Notas iniciais
*Muito obrigado pelos reviews que recebi, isso é muito importante para mim.
*As músicas dos capítulo anteriores são Take it off, The Donnas e I was made for loving you, KISS.

Quinn estava em seu escritório, quando finalmente Rory Flanagan, um de seus empregados chegou. O rapaz não fazia os trabalhos sujos, isso geralmente ficava por conta de Finn e outros subordinados, ele apenas fazia investigações, tirava fotos e coisas desse tipo.

Ele sentou-se à frente da traficante, no rosto uma expressão satisfeita.

“Então Irlanda, boas novas?” Ela perguntou, tentando não demonstrar a ansiedade que apertava seu peito.

“Eu encontrei.” O rapaz falou com orgulho, e mesmo sem querer, um sorriso brotou nos lábios da loira. “Aqui está o endereço.” O rapaz tirou do bolso um cartão e o entregou à Quinn.

“Casa de Repouso Nova Vida.” Ela leu em voz alta, e em seguida ela voltou a olhar para o rapaz. “Então é nesse manicômio que a minha mãe está?”

“Sim, a paciente Judy Fabray está internado aí há dois meses.” Ele confirmou.

“E o estado dela, você sabe alguma coisa sobre isso?” Um nó estava preso na garganta da loira, mas ela não se permitia chorar de quem quer que fosse.

“Ela passa a maior parte do tempo dopada, porque tem muitas alucinações.” Rory explicou, Quinn balançou a cabeça.

“Tudo bem, mais alguma informação relevante?” Ela perguntou com certo desânimo.

“Não Srta. Fabray, com licença.” Rory deixou o local, fazendo o mínimo barulho possível.

Uma vez sozinha, a loira socou a mesa e deixou aquele aperto interno se extravasar em forma de lágrimas.

Ela nunca fora a melhor filha do mundo, e tinha total consciência disso, mas mesmo assim, não achava justa a situação em que se encontrava. A vida de crime lhe dera muito, mais muito dinheiro mesmo, mas para equilibrar a balança lhe tirou parte de sua liberdade e sua família.

Quando seu pai morrera a poucos anos atrás de ataque cardíaco, ela nem sequer pôde ir ao enterro e velório, o máximo possível foi mandar uma coroa de flores com um nome falso, e agora que o estado psicológico de sua mãe estava piorando a cada dia, ela não podia nem lhe fazer uma visita mensal, porque sua irmã mais velha lhe culpava por todos esses acontecimentos, que ela dera tanto desgosto aos pais que foi capaz de lhes causar morte e loucura, e que se Quinn tivesse a ousadia de tentar uma aproximação ela acionaria a polícia no mesmo instante.

Quinn sabia que estava sozinha, que não havia uma única pessoa no mundo que realmente se importava com ela. Seu pai morto, sua mãe louca, provavelmente nem se lembrava de sua existência e sua irmã, essa preferia ver o diabo a ver Quinn em sua frente. Suas únicas companhias eram seus capangas, que tinham muito mais amor ao seu dinheiro, e que na primeiramente a abandonariam.

Amanhã era seu aniversário, e não haveria ninguém para lhe desejar um parabéns sincero, e além do mais, ela teria na memória as lembranças de dois anos atrás, quando conhecera Brittany, aquela que chegara como um sonho, e agora era o motivo de suas noites insones.

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Brittany fazia o máximo que podia, mas estava tendo dificuldades em ajudar seu primo com o trabalho da pousada, que era o mínimo em seu alcance para retribuir o enorme favor que ele lhe fizera estendendo a mão no momento mais crítico de sua vida, afinal, não era qualquer um que daria abrigo à uma pessoa que estava sendo caçado por uma traficante armada até os dentes, e que já apresentara sinais de insanidade, mas como ela estava há pouco tempo em um país estrangeiro, cuja a linguagem ela entendia praticamente nada, o que tronava as coisas mais complicadas, então, como uma resolução simples para esse problema foi deixar a grande amante de animais cuidando dos “amiguinhos” dos hóspedes, afinal cães e gatos não falavam espanhol.

Brittany sempre levava os cães para passear na orla, porque além de distrair os animais, ela aproveitava para arejar sua cabeça, e tentava planejar seus próximos movimentos, mesmo se sentindo de mãos atadas.

E tudo começara como um sonho, se ela ao menos pudesse ter uma idéia do futuro tenebroso que lhe esperava.

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FLASHBACK DOIS ANOS ATRÁS

Brittany já estava praticamente pronta para mais uma jornada de trabalho, que para ela se resumia em ficar seminua, dançando em uma barra para um bando de homens, mas, naquela noite, algo diferente aconteceu.

Brittany já estava deixando o local, quando a porta se abriu e Quinn Fabray entrou ali, extremamente charmosa com um buquê de rosas vermelhas nas mãos. Brittany fora pega totalmente de surpresa.

“Brittany...” Quinn começou, mas claramente se perdeu nas palavras. Nunca se sentira assim antes, e não sabia como expressar.

“Eu fico feliz por te ver outra vez, mas eu tenho que ir agora.” Ela não queria, nem gostava de ser indelicada, mas ela tinha horários a cumprir, e não esperava ver a loira outra vez, principalmente na boate em que trabalhava.

“Não mais.” Quinn respondeu, com um sorriso tímido, mas esperançoso, Brittany levantou uma sobrancelha, tentando assimilar o que acabara de ouvir. “Não, se você não quiser, é claro, você não precisa mais dançar para um bando de homens nojentos, você... Você tomou meu coração, eu quero que você seja minha namorada, mulher, qualquer nome que você queira dar a isso.” Quinn suspirou Brittany mal podia acreditar no que estava ouvindo. “Você é a primeira... A primeira que me fez sentir desse jeito, sabe? Você quer viver comigo?” Brittany e Quinn se entreolharam por um tempo, a cabeça da stripper estava a mil por hora. “Eu sei que eu não sou o tipo que as pessoas querem manter um relacionamento, mas eu prometo que serei uma boa pessoa, vou te dar uma vida de rainha.”

“Isso é... Bem, eu não esperava.” Brittany estava sentindo um misto de confusão, euforia e felicidade.

“Sim ou não Brittany?” A ansiedade a matava por dentro, ela odiava estar na posição vulnerável, dependente de outras pessoas como naquele momento. “Por favor, me responda!”

“Sim.” Brittany sorriu mãos e pernas trêmulas, coração disparado e estômago embrulhado, Quinn entregou as rosas à Brittany e em seguida enlaçou seus braços no pescoço dela e a beijou calorosamente.

Era o primeiro relacionamento em que ambas estavam entrando. Quinn tinha o coração fechado, sempre pensando que amor era uma coisa para os fracos, que acreditavam nessas besteiras. Já Brittany ouvira muitas pessoas lhe dizerem que com seu passado ninguém jamais iria querê-la, e agora ela estava ali, ao lado de uma pessoa que ela sabia que nem de longe se encaixava no perfil dos certinhos, mas lhe queria como ninguém antes tinha feito.

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“Sam Evans?” O rapaz que fazia uma anotação atrás do balcão olhou para a pessoa que o chamara. A ex-policial chegara ao seu destino.

“Pois não?” Ele perguntou sorrindo simpaticamente, assim como fazia com todos os clientes. “No que posso ajudá-la?”

“Oi, eu sou americana e vou passar minhas férias aqui, e me indicaram essa pousada, já que você é americano também.” Ela sorriu tentando parecer simpática, o que não era fácil para ela, visto que não era uma pessoa de risinhos falsos, e ao mesmo tempo seus olhos corriam por todo o local, em busca de seu alvo. Será que a loira estava escondida?

“Oh sim, agradeço a preferência desde já, e fico feliz por saber que minha pousada vem recebendo indicações.” Sam pareceu bastante animado, a ex-policial riu, que rapaz mais ingênuo, se sua prima fosse como ele, tirá-la dali seria mais fácil do que ela imaginava. “Me acompanha para fazer seu cadastro?”

“Claro.” Santana acompanhou o loiro até um computador, onde ele fez toda aquela burocracia insuportável de cadastro e o escambau. Ela entregou à Sam uma identidade , falsa, com o nome Sophie Johnson, afinal, Brittany vivera com Quinn por quase dois anos, talvez uma vez ou outra, ela tivesse ouvido a traficante mencionar seu nome. Todo cuidado era pouco.

“Terminei.” O rapaz disse. “Você fica no quarto 30, Srta. Johnson.” Ela sabia que o rapaz seria incapaz de reconhecer uma identidade falsa, mesmo ela, uma policial profissional tinha dificuldade em reconhecer uma, quando bem feita, como aquela. “Eu levo suas malas, Srta. Johnson.”

O quarto 30 ficava no segundo andar da pousada, e a latina lançou olhares furtivos o tempo todo, na busca incessante de seu alvo, inutilmente.

“Chegamos.” Santana abriu a porta de seu quarto.

“Obrigada.” Ela agradeceu.

“Qualquer coisa disponha.” Sam respondeu.

Santana trancou a porta do quarto e colocou as malas em cima da cama. O lugar era decente, muito bem arrumado e limpo, e a praia ao lado era paradisíaca. Um verdadeiro cenário de filme, mas nada ali era para seu divertimento, ela sabia muito bem disso.

Santana suspirou, e colocou as mãos na cintura. Precisava traçar planos para alcançar seu objetivo, e precisava pensar rápido.

Quando foi até a janela, ala teve uma grande, e inegavelmente adorável, surpresa.

No jardim da pousada ela viu uma loira brincando com um filhote de labrador bege, e passou a observar com mais atenção; e o sorriso em seu rosto foi inevitável. Era Brittany, seu alvo.

“Eu vou te pegar, loirinha, você não perde por esperar.” Santana murmurou, ainda sorrindo.

Notas finais
*Reviews por favor, e quem tiver alguma sugestão, fique a vontade, é sempre bom ouvir o que os leitores tem a dizer.