Notas iniciais
*Olá pessoal, mais um capítulo para vocês.
*Dessa vez eu não vou dizer "espero que gostem" pq realmente é um capítulo, muito, mas muito triste.
*AVISOS: CONTÉM VIOLÊNCIA FÍSICA E SEXUAL.
*Então, se você não pode com alguns desses dois tópicos, aconselho a não ler.

Flashback 12 anos atrás.

Rachel abriu o seu armário e encontrou um presente. Era o terceiro naquela semana, e ela já havia perdido as contas de quantos haviam sidos somente naquele último mês.

Todos eles viam sempre acompanhados de cartõezinhos com frases românticas e assinados por ‘Q.F’.

Infelizmente Jesse havia visto alguns desses presentes, e claro, estava furioso, porque praticamente absolutamente todo mundo naquela escola sabiam sobre ele e Rachel, e antes deles assumirem o namoro ninguém parecia se interessar pela garota. Ele acreditava que estavam fazendo aquilo para afrontá-lo, e claro, Rachel concordava com ele.

Por sorte naquele dia, ela conseguiu se livrar daquele presente pouco tempo antes dele aparecer, jogando-o na primeira lixeira que ela encontrou.

“Oi amor.” Ele a cumprimentou com um beijo. “Você está absolutamente linda hoje.”

“Obrigada Jesse.” A morena agradeceu e trocou mais um beijo com o rapaz, antes dele saírem abraçados, sem notar o olhar magoado e cobiçoso da líder Quinn Fabray em sua direção.

You doing that thing you do

(Você, fazendo aquilo que você faz)

Breaking my heart into a million pieces

(Partindo meu coração em milhões de pedaços)

Like youalways do

(Como você sempre faz)

And you don't mean to be cruel

(E você, não pretende ser cruel)

You never even knew about the heartache

(Você nunca nem soube sobre o a dor no coração)

I've been going through

(Pela qual tenho passado)

O sinal bateu e logo todo o corredor se esvaziou, sendo Quinn a única pessoa a ficar para trás. Ela caminhou lentamente até a lixeira, e pegou o presente que ela havia colocado no armário de Rachel. Era um mini urso de pelúcia.

Seu coração estava partido, a cada dia que passava ela sentia que Rachel estava mais distante dela, e tudo por causa daquele estúpido Jesse St. James. Como era possível Rachel ser tão cega a ponto de não perceber o quão grande era o amor de Quinn por ela, tudo por causa daquele cantorzinho de boteco.

Quinn já não estava agüentando mais, estava na hora de tomar uma atitude direta.

Cause I try and try to forget you, girl

(Porque eu tento e tento te esquecer, garota)

But it's just so hard to do

(Mas isto é muito difícil de fazer)

Everytime you do that thing you do

(Toda vez que você faz aquilo que você faz)

Quando Rachel encontrou em seu armário uma nota do tal ‘Q.F’ marcando um encontro com ela, suas pernas tremeram, e a situação só piorou, quando ela sentiu as mãos de Jesse se entrelaçarem em sua cintura.

“O que é isso, amor?” Ele perguntou, mas Rachel não conseguiu responder. “Me deixe dar uma olhada nisso...”

“Não Jesse...” A morena ainda protestou, mas o rapaz tomou o bilhete de suas mãos.

“Então, esse filho de uma puta quer te encontrar?” Ele esbravejou. “Eu garanto que ele vai ter uma surpresa.”

“Jesse, não faça nada, vamos ignorar isso...” Rachel pediu.

“Ignorar? Mas nunca, esse cara vai aprender a nunca mais mexer com a namorada de Jesse St. James!”

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Sexta-feira as nove da noite, e lá estava Quinn, com um buquê de rosas nas mãos, usando seu vestido favorito, tiara em seus belos e longos cabelos dourados, pronta para o seu primeiro encontro com o amor de sua vida. Dentro do buquê havia um bilhete, e esse, diferente dos outros, não era copiado de um livro de poesias, mas sim, escrito por ela mesma, guiados pelos mais nobres sentimentos que vinham de dentro de seu coração.

Ela ouviu passos, e sentiu suas pernas tremerem. Ela viera! Rachel viera, e ela mal podia acreditar naquilo.

“Então é você?” A voz de Jesse St. James caiu como um balde de água fria em cima da garota, que virou-se para trás, e viu o rapaz com um sorriso debochado. “Então, Quinn Fabray, a puritana, na verdade é uma lésbica e apaixonada pela minha namorada?” Quinn estava tão nervosa, que mal conseguia pensar em algo, muito menos dizer qualquer coisa. O rapaz então, começou a se aproximar. Assustada, a garota correu, e ele correu atrás dela.

Além de seu corpo, suas roupas também lhe davam mais vantagem, pois enquanto Quinn usava vestido e salto alto, Jesse usava calça jeans e tênis, e sem demora ele a alcançou. Ela sentiu o punho pesado do rapaz, acertar em cheio seu rosto, derrubando-a. “Agora você vai aprender uma coisa.” Ele falou, e quando Quinn abriu seus olhos, viu o rapaz abrindo o zíper de sua calça.

“Não!” Ela falou, apavorada, e tentou se levantar, mas ele a subjugou sem muito esforço

“Cale a boca! Eu vou ensinar você a gostar de homem, sua piranha, eu aposto como você vai gostar!” Ele ironizou, antes de forçá-la a beijá-lo, e começou a abrir seu vestido.

“Para, para com isso!” Quinn implorava, mas o rapaz não lhe ouvia, apenas continuava a beijando.

Ela não podia acreditar que aquilo estava lhe acontecendo. Ela não queria, a sua primeira vez era para ser com alguém especial, era para ser com Rachel.

O grito doloroso de Quinn ecoou pelo parque deserto.

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“Ei! Me dá mais um gole dessa bebida.” Pediu a voz já alterada de um rapaz corpulento.

“Ah, sai para lá Dave, você já bebeu demais hoje.” Respondeu a voz igualmente alterada de uma jovem.

Dave Karofsky e Leona Martin eram dois jovens, que andavam cambaleantes e sem rumo naquela noite de sexta-feira pela cidade.

Tudo ia bem naquela noite, até eles resolverem ir ao parque para namorar um pouco.

Eles estavam no meio de um amasso, quando a jovem de cabelos moicanos, percebeu que não estavam sozinhos por ali.

“Dave, para, eu acho que tem alguém aqui.” Ela falou baixinho, e então Karofsky virou-se e notou que há vários metros de distância havia mesmo alguma coisa que parecia uma pessoa deitada no chão.

“O que a gente faz agora?” Karofsky perguntou.

“Vamos até lá.” A garota respondeu, e com cuidado os dois jovens foram se aproximando, e assim que chegaram perto, perceberam que se tratava de uma garota. Seus cabelos estavam desgrenhados, suas roupas rasgadas, seu corpo todo tremia, e havia sangue ao seu lado. Estava mais do que claro que ela havia sido vítima de um estupro.

Leona se ajoelhou ao lado dela, e tentou tocar o seu rosto, mas ela desviou.

“P-por favor... Não me machuque.” A garota implorou, voz trêmula e chorosa.

“Está tudo bem, eu não vou te machucar.” A outra jovem. “Venha, nós vamos cuidar de você.” Leona disse docemente, acariciando os cabelos macios de Quinn. Era de cortar o coração saber que existiam covardes a ponto de machucar uma garota dessa forma. “Me ajude aqui Dave.”

I couldn't tell you

(Eu não poderia te dizer)

Why she felt that way

(Por que ela se sentiu daquele jeito)

She felt it everyday

(Ela sentiu isso todos os dias)

I couldn't help her

(E eu não pude ajudá-la)

I just watched her make

(Eu só a via cometer)

The same mistakes again

(Os mesmos erros novamente)

Be strong, be strong now

(Seja forte, seja forte agora)

Too many too many problems

(Muitos, muitos problemas)

Don't know where she belongs

(Eu não sei onde ela pertence)

Where she belongs

(Onde ela pertence)

A partir desse momento, a vida de Quinn se tornou um inferno. Ela mal conseguia dormir a noite, e quando o sono batia, Jesse sempre estava neles, sua risada debochada, sua mão pesada, o peso de seu corpo sobre ela, tudo voltava para atormentar Quinn, noite após noite.

Suas notas caíram, assim como o seu desempenho esportivo, e ela acabou sendo expulsa das Cheerios por essa razão, o que fez com que os seus pais ficassem furiosos. É claro que eles nunca procuraram saber a verdadeira razão por trás de tanta desmotivação por parte da adolescente, apenas a criticavam e a acusavam, na maioria das vezes muito mais preocupados com o que os outros iriam pensar, do que com o bem-estar de sua própria filha.

E isso não era tudo, Quinn passou a sofrer bullying severo, porque Jesse espalhou pela escola sobre a sexualidade da garota, ocasionando desprezo e hostilidade por parte da maioria de seus colegas, que vandalizaram seu armário mais de uma vez, muitas escrevendo a palavra “dyke” nele e em sua carteira.

Ela tinha até medo de olhar para a direção de Rachel, e sentia calafrios e um nervoso que fechava a sua garganta a ponto de quase fazê-la desmaiar mais de uma vez quando sentia os olhos de Jesse sobre ela.

Mas o pior episódio aconteceu quando ela havia terminado de tomar banho. Ela fazia isso tão rapidamente, com medo de que Jesse pudesse aparecer ali, ou fazer pior, chamar seus amigos para ir com ele, e assim que ela acabou de se vestir, muito mais rápido que um tempo levado por qualquer outra menina, ela acabou vendo Rachel e mais duas amigas, escrevendo ‘dyke’ em seu armário do vestiário, enquanto riam e faziam chacotas sobre ela.

Naquele momento Quinn, ainda escondida, com medo de enfrentar as garotas, e sofrer represálias de Jesse, sentiu que talvez o pouco do bom sentimento que ainda restava em seu peito morrer. Ela se sentia bem mais confortável fantasiando que Rachel era extremamente contra e se sensibilizava com as coisas que ela estava sofrendo naquela escola, porque mesmo com toda aquela merda que ela vinha aturando nos últimos tempos, pensar em Rachel lhe confortava. Ela até conseguia dormir em paz quando a morena aparecia em seus sonhos, mas agora...

Agora ela sabia que Rachel era uma das pessoas que estavam fazendo de sua vida um inferno ainda maior, e pensar que tudo aquilo só havia começado por causa do sentimento que ela manteve pela garota.

Um nó invadiu a garganta de Quinn, ela estava mortificada por dentro, mas ela não ia se permitir chorar. Nunca mais iria se permitir derramar uma lágrima por ninguém, e jurou para si mesma, que não importa o quanto demorasse, Rachel e Jesse iriam pagar por tudo o que estavam lhe fazendo.

She wants to go home, but nobody's home

(Ela quer ir pra casa, mas ninguém está em casa)

That's where she lies, broken inside

(É onde ela fica, despedaçada por dentro)

With no place to go, no place to go

(Sem nenhum lugar pra onde ir, nenhum lugar pra onde ir)

To dry her eyes broken inside

(Para secar seus olhos, despedaçada por dentro)

Her feeling she hides

(Seus sentimentos ela esconde)

Her dream she can't find

(Seus sonhos ela não consegue encontrar)

She's losing her mind

(Ela está perdendo a cabeça)

She's falling behind

(Ela foi deixada pra trás)

She can't find her place

(Ela não consegue encontrar seu lugar)

She's losing her faith

(Ela está perdendo a sua fé)

She's falling from grace

(Ela caiu em desgraça)

She's all over the place

(Ela está por aí )

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Flashback 8 meses atrás

Brittany vivia em uma constante dúvida e medo. Desde o dia que Quinn colocara em sua cabeça que ela e Riley, ela mal trocara palavras com a sua namorada. Quinn havia a agredido mais algumas vezes, nenhuma dessas vezes foram tão violentas quanto a primeira, mas mesmo assim eram suficientes para deixar Brittany bastante machucada.

Quinn, agora fazia questão de a humilhar, xingar e de lhe chamar dos piores nomes na frente de quem quer que fosse, principalmente de Mercedes e seus dois ‘escudeiros’ Finn Hudson e Dave Karofsky, e o primeiro sempre deixava escapar uma risadinha. Ele estava se divertindo muito com a situação, enquanto Karofsky parecia sempre constrangido.

Durante as noites, Brittany nunca negou sexo a Quinn, que sempre a procurava cheia de desejo, mas diferente das outras vezes, quando após o amor, ela a abraçava, e lhe dizia coisas românticas, agora ela fazia questão de lembrar do vergonhoso passado de Brittany e dizendo que ela era uma excelente prostituta, o que deixava a outra arrasada.

The meaning to

(O significado para)

All words of love

(Todas as palavras de amor)

Has disappeared

(Desapareceu)

Mas em um dia, Quinn mandou Karofsky trancar Brittany em um dos quartos vazios da mansão, e ali ela ficou o dia todo, tendo somente uma refeição durante todo o dia, sendo solta somente a noite, onde foi levada pelo mesmo rapaz, diretamente para o quarto, onde ela imaginou que teria que fazer sexo com Quinn até que a loira se cansasse e caísse no sono, mas ela estava enganada, ao chegar no quarto ela encontrou Quinn com duas mulheres, claramente prostitutas.

Apesar de todo o tratamento horrível que ela estava recebendo por parte daquela que ela já nem sabia mais se era mais a sua namorada, seu coração doeu ao ver aquilo.

“Chegou quem faltava para nossa festa começar.” Quinn falou, com as mãos em volta das duas mulheres, que estavam apenas em lingeries, e começaram a rir de Brittany.

“O que aconteceu com o seu olho?” Uma delas perguntou, referindo-se ao olho roxo de Brittany, adquirido na noite anterior, após um soco de Quinn, porque ela havia chorado após Quinn ‘lembrá-la’ de quão puta ela era.

“Isso não é da sua conta!” Brittany respondeu enfirecida.

“Ei ei ei, olhe os modos.” Quinn falou aproximando-se. “É melhor você tratar bem as minhas garotas se não quiser que o seu outro olho fique roxo também.” O tom de Quinn era extremamente sério.

“Por que você me trouxe aqui agora?” Brittany perguntou magoada.

“Você vai servir e as minhas garotas durante a nossa maravilhosa noite.” Quinn respondeu e olhou para as garotas e deu uma piscada.

“Eu não vou servir essas vadias!” Brittany vociferou, mas um tapa forte atingiu sua face esquerda, e antes que ela pudesse se recuperar dela, Quinn segurou seu pescoço, e colocou seus rostos bem próximos.

“Escute aqui, piranha, é melhor você fazer exatamente o que eu estou mandando, caso contrário, você vai sofrer tanto, mas tanto, que vai lamentar o dia que a vagabunda da sua mãe deu para o seu pai e possibilitou você de nascer.” Os dedos de Quinn cada vez mais apertavam o pescoço de Brittany. “Além do mais, nós três vamos estar muito ocupadas, e precisamos de alguém para nos servir, e porque usar a Mercedes quando temos alguém que ama uma putaria como você aqui, não é?” Ao dizer isso, Quinn jogou Brittany contra a parede. “Sirva-nos champanhe.” Ela ordenou, antes de deitar-se na cama com as duas mulheres, e começar a beijá-las e a se esfregar nelas.

Sem outra opção, Brittany fez tudo o que Quinn e as duas prostituas mandaram.

Seu choro baixinho foi abafado pelo som de risadas e gemidos, que só cessaram altas horas da madrugada.

We used to love one another

(Nós costumávamos amar uma a outra)

Live for each other

(Viver uma pela outra)

So, are you friend or foe?

(Então, você é amiga ou inimiga?)

Cause I used to know

(Porque eu costumava saber)

Brittany não agüentava mais aquilo. Era uma situação insustentável, ela iria se livrar de Quinn custe o que custasse.

Notas finais
Músicas: That thing you do (The Wonders)
Nobody´s home (Avril Lavigne)
Friend or foe (T.a.T.u)
*Reviews, por favor?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.