Paladin
1 CAPÍTULO 1: O Grande Impacto
Notas iniciais
O ano de 2023 marcou o início da esperança para a humanidade. Após anos de luta contra a pandemia que assolou o mundo, finalmente parecia que estávamos nos recuperando. As ruas estavam lentamente se enchendo novamente, os sorrisos voltavam aos rostos das pessoas e o futuro parecia promissor. Porém na virada do ano para 2024, ocorreu o fatídico dia que ficou conhecido como "Grande Impacto". Não foi apenas mais uma virada de ano; foi o despertar do pesadelo mais sombrio da humanidade.
Próximo ao meio-dia, o céu foi escurecendo de forma abrupta, como se uma mão invisível tivesse apagado a luz do sol uma escuridão sufocante desceu sobre o mundo, trazendo consigo um arrepio gélido que penetrava até os ossos, anunciando a chegada do desconhecido. Então, como se o véu entre realidades tivesse sido arrancado com brutalidade, os portais azuis surgiram. Não como maravilhas tecnológicas, mas como cicatrizes profanas dilacerando o próprio tecido da existência. Eles se erguiam como monumentos macabros, erguidos em meio às cidades mais movimentadas, emanando uma aura de perdição que corrompia tudo ao seu redor.
A população, tomada pelo terror e pela impotência, observava atônita enquanto criaturas horrendas emergiam desses portais. Alguns seres eram distorcidos e retorcidos, grotescos em sua anatomia deformada, enquanto outros exalavam uma elegância sombria, como se fossem pesadelos personificados. As forças armadas foram chamadas para à ação, mobilizando exércitos e polícias para enfrentar essa nova ameaça. Mas nenhuma arma parecia ter efeito contra esses monstros aberrantes. O disparos das metralhadoras e os estrondos dos tanques ecoavam pelas ruas, mas os monstros avançavam cada vez mais implacáveis, como sombras indestrutíveis.
Foi nesse momento em que a humanidade percebeu que não estava sozinha neste universo. Que além das fronteiras do nosso entendimento, havia horrores insondáveis, esperando para descer sobre nós como uma maré de escuridão. E assim, naquele dia fatídico, o mundo mergulhou de cabeça em um abismo de medo e desespero, onde os pesadelos ganharam vida e a própria realidade se distorceu em formas sinistras. A escuridão trouxe consigo não apenas um eclipse físico, mas também uma escuridão que se enraizou profundamente na alma da humanidade. À medida que os portais azuis se abriram, lançando seus horrores sobre o mundo, o som do desespero se espalhou como uma praga. Ruas outrora movimentadas foram transformadas em cenários de terror, onde apenas os gritos horríveis dos aflitos ecoavam pelos becos e vielas.
Os monstros onde quer que passassem, deixavam para trás um rastro de destruição e desespero. Não havia esperança de resistência, apenas a inevitável aceitação de que a humanidade estava à mercê de forças além de sua compreensão. Nas primeiras semanas após o Grande Impacto, a humanidade foi esmagada sob o peso de uma tragédia inimaginável. Enquanto os sobreviventes vagavam pelas ruínas das cidades, testemunhavam um mundo transformado em um campo de batalha distorcido. Mais de 40% da população mundial foi varrida, seus gritos silenciados para sempre, deixando para trás um cenário de desolação e desespero. Cidades outrora pulsantes de vida foram reduzidas a escombros, seus arranha-céus agora erguendo-se como monumentos sombrios da fragilidade da existência humana.
Enquanto a humanidade lutava para se recuperar do choque do Grande Impacto, um fenômeno ainda mais extraordinário começava a se desdobrar entre os sobreviventes. Alguns poucos indivíduos, aqueles que escaparam por um fio dos horrores interdimensionais, descobriram algo novo e fascinante: a capacidade de despertar um sistema de Classes através de uma janela misteriosa conhecida como "status". Essas Classes eram reminiscências de contos de fantasia, retiradas dos reinos da imaginação humana e agora manifestadas na realidade distorcida pelo Grande Impacto.
Entre os Despertados, uma miríade de classes se destacava, cada uma representando um arquétipo único e poderoso. Os mages, hábeis manipuladores dos elementos, dominavam os segredos da magia arcana, lançando fogo e gelo com um simples gesto de suas mãos. Os paladins, com suas armaduras reluzentes e juramentos solenes, erguiam-se como defensores da justiça, sua fé inabalável irradiando uma aura de esperança em meio às trevas.
Os priests, investidos com o poder divino, eram os intermediários entre o sagrado e o profano, canalizando a luz sagrada para curar os feridos e proteger os inocentes. Ao lado deles, os warlocks mergulhavam nas sombras, barganhando poder com entidades sinistras em troca de segredos ocultos e magia proibida, sua presença envolta em mistério e perigo. Os warriors, impetuosos e destemidos, avançavam para o combate sem hesitação, suas armas erguidas como uma promessa de vitória sobre os inimigos que ousassem desafiá-los.
Enquanto isso, os rogues se moviam nas sombras, mestres da furtividade e da astúcia, deslizando pelos cantos escuros da sociedade para cumprir seus objetivos com precisão mortal. Os hunters, com sua ligação profunda com a natureza, eram os guardiões das florestas e os mestres da caça, sua habilidade de rastrear e caçar suas presas inigualável. Por fim, os Dark Knights, envolvidos na corrupção e na escuridão, marchavam como agentes do caos, sua determinação sombria deixando um rastro de destruição por onde passavam.
Uma nova era foi estabelecida por eles, pois uma pequena luz voltou ascender, medo foi aos poucos perdendo seu lugar, pois a esperança voltava a bater no peito dos humanos.
Fale com o autor