Palavras

5 Razões


Notas iniciais
Desculpem a demora e por o capitulo não estar muito grande,estudar para o Enem esta acabando com meu tempo livre mas depois desse final de semana voltarei a postar mais rapidamente então torçam para eu passar 0/
e boa leitura

Já me perguntei inúmeras vezes, o porque de estar nesse lugar, nessa situação porque desse homem estranho estar me mantendo presa aqui. Dinheiro? Não, minha família nunca foi rica e mesmo que esse fosse o motivo, ele já teria pedido um resgate se recebesse me soltaria se não recebesse me mataria, pelo menos acho que essas são as regras não são? Por mais que pense não consigo encontrar uma explicação logica, e a cada dia sinto que a mesma se esvai, escapando por entre meus dedos, se continuar presa não sei oque acontecera. Essa pequena carta que estou escrevendo, é como a ultima das amarras que me prende ao chão o ultimo portão que me separa da insanidade, é extremamente patético alguém depender tanto de um pedaço de papel, mas é tudo que tenho, e em breve ira acabar também, estou espremendo minha letra entre suas linhas para que caibam mais palavras, para que ajam mais marcas de minha existência, marcas que provam a mim mesma que ainda estou viva, que ainda estou sã.

Hoje escutei oque pareceram ser trovoes, deve estar chovendo agora, minha cadela mel tem medo de trovoes sempre que escutava vinha correndo até mim se escondendo entre ou de baixo de minhas pernas, ao primeiro trovão que ouvi foi como se meu corpo se preparasse para recebê-la, mas acho que ela terá que conseguir proteção em outro lugar. Fico triste quando penso em minha família amigos casa e tudo que perdi, mas não consigo chorar é como se meu coração houvesse se conformado com o fato de nunca mais tornar a velos.

Passo a maior parte do tempo enrolada no cobertor que me foi dado, a camiseta masculina de cor acinzentada que uso é grande mais ainda assim deixa grande parte de minhas pernas a mostra, em breve ele estará aqui para me trazer comida, sempre vem no mesmo horário sei disso, pois meu corpo e estomago acostumados me avisam, pouco antes de sua chegada Vou parar de escrever, nunca sei se essas serão estas minhas ultimas palavras se esse será este meu ultimo dia, mas por enquanto permaneço aqui...

A porta é destrancada, ele entra segurando um prato de comida sentasse ao meu lado no colchão estendendo-me o braço para que pegue o prato de suas mãos, não entendo porque faz isso, mas pego mesmo assim, ele me observa enquanto como, já estou acostumada com seu olhar, com certeza hoje me trouxe mais comida que de costume, apesar da mascara podia jurar que ele sorriu quando joguei sobre seu colo o prato agora vazio, seus olhos mudaram com certeza ele sorriu, por quê? Debochava por eu comer, se diverti ao ver minha dependência, minha fraqueza, o odeio, o fato dele respirar já me é ofensivo.

Levantou-se abruptamente passando a mão sobre a calça jeans ajeitando a no corpo, parecia pronto para sair e me deixar mais uma vez ali sozinha, mas estendeu seu braço para mim, para que me levantasse também, mas não segurei sua mão virei meu rosto para o outro lado deixando a no ar, mas segurou meus ombros forçando me a me por de pé, pegou uma das minhas mãos apertando a enquanto me puxava junto consigo.

___Me solta aonde vai me levar agora? Pergunto tentando soltar minha mão da dele, mas isso só faz com que a aperte mais, a casa parece ter sido arrumada, não esta muito claro posso ver o tempo nublado por uma das janelas ele me guia por um corredor até o quarto e sinto meu coração disparar, mas assim que entramos aponta para um vestido que esta sobre a cama o mesmo que havia me dado antes, mas agora limpo e aparentemente passado fiquei parada relutante enquanto ele me encarrava deu um passo em minha direção, pensei que como a ultima vez iria me obrigar a trocar de roupa, mas apenas se virou e saiu do quarto, corri quase que imediatamente para uma janela tentando abri-la, mas parecia pregada olhei em volta não havia por onde pudesse sair nem nada que pudesse usar para feri-lo certamente dessa vez se preveniu, como logo voltaria decidi trocar de roupa, e como previ tornou a entrar no quarto me medindo de cima á baixo analisando meu corpo agora com o vestido, pegou meu braço me guiando a cozinha, até então por mim desconhecida, é pequena em proporção a casa tem armários embutidos de madeira cor de mogno provavelmente antigos sem muitos utensílios ou regalias, mas uma bonita cozinha me levou até uma porta no canto que parecia dar para fora, estava certa dava de frente a uma varanda dos fundos, ao cruzarmos a porta ele envolveu seu braço em minha cintura me segurando pelo meio do corpo, estava pronta para tentar correr assim que estivéssemos do lado de fora, mas a varanda, para minha surpresa estava toda cercada em telas, transformando a numa espécie de gaiola corri meus olhos por tudo procurando uma brecha, mas estava tudo muito bem cercado, em redor não via nada, nenhuma casa nenhuma estrada só um quintal enorme e terras a perder de vista oque reforçava minha ideia inicial de que estávamos em uma fazenda, sitio algum tipo de residência interiorana, após alguns segundo ele soltou me permitindo que andasse livre tentei puxar as grades, mas de nada adiantou eram de metal não conseguiria retira-las na base da força. Dei algumas voltas tentando encontrar um jeito de fugir, enquanto ele me observava imóvel, devia achar divertido me ver daquele jeito tão próxima da liberdade, mas sem poder sair, me matar era pouco queria me torturar, olhei para ele pude ver oque considerei expectativa em seus olhos, meu rosto se esquentou, podia sentir minha cabeça girar, cheia de perguntas sem resposta “Porque aquilo estava acontecendo comigo?” foi quando parti para cima dele.

___Eu te odeio, odeio porque não me mata logo ao em vez de ficar brincandocomigo Tentava bater nele, mas segurou meus braços pelos pulsos não me deixando atingi-lo ___Porque esta me segurando vai me bate me mata porque esta fazendo isso porque me mantem aqui por quê? Chorava de ódio, frustação e mais uma serie de sentimentos que até então não conhecia, minha respiração se tornou ofegante devido ao choro e a força que estava fazendo para tentar lutar com, mas pouco a pouco meu corpo foi desistindo, eu só consegui ficar imóvel em sua frente enquanto ele ainda segurava meus braços.

___ Eu não fiz nada para você porque me odeia tanto assim, me responde por quê? Eu já não falava gritava em meio aos prantos, mas ele nada me respondia apenas encarrava meu rosto com seus olhos azuis ___Porque não me responde? Pergunte sentindo minha voz falhar, a pergunta saindo quase como uma suplica, foi quando de repentino ele soltou meus braços passou os seus por de traz de minhas costas me puxando em um abraço, fiquei totalmente sem reação para repeli-lo, devido à surpresa, seu abraço era quente e reconfortante, minhas pernas se enfraqueceram por um minuto ele me apertou ainda com mais força contra seu peito passou uma vez a mão sobre meu cabelo me separando um pouco dele passando agora as costas da mão sobre minha bochecha e se inclinou para me beijar, quando nossos rostos estavam prestes a se encontra ele fechou os olhos e voltei novamente a mim o empurrei com força o repelindo, foi quando me puxou beijando-me a força, quando separou meu rosto do dele, lhe cuspi em desdém, pude ver raiva surgir em seus olhos, pegou meu braço me arrastando e me jogou violentamente de volta a meu quarto escuro cai de joelhos sobre o chão enquanto ouvia-o bater a porta com força girando energicamente à chave em sua fechadura me levantei, mas logo me joguei novamente de joelhos sobre meu colchão perguntando-me oque havia acabado de acontecer.

Notas finais
COMENTEM