Paixões Violentas
7 Capítulo 7
Notas iniciais
*Espero que gostem desse novo capítulo.
Quinn acordou com uma garota de programa loira ao seu lado. Ela se levantou e foi até ao banheiro sem se importar com a garota, deixando-a dormindo. Ela fora uma boa noite, um bom passatempo, não precisava ser rude com ela.
Ela encheu sua banheira com água quente e entrou ali, fechando os olhos para relaxar. Apesar da boa noite de prazer, nenhuma mulher com quem a traficante estivera nesses últimos tempos se comparavam à Brittany, ela era praticamente uma deusa.
/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/
FLASHBACK UM ANO E MEIO ATRÁS.
Quinn entrou em seu quarto e Brittany estava deitada na cama, parecendo aborrecida enquanto via um canal qualquer na TV. A traficante ficara fora o dia todo, resolvendo alguns de seus ‘negócios’, deixando a namorada sozinha o dia todo.
“E aí?” Ela cumprimentou a outra, que se levantou da cama e a abraçou muito forte, tirando todo aquela coisa ruim que ficava com a garota toda vez que ela saía para fazer esse tipo de coisa.
“Senti sua falta o dia todo.” Após dizer isso, Brittany beijou Quinn doce e calorosamente.
“Hmm, é tão bom ser recebida dessa maneira, você nem faz idéia.” Quinn murmurou, enquanto acariciava o corpo definido da namorada. “Tudo que eu precisava era de você na minha vida.” Os lábios da traficante desceram para o pescoço da outra, beijando e sugando em sua pele.
“Que tal um banho?” Quinn sorriu com a sugestão. Fora a melhor coisa que poderia lhe acontecer naquele dia.
“Ótima idéia.” Ela respondeu então as duas seguiram para o banheiro, onde Brittany preparou um banho com essências de rosas, o favorito de Quinn, e sem demora as duas tiraram suas roupas e entraram na banheira. A stripper sentada no colo da traficante. “Oh Deus, você é ótima.” Brittany sorriu com a sentença e a beijou, segurando firme em seu pescoço. As mãos ávidas de Quinn desceram para o meio das pernas da outra, e ela começou a acariciar seu clitóris, fazendo-a gemer.
“Oh Quinn...” Ela murmurou bem próximo ao ouvido da outra. “Não pare, por favor.”
“Eu não vou, amor.” A outra respondeu, aproveitando cada segundo daquele momento maravilhoso...
/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/==/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/
Quinn tomava seu café-da-manhã sozinha quando Mercedes chegou ali.
“Me desculpe lhe interromper Srta. Fabray, mas sua irmã está aí querendo falar com a senhora.” Quinn estranhou, Frannie em sua casa? Ela nunca a visitara antes, era a primeira vez em anos, e Quinn não podia deixar de estar animada, mesmo não tendo um bom relacionamento com a irmã.
Sem demora ela foi até a sala de vistas e encontrou Frannie ali, de óculos escuros, em pé e parecendo agitada.
“Você está aqui, vivendo nessa mansão enquanto nosso pai está a sete palmos embaixo de terra e nossa mãe trancada em um hospício!” A garota vociferou para Quinn, que ficou estática tamanha a surpresa. Frannie era uma menina bastante calma e paciente, mas ela estava visivelmente perturbada, e não era para menos com a situação de sua família. “Como você pôde Lucy? Eles dariam a vida por você se fosse necessário, e o que você fez? Você destruiu a vida deles!” Quinn revirou os olhos.
“Você veio aqui para quê?” Ela perguntou com certa impaciência. “Eu não tenho tempo para perder com essa sua conversinha...”
“Eu só vim aqui para te dizer que é melhor você parar de mandar seus capangas lá no hospital para descobrir coisas sobre a mamãe, ela não quer saber de você!” Quinn engoliu seco, mas abriu um sorriso irônico.
“Você ainda não tem idéia de quem eu sou.” Ela riu. “Eu não sou mais a sua irmãzinha Lucy, eu tenho poder e eu posso acabar com você agora mesmo se eu quiser.” Ela foi se aproximando lentamente da irmã, que não moveu nenhum centímetro, mostrando sua resistência.
“Eu não tenho medo de você.” A garota respondeu. “Você é só mais uma bandidinha que mais cedo ou mais tarde vai acabar mofando numa cadeia ou morrendo na mão de algum policial ou rival.” Aquelas palavras irritaram a traficante profundamente. Frannie estava brincando com o perigo.
“Não fale assim comigo...” Ela rosnou baixinho, mas Frannie sacudiu a cabeça, já com lágrimas rolando por seu rosto.
“Você sabe bem que isso é verdade! Ninguém gosta de você, está destinada a morrer sozinha...” O som de um tapa cortou o ar, e quando a assustada Frannie voltou a olhar para a irmã, com sua face esquerda queimando e com o coração tremendo, Quinn estava com uma arma apontada para ela.
“Sua vagabunda, como você tem coragem de vir até a minha casa para me dizer isso?” A garota mal conseguia se mover. Nunca esperou que Quinn fosse lhe bater, e apontar uma arma em sua direção, mas ela fizera. Sua irmã agora era um monstro, muito pior do que ela poderia imaginar. Quinn podia ver o medo nos olhos de Frannie, e isso lhe fez sentir muito bem. “Está com medo agora? Hum? Está com medo agora, Frannie?”
“Quinn, por favor...” A garota murmurou entre lágrimas e soluços.
Broke up the family
(Separei a família)
Everybody cried
(Todos choraram)
For what it's worth
(Para o que importa)
I have a slow disease
(Eu tenho uma doença lenta)
That sucked me dry
(Que me sugou até secar)
For what it's worth
(Para o que importa)
Come on walk with me
(Venha, ande comigo)
Into the rising tide
(Na maré crescente)
For what it's worth
(Para o que importa)
Filled a cavity
(Encha a cavidade)
Your god shaped hole tonight
(Seu Deus em forma de buraco hoje à noite)
Quinn abaixou sua arma, mas continuou sua irmã seriamente, de uma forma amedrontadora.
“Vai embora daqui Frannie, e não volte nunca mais, ou eu não vou te poupar da próxima vez.” Ela falou baixinho, mas a garota nem esperou para sair dali o mais rápido possível, ainda com a mão na face atingida por um tapa violento de sua irmã caçula.
No one cares when you're out on the street
(Ninguém liga quando você está nas ruas)
Picking up the pieces to make ends meet
(Juntando os pedaços para fazer os fins se encontrarem)
No one cares when you're down in the gutter
(Ninguém liga quando você esta no esgoto)
Got no friends, got no lover
(Sem amigos, sem amante)
Quando Quinn guardou a sua arma e voltou-se para a direção da cozinha ela viu Mercedes. A mulher tremeu com o olhar de sua patroa, parecia tão cheio de ódio e outras coisas ruins que ela estava até incapaz de falar. A garota a encarou por alguns instantes, e o medo percorria tão rápido quanto a pulsação de seu sangue por todo o seu corpo, mas para a sua surpresa Quinn apenas sorriu e foi para um outro cômodo da casa, deixando a aliviada, mas também pensativa. Como alguém podia fazer aquilo com a própria irmã e sorrir logo após?
As vezes ela se arrependia intimamente por ter salvo a vida de Quinn quando Brittany atentara contra a sua vida, ela podia fingir não ter visto nada e deixá-la morrer sozinha de tanto perder seu sangue, e agora Brittany estava com seus dias contados, pois quando Quinn colocasse as mãos nelas ela não teria escapatória, e seria em parte sua culpa.
/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/
Santana nunca havia comprado flores para uma mulher antes, só para a sua mãe, o que fazia da situação algo completamente diferente, mas ela não podia deixar aquilo passar em branco. Aquela stripper podia não ter o melhor passado, ou as melhores referências, mas ela não era a pessoa horrível que Santana imaginou que encontraria pela descrição de Quinn, e apesar de mal a conhecer, ela pareceu realmente se importar com seus sentimentos, diferente de praticamente noventa por cento das pessoas que entraram em sua vida.
“As flores são para mim?” Brittany perguntou surpresa assim que a latina apareceu na porta de seu quarto com aquele buquê de tulipas vermelhas.
“É... Bom...” Santana não estava acostumada com esse tipo de situação, apenas entregou as flores de forma meio brusca para a loira, que achou aquilo um dos gestos mais bonitos que alguém fizera por ela em toda a sua vida.
“Muito obrigada, é muito gentil da sua parte.” Brittany agradeceu, querendo abraçar a outra, mas talvez não fosse um bom momento para isso, visto que a outra estava visivelmente desconfortável. Ela sorriu. “O engraçado é que tulipas são flores bastante comuns na Holanda, e a família da minha mãe veio de lá, parece até que você adivinhou.” Santana até sorriu, surpresa com a nova descoberta. Coisa estranha.
“Que coisa, não?” A ex-policial até coçou a cabeça, pois sentiu as bochechas arderem devido a timidez. “Eu não entendo nada disso na verdade, foi pura coincidência.” Brittany deu uma risadinha, era melhor nem mencionar nem mencionar o significado do vermelho nas flores, amor, a outra provavelmente não saberia disso também. “Só achei as flores bonitas.”
“Elas são lindas.” Brittany concordou,e um silêncio inconveniente permaneceu entre elas, até que Santana decidiu que era hora de ir.
“Bom, eu vou para lá, fazer... Enfim, vou procurar uma coisa para fazer, nos vemos mais tarde.” Sem demora ela deu as costas para Brittany, que ficou olhando encantada para as belas tulipas vermelhas em suas mãos por alguns instantes, até um sorriso brotar em seu rosto.
Notas finais
*Logo iremos conhecer o passado de Brittany, além de um outro lado de seu relacionamento com Quinn.
*Mais pra frente mais sobre o passado de Santana e Quinn.
*Deixem reviews, por favor.
Fale com o autor