Paixão sem limites
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Depois de 6 horas de viajem até a pequena cidade que meu pai morava, eu estava totalmente cansada. Desci da picape, e entrei em um pequeno mercado, entrei e comprei uma limonada. — Você sabe onde fica a residência do Sr. Johnson e da Sra. Mendes ? — perguntei á um sujeito de cabelos castanhos desarrumados e olhos cor de mel. — Sim, fica perto daqui, se quiser posso levar você la, linda — disse o cara, focando seus olhos nos meu, era impressão minha, ou, eu nem cheguei direito nessa cidade e ja tem gente dando em cima de mim. Eu quis recusar, mas estava cansada demais para procurar a casa, então fui com o tal cara. Enquanto andávamos, ele me olhou de cima á baixo, e falou delicadamente: — Qual é o seu nome? — Me chamo Julie, Julie Sparks.E você? — Prazer Julie, eu sou Ride, você é muito bonita — falou Ride sorrindo enquanto apertava minha mão. Eu corei, o que foi estranho, porque eu nem conheço o cara, e ele já está se mostrando interessado em mim? Mas mesmo assim, não era de se jogar fora, ele é alto, moreno e aparentemente forte. — Então, o que fez você viajar até aqui? — Eu estava á três anos cuidando da minha mãe que tinha câncer, mas ela não resistiu e morreu — falei com os olhos ardendo, já não conseguindo mais segura-las. — Sinto muito, eu te entendo — Eu já não aguentei mais, comecei a chorar, afinal, mesmo sendo um completo desconhecido Ride parecia ser gente boa, então me sentei num banquinho da rua e desabei. Ride veio até mim, me abraçou, e começou a acariciar meus cabelos. Eu sei, era estranho e eu devia estar fazendo isso, mas mesmo querendo parar de chorar, chegar logo á casa do meu pai e descansar, mas eu não conseguia e por incrível que pareça o conforto dele era bom, e eu me senti segura. Até que minhas lágrimas começaram á secar. Eu me levantei, agradeci e continuei a seguir Ride. — Você tem celular, linda? — Não, mas você sabe onde me encontrar, na casa do meu pai — falei sorrindo, tentando demonstrar que estava melhor, ou pelo menos tentar passar essa impressão. Finalmente chegamos á casa do meu pai, ou melhor a mansão. Ride tocou a campainha e um sujeito de olhos incrivelmente verdes nos atendeu. — Miles, essa é Julie, ela é filha do Sr. Johnson, e segundo ele, ela vai ficar aqui por um tempo — Falou Ride tomando a frente do diálogo, com uma voz firme. — Segundo á mim, eu não sei quem ela é, e o imprestável do Johnson está viajando com a minha mãe pro Hawaii, então, que eu saiba, ela não vai ficar aqui tempo nenhum — Esbravejou, o sujeito, encarando com uma cara feia eu e Ride, de forma tão boçal, que me deixou com medo. Depois disso, caiu a ficha, eu estava sem casa, sem dinheiro, sem família, sem esperanças. Baixei os olhos e comecei á pensar no que fazer, estava desesperada e queria chorar mais, o pior é que agora bem um lugar pra chorar eu tenho, pensei, enquanto dava meia volta e deixava Ride discutindo com Miles, me defendendo com unhas e dentes, como se me conhecesse á mt tempo. Sentei na calçada e fiquei pensando "e agora o que eu vou fazer".
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