Paixões Violentas
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Quinn tem 28 anos, Santana 27 e Brittany 25.
Os outros personagens tem por volta de 23 a 30 também.
Sam e Karofsky tem 26, Mercedes e Mike 29,Finn 27, Tina 25, Puck 30 e Rory 23.
Brittany abriu os olhos, imaginado que os eventos da noite anterior haviam sido apenas um sonho, mas ao virar-se para o lado ela viu que havia mesmo acontecido. Sophie estava ali ao seu lado, dormindo calmamente. Ela sorriu para si mesma, e suspirou logo em seguida. Ela jurou para si mesma que não iria se deixar envolver tão facilmente depois de sua última experiência amorosa, mas isso fora algo irresistível. Havia sido muito mais do que simplesmente sexo, ela havia sentido algo diferente, e que ela não sabia nem ao menos explicar.
Seria tudo tão bom se não ela não soubesse que Quinn nesse momento deveria estar ‘caçando-a’ feito uma louca, e isso com certeza colocaria a vida de Sophie em risco, porque por muito menos ela havia feito coisas terríveis, e lembrar disso só fazia sua cabeça se encher de preocupação e dúvidas.
Mas ela teria que ser sincera, não seria justo colocar outra vida em risco, e ela jamais se perdoaria se algo acontecesse a ela por negligência sua. Nunca.
“Ei...” Ela foi pega de surpresa pelo sussurro da outra. “Bom dia.”
“Bom dia.” A loira respondeu e colou seus lábios nos da outra, lhe dando um beijo quente e molhado, que começou a se intensificar de uma tal maneira, que a próxima sensação que ela teve, foi as das mãos da morena lhe puxando para cima dela.
“Você é incrível.” O sussurro da outra em seu ouvido fez Brittany sentir certas partes de seu corpo pulsarem e umedecerem. Ela então sentou-se sobre a barriga da morena, que começou a acariciar seu corpo começando por suas coxas, subindo até a barriga, e finalmente alcançando seus seios e segurando-os firmemente. “Uau...”
“Hmmm...” Cada vez mais excitada pelas carícias da morena, Brittany começou a movimentar-se lentamente, esfregando seu íntimo na outra. Santana fechou os olhos, e apenas ficou ali sentindo um calor crescente, que queimava como fogo no meio de suas pernas. Ela mordeu seu lábio inferior, quando sentiu Brittany gozar. “Oh meu Deus...” Santana abriu os olhos, no exato momento em que a stripper levou uma de suas mãos até o meio de suas pernas, tocando sua parte íntima e em seguida levando até a boca. “Hmmm” Ela piscou para Santana enquanto sentia seu próprio gosto.
Tomada pelo desejo a latina inverteu as posições, e deitou-se em cima da loira. Ela começou a beijá-la com certo desespero, nos lábios, rosto, queixo, pescoço, colo, e finalmente os seios. Ela beijou ao redor deles, e em seguida começou a sugar um dos mamilos, fazendo Brittany suspirar fundo.
“Ei Britt, está tudo bem?” Era a voz de Sam do outro lado da porta, após duas batidas. Santana olhou para Brittany, que estava surpresa.
“É... Eu estou, por quê?” Ela perguntou meio confusa.
“Você está atrasada, achei que você estivesse passando mal ou algo assim.” Ele explicou.
“Ah desculpe Sam, eu só dormi um pouco além da conta, desculpa.” Brittany disse. “Eu já estou indo te ajudar.”
“Tudo bem.” Ele respondeu. “Eu estou esperando.” Elas ouviram os passos do rapaz se afastando.
“Caramba, esqueci completamente do horário.” Brittany falou, levantando-se e indo até o armário em busca de uma roupa. “Você me fez esquecer o horário.” Ela sorriu para Santana ao dizer isso.
“Bom, eu vou indo também.” Santana se levantou e começou a pegar suas roupas do chão.
“Que tal irmos a praia depois do meu expediente? É sempre vazio lá no final da tarde.” A loira sugeriu.
“Eu acho ótimo.” A latina respondeu, e em poucos minutos ambas estavam vestidas. Santana se aproximou de Brittany e lhe deu um beijo nos lábios. “Eu vou estar te esperando no final do seu expediente.” Ela sussurrou para Brittany antes de destrancar a porta e deixar o quarto.
Brittany estava decidida, aquele seria o momento em que ela abriria o jogo com Sophie, e contaria a verdade sobre o seu passado e também sobre como se ela quisesse manter um relacionamento sua vida estaria em perigo. Ela tinha plena consciência de que isso poderia fazer perder a garota por quem ela estava nutrindo um certo sentimento aquela altura do campeonato, mas não seria justo e ela não agüentaria ver Quinn machucando mais uma pessoa por sua causa.
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FLASHBACK SETE ANOS ATRÁS
Santana acordou assustada no meio da madrugada. Era só mais um pesadelo, só mais um pesadelo, ela repetiu em pensamento para si mesma.
Levantou-se da cama e foi até a cozinha pegar um copo de água gelada. Ela sentou-se na mesa, e ficou ali pensando em seus atos nos últimos dias. Fazia duas semanas que ela com a ajuda de Mike, Quinn e seus capangas ela havia matado Nixon, de uma maneira tão cruel que os gritos dele enquanto queimava ainda ecoavam em sua cabeça.
“Santana, está tudo bem?” Ela assustou quando a viu a mãe parada no corredor.
“Eu só estou sem sono.” Santana respondeu evitando o contato visual com a mulher, que caminhou até a mesa e sentou-se de frente com a filha.
“Santana, tem alguma coisa errada, eu sei disso, não tente me enganar.” A mulher disse com um tom muito sério. “Me diga o que é.”
“Não é nada, mãe.” Ela respondeu com certa impaciência e receio também. Se sua mãe soubesse o que ela tinha feito iria se decepcionar tanto, mas tanto que ela não conseguia se imaginar olhando em seus olhos novamente, ou mesmo se sua mãe ainda fosse querê-la dentro de sua casa.
“Faz dias que você está parecendo uma criança insone, é óbvio que alguma coisa está errada, eu não sou idiota Santana.” A jovem levantou-se da mesa e virou de costas para a mãe. Ela não podia falar o que realmente estava acontecendo. “Santana...”
“Mãe, me deixa em paz, isso não é nada que a senhora possa fazer algo para mudar.” Ela respondeu cruzando os braços e segurando as lágrimas.
“Eu sei quem Nixon era, Santana.” Quando a policial ouviu isso ela sentiu um buraco no estômago. “Eu ouvi sobre o desaparecimento dele no rádio, e foi exatamente no mesmo dia em que você chegou tarde em casa por estar fazendo um trabalho extra não é?”
“Ele era um lixo, ninguém realmente sente falta dele.” Ela disse após alguns minutos. Maria sacudiu a cabeça, apesar de tudo ainda havia uma pequena chama de esperança que sua filha não teria sido capaz de fazer aquilo, ela não havia criado uma pessoa capaz de matar uma outra.
“Você acha que isso valeu a pena de alguma coisa?” Ela perguntou firme. Santana sacudiu a cabeça e abriu um sorriso irônico. Isso assustou Maria. “Eu não te reconheço mais... Como você acha que vai viver agora? Você não vai ter uma noite de sono em paz...”
“Não, eu não teria noites de sono em paz se deixasse o homem que matou o meu pai vivendo numa boa, não, nunca!” Ela esbravejou. “Ele está no lugar onde merece agora, no inferno!” Ela disse, voltando para o quarto, para a surpresa de sua mãe. Maria começou a chorar.
Aquele era um caminho sem volta e sangrento, o mesmo caminho que Alejandro cometeu o erro de trilhar anos atrás, e agora Santana fazia exatamente a mesma coisa. Seu coração se apertou naquele momento só de pensar em tantas coisas ruins que poderiam acontecer a sua filha, e sinceramente ela não iria agüentar. Santana foi o motivo para ela continuar após a morte de seu marido, se ela a perdesse também sua vida não teria sentido algum.
Santana por sua vez trancou a porta de seu quarto e sentou-se em sua cama. Suspirou fundo, pois odiava aquela situação, estar brigada com sua mãe. Ela ficou ali, refletindo por algum tempo.
O que seu pai pensaria dela se soubesse o que ela fizera, por ele e por sua mãe, ela só queria justiça. Nixon tirou a vida de um homem e por conseqüência prejudicou a vida de duas pessoas dependentes dele, ele nem quis saber, ele simplesmente puxou o gatilho quatro vezes a queima roupa e saiu impune por anos e anos, agora tudo havia acabado, ele provara do mesmo veneno. Ele mereceu o que teve.
Ela só não queria perder o amor de sua mãe, nunca, preferia a morte à isso.
A policial pegou sua carteira no criado mudo ao lado de sua cama e a abriu. Lá havia uma foto de seu pai, segurando-a, ainda um bebê, pouco mais de um ano de idade.
As coisas teriam sido tão diferentes se ele ainda estivesse ali, se ela tivesse tido a chance de crescer ao seu lado, talvez ela pudesse ter ido para uma faculdade, ela teria sido alguém melhor, com um futuro definido e com certeza menos errática.
Father, you left me, but I never left you
(Pai, você me deixou, mas eu nunca o deixei)
I needed you, you didn't need me
(Eu precisei de você, você não precisou de mim)
So I, I just got to tell you
(Então eu, eu apenas tenho que lhe falar)
Goodbye, goodbye
(Adeus, adeus)
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Santana saiu de casa antes mesmo de sua mãe se levantar, para evitar mais estresse. Assim ela acabou tomando um café na rua mesmo, antes de ir para a delegacia, onde o assunto não era outro além da investigação sobre o desaparecimento de Nixon.
Assim que ela colocou os pés no departamento ela viu uma mulher acompanhada de um adolescente e duas crianças. Todos choravam principalmente a menina mais nova, que provavelmente não tinha mais que sete anos. O delegado Rutherford aproximou-se deles com uma expressão bastante pesarosa.
“Nós sentimos muito Sra. Nixon, provavelmente seu marido não será encontrado.” Ele disse tocando no ombro da mulher. As crianças começaram a chorar ainda mais ao ouvir isso, e foi basicamente como se Santana estivesse se vendo no lugar dos filhos dele. Ela sabia o quanto doía aquilo.
Quando a menina caçula olhou em sua direção, ela sentiu-se um verdadeiro monstro, muito pior que Nixon. Os olhos inchados e vermelhos da menina assemelhavam-se muito ao que ela via quando ela olhava para o espelho em dor pela morte de seu pai. Mais três pessoas no mundo passariam pelo mesmo processo doloroso que ela, e tudo porque ela foi egoísta e fraca para não seguir sua vida sem pensar um único dia em vingança, e se as crianças fossem iguais à ela, ela seria a próxima nessa lista.
Children, don't do what I have done
(Crianças, não façam o que eu fiz)
I couldn't walk and I tried to run
(Eu não pude caminhar e eu tentei correr)
So I, I just got to tell you
(Então eu, eu apenas tenho que lhes falar)
Goodbye, goodbye
(Adeus, adeus)
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Santana estava encostada em uma árvore, enquanto aguardava ansiosamente por Brittany, que já deveria estar livre de seu serviço. Ela observava o mar, enquanto pensava em uma forma de contar toda a verdade à loira sem magoá-la, ou fazê-la ficar apavorada por saber que Quinn já sabia de sua localização. Seria uma árdua tarefa.
“Ei Sophie!” Ela olhou para o lado, com o seu sorriso encantador e inocente. “Pronta para um banho de mar?” Santana apenas sorriu e seguiu de perto a outra garota para uma praia deserta há poucos metros dali.
As duas correram para o mar, e Brittany se aproximou de Santana, lhe abraçando por trás. Era algo tão bom, e ela não esperava viver aquilo outra vez, pelo menos não com tanta rapidez assim.
“Se eu pudesse passaria o resto da minha vida aqui, com você.” Brittany sussurrou em seu ouvido. “Eu não sei explicar direito, mas estar com você me traz uma paz tão grande...” Santana mordeu o lábio inferior no exato momento em que Brittany começou a beijar seu pescoço. Brittany por sua vez tinha dentro de si, que aquela garota nunca seria capaz de lhe fazer as coisas que Quinn lhe fizera.
“Brittany... Eu preciso te dizer uma coisa.” Santana começou com um grande pesar, pronta para perder tudo de bom que estava lhe acontecendo. Ela se virou e encarou a loira.
“Na verdade, eu também preciso te dizer algumas coisas, mas, por favor, vamos deixar isso para depois, eu só quero aproveitar esse momento com você, sem nenhuma preocupação, tudo bem?” A loira disse, enquanto acariciava seu rosto com uma de suas mãos. Santana então fechou os olhos, e beijou a outra, segurando-a mais firme, e puxando-a mais para si.
Elas estavam tão envolvidas em seus beijos e carinhos que nem observaram que há poucos metros dali Rory Flanagan estava escondido atrás de algumas árvores, tirando fotos daquele momento apaixonado. Ele sorriu para si mesmo após um certo número de fotos.
“Caliente...” Ele murmurou orgulhoso de seu trabalho. “Vamos ver o que a Srta. Fabray vai achar disso tudo.”
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Quinn terminava de jantar quando seu celular tocou, avisando que tinha mensagem. Ela olhou e viu serem de Rory, dizendo que seu trabalho estava terminado e tudo que ela precisava ele havia mandado em seu e-mail.
Sem demora ela foi até o seu escritório e sentou-se na frente de seu computador. Por algum motivo desconhecido a mensagem de Rory havia lhe deixado com um nó na garganta de ansiedade.
Ela digitou o e-mail e a senha, e demorou alguns segundos até clicar no e-mail de Rory, que tinha um anexo. Seu coração estava acelerado, mas ela clicou. Quando ela abriu as fotos anexadas sentiu seu sangue ferver e tudo ao redor sumir de seu campo de visão.
Suas mãos estavam trêmulas que ela mal conseguia mexer com o mouse, e seus pés pareciam estar flutuando. Ela não evitou o choro frenético, a cada vez que ela mudava de foto.
Nelas Santana e Brittany estavam juntas, agarradas, no mar, se beijando, de forma calorosa e até apaixonada. Quinn não agüentou. Era como se um monstro, furioso, tivesse crescido dentro dela. Ela só queria colocar as suas mãos em Santana, e socá-la, até que ela perdesse a consciência, para sempre. Queria vê-la morta, queria ter o prazer de enterrar a maldita traidora.
Nunca em sua vida sentira tanta raiva.
I've got a word of thanks
(Eu tenho palavras pra agradecer)
Thanks that I’d like to say
(Agradecer aquilo que eu gostaria de falar)
For the rage that I feel
(Pela fúria que eu sinto)
For the rage that I feel today
(Pela fúria que eu sinto hoje)
Cause I made I made I made
(Porque eu fiz, eu fiz, eu fiz)
The mistake, the mistake of trusting you
(O erro, o erro de confiar em você)
Ela colocou as mãos no rosto, tentando enxugar as lágrimas, que eram incessantes naquele momento. Santana tinha que pagar, ela sabia que Brittany era sua garota, e mesmo assim ousou a se envolver com ela.
A loira se levantou e tacou o abajur de sua mesa contra a parede. Cada vez que ela pensava em Santana sua raiva só fazia aumentar.
People like you just fuel my fire
(Pessoas como você apenas alimentam meu fogo)
People like you just fuel…
(Pessoas como você apenas alimentam...)
Logo que ouviu o barulho do abajur se espatifando Finn foi ver o que estava acontecendo. Ele entrou vagarosamente no escritório e viu Quinn ali, chorando com os olhos arregalados para o seu computador.
“Srta. Fabr...” Os olhos de Quinn se fixaram em sua direção.
“Era com você mesmo que eu queria falar.” Ela o cortou com um tom sombrio.
My layers are thick
(Minhas camadas estão grossas)
And I got a bad attitude
(E eu tenho uma má atitude)
Yeah that knife in my back
(Sim, aquela faca nas minhas costas)
Has fingerprints that belong to you
(Tem digitais que pertencem a você)
Gotta grudge gotta grudge gotta grudge
(Tenho rancor, tenho rancor, tenho rancor)
That I’m holding for you
(Que estou guardando pra você)
As long as I live
(Enquanto eu viver)
'Cause you lied you lied you lied
(Porque você mentiu, mentiu, mentiu)
And that's something that I can't forgive
(E isso é uma coisa que eu não consigo perdoar)
You liar!
(Sua mentirosa!)
“Qual o problema?” Ele perguntou, meio temeroso.
“Arrume suas coisas, você vai para o México o mais rápido possível.” Ela falou, tentando não chorar mais. “Você vai trazer a minha garot... Você vai trazer Brittany de volta para mim.” Ele concordou com a cabeça, mas sem entender, afinal esse não era o motivo da Lopez ter sido ‘contratada’?
“Mas, e a Lopez?” Os olhos de Quinn se encheram de ódio só de ouvir aquele sobrenome.
“Lopez?” Quinn crispou os lábios, e não pôde esconder sua antipatia ao dizer o sobrenome da outra. “Mate-a, não pense duas vezes, apenas mate-a.”
“Sim, senhorita.” Ele concordou e saiu dali, disposto a tudo para cumprir as ordens de sua chefe.
Notas finais
*Deixem reviews, por favor.
*Obrigado por lerem.
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