Paixão Sem Limites - Brittana
11 Enfrentando Arnold Pierce.
Notas iniciais
CAPITULO XI
Santana ainda admirava Brittany, quando a loira começou a se mexer, ela acordava aos poucos e logo sentiu o corpo de Santana embaixo do seu.
Brittany ergueu o rosto e fitou seus olhos negros, Santana baixou o rosto e tomou seus lábios com paixão, Brittany correspondeu o beijo apaixonadamente. Passou os dedos nos cabelos negros de Santana, extasiada com o cheiro e o gosto dela. Depois de um longo tempo se afastaram.
Quando elas se afastaram, Santana a fitou com ternura, Brittany a abraçou e voltou a apoiar a cabeça em seu peito, ficou um bom tempo assim. Ouvindo as batida do coração de Santana, se sentindo mais tranquila, depois do que acabara de acontecer, mais certa que com ela podia enfrentar o mundo.
Brittany se vestiu e Santana foi tomar um banho, ela até chamou a loira mais Brittany disse que não podia chegar em casa com os cabelos molhados, elas desceram e foram para a sala.
Então seus problemas começaram. Seu pai em pessoa entrava na sala. Com um terno impecável preto, camisa branca, um relógio de ouro e sapatos couro feito à mão. Arnold tinha cabelos grisalhos sempre bem penteados para trás, era esbelto e tinha cinquenta e cinco anos.
Rachel estava atrás dele pálida, sem ação, com os olhos ela lhe pedia desculpas.
Seu pai então a fitou com o rosto duro ao ver Brittany agarrada pela cintura por Santana. Brittany por fim falou.
— Papai. Pensei que o senhor ia ficar a semana fora?
Arnold com o rosto duro como se tivesse sido lapidado em pedra, nada respondeu e encarou Santana que continuava com as mãos na cintura de Brittany, segurando-a possessivamente.
Os olhos de Arnold para ela eram hostis.
— Não me apresenta sua namorada?
Tinha um certo tom de deboche na sua voz, como se aquilo que acabou de falar fosse uma piada para ele.
Brittany começou a tremer. Santana se adiantou. Santana estendeu a mão em um cumprimento.
— Sou Santana Lopez, namorada de sua filha e sou prima de Rachel. — Santana ficou com as mãos no ar, sem receber do pai de Brittany o cumprimento.
Leroi nessa hora entrou na sala e quando viu Arnold, exclamou.
— Arnold, que surpresa agradável. Há muito tempo você chegou?
— Cheguei há pouco tempo. Vim buscar Brittany. — Disse Arnold fitando Brittany e Santana. Brittany empalideceu.
As pernas dela quase não a sustentavam, Santana, percebeu que grande influencia tinha o pai dela sobre ela, e a fez sentar-se no sofá, e a fitando firme, disse-lhe baixo, de maneira que só ela pudesse ouvir.
— Deixa-me o seu telefone, não crie caso com ele agora. Eu prometo que te ligarei.
Brittany fitou-o agradecida, Arnold então falou impaciente.
— Pegue suas coisas Brittany.
Brittany nem se incomodou de falar para o pai que não tinha trazido nada fitou seu pai, que parecia que ia voar no pescoço de Santana, tal o olhar hostil que ele lhe dava.
Brittany se levantou e de cabeça baixa subiu a escada e abalada entrou no quarto de Santana. Jogou-se na cama e chorou amargamente. Nessa hora Rachel entrou, e a abraçou.
Brittany soluçou escondendo as mãos no rosto.
— Desculpe-me Brittany, mas você conhece seu pai, ele foi entrando. Não deu tempo de avisar você.
Brittany enxugou as lágrimas, e disse resignada.
— Eu sei Rachel, foi melhor assim. Não vou desistir de Santana, vou enfrentar meu pai.
— Não acredito Brittany. Com certeza, ele não aprovará Santana. E seu pai não aprovando, já viu. Vai saber o que ele lhe poderá fazer?
— Eu não me importo. Nem que ele me deserde.
— Você deixaria toda a sua fortuna para trás por causa de uma garota?
— Eu não aguento mais ser uma bonequinha de luxo.
— Isso não vai dar certo, vocês vão se machucar
— Rachel. Estou cansada do meu pai, ele é arrogante, possessivo, que impõe suas decisões. Sou uma marionete nas mãos dele.
Brittany se levantou e disse a Rachel.
— Diga a Santana que eu ligarei para ela. Se ela ligar, é bem capaz de meu pai interceptar as ligações.
— Eu falo com ela. Mas acho que você está errada. Minha prima é uma bronca, uma serviçal, não tem aonde cair morta.
Brittany ficou pálida. Fitava Rachel atônita.
— Meu Deus! Rachel! Eu não acredito que ouvi isso de você. Sua prima tem uma doença. Ela é deficiente, mas é uma mulher batalhadora. Poderia ser uma drogada, uma revoltada, mas mesmo diante das dificuldades ela é uma trabalhadora. Não teve uma infância fácil, não teve amor de um pai, e você vem-me falar dela dessa forma. — Brittany fechou os olhos e os abriu de novo, Rachel a fitava com uma expressão impassível.
Brittany desceu a escada e viu seu pai conversando com Leroi no sofá; Ela o conhecia bem, seu pai estava impaciente, aquela tranquilidade era aparente.
Santana estava em pé calada de costas para Brittany, fitando a janela. Quando ele a ouviu, ele se voltou para ela. Natasha ignorando seu pai. Foi até ele.
— Eu vou te ligar. Adeus.
Santana pegou as mãos de Brittany e levou aos lábios, beijou-as fechando os olhos. Nessa hora seu pai se colocou atrás de Brittany.
— Vamos, Brittany. —Arnold disse quase cuspindo as palavras.
Santana soltou as mãos de Brittany, ela lhe dirigiu um ultimo olhar, um olhar resignado e seguiu seu pai que a pegou no braço, num gesto impaciente.
Brittany se despediu de Leroi que olhava tudo constrangido, num canto da sala, pois seu pai não escondia de ninguém que era contra o namoro das duas.
O chofer abriu a porta e seu pai entrou primeiro, Brittany sentou-se ao lado dele. Então seu pai explodiu.
Ele já levava a mão ao peito, ameaçando que se ficasse nervoso poderia ter um enfarto como sempre fazia.
— Você está proibida de ver essa garota, ouviu uma garota, meu deus uma garota. Ela é uma ninguém. Ela se formou em quê? Ela trabalha, por acaso?
Brittany fechou os olhos e contou até dez. Aparentando uma calma que não tinha enfrentou pela primeira vez seu pai.
— Eu gosto dela papai. Eu nunca me interessei tanto por uma pessoa, como eu me interessei por ela e sim é uma garota, eu não ligo.
— Você a conheceu quando?Desde quando vocês se encontram escondidas?
Brittany ignorou sua pergunta.
— Papai, desculpe-me, mas dessa vez eu vou te enfrentar. Eu tenho direito de escolher namorar quem eu quiser.
CONTINUA
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