Notas iniciais
Na boa, galera, estou a um passo de excluir essa fic ;/
Por favor, se mais alguém estiver lendo se MANIFESTE, poxa!
Não custa nada, né?
Eu acho que é o mínimo...
Enfim, lá vai mais um capítulo.

- Eu até tentei aprender alemão, mas ainda prefiro minha língua pátria – contava Nick, ainda era difícil pra eu chamá-lo de tio. – A outra é complicada demais!

Eu estava sentada à beira da piscina com meus pés mergulhados dentro da água límpida que a preenchia, tentando não prestar atenção as histórias que ele contava sobre aqueles seis anos em que vivera na Alemanha fazendo intercâmbio e ampliando seus conhecimentos em Economia numa das duzentas melhores faculdades do mundo, Humboldt University of Berlin [N/a: tá vendo? Minha fic também é cultura! ahsuash¹]. Mas pelo jeito estava sendo muito difícil não atentar para aqueles detalhes que durante muito tempo tive curiosidade em saber e que, entretanto, era covarde e orgulhosa demais para perguntar.

Ouvi vagamente as risadas e perguntas que lhe eram feitas, já que minha mente vagava por outros caminhos... Em flashes de memória que eu tentei bloquear inutilmente, recordei-me daqueles anos que tive com meu tio querido – lê-se com ironia – e os outros sem sua presença.

Lembrei-me das brincadeiras, das vezes em que ele me pegava no colo e me chamava de my little doll, das guerrinhas de água naquela mesma piscina, dos beijos estalados que me dava na bochecha, das promessas de nunca me abandonar. Sempre fomos muito apegados um ao outro. Minha avó e minha mãe costumavam contar que ao saber o destino de um já se sabia localizar o outro.

Eu não me cansava de dizer que o amava e que quando eu fosse grande lhe pediria em casamento e isso lhe fazia rir, uma vez que o homem é quem deve fazê-lo, segundo a tradição. Todos se divertiam com minhas declarações públicas de afeto, pois julgavam tratar-se de brincadeira, afinal, nesta época eu tinha entre quatro e sete anos. Oh, céus, quem dera fosse!

Conforme fui crescendo muita coisa mudou: Aos trezes anos meu corpo já amadurecera numa velocidade incrível e ganhara formas simétricas e generosas, o que foi me fazendo perder o ar de menina. Minha mente também se elevou de estágio, eu já tinha quase a cabeça feita e sabia o que queria da vida. Só o que ainda continuava do mesmo jeito era meu coração infantil que esperava que em algum momento Nicholas Jonas se desse conta de que eu não era mais uma garotinha e sim uma adolescente que o amava com todas suas forças! Mas ele parecia me ver apenas daquela forma: a menina de Maria chiquinhas e vestido sempre sujo de terra por suas estripulias.

Parecia.

Certa vez estávamos na praia, era um domingo em família, todos se preparavam para se lançar as ondas do imenso e misterioso mar que beijava a areia. Mamãe e vovó dispunham as cadeiras e sacolas sob os dois imensos guarda-sóis que vovô enfiara no solo arenoso para nos proteger do sol escaldante. Eu tinha levado minha melhor amiga, Sissy, para me acompanhar, afinal, só havia três mulheres no grupo e duas delas pretendiam ficar um bom tempo conversando à sombra enquanto eu estava disposta a aproveitar a água fresca.

- Venha, Sissy! – gritei para a morena de olhos verdes e cabelos compridos ao meu lado.

- Será que não dá pra gente esperar um pouco? Acabei de passar protetor solar...

Revirei os olhos.

- É só um mergulho! Depois você passa mais protetor.

Ela suspirou e foi logo se livrando da canga rosa pink que lhe envolvia os quadris.

- O que eu não faço por uma amizade...?

Arranquei meu short jeans, minha camiseta branca e soltei os cabelos sorrindo para ela. Então disparamos ás pressas na direção do mar, rindo. Eu não sabia nadar, mas ainda assim não me importei de dar um mergulho. Após sentir o frescor da água na pele, emergi da mesma, jogando meus longos cabelos para trás de olhos fechados.

Quando os abri, me deparei com o olhar de tio Nicholas voltado pra mim. E naquele olhar havia tudo exceto algum sentimento fraternal. Sustentei o olhar em desafio, consciente de que meu corpo estava totalmente à mostra, coberto apenas pelo minúsculo biquíni azul elétrico que eu usava, sentindo um arrepio subir pela espinha, como se ele estivesse me tocando [N/a: Ai, se o meu Jonas me olhasse assim *-------* acho que eu atacaria ele :@@ ahsuahsuah//]. A sensação permaneceu mesmo depois de ele ter desviado o olhar, chacoalhando de leve a cabeça como se saísse de um transe, e se erguido para acompanhar os irmãos na partida de vôlei que havia acabado de começar.

Um imenso sorriso de satisfação se abriu em meus lábios.

Ele me notara finalmente! Agora eu sabia que não são apenas a mim que aqueles sentimentos e desejos atormentavam; a ele também!

Mas minha alegria não duraria muito. Alguns meses depois, tio Nick conseguiu uma bolsa numa renomada universidade e se mudara para a Alemanha, me deixando para trás sem nem ao menos um adeus. Procurei em algum lugar uma desculpa pra tamanho descaso, mas não encontrei. Aguardei cartas, e-mails, telefonemas e visitas que nunca aconteceram. Eu sabia que ele mantinha contato com os outros, todavia nunca se importara em me deixar um recado ou coisa parecida.

Aquilo me entristecera e deprimira, mas eu buscava disfarçar e esconder meus sentimentos demonstrando fazer pouco caso, como se não me importasse, ou melhor, como se nem percebesse o que acontecia.

Só que eu me importava. E muito.

- Pensa rápido! – uma voz masculina gritou me arrancando de meus pensamentos ao mesmo tempo em que uma bola colorida inflável atingiu meu rosto com algumas gostas de água que me molharam.

- Frankie, seu Idiota! – praguejei, arremessando a bola de volta a ele, que estava no meio da piscina, com força.

- Crianças! – repreendeu minha mãe, virando-se para nós enquanto jogávamos água um no outro. – Não façam isso, estão molhando tudo aqui!

- Desculpem! — gritamos de volta em uníssono, nos encarando em seguida e rindo.

De repente ouvimos um grito:

- TERREMOOOOTOO! – e algo atingiu a água com força, arremessando água pra todos os lados.

- Joseph! – foi vez de vovó reclamar.

Meu tio colocou a cabeça para fora da água.

- Foi mal, mãe – ele se desculpou vindo em nossa direção.

Meu avô sacudiu a cabeça, olhando com desaprovação para tio Joe. Segurei uma risada.

- Por que não vem tomar banho com a gente, Mila? – chamou ele, dando outro mergulho.

Dei de ombros.

- Não tô com vontade.

Frankie olhou para tio Joe sem demonstrar emoção.

- Sabe Joe, eu acabo de ter uma idéia...

- Que tipo de idéia? – o outro ergueu uma sobrancelha, interessado.

Notas finais
Honestamente? Eu esperava mais leitores nas minhas histórias kk.
REVIEWS?