Paixões Violentas
14 Capítulo 14
Notas iniciais
*Espero que vocês gostem, pois tem duas coisas que são muito importantes e que irão mudar o rumo da história. Uma é mencionada, e a outra é uma ação.
*Por favor, não chorem no final (hehehe)
Já estava escuro quando Brittany e Santana retornaram à pousada, cabelos molhados, bochechas coradas e largos sorrisos no rosto.
“Ei Britt, onde você esteve todo esse tem...” Sam começou assim que viu a prima aparecer por ali, mas calou-se uma vez que percebeu o que acabara de acontecer entre as duas mulheres. Ele ficou sério, e os sorrisos dos rostos delas desapareceram. “Nós podemos conversar, Brittany?”
“Claro.” Ela respondeu, e olhou para Santana, praticamente lhe dizendo com o olhar que estava tudo bem.
“Com licença.” Santana falou baixinho, e se retirou dali, indo direto para o seu quarto.
Brittany cruzou os braços e mordeu o lábio inferior, nervosa. Não queria, nem muito menos poderia perder o apoio de Sam naquele momento. Ele estava sendo basicamente a sua última saída, e se ele a pedisse para deixar sua pousada, ela nem saberia para onde ir, mesmo sabendo que deveria fazer esse movimento dali a pouco tempo.
“Britt, o que você está fazendo? Você sabe que não deveria estar fazendo isso, por vários motivos.” Sam falou, não parecia bravo ou chateado, apenas preocupado. “Você não pode colocar a vida da Srta. Johnson em risco, isso é egoísmo.”
“Eu sei.” Brittany murmurou em resposta. Ela sabia que Sophie não era exatamente uma mulher frágil, principalmente após lhe dizer ter vingado a morte de seu pai, mas perto de Quinn ela era extremamente inofensiva, e sim, corria um grande risco caso ela descobrisse.
“Ela sabe sobre o seu passado, sobre essa tal Quinn?” Ele perguntou.
“Eu ainda não falei, mas eu vou abrir o jogo com ela.” Brittany lhe assegurou. Ela sabia que seu primo tinha toda a razão, ela já iria fazer isso mesmo.
“Eu não estou falando pelo seu mal, eu não quero que nada de ruim te aconteça, mas você sabe que existe a possibilidade.” Sam lhe disse, e era a mais pura verdade. Brittany era a menina mais dócil e bondosa que ele conhecia, se existia alguém que não merecia todas as coisas ruins que aconteciam pelas ruas era ela. Ele estaria sempre ali para ela, porque mesmo depois de seu pai ter lhe abandonado sem nenhuma explicação, seus pais, que era a única chance de ela tentar recomeçar uma vida, também a deixaram de uma forma inexplicável, e ele nunca se conformou com isso.
“Eu sei, você é uma das poucas pessoas nesse mundo em quem eu realmente confio e amo Sam.” Brittany respondeu, e abriu um sorriso meio tristonho.
“Eu também te amo Britt, e eu vou te proteger, eu jurei para mim mesmo e para a memória da Tia Norah que eu nunca mais vou deixar nada de mal te acontecer.” Ele se aproximou da prima e lhe deu um abraço.
“Eu nunca vou saber agradecer tudo o que você está fazendo por mim, Sam.”
“Você não precisa agradecer, é minha obrigação.” Ele lhe assegurou e lhe deu um beijo na testa.
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Santana estava extremamente ansiosa, de braços cruzados olhando pela janela de seu quarto. Seu coração estava acelerado, e suas mãos suando frio. Só de pensar que Brittany estava tendo problemas naquele momento, lhe deixava inquieta, mas seus pensamentos e preocupações foram interrompidos pelo som de batidas na porta.
“Sophie, sou eu, Brittany.” Santana rapidamente abriu a porta, e assim que Brittany entrou em seu quarto ela notou algo diferente na expressão da loira.
“Algum problema com o seu primo?” Ela perguntou assim que trancou a porta.
“Não, Sam é bem compreensível, ele só me disse algumas coisas que eu já sabia que deveria fazer, e eu preciso fazer isso agora.” Brittany estava bastante séria, e um pouco nervosa também, isso era facilmente notável.
“Você não... Você quer contar relações comigo, é isso?” Ela iria dizer terminar, mas terminar o quê? Elas nem estavam namorando, ou algo do tipo. Era um apenas um casinho amoroso, voltado para o sexo, como os outros que ela tivera no passado, se não fosse pelo fato de Brittany lhe fazer sentir coisas que até então eram inéditas em sua vida.
“Não exatamente, na verdade é você quem vai decidir isso.” Brittany respondeu, procurando evitar o contato visual com a morena. “Eu quero abrir o jogo com você.”
“Tudo bem, pode falar.” Santana respondeu, um pouco confusa.
“Eu já te falei sobre um pedaço do meu passado uma vez, sobre me prostituir e tal e isso já é o suficiente para as pessoas não quererem nada sério comigo, mas se isso não bastasse eu também me envolvi com gente perigosa, e fiz um monte de merda que me tornaram uma fugitiva, e eu tenho certeza que essa pessoa está atrás de mim, em busca de vingança...” Santana fazia o máximo possível para não demonstrar nem um sinal de culpa. “... Então se você estiver comigo e ela acabar me encontrando, você vai sofrer as conseqüências por uma coisa que você não tem a mínima culpa.”
“Brittany, eu... Eu sei me defender e não sou nem uma santa...” Santana começou.
“Mas eu não quero que outra pessoa inocente se machuque por minha causa, eu não vou suportar mais isso.” Brittany frisou, e colocou as mãos na cintura. “Você não sabe do que essa pessoa é capaz.”
Eu sei sim. Santana pensou, lembrando-se de como Quinn lhe ‘ajudara’ a consumar sua vingança contra Nixon e isso lhe causou um desconforto no estômago.
“Eu não vou desistir de você Brittany.” Ela respondeu com firmeza. “Eu fui policial, recebi um duro treinamento, eu aprendi a me defender, eu posso defender você também.”
“Não, nem pense nisso.” Brittany a cortou. “Isso é arriscado demais, nem pense em enfrentá-la, eu fiz isso e falhei, agora eu tenho que ficar feito nômade me escondendo e colocando a vida de outras pessoas, como você, em risco, se ela me encontrar.”
“Eu não tenho medo dela, nem de ninguém, eu já vi muita coisa ruim na minha vida, você nem faz idéia, e não é essa pessoa que vai me fazer te perder Brittany, não mesmo.” Santana disse, aproximando-se lentamente de Brittany e acariciando seus cabelos. Ela sabia que aquele seria o melhor momento para ela também abrir o jogo com a loira, e colocar tudo em pratos limpos, mas a decepção de Brittany, que possivelmente ela a perderia de vez, então ao invés de falar toda a verdade, ela simplesmente beijou a loira.
“Sophie, você tem certeza que quer se arriscar dessa forma?” Brittany murmurou entre beijos.
“Brittany, coloca uma coisa na sua cabeça, antes de conhecer você eu não imaginava que você fosse capaz de me sentir tão diferente, de me sentir uma nova pessoa, eu não acreditava que pudesse ser alguém melhor, você me deu novo ar, uma nova vida, eu não quero perder você, eu não vou deixar que ninguém machuque você, pode acreditar em mim.” Santana respondeu antes de beijá-la com mais firmeza, colocando suas mãos na cintura da garota, puxando-a mais para si. Ela não deixaria Quinn colocar aquelas mãos sujas dela em sua Brittany.
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Quinn acordou mais uma vez no meio da madrugada. Era a terceira vez, e ainda nem eram três horas. A verdade é que ela não conseguia dormir sabendo que provavelmente essa hora Santana estava com aquelas mãos sujas em sua Brittany. Essa imagem lhe causava náuseas, e inquietação.
Sentou na cama e suspirou fundo. Um forte nó habitava sua garganta naquele momento, mas ela não se permitiria chorar mais por causa de uma vadia como a Brittany, que nunca soube dar valor para tudo que ela havia lhe feito, e sempre pagara com sua ingratidão.
I'm not too sure
(Eunão tenho muita certeza)
How I'm supposed to feel
(Como eu devo me sentir)
Or what I'm supposed to say
(Ou o que eu devo dizer)
But I'm not, not sure,
(Mas eu não tenho, não tenho certeza)
Not too sure how it feels
(Não tenho muita certeza de como é)
To handle every day
(Lidar com isso todo dia)
And I miss you love
(E eu sinto sua falta, amor)
As vezes Quinn se odiava por ter todos os sentimentos, ela sentia que Brittany era apenas mais uma garota com quem ela gostava de transar, mas ao mesmo tempo sentia falta dela ali. Ela tinha ódio do fato de Brittany ter tentado lhe matar e de ser uma grande mentirosa, e de lhe trair anteriormente, ela tinha vontade de lhe matar quando lembrava dessas coisas, mas ao mesmo tempo, ela era sua companhia, e mesmo que pessoas como ela estivessem destinadas a viver assim, sozinhas, ela odiava a solidão, e Brittany era a companhia perfeita, ela era bonita, divertida, carinhosa... Ela a amava, mas sentia um imenso ódio ao mesmo tempo, principalmente por depender dessa pessoa, que pouco se fodia para o que ela estava sentindo, porque naquele momento ela estava lá, dando para aquela corrupta suja da Santana Lopez.
Isso já havia acontecido uma vez, na escola, Rachel Berry era o nome dela, Quinn jamais esquecera e assim como Brittany ela era uma mentirosa que só fez ser ingrata e pisar no coração de Quinn.
Make room for the prey
(Abra caminho para a vítima)
'Cause I'm coming in
(Pois eu estou entrando)
With what I wanna say but
(Com o que eu quero dizer mas)
It's gonna hurt
(Isso vai doer)
And I love the pain
(E eu adoro a dor)
A breeding ground for hate
(Um solo produtivo para o ódio)
Era revoltante para ela, que era alguém, alguém importante, alguém que as pessoas temiam e respeitavam só de ouvir o nome, havia se apaixonado e tornado-se dependente de duas ninguéns como elas. Era inacreditável.
Remember today
(Lembre-se que hoje)
I've no respect for you
(Eu não tenho respeito por você)
And I miss you love
(E eu sinto sua falta, amor)
And I miss you love
(E eu sinto sua falta, amor)
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FLASHBACK UM ANO ATRÁS
Os gemidos de prazer de Brittany ecoavam por todo o quarto, enquanto ela segurava firme no lençol branco, enquanto Quinn beijava a parte mais íntima de seu corpo.
As pernas de Brittany estavam enlaçadas no tronco de sua namorada, que estava tendo um ótimo momento, sentindo o gosto do orgasmo da stripper. Após, ela começou a beijar as coxas de Brittany e fazendo seu caminho de volta, repleto de beijos, na barriga, nos seus seios, chupando e mordiscando por alguns segundos demorados nos mamilos, no pescoço, e por fim na boca, onde Brittany pode sentir seu próprio gosto.
“Você me faz sentir tão bem, garota.” Quinn murmurou, e voltou a beijar Brittany enquanto acariciava os seus seios com suas duas mãos. “Promete que você vai ser para sempre minha?”
I love the way you love
(Eu amo o modo como você ama)
But I hate the way
(Mas eu odeio o modo)
I'm supposed to love you back
(Como devo te amar)
“Eu prometo, e promete que você vai estar do meu lado sempre? Nunca vai me abandonar, ou me machucar?” Brittany perguntou, beijando Quinn novamente.
“Eu prometo.” Quinn respondeu, tirando seu corpo de cima do de Brittany, e deitando ao seu lado, abraçando-lhe. “Você é a garota mais linda de todo esse mundo Britt, eu nunca seria louca de deixar você.” Quinn sorriu ao dizer isso, e beijou delicadamente o pescoço da namorada.
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Dois dias se passaram desde que Brittany havia revelado seu maior medo à Sophie, e apesar de ainda temer por sua vida e pela dela, se sentia bem mais aliviada por ter dito toda a verdade.
Ela agora estava se sentindo adolescente de novo, vivenciando seu primeiro amor, porque esse sentimento era bastante diferente para ela. O sexo em nada se comparava ao que ela já tinha experimentado com os homens e algumas mulheres que utilizaram de seus ‘serviços’, e até mesmo de Quinn, que ela considerava o melhor, antes de encontrar a morena.
Com Sophie ela não se sentia um objeto sexual, alguém que estava ali para ser usada e depois seguir em frente e esquecer-se da noite anterior, como quando era uma prostituta, ou apenas uma posse, como quando estava com Quinn. Ela se sentia em uma situação igualitária com a morena, e isso era fazer amor de verdade.
Seus dias agora basicamente se baseavam em trabalhar durante toda a manhã e parte da tarde, e depois passar as horas restantes ao lado de Sophie, onde elas passeavam pela praia, ou por um vilarejo próximo e depois de retornar à pousada, elas faziam amor, e mesmo que Brittany ficasse cansada ou sonolenta no dia seguinte, ela não se importava. Só precisava de mais daquilo.
Aquele dia Brittany pediu de manhã à Sam para deixá-la sair mais cedo, pois Sophie queria visitar uma pirâmide Asteca que ficava próximo à praia , e o rapaz acabou concordando, após Brittany fazer aqueles olhinhos que sempre convenciam as pessoas a fazerem o que ela queria. Na verdade, ele sabia que esse relacionamento com a nova hóspede, que apesar de não ser apreciado por ele em sua visão profissional, estava fazendo um grande bem para a prima, e como ele sempre quis o melhor para ela, acabou deixando de lado essa crença dessa vez e aceitando tudo com a maior naturalidade. Ele também não era uma pessoa preconceituosa, amor era amor, não importava se fosse entre um homem e uma mulher, dois homens ou duas mulheres, o sentimento era o mesmo e deveria ser respeitado como tal.
O resto do dia Brittany passou olhando para o folheto que Sophie havia lhe entregado na noite anterior, ela não fazia a menor idéia do que ele dizia, pois estava todo escrito em espanhol mas ela podia imaginar o quão bom esse passeio seria.
Quando deu quatro horas, Sophie já estava pronta, lhe esperando na entrada principal, e a jovem tomou um banho rápido e colocou seu melhor vestido e assim que passou pelo primo, sorriu para ele.
“Obrigado Sam.” Ela disse, enquanto o rapaz recolhia alguns copos de algumas mesas.
“Não precisa agradecer Britt, divirta-se e não demore muito para voltar, você sabe que eu fico preocupado.” Ele falou de um jeito simpático.
“Eu não vou demorar, eu prometo.” Brittany respondeu, e antes de sair aproximou-se do primo e lhe deu um beijo na bochecha e quando ela se aproximou de Sophie, a morena acenou para o rapaz, que acenou de volta.
Assim que ele terminou de recolher os copos, ele foi para a cozinha e após lavá-los, começou a gostar alguns legumes para o ensopado que ele prepararia para o jantar, quando ele percebeu a presença de alguém no fundo da cozinha, e virou-se rapidamente para ver quem era. Aquele lugar não era de acesso permitido para fregueses.
No fundo da cozinha estava um rapaz bastante alto, de cabelos castanhos, óculos escuros e pela clareza de sua pele, era notável que não pertencia àquela região. Ele chegava a dar medo, e abriu um sorriso debochado quando o loiro olhou em sua direção e assustou-se diante de sua inesperada presença.
“Quem é v...” Antes que Sam pudesse terminar a pergunta ou fazer qualquer outra ação, o rapaz aproximou-se tão rapidamente, e o segurou pelo pescoço contra a mesa.
“Me diga agora, onde está a vagabunda da sua prima!” Era Finn Hudson que estava ali diante de Sam, e quase asfixiando o rapaz. “Quinn Fabray está com saudade dela.” Os olhos de Sam se arregalaram. Ela havia descoberto, e ele havia prometido não deixar ninguém nunca mais machucar Brittany. “Você é surdo rapaz?”
“Fica... Longe... Da Britt!” Sam grunhiu, e com uma força vinda de onde ele nem sabia, ele conseguiu se livrar de Finn, empurrando o rapaz mais alto e forte para longe dele, e em seguida partiu para cima dele, lhe acertando um soco no queixo. “Você não vai machucá-la!”
“Você quer apostar?” Finn retrucou, e quando mais uma vez o rapaz loiro partiu para cima dele, ele tirou de seu bolso um canivete, que acabou perfurando o tórax de seu rival. Um sorriso sádico surgiu no rosto de Finn assim que a dor paralisou Sam, e fez seus olhos começarem a lacrimejar.
Então o capanga de Quinn Fabray segurou a boca de Sam, evitando que o rapaz gritasse, e puxou com tudo o canivete que ainda estava dentro de seu tórax, e colocou bem na direção de seus olhos, para que ele pudesse ver seu próprio sangue.
“Não se preocupe não rapaz, logo a vagabundinha loira vai lá te visitar... No inferno!” Ao frisar as duas últimas, Finn fincou sem nenhuma misericórdia o canivete no pescoço de Sam, e o golpe foi fatal.
Finn sentiu o peso do corpo de Sam aumentar, e seus olhos permanecerem arregalados. Ainda com o canivete cravado no pescoço do rapaz, ele o deitou evitando fazer barulho. Para sua sorte, haviam poucos hospedes naquela tarde ensolarada, então a chance dele ser visto ou ouvido não eram grandes.
Ele tirou o canivete do rapaz, e o guardou em seu casaco. Em seguida ele saiu e fechou a porta da cozinha, e ao passar pela recepção vazia, encontrou um folheto que ele pegou na mão, ao ver pequenos coraçõezinhos com as siglas B e S em seu interior. Ele não conhecia quase nada de espanhol, mas sabia onde aquele lugar ficava. Era um ponto de referência, e é claro que aqueles desenhos ridículos eram obra de Brittany.
Ele sabia onde começar a procurá-las, uma pirâmide Asteca.
Notas finais
*Então, surpresos com o que aconteceu?
*Deixem reviews, eu quero muito saber o que vocês estão achando, e vocês podem me xingar por ter feito o Sam morrer, eu aceito e acho justo kkkk.
*Obrigado por lerem e se puderem não deixem de acompanhar minha fic 'O Clone', outra história que pode surpreender vocês.
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