Paixões Violentas
10 Capítulo 10
Notas iniciais
*Kisses, kisses and kisses.
*Espero que gostem do novo capítulo
A arma foi posta na direção de seu pai. A pequena Santana sentiu o coração pular dentro de seu peito, e os sons dos quatro tiros ecoaram em seu cérebro, assim como ela corria em uma tentativa inútil de salvar aquele que era seu herói. A risada do algoz do latino também ecoava no cérebro da garota, mas quando ela chegou até o corpo, quem estava ali não era seu pai, e sim Brittany, coberta de sangue e sem vida. Ela já não era mais uma criança, e a voz do assassino já não era masculina.
Quando Santana olhou para aquela sombra com uma arma na mão, ela logo reconheceu, da escuridão surgiu Quinn Fabray, e ele não parava de rir.
“Bom trabalho Lopez.” Ela falou ainda rindo muito. “Você me deu a minha vingança.”
Santana voltou a olhar para Brittany, e viu suas mãos sujas com o sangue da loira.
“NÃÃÃÃÃOOOO!!!!” Foi o grito desesperado da latina, então ela viu no momento em que Quinn apontou a arma em sua direção, ela olhou de volta, chorando descontroladamente, e fechou os olhos, e um som seco de tiro cortou o ar.
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Santana abriu os olhos e sentou-se na cama. Suor escorria por sua testa, sua respiração estava ofegante e seu coração em ritmo acelerado. Odiava esses pesadelos que insistiam em lhe atormentar desde a infância, quase como a voz de sua consciência, e que estavam se tornando mais freqüentes com o passar do tempo.
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No dia seguinte ao baile Brittany esperou pela garota que ela beijara para conversar com ela sobre o acontecido, mas já passavam das duas e ela não saira de seu quarto por nem um minuto.
Brittany estava confusa, e não poderia ser diferente, no primeiro momento aquela garota havia lhe dado asco, mas agora, só com a lembrança daquele beijo, sentia seu coração palpitar violentamente, sua respiração ofegar e sua vista ficar turva. Desde que deixara Quinn ela prometeu a si mesma que não iria se envolver ou se entregar à outra paixão com tanta facilidade, mas agora, tudo estava tão diferente, e seus planos haviam mudado. Ela queria ficar com Sophie, mas tinha medo, porque apesar de tudo, ela ainda achava que Quinn estaria lhe seguindo, e se a encontrasse, ela estaria morta, e não queria que a outra pagasse por algo que ela nem sequer sabia que acontecera, algo que era problema seu.
Era verdade que também Sophie lhe lembrava uma pessoa que fora muito importante em sua vida, e só com essas lembranças ela já sentia sua garganta travar e lágrimas escorrerem por seu rosto.
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FLASHBACK CINCO ANOS ATRÁS
Uma Brittany recém-saída de sua adolescência andava por uma rua em um bairro de baixa renda, que era onde ela vivia naquele momento, em um quarto e sala, mas que pelo menos lhe dava abrigo.
Ainda nem era noite e ela já estava em seu ponto, vestindo uma camiseta branca, colada ao corpo, uma saia bem curta, jeans desfiada, salto alto, os cabelos soltos, e no rosto um sorriso falso, mas bastante sedutor.
Ela encostou-se em uma placa, e ficou esperando seu primeiro cliente, mas não sem antes ser xingada de vários palavrões por uma senhora que passou ali e lhe viu. Ela já se acostumara com isso, todos apontavam, xingavam e a julgavam, mas ninguém lhe perguntou o porque dela estar ali, o que acontecera em sua vida antes. Ela não conseguia entender porque as pessoas imaginavam que ela escolheria aquilo para ela, se tivesse outra opção, ser usada como objeto pelos mais nojentos homens que ela conhecera em sua vida.
When she was just a girl
(Quando ela era apenas uma menina)
She expected the world
(Ela esperava o mundo)
But it flew away from her reach
(Mas ele voou longe de seu alcance)
So she ran away in her sleep
(Então ela saiu correndo em seu sono)
And dreamed of para-para-paradise
(E sonhava com o para-para-paraíso)
Every time she closed her eyes
(Toda vez que ela fechava seus olhos)
Life goes on
(A vida continua,)
It gets so heavy
(Ela fica tão pesada)
The wheel breaks the butterfly
(O Ciclo da Borboleta é quebrado)
Every tear, a waterfall
(Cada lágrima, uma cachoeira)
In the night, the stormy night
(Na noite, a noite de tempestade)
She'll close her eyes
(Ela fechará seus olhos)
In the night
(Na noite)
The stormy night
(Na noite de tempestade)
Away she'd fly
(Para longe ela voaria)
This could be para-para-paradise
(Isto poderia ser o para-para-paraíso)
Um Ford antigo, vermelho passou em baixa velocidade, e deu uma buzinada. Seu primeiro cliente, ela tinha certeza, mas quando o carro parou, ela teve uma surpresa, não era um homem, mas sim uma mulher que sorriu para ela. Ela já havia atendido mulheres antes, mas era algo bem difícil de acontecer.
“Oi.” Brittany a cumprimentou com uma piscadela, quando debruçou na porta do passageiro.
“Que linda menina, entra aí.” Sem pensar duas vezes a loira entrou no carro, daquela mulher que deveria ser poucos anos mais velha que ela. Brittany não pôde deixar de notar o corpo bem definido da mulher, que tinha a pele negra, e os cabelos encaracolados e volumosos, e era com toda a certeza, a pessoa mais bonita que a jovem havia atendido. “Qual o seu nome, menina?”
“O nome que você quiser.” Ela respondeu sorrindo, imitando Julia Roberts em ‘Uma Linda Mulher’, filme que lhe deu a ilusão de que algum príncipe encantado iria aparecer em sua vida e lhe tirar daquela situação, mas agora ela sabia que isso não ia acontecer.
“Não menina, eu estou falando sério, qual o seu nome?” A mulher insistiu sorrindo.
“Brittany.” Ela respondeu.
“Nome bonito.” Ela parecia bastante simpática, o que deixou a loira mais relaxada. “Eu sou Riley.”
A mulher ligou o rádio e apenas a música foi ouvida até chegarem ao seu destino, que era provavelmente o apartamento de Riley. Não era nada grandioso, mas com certeza era bem melhor do que o lugar que ela vivia.
Assim que a jovem negra trancou a porta, Brittany partiu para o ataque, empurrando-a contra a parede, e beijando levemente seus lábios, mas Riley a afastou educadamente.
“Você é sexy...” A loira murmurou
“Brittany, eu não trouxe você aqui para isso.” A mulher disse e riu. Que garota fogosa era aquela. Brittany pareceu confusa.
“Então o que você quer comigo?” Ela perguntou, já imaginando o tempo que estava perdendo ali.
“Você é dançarina, não?” Brittany riu.
“Eu não sou dançarina, e você sabe bem disso.” Aquela pergunta era meio óbvia.
“Eu quis dizer, você sabe dançar, dá para notar pelo seu corpo.” Brittany balançou a cabeça.
“Eu era uma líder de torcida no colégio, eu era muito boa, todo mundo sempre me elogiava, nada além disso, por que?”
“Acho que hoje é o seu dia de sorte, menina.” Riley piscou para ela ao dizer isso, mas ela não acreditava nessa coisa de sorte.
“Bom, se você não é uma cliente eu estou indo embora.” A loira respondeu e caminhou até a porta.
“Ei Brittany, espera, eu tenho uma proposta.” Brittany suspirou, só estava perdendo tempo ali, mas a mulher estava sendo tão simpática, que ela decidiu ouvir a tal proposta.
“Tudo bem, fala.”
“Eu sei que você não gosta dessa vida, eu também já estive em seu lugar.” Brittany mordeu o lábio inferior e baixou os olhos. Riley estava certa. “Você parece tão jovem, é uma pena te ver nessa vida, dá para notar a tristeza nos seus olhos, apesar de seu sorriso ser lindo.”
“É, mas o que eu posso fazer? Eu mal concluí os estudos, não sei fazer praticamente nada, tenho uma inteligência muito limitada, a única coisa que se salva em mim é o meu corpo.” Brittany suspirou.
“E você acha que eu sou diferente de você?” Riley sorriu. “Não eu não sou.”
“E o que você faz da vida?” Brittany perguntou interessada.
“Eu sou uma stripper.” Brittany levantou uma sobrancelha e fez uma careta, Riley apenas sacudiu a cabeça. “Eu sei que você está pensando que não existe muita diferença, mas sim, existe, e é grande.” Riley argumentou, mas Brittany sacudiu a cabeça. “Você vai dançar para os caras, não vai precisar dormir com eles, pense nisso.”
“É, com certeza melhor.” Brittany disse.
“Estamos precisando de uma nova dançarina, por que você não faz o teste?” Riley sugeriu, e analisando rapidamente os pontos de sua vida naquele momento, Brittany percebeu que realmente não tinha nada a perder. Pelo menos ela não teria mais que suportar o toque nojento daqueles bêbados e outras coisas tão terríveis quanto.
“Quando vai ser o teste?” Ela perguntou, fazendo a outra sorrir.
“Amanhã mesmo se você quiser.”
“Tudo bem, é só me dizer o horário.” A loira disse,
“Esteja aqui as duas.” Brittany concordou com a cabeça.
“Eu vou estar.” A loira lhe assegurou.
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Santana discou o número de sua mãe, porque sempre que estava se sentindo triste, perdida ou confusa era a mãe que ela recorria.
Após duas chamadas a mulher atendeu.
“Niña?” A voz de Maria era sempre calorosa, seu coração pulava de alegria cada vez que Santana lhe ligava, porque seu maior medo era que isso parasse de acontecer por ela se meter em alguma encrenca pesada.
“Ei madrecita, estou com saudades.” A jovem respondeu também em um tom carinhoso.
“Também estou filha, quando você vai largar essa vida e vir morar aqui comigo?” Santana riu com a pergunta.
“Logo madrecita, logo.” As respostas eram sempre vagas.
“Está com algum problema Santana?” Ela sabia quando a filha não estava bem pelo tom de sua voz, e infelizmente isso ocorria muitas vezes.
“Eu... Eu preciso de um conselho madrecita, e só a senhora pode me ajudar.” Ela disse com o pesar na voz. Ela realmente não gostava de meter a mãe nessas coisas, mas dessa vez definitivamente ela estava tão confusa e atormentada que não tivera opção.
“Fale minha filha.” Santana suspirou, procurando as melhores palavras para não entregar a verdadeira situação para a mãe.
“Eu estou com um dilema mãe, eu tenho uma boa proposta de emprego, que vai me dar muito dinheiro, mas para isso eu preciso prender uma pessoa que eu considero inocente.” Essa foi a melhor forma que ela encontrou para falar sobre aquilo com a mãe.
“Se você acredita que essa pessoa é inocente não a prenda, filha, não é justo sacrificar a liberdade de um inocente por dinheiro nenhum.” Santana já esperava essa resposta da mãe. “Eu sei que você errou feio no seu passado, mas você não precisa cometer esse erro agora niña, esse dinheiro não vai pagar as suas noites de sono tranqüilo.” Ela já não tinha essas noites de sono há um bom tempo. “Pense bem nisso.”
“Eu sei madrecita, eu só precisava de uma direção, obrigada.” Ela disse.
“Quero você aqui comigo Santana, não agüento mais de saudade niña.” A mãe falou. “Promete que não demora para vir para cá?”
“Eu prometo madre, logo estaremos juntas.” Santana até deu um risinho para acalmar.
“Filha estarei rezando por você, e pelo o amor de Nossa Senhora de Guadalupe, se cuida, e tente ficar o mais longe possível de problemas, eu lhe imploro.” A voz de Maria estava mesmo implorando à filha aquilo.
“Não se preocupe madrecita, eu vou ficar bem.” A ex-policial lhe garantiu.
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Quinn pegou o seu celular e ligou para Santana.
“Fala Fabray.” Era o jeito rude de Santana de atender seu telefone sempre que ela a ligava.
“Então Lopez, como andam as coisas? Algum avanço com a vagabunda?” Ela perguntou enquanto olhava algumas fotos de Brittany em seu notebook.
“Ainda não.” Santana respondeu. “Mas eu garanto que logo você terá Brittany com você.”
“Tudo bem, então eu liguei para te avisar que vou ter uma semana muito ocupada, então provavelmente não vou falar com você durante esses dias, isso vai te dar mais um pouco de tempo para essa sua missão que está com passos de tartaruga, não?” Ela ironizou e deu um risinho. “Só liguei para avisar que nesses dias você possivelmente não irá me encontrar, quando eu estiver disponível de novo eu te ligo, certo?”
“Certo.” Santana respondeu, e sem nenhuma cerimônia Quinn desligou o telefone e sorriu. Alguém bateu na porta. “Pode entrar.”
Era Rory Flanagan.
“Com licença Srta. Fabray, me chamou?” Ele falou baixo.
“Sim Irlanda.” Ela confirmou. “Eu tenho um servicinho para você.”
“Pois não, senhorita.”
“Quero que vá para o México, Cancun precisamente, e descubra o que está acontecendo com Santana Lopez, porque eu tenho uma leve impressão de que ela está me enganando.” O rapaz concordou com a cabeça. “E seja rápido, quero pegá-la de surpresa.”
“Sim senhorita, irei hoje mesmo.” Ele respondeu.
“Ótimo, agora pode se retirar.” Quinn disse, e sem demora o rapaz deixou a sala.
Ela voltou a olhar as fotos de Brittany em seu computador, e um sorriso surgiu em seus lábios.
“Eu não sei o que você está fazendo, porque está me enrolando, mas seja lá o que for eu vou te pegar Santana, e se de outra vez eu poupei sua vida, dessa vez não me escapa, sua filha da puta.”
Notas finais
*Agora o bicho vai começar a pegar nessa fic. Se preparem para a ação, e também para um romance mais quente, e é claro, para drama, muito drama.
*Deixem reviews e obrigado.
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