Palpitation

10 Capítulo 10 - Cause these words are knives and often leave scars


Notas iniciais
Olá pessoal! Demorou um pouquinho,mas aqui está o capítulo e espero que gostem! Obs: Não me matem pelo final, por favor

E, novamente, aquela seria uma longa noite. Os lábios de Takao, que antes exploravam os do outro lentamente, foram tomados por avidez, assim como seu corpo, que desejava estar mais próximo ao corpo do maior. As mãos grandes e fortes que antes estavam em sua cintura, deslizaram lentamente até a barra de sua blusa e começaram a retirá-la, enquanto as suas próprias tentavam tirar – um pouco afobadas — a do canceriano, que riu baixinho ao perceber a ansiedade do menor. Não é como se também não estivesse ansioso, mas queria fazer tudo com calma. A primeira vez tinha sido melhor para ele do que para Kazunari, que ficou dolorido por mais ou menos dois dias. Por mais que ele dissesse que estava tudo bem, Midorima não queria que acontecesse novamente, então ele se precaveu e pesquisou um pouco sobre o assunto. Parecia-lhe ridículo, mas qualquer coisa valia desde que não visse os olhos do outro se encherem de lágrimas.


Ao ouvir a risada do lançador enquanto retirava sua camisa, o moreno não pode impedir que suas bochechas esquentassem. Do que ele estava rindo? Ele estava parecendo um idiota? Um bico já havia se formado em seus lábios e ele se preparava para dizer algo ao outro, quando este lhe abraçou pela cintura, apertando-lhe gentilmente. O rosto enterrado em seu ombro mexia-se devagar, deslizando o nariz por seu pescoço, causando-lhe arrepios. Mesmo que o cheiro de Takao fosse delicioso para si, nada era melhor do que a sensação da pele dele sobre os seus lábios, por isso não levou muito tempo para que começasse a marcar gentilmente a pele branca e macia do moreno; ombros, pescoço, bochechas e orelhas, nada fora poupado pelo canceriano, apenas as bochechas, que foram preenchidas por muitos beijos. As orelhas eram um dos pontos fracos do armador – coisa que só descobrira recentemente, então ainda tinha muito o que testar – então as mordeu levemente, arrancando suspiros lascivos do outro. Apesar de sempre ser Midorima a ficar envergonhado, nesses momentos Takao também ficava dessa forma e na verdade, até mais envergonhado do que Midorima. Seu corpo se retesava e ele estremecia às vezes, o que só denunciava o quanto estava excitado. Shintarou podia sentir o membro duro do outro próximo a sua barriga e também já tinha noção de seu próprio estado, que não era muito diferente. Então, sem parar com as marcações, esticou o braço até o criado mudo e abriu a gaveta, retirando de dentro dela um pequeno frasco. Abriu-o e despejou um pouco do liquido na mão, enquanto procurava novamente pelos lábios de Takao. Este por sua vez, retirou os óculos de Midorima e os colocou de lado e então se deixou levar pelos lábios do maior, que tornavam a explorar os seus. Mal sentiu quando os dedos de Midorima lhe invadiram, incomodando-se apenas quando estes começaram a se mexer – lentamente de início, para que o moreno se acostumasse. Enquanto o preparava, deu atenção aos mamilos do menor, que não podia conter os baixos gemidos que insistiam em sair de sua boca. Takao já estava no limite e não demorou muito para que tomasse os lábios de Midorima e posicionasse o membro do canceriano em sua entrada. Moveu o quadril lentamente para baixo, enquanto sua língua travava uma batalha com a de Shintarou; foi o suficiente para que não se importasse com a pontada de dor que sentira, mas que em poucos minutos desaparecera.

Os lábios se separaram e o moreno começou a mexer lentamente o quadril, arrancando um suspiro do lançador, que agora já explorava seu pescoço novamente, causando-lhe muitos arrepios. Os lábios se mantinham entreabertos e próximos à orelha de Midorima, proporcionando os sons pervertidos inteiramente ao maior, enquanto o moreno continuava a se mover, aumentando gradativamente a velocidade. As unhas curtas arranhavam as costas do maior, o que só fazia com que as mãos em sua cintura o apertassem. O espaço entre os corpos era mínimo, o que lhes possibilitava sentir completamente o outro e não havia nada melhor do que aquilo. Não demorou muito para que o casal estivesse perto do limite; uma das mãos de Midorima apertava a perna do moreno, enquanto a outra acariciava suas nádegas. O moreno, por sua vez, agarrou os fios esverdeados com uma das mãos, mantendo a outra arranhando as costas de Midorima. Depois de mais algumas estocadas, chegou ao épice e levou consigo o maior, que não conseguiu resistir quando o interior do armador se contraiu.

O canceriano jogou-se sobre a cama, levando consigo o menor, que permanecia imóvel enquanto tentava acalmar sua respiração. As mãos do lançador acariciaram gentilmente os cabelos negros, cujo dono lhe mostrou um belo sorriso.

— Já falei que o Shin-chan é a melhor esposa do mundo? — o moreno brincou.

— Novamente com essa história? Devo dizer quem estava no meu colo há poucos minutos? — Retrucou, enquanto um sorriso vitorioso já tomava seus lábios.

— I-Isso é... — Takao não conseguiu completar, pois estava muito envergonhado; o rosto estava vermelho como um tomate. Como se deixou cair na própria armadilha?

— De qualquer forma, eu estava pensando em visitar os meus pais amanhã. — O maior disse, mudando de assunto.

— Eles não estarão trabalhando amanhã? — Perguntou, enquanto se levantava e engatinhava até o travesseiro.

— Provavelmente não. Eu terei que ligar primeiro, mas acredito que não haverá problemas. — Disse, enquanto puxava a coberta e se deitava, cobrindo-os.

— Nanami-chan vai estar lá, não é? Eu posso ir com você, Shin-chan? — O moreno apoiou o queixo no peito do maior; um sorriso gigante já tomava seus lábios.

— Depois que eu conversar com eles, eu o levarei lá. Além disso, não pretendo passar mais de duas horas.

— Certo então. Eu posso esperar você aqui? — Pediu, fazendo beicinho.

— Desde que não ponha fogo na casa

— Shin-chan! Eu nunca faria algo assim! — O moreno deu um peteleco na testa do maior, que o devolveu. — Isso doeu!

— Fique quieto e vá dormir, ‘’esposa’’ — O maior riu baixinho e fechou os olhos, quase que obrigando o outro a fazer o mesmo.

Não demorou muito para que o casal adormecesse, afinal, não havia melhor forma de dormir do que nos braços um do outro.

~ x ~

— Então eu estou indo — Midorima disse, enquanto girava a maçaneta. — Ligue-me se acontecer alguma coisa, certo?

— Ceeerto! Não precisa se preocupar, Shin-chan. Eu ficarei quietinho até você voltar, ok? — O moreno riu, aproximou-se do outro e segurou delicadamente na manga de sua camisa, enquanto fechava os olhos e fazia um biquinho com os lábios.

Bom, não é como se já não esperasse, mas o pensamento de que estava deixando Takao mimado depois passou por sua cabeça naquele momento. Mesmo assim, selou os lábios do outro por alguns instantes e saiu, fechando a porta atrás de si. Tudo que ele desejava naquele momento era que tudo acabasse rápido e que pudesse retornar logo para casa.

Logo, Midorima já estava dentro do ônibus a caminho da casa dos pais. Era apenas a uma hora de distância, então chegaria logo, mas aproveitou para cochilar um pouco, mesmo que tivesse dormido suficientemente bem na noite passada.

~ x ~

Talvez pela décima vez em menos de 5 minutos, o moreno suspirou. Não ligava em ficar sozinho, mas era tão entediante. Nem mesmo o filme que passava na televisão era o suficiente para entretê-lo, pois tudo ali lembrava a Midorima e ele só se divertia de verdade quando estava com ele. Por fim, desligou a TV e pegou um dos livros que estavam na estante. O lançador tinha um ótimo gosto para livros, então talvez fosse o suficiente para ocupar sua cabeça por alguns minutos. Quando estava lendo a segunda página, o celular do moreno tocou e ele ficou meio surpreso ao ver o nome no visor. Hesitou por alguns instantes, mas atendeu a mãe, enquanto encaminhava-se para o quarto e pegava suas coisas. Sua mãe não gostou nem um pouco de não encontrar ninguém em casa, então ele logo tratou de dar uma explicação e sair o mais rápido que pôde da casa de Midorima.

Após algumas horas, o lançador finalmente voltara para casa e estranhou quando não encontrou Takao. Verificou o celular e encontrou uma mensagem do outro: ‘’ Meus pais chegaram mais cedo, então tive que voltar para casa. Eu te ligo mais tarde! ‘’.

— Você disse que me esperaria, idiota... — murmurou para si mesmo, enquanto se jogava no sofá.

No fim, não estava incomodado, afinal, Takao não ficava muito tempo com os pais, porque eles trabalhavam demais. Já que o próprio lançador fez uma visita a família, nada mais justo que o outro também pudesse passar um tempo com eles. Felizmente, tudo correra bem na casa de Midorima e sua mãe até mesmo pediu para conhecer Takao. Nunca imaginou que ela ficaria realmente feliz com a situação, mas não teve como duvidar quando a viu fofocando com Nanami sobre o moreno. Seu pai por outro lado, apenas ouviu em silêncio e não se pronunciou, mas era o suficiente para perceber que ele também não via problemas. Pela primeira vez, sentiu que poderia se dar bem com eles e, além disso, teve a oportunidade de ver o sorriso de sua mãe, o que não via desde quando era criança.

Depois de jantar e tomar um banho quente, o lançador da Shutoku foi para seu quarto. Não se comparava a um dia de treino, mas ainda assim o dia tinha sido cansativo. Deitou-se e encarou o teto por alguns instantes, mas logo adormeceu.

2 horas da manhã.

Seus olhos esverdeados se abriram preguiçosamente quando alguém puxou a manga de sua camisa. Esperou que talvez fosse um sonho e fechou os olhos novamente, mas logo sentiu o mesmo puxão. Tateou o criado mudo à procura de seus óculos e se surpreendeu quando viu o moreno ao seu lado. Não podia vê-lo direito devido a escuridão, mas viu algo reluzir em seu rosto e presumiu que eram lágrimas.

— O que você está fazendo aqui, Takao? Você não tinha ido para casa? — o maior perguntou, enquanto se sentava.

O moreno ficou em silêncio e logo começou a soluçar; as lágrimas correndo novamente por seu rosto.

— Por que está chorando? O que aconteceu, Takao? — Midorima perguntou, alterando-se, mas não obteve resposta, apenas soluços mais altos.

Takao não conseguia responder. As palavras não se formavam e toda vez que quase conseguia, só chorava ainda mais. Ajoelhou-se e escondeu o rosto nas pernas de Midorima, enquanto agarrava sua blusa e a apertava entre os finos dedos. O maior não entendia o que estava acontecendo e a cada segundo sua preocupação só aumentava. Então, algo lhe passou pela cabeça.

— Takao, olhe para mim. — O lançador pediu, enquanto acariciava os fios negros. Sem resposta. Esticou-se para acender o abajur e insistiu novamente. — Por favor, Takao.

Por um momento, ele desejou não ter visto o rosto do moreno. Um roxo enorme rodeava um de seus olhos acinzentados, que quase não estavam mais visíveis, e se espalhava por outros locais do rosto. Um corte nos lábios deixava um rastro de sangue por seu queixo e era possível observar outro rastro acima da boca, saindo do nariz. Sua garganta fechou por um instante, mas não o impediu de puxar o moreno pela mão, para que pudesse levantá-lo e observar o resto de seu corpo. Retirou a blusa do escorpiano lentamente, desejando que não houvesse nenhuma marca ali, mas sua surpresa só foi ainda maior. O tronco também se encontrava cheio de marcas avermelhadas e arroxeadas, além de pequenos cortes. O rosto inchado já voltava a ser lavado pelas lágrimas, mas Takao não foi o único que chorou.

— Quem fez isso com você, Takao? — o maior murmurou, enquanto o puxava para que sentasse em colo. As mãos trêmulas do moreno o abraçaram pelo pescoço. Na verdade, seu corpo inteiro tremia.

— M-Meu pai...S-Shin-chan...C-Como ele pôde? M-Meu próprio pai,ele... — Ele não conseguiu completar a frase. Só conseguia soluçar desesperadamente, sem nem ser influenciado pelo abraço carinhoso que Midorima lhe oferecia.

Na verdade, nem o lançador sabia o que dizer. Apenas tentou confortar o outro, enquanto também chorava, em silêncio.

Notas finais
Então, gostaram? Comentem, por favor