, e se não fosse ele, Rachel o faria. Lhe lancei um olhar questionador, pedindo para que ela me falasse depois, e ela acenou minimamente. Bem minimamente mesmo, porque Finn, que estava ao seu lado segurando sua mão, chamou sua atenção, fazendo com que ela sorrisse para ele.

E eu tentei ignorar a pontada dentro do meu peito.

Deve ser gases.

—_

— O que porra você está fazendo aqui? — Escutei a voz da minha melhor amiga e me virei para ela com um sorriso. Santana vestia o seu jaleco branco e seu estetoscópio pendurado nos ombros, seu cabelo estava preso em um rabo-de-cavalo alto. Fazia um bom tempo que eu não via ela no modo 'profissional', portanto não impedi meus olhos de correrem por seu corpo. Ela ficava bem sexy desse jeito, principalmente com o olhar feroz, mas Santana era praticamente sua irmã. Infelizmente. — Quando é que vai parar de me tarar?

Soltei uma risada e me encostei no balcão da recepcionista do Lima Memorial.

— Não estava tarando você, Lopez. Não se sinta especial.

Santana revirou os olhos.

— Fala logo o que quer aqui.

Lambi os lábios, pensando em como eu deveria falar isso.

— Pode ser em particular?- Perguntei quando senti os olhos da recepcionista na Santana.

A latina revirou os olhos e acenou com a cabeça para que eu a seguisse. Quando fiz menção de fazê-lo, Santana fixou os olhos na recepcionista, então percebi que a garota estava tentando chamar a atenção dela.

— Sim, Lizanna? — O tom de Santana era bem sério, mais sério do que eu já devo ter escutado na sua voz. Foi certamente surpreendente.

— Podemos conversar depois, sobre aquele assunto? — A menina perguntou e Santana suspirou antes de acenar e fazer um sinal para que eu a seguisse mais uma vez.

Virei para ver a garota mais uma vez, ela tinha cabelos escuros e olhos claros. Parecia ter uns dezenove anos, e era bastante bonita. Não julgaria se Santana quisesse ter alguma aventura com ela.

— A garota parece bem interessada em você. — Comentei enquanto andavamos lado a lado pelos corredores do Hospital. Santana bufou e eu soltei uma risada. — Já pegou?

— Sim. — Ela pegou os óculos que estavam pedurados em seu jaleco e o colocou no rosto, logo em seguida erguendo uma prancheta na altura dos olhos. De onde ela tirou aquela prancheta? — Ela simplesmente não entendeu que era só uma vez.

— É nisso que dá dormir com colegas de trabalho.

— Porque não diz logo o que você quer?

Franzi o rosto. Realmente, fazia um bom tempo que eu não via Santana no modo profissional. Ela realmente uma vadia chata. Mas era uma vadia chata e uma excelente médica. E quando digo 'excelente' ainda é eufemismo. Ela é boa pra caralho na profissão que escolheu pra vida.

— É que... sabe, eu resolvi ajudar o clube do coral, como eu tinhe lhe dito antes. — Apontei rapidamente e ela murmurou algo em consentimento, me guiando para a sua sala e abrindo a porta. Entrei com ela e fechei atrás de mim vendo Santana andar até sua mesa e colocar a prencheta nela.

— Sim, eu sei dessa viadagem.

Revirei os olhos.

— E eu estou ajudando eles. — Repeti falando um pouco mais alto agora que estávamos na sua sala. — E na reunião de hoje, eles decidiram, finalmente, o que iam fazer para conseguir novos membros.

— Achei que as crianças de hoje gostassem de música. — Santana comenta levantando o rosto pensativo.

— Também achei, é bem estranho que eles sofram bullying por gostarem de cantar. Hoje em dia tudo gira em torno da música. — Dou de ombros e me sento no sofá da sua sala, vendo o olhar feio que ela me lança quando coloco os pés na mesinha de centro. — Então, como voluntária para ajudá-los, estou disponibilizando minha moto para eles e bem...

— Não.

— Você nem sabia o que eu iria pedir!

— Iria pedir minha moto emprestada. — Ela olhou pra mim com os olhos cerrados. — Eu conheço essa sua hesitação.

— Ninguém vai montar nela, Santana.

— Não interessa, não estou emprestando. — Ela sorri falsamente. — Agora pode ir embora.

— Santana. — Me levantei e fui até sua mesa, apoiando minhas mãos nela. — Porfavor?

Santana me encarou por alguns segundos antes de revirar os olhos. Isso!

Tive que me conter para não comemorar porque ela poderia mudar de ideia a qualquer momento.

— Porque você está insistindo tanto? — Ela pergunta e eu sinto vontade de mudar de assunto, mas sabendo quem era Santana, ela não iria desistir até que tivesse tudo sobre mim em suas mãos.

— Will Schuester que me pediu. — E eu menti drásticamente.

E pelo olhar que Santana me lançou, ela sabia disso.

— Certo... — Ela desviou o olhar para as próprias mãos, cruzando-as sobre a mesa. Então ergueu os olhos para mim. — Nesse caso, foi a sua aluna, né?

Revirei os olhos. Porque ela continuava insistindo de que eu tinha alguma coisa pela Rachel?

— Foi, mas isso não quer dizer que...

— Sabia.

— Santana. — Chamei e ela ergueu os olhos pra mim mais uma vez. — Você vai me emprestar a moto?

— Eu não vou emprestar caralho nenhum. — Ela fala e eu soltou um bufo desesperado.

Rachel realmente me pediu para emprestar a minha moto e eu disse que sim sem problema nenhum, mas eu ainda fiz a merda de dizer que conhecia alguém que também tinha uma moto e que seria mais legal no cenário que eles planejavam. E Rachel ainda disse: “vai ser muito bom de você conseguir!”

E aqui estou eu, fazendo de tudo pra conseguir a porra da moto.

Eu sou, realmente, muito idiota.

— Santana. — Chamei mais uma vez e ela revirou os olhos.

— Me deixa terminar de falar, porra. — Ela bufa e joga-se para trás na cadeira. Seu olhar era divertido e eu já queria me errepender de tudo. — Pra onde essa moto for eu vou.

E esse foi o jeito dela dizer: 'Eu vou assistir essa apresentação e vou olhar pra cara dessa tal de Rachel Berry e ver o que ela tem demais pra deixar você tão escravoceta'.

É.

Exatamente isso que tinha escrito nos olhos dela.

Na verdade, ela disse isso logo depois e eu tive que aceitar. Porque, aparentemente, eu não queria ver o olhar de decepção em Rachel depois que eu confessasse que Santana não queria emprestar.

É um sacrifício que eu vou ter que fazer.

Sou muito idiota, e não faço ideia do que está acontecendo comigo, mas 'tá tudo bem. Eu sou idiota mesmo.

—_

— Estou realmente surpresa por você ter me convidado para um café. — Frannie disse e eu terminei de engolir meu cappuccino antes de dar de ombros.

— Eu não tinha nada melhor pra fazer agora.

— Poxa, valeu. — Frannie revirou os olhos e eu soltei uma risada. — Mas me conta: Como está sendo ensinar no mesmo colégio que estudou?

Ainda antes de sair do Lima Memorial, passei na sala de Frannie e a chamei para tomar café comigo no Lima Bean antes de voltar para casa. Ela aceitou antes mesmo que eu pudesse me arrepender de fazer isso.

Mesmo sabendo que eu não iria me arrepender porque realmente sentia falta dela.

— Ah, você sabe... É meio estranho escutar todos me chamando de 'professora', mas está sendo muito bom andar por aqueles corredores em uma posição superior. E é bem legal saber que a Treinadora Sylvester continua colocando medo nas líderes contando as minhas aventuras com Santana naquela época.

— Nossa! Sue Sylvester. — Frannie suspira em admiração. Ela também foi aluna dela antes de mim. Sue praticamente treinou toda a geração feminina Fabray. Quero muito que ela treine Stephanie. — Não sinto nem um pouco de falta dos gritos que ela dava em mim por namorar um cara do clube de xadrez.

— Você só namorou um cara do clube! Eu era do clube de História! — Levei uma mão até o peito. — Tem ideia das coisas que escutei?

— Ah, fala sério, Quinn! Sue te tratou como uma filha. — Não era mentira, e tinha um pouco de inveja no tom de Frannie.

— Sim, isso é verdade.

— Agora colocando o passado um pouco de lado, me conte sobre seus alunos. Tem algum fofinho?

E a imagem de Rachel me veio a cabeça. Foi impossivel não sorrir. Recostei na cadeira e passei a ponta do dedo no topo do copo de cappuccino.

— Bem...

— Que cara é essa, Quinn?

E eu não podia falar para ela sobre as coisas que Santana tinha me dito. E nem sobre as coisas que uma aluna me fazia sentir.

— Ah, nada demais. É só divertido demais saber que tenho alunos. — Não era uma mentira e Frannie sorriu com isso. — Tem uns que ficam flertando comigo como se eu não fosse perceber, tem outros que insistem em conversar na minha aula, e você sabe, eu não sou uma pessoa que gosta de ser interrompida.

— Nossa, você deve ser uma professora muito chata. — Frannie zoa e o garçom se aproxima trazendo dois pratos com uma fatia de torta em cada um.

— Não muito, meus alunos do terceiro ano gostam bastante de mim. — Eu não sabia se isso era verdade, mas a maioria deles estavam no clube do coral, portanto eu era mais próxima deles. Tanto faz.

— Espero que sim, não deve ser muito interessante ser a próxima Sue Sylvester.

— Não exagera, Fran. — Revirei os olhos e escutei uma risada dela.

E foi praticamente isso que fizemos o resto do dia, então quando acabamos a deixei em casa de moto, e ela me chingou bastante por ter acelerado loucamente pelas ruas de Lima. A deixei em sua casa e recebi um beijo na testa e um 'se cuide' antes dela entrar na sua casa.

Fiquei olhando para a janela, observando a sombra de Stephanie correndo para abraçar Frannie e sorri. Era bom estar próxima da minha família novamente.

—_

— Porque você virou vegan? — Perguntei para Rachel que ergueu ambas as sobrancelhas enquanto mastigava a sua salada de fruta.

— Tem certeza de que quer me perguntar isso?

Dei de ombros com uma risada e peguei uma garfada do almoço que trouxe. Sim, eu trouxe almoço. Sim, era uma novidade. Sim, eu lembrei de colocá-lo na minha bolsa de manhã. Como? Não tenho a minima ideia.

— Não teria perguntado se não quisesse. — Sorri para ela que corou e abaixou a cabeça para a salada de fruta.

— Eu assisti um documentário escondido dos meus pais. — Ela confessou e eu arregalei os olhos querendo rir, mas me controlei para escutá-la. — E eles falavam sobre como são retirados os alimentos derivados dos animais e...

— Não precisa terminar, eu já entendi. — Pedi e Rachel riu. — Mas porque?

Rachel deu de ombros.

— Nunca fui uma criança normal quando se tratava de alimento. — Ela olha pra mim com os lábios comprimidos e não consigo evitar um sorriso surgir nos meus quando imaginei Rachel criança. — Eu não gostava de comer bastante coisa.

— Você é uma criança enjoada, no caso. — Me curvo na mesa e sorrio para ela que riu revirando os olhos.

— Eu era, professora.

— Sabe, acho que não seria tão estranho se você me chamasse de Quinn. — Comentei e Rachel franziu o rosto pensativamente. — Está avaliando se deve me chamar assim?

— Não, é que... Nenhum professor foi tão próximo de mim a ponto de pedir para que eu lhe chamasse pelo seu nome. — Ela dá de ombros e ainda sorri timidamente.

— Tenho certeza de que vai ficar tudo bem se você me chamar de Quinn.

Até mesmo eu fiquei impressionada com isso. Santana está começando a ter mais razão a cada dia. E isso estava me assustando.

— É, acho que sim. — Rachel fala e seu sorriso aumenta. — Agora me diz, que tipo de criança você era?

Soltei uma risada antes que começasse a responder.

— Ah, nossa... — Suspirei e passei uma mão pelo cabelo. — Acho que posso me considerar aquelas crianças que comia areia quando a mãe não estava olhando.

— Meu Deus, Quinn! — Ela guinchou com uma risada e eu balancei a cabeça rindo. — Você teve verme, né?

— Claro que tive! Qual seria a graça se não tivesse? Fui uma criança aventureira.

Rachel gargalhou com isso e eu sorri divertida. Sua risada era algo que eu gostava de escutar. E realmente? Eu queria escutar mais vezes.

Estou muito fodida com esses pensamentos derivando pela minha cabeça.

Notas finais
Realmente espero que tenham gostado desse aqui! Comentem! Me digam o que acharam e o que esperam do futuro da fanfic. Até a próxima!