Paixões Violentas
12 Capítulo 12
Notas iniciais
*AVISO: O capítulo a seguir contem certo grau de violência, o que talvez possa desagradar algumas pessoas.
*Apesar de tudo, espero que gostem desse capítulo.
..."Quer ir para o meu quarto?" Brittany sussurrou no ouvido da latina, de uma forma tão sedutora que chegava a ser criminosa, e claro, com seu sangue quente Santana jamais poderia lhe negar aquilo.
"Sim, eu quero muito, estou quase explodindo de tanto tesão." As palavras da latina fizeram o calor no meio das pernas da loira se intensificar, assim como seus batimentos cardíacos e sua respiração. Ela sorriu, segurou na mão da latina e as duas seguiram para o quarto onde a loira estava.
Uma vez lá dentro, os beijos foram se tornando mais quentes. E sem desconectar seus lábios dos da morena, Brittany trancou a porta. E as duas imediatamente foram até a cama, onde a loira empurrou a outra, fazendo-a deitar-se de costas, enquanto colocou-se joelhos entre as pernas dela, e começou a abrir o zíper de seu jeans lentamente. Santana sorriu.
Ela não era nem uma santa, já havia estado com muitas garotas, mas nenhuma havia conseguido se sentir daquele jeito. E ao sentir Brittany puxando a sua calça, ela fechou os olhos, desejando o poder de poder gravar aquele momento, as sensações que invadiram o seu íntimo, e reviver aquilo de novo e de novo e de novo.
Perdida em seu próprios sentimentos, ela sentiu o corpo quente de Brittany sobre o dela, e o choque entre seus lábios em seguida foi a combustão. Ela precisava daquilo como nunca precisara de nada antes em sua vida. Ela queria Brittany e não só por aquela noite, e nada nem ninguém iria entrar em seu caminho.
She makes the hairs on the back of my neck stand up
(Ela faz os pêlos da minha nuca se arrepiarem)
With just one touch and I erupt
(Com apenas um toque, e eu entro em erupção)
Like a volcano and cover her with my love
(Como um vulcão e a cubro com meu amor)
Baby girl you make me say
(Garota você me faz dizer)
Ohohoh
(Ohohoh)
Em poucos segundos as peças de roupas restantes estavam no chão, e quando a loira sentou-se em cima do abdômen de Santana, a latina se viu possibilitada de acariciar seus seios, tão macios e que estavam lhe deixando com água na boca.
“Ohhh, isso é tão bom, continue, continue...” Brittany gemeu, fazendo a latina intensificar suas carícias, tornando-as até um pouco rude. Aqueles murmúrios de prazer era o combustível que Santana precisava para soltar-se de vez, e Brittany era o que faltava para ela se abrir para o amor, um sentimento novo em sua vida.
As mãos ávidas de Brittany seguraram em sua nuca, trazendo-a para mais perto de si, possibilitando assim mais um fogoso beijo.
And I just can't think (of anything else I'd rather do)
(E eu apenas não posso pensar (em qualquer coisa que eu prefira fazer))
Then to hear you sing (sing my name the way you do)
(Depois de ouvir você cantar (cantar meu nome do jeito que você faz))
Oh, when we do our thing (when we do the things we do)
(Oh, quando nós fazemos as nossas coisas (quando nós fazemos as coisas que fazemos))
Baby girl you make me say…Ohohoh
(Garota você me faz dizer...Ohohoh)
Santana usou parte de sua força para inverter as posições. Ela agora estava no comando, e seus lábios foram descendo pelo corpo de Brittany, explorando cada centímetro do corpo escultural da garota com beijos, lambidas e mordidas, que se iniciaram no pescoço, e foram descendo lentamente pelos seios, abdômen, e fez Brittany tremer quando chegaram ao interior de suas coxas.
“Oh meu Deus... Por favor, não para.” A loira praticamente implorou, aquela sensação estava lhe matando por dentro, seu coração disparado e seu sangue acelerado em suas veias. Suspirou fundo, o seu sexo molhado já adiantara o que estava para acontecer, e quando finalmente aconteceu, ela sentiu seu corpo se friccionar, mas relaxar logo em seguida. A latina sabia como fazer, controlando o ritmo, enlouquecendo a loira, que começou a segurar firme no edredom, e a mover o seu quadril, para que assim a língua de Santana pudesse lhe penetrar mais profundamente. Sua respiração foi se tornando cada vez mais ofegante, e quando finalmente ela alcançou o seu clímax, começou a sorrir.
“Oh, você é tão... Você é incrível...” Brittany falou com certa dificuldade, enquanto Santana deitou ao seu lado, e tomou sua mão entre as delas, colocando-a logo abaixo de seu seio esquerdo, possibilitando-a de sentir as batidas apressadas de seu coração.
“Ninguém nunca me fez sentir assim antes.” O tom de voz de Santana era suave, quase que apaixonado. “Isso não é só pelo sexo, isso é pelo sentimento que eu tenho aqui dentro por você, por favor, não se afaste de mim.” Só com essa possibilidade Santana já sentia um nó na garganta, então Brittany levou as duas mãos até o rosto da morena, e acariciou o seu cabelo com a ponta dos dedos.
“Eu não pretendo fazer isso.” Brittany praticamente sussurrou com um sorriso abobado. “Você tem olhos lindos.”
“Você também tem.” Ao dizer isso ela deu um beijo rápido nos lábios da garota. E um forte e terrível sentimento invadiu seu peito naquele momento. Ela estava ali com Brittany sendo finalmente quem sempre quis ser, mas ao mesmo tempo, com um nome falso, interpretando um personagem. “Eu preciso ir.” Ela falou rapidamente, tentando se levantar, mas Brittany segurou seu braço.
“Não Sophie, por favor, fique, eu quero passar a noite toda ao seu lado.” Brittany falou de uma forma bastante tímida, mas de uma forma que a outra jamais seria capaz de lhe negar.
Santana enlaçou os braços em volta de Brittany e deu um beijinho em sua nuca, lhe causando um pequeno risinho.
Sexy love
(Meu amor sexy)
Girl the things you do (oh baby, baby)
(Garota, as coisas que você faz (oh baby, baby))
Keep me sprung
(Me deixa louco)
Keep me running back to you (oh baby, I)
(Me faz correr até você (oh baby))
OhI love
(Oh eu amo)
Making love to you
(Fazer amor com você)
Baby girl you know you're my
(Garota você sabe que é meu)
Sexy Love.
(Amor sexy)
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FLASHBACK SETE ANOS ATRÁS.
Santana e Mike foram juntos ao encontro de Quinn Fabray, em um apartamento bem simples para o seu nível econômico.
A latina estava nervosa, um pouco temerosa, ela admitia, estava desarmada e iria ali em busca do apoio necessário para que ela finalmente conseguisse a sua vingança, e assim deixar aqueles pesadelos para trás e seguir sua vida a partir dali.
“Está com medo?” Mike sussurrou para ela, logo que eles colocaram os pés no elevador para o apartamento. Santana negou com a cabeça. Não gostava de demonstrar fraqueza. “Vai ficar tudo bem.” Ele lhe assegurou e deu um pequeno sorriso.
Quando finalmente eles entraram no apartamento, eles encontraram uma jovem loira sentada em uma poltrona, acompanhada de dois brutamontes, um corpulento e o outro muito alto.
“Ora ora Chang, trouxe uma amiga, e que bela amiga.” Quinn comentou com um sorriso malicioso, mas Santana apenas acenou com a cabeça. “Então, você é Santana Lopez?”
“Sim, sou eu.” Ela confirmou. Quinn piscou para ela.
“Você não me disse que a sua amiga era tão bonita Mike.” Em uma situação normal a policial já teria perdido sua paciência com aquela metidinha a galanteadora, mas aquilo exigia cuidado triplicado. “Então, sentem-se, aceitam um uísque de acompanhamento na conversa?”
“Por favor.” Mike respondeu, então Quinn apenas olhou para o ‘segurança’ corpulento que pegou três copos e serviu aos três. Mike e Santana estavam sentados lado a lado em um confortável sofá, de frente para Quinn.
“Então, que ventos te trazem aqui, Chang?” Ela perguntou, olhando mais para Santana do que para o rapaz.
“Na verdade Fabray estou com problemas... Nós estamos com problemas.” Essas palavras fizeram a atenção de Quinn se voltar para o chinês.
“Como é?” Ela perguntou sem certeza do que ouvira.
“O meu superior sargento Nixon, ele descobriu sobre o nosso esquema e... E agora ele está me ameaçando...” Quinn começou a rir.
“Isso só pode ser brincadeira, como você deixou isso acontecer, idiota?” Quinn vociferou. “Olha aqui cara, eu não vou deixar você me ferrar não, hein?”
“Ele está ameaçando acabar comigo...” Mike tentou se explicar, mas Quinn se levantou de sua poltrona e avançou contra Mike.
“EU ACABO COM VOCÊ ANTES!” Ela explodiu.
“Espera um pouco, tudo bem?” Santana interviu, fazendo a traficante olhar para ela, confusa. “Nós viemos aqui para propor uma forma de resolver esse problema?”
“Como? Eu quero uma solução!” Quinn exigiu com impaciência.
“Vamos acabar com o Nixon, dar fim nele de uma vez por todas.” Santana respondeu, mas o riso da traficante foi de deboche.
“Oh, é sério?” Ela ironizou.
“Você tem uma idéia melhor?” A latina já estava sentindo seu sangue começar a ferver, mas fazendo uma enorme força mental para se controlar, afinal ela estava desarmada.
“Essa é a única solução querida.” Quinn falou crispando os lábios.
“Mas eu tenho um plano, porque eu quero muito me livrar desse cara, eu realmente preciso disso.” Santana falou, quase implorando para que a traficante lhe ajudasse.
“É mesmo, e por que morena?” Ela perguntou, agora intensamente para Santana.
“Me chame de Lopez, certo?” Ela falou com certa impaciência, com aquele jeito galanteador de Quinn.
“Certo, Lopez.” Quinn respondeu em um tom áspero, obviamente ela não gostara da última frase de Santana. “Qual o seu problema qual o sargentinho?”
Mike e Santana se entreolharam, porque ambos sabiam que ela realmente não queria dividir coisas tão pessoais dela com uma desconhecida, principalmente uma que não lhe despertou nem uma simpatia.
“É uma longa história.” Ela respondeu, tentando evitar repetir o que lhe machucava tanto, mas Quinn sorriu e sentou-se novamente em sua poltrona.
“Não tenho pressa, pode me contar.” Ela falou e tomou mais um gole de seu uísque. “E me fale do seu plano também.” Era visível pela expressão de Santana que aquilo a machucava, mas o ódio e a tristeza eram o que mostravam o que uma pessoa realmente era, e ela sabia bem disso, por experiência própria. Santana mordeu o lábio inferior, e suspirou.
“Tudo bem, eu falo...”
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Dias após seu encontro com Quinn Fabray, era a hora de colocar seu plano em ação. Santana mal dormira naquelas noites, e quando o sono lhe vencia seu pai estava sempre lá, para lhe assombrar, e lembrar de seu objetivo. Ela não podia falhar, e ela repetia isso para si mesma seguidamente em pensamento.
“Bom dia Santana.” Sua mãe lhe disse sorrindo, como era a de costume. Todas as manhãs ela sorria para Santana, mesmo naquelas após ao assassinato de seu pai. Depois da morte dele ela havia se desdobrado para criar a filha, trabalhando com empregada, de manhã até a noite, muitas vezes chegando em casa tão tarde, que Santana estava até dormindo.
“Bom dia, mãe.” Ela respondeu com os olhos baixos.
“Seu café, sem açúcar como você gosta.” Ela entregou uma caneca para Santana, que sorriu para ela, mas Maria não pôde deixar de notar algo estranho por trás daquele sorriso de sua filha naquela manhã. Algo estava lhe perturbando. “Qual o problema Santana?”
“Problema?” Ela balançou a cabeça. “Problema nenhum, por que a pergunta?” Ela tomou metade do líquido da caneca em um só gole.
“Eu sei que você está com algum problema, por que não se abre comigo? Eu sou sua amiga Santana.” Maria insistiu, não queria sua filha sofrendo ou com problemas, mas ela era um tipo complicado de se conversar.
“Porque eu não tenho nada para falar, mas que coisa.” Ela respondeu e suspirou, impaciente.
“Eu não quero te aborrecer Santana...” A mulher começou a se explicar com certa timidez.
“Não, não madrecita, a senhora não me aborrece nunca, a senhora é meu mundo.” Santana lhe assegurou e lhe deu um beijo na testa.
“Você também é o meu mundo, Santana, por isso eu me preocupo tanto com você.” A mulher disse. “Eu só quero você longe de problemas, porque existem certas atitudes que depois de tomadas não podem ser desfeitas.” Às vezes sua mãe parecia ler seus pensamentos, e estava apelando para que ela não fizesse nenhuma besteira, mas mesmo assim ela estava determinada e iria até o fim, até porque naquele altura do campeonato, não tinha outra saída Quinn e seus homens já estavam preparados para a ação.
“Está tudo bem madrecita, não se preocupe, vá trabalhar com a cabeça fresca, tudo bem? Santana piscou para ela.
“Eu confio em você niña.” A mulher disse com um sorriso inocente, que fez Santana se sentir a pior pessoa do mundo por estar enganando a pessoa mais importante de sua vida, a única que realmente importava. “Faça o seu trabalho e volte para casa, eu vou fazer burritos, os seus favoritos para o jantar.” A expressão de Santana mudou na hora.
“É... Mãe, eu... Eu vou ter um serviço extra hoje, provavelmente eu vou chegar bem tarde, por favor não me espere.” Ela falou, mas Maria chacoalhou a cabeça.
“Santana... Santana, cuidado filha, cuidado.” Ela mordeu o lábio inferior. “Cuidado minha filha, o meu coração hoje amanheceu tão apertado...”
“Ah mãe, não comece com essas besteiras, agora é sério, eu tenho que ir.” E sem dar nem um espaço para a mãe dizer mais nada, ela simplesmente deixou a caneca com metade do café dentro e deixou sua casa.
Keep you in the dark you know they all pretend
(Te mantêm no escuro, você sabe que todos fingem)
Keep you in the dark and so it all began
(Te mantêm no escuro e assim tudo começou)
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“Então, não desistiu do encontro, é?” Uma sedutora Santana falou para Nixon, logo que o turno deles terminara, e ambos se encontraram há várias quadras do distrito em que atendiam.
“Você não conhece esse garanhão aqui Lopez, vou te manter acordada a noite toda, sua gostosa, e só vou implorar quando você já estiver realmente exausta e arrebentada.” O sorriso malicioso de Nixon foi tão nojento, e a única coisa que aquelas palavras era uma repulsa tão grande que ela queria cuspir na cara dele, mas ela estava tão próxima de seu grande objetivo, que não valeria a pena estragar tudo agora.
“Não quero mais esperar, estou louco para ficar com você, meu garanhão.” Ela deu um beijo rápido nos lábios daquele homem quase trinta anos mais velho que ela e sentiu nojo de si mesma naquele momento.
“Hmm ela é fogosa, e ta cheia de tesão...” Ele provocou, beijando o pescoço da latina, que se controlava para não enfiar uma bala na cara dele ali mesmo. “Sabe de uma coisa Santana? Desde a primeira vez eu sempre soube que você era desse tipo assim...” Ao vê-la levantando uma sobrancelha, ele riu. “Morena gostosa, fácil, vai fala para mim, você gosta mesmo é de uma rola bem grossa como a minha, eu sei que sim.”
“Claro.” Ele começou a rir mais alto.
“Vamos logo para esse lugar, eu vou te mostrar o que é um homem de verdade.”
“Não se preocupe, porque lá eu vou te mostrar tudo o que eu sei fazer.”
Send in your skeletons
(Envie seus esqueletos)
Sing as their bones come marching in again
(Cante enquanto seus ossos vêm marchando... outra vez)
The need you buried deep
(A necessidade que você enterrou profundamente)
The secrets that you keep are at the ready, are you ready?
(Os segredos que você mantém estão sempre prontos, você está pronto?)
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Santana passara dias flertando com Nixon, e ele como todo babaca enlouqueceu ao imaginar que uma jovem tão atraente iria mesmo se interessar por ele. A latina sabia que ele era casado e tinha três filhos, e era tão mau-caráter que nem isso o impedira de ir atrás de uma garota bem mais jovem que sua esposa na primeira oportunidade. Provavelmente ele já deveria ter feito com outras.
Quinn dera a Santana um endereço de uma casa que ela possuía em um lugar abandonado, onde ela dava um fim em seus desafetos. E a latina já tinha ido lá com Mike para inspecionar o local, e era extremamente seguro, nada nem ninguém para salvar o sargento naquela noite.
Quando eles finalmente chegaram, em carros separados, Santana desceu e entrou primeiro no local, que estava todo escuro. Nixon sem demorar seguiu a garota, mas antes que ele pudesse tocá-la assim que adentrou o local, ele foi atingido por uma forte pancada na cabeça, que o fez desmaiar.
Quando ele acordou sentiu o sangue escorrendo por seu rosto, e suas mãos estavam algemadas em um cano, enquanto suas roupas estavam no chão, menos a sua cueca. Ele olhou ao redor, e lá estavam Santana, Mike, dois homens desconhecidos e pasmem, Quinn Fabray, a traficante estava ali também. Todos olhando para ele com uma expressão diabólica no rosto, e ele que era na maior parte do tempo um homem destemido sentiu vontade de chorar.
“Ei... Ei o que est.. O que está acontecendo aqui? Santana?” Ele falou para ela, ainda meio atordoado pela pancada. “Chang, seu traidor!”
“Cala a boca, idiota, aqui você só vai ouvir!” Santana falou com impaciência, e ele olhou para ela com repulsão.
“Você armou isso para mim, sua piranha!” Ele apenas sentiu um golpe de mão aberta em seu rosto.
“Presta atenção como você fala comigo, seu bosta, assassino!” Ele olhou para ela com um olhar intrigado.
“Assassino?” Ele murmurou.
“Eu sonhei por tantos anos com esse momento, o dia que ia colocar as mãos em você e te fazer pagar por todo o sofrimento que eu e minha mãe passamos seu miserável!” Santana falou com os olhos arregalados, praticamente em êxtase. “Agora é sua vez de chorar, seu merda!”
“Eu não sei do que você está falando, garota.” Ele se defendeu, imaginando que aquela menina era louca.
“Ah, é? Eu imaginei que você não se lembraria, mas eu vou refrescar a sua memória.” Ela falou, então tirou do bolso uma pequena foto antiga, que ela colocou bem na visão de Nixon, que ficou extremamente surpreso com a imagem. Um traficante latino que ele e um parceiro dizimaram anos atrás. “Lembra dele? Alejandro Lopez, o maior traficante de Lima Heights, e sabe quem ele é? Meu pai!” Lágrimas começaram a aparecer nos olhos de Santana. “Então, acho que você sabe por que está aqui, agora.”
“Seu pai era um band...” Mas antes que ele pudesse terminar a sentença outro tapa atingiu sua face direita.”
“Não abra essa sua boca maldita para falar uma palavra sobre alguém da minha família, principalmente do meu pai!” Nixon apenas abaixou a cabeça, já que Santana estava praticamente cara a cara com ele. “Olha para mim, covarde, olha!” Ele levantou a cabeça lentamente. “Eu não sou uma pessoa muito religiosa, mas eu conheço bem aquela lei do antigo testamento bíblico, olho por olho, dente por dente, e agora será usada contra você.”
“Por favor, não... Eu te imploro, eu não falo sobre isso para ninguém, mas, por favor, Santana não, tenha piedade, você é uma pessoa melhor que eu.” Ele insistiu, quase enfartando de tanto medo do que estava por vir.
“Não, eu não sou, eu sou filha de um traficante latino sujo que você mesmo tratou de matar para limpar a terra, não? Eu não posso ser uma boa pessoa.” Ela respondeu e sorriu, e em seguida ela se levantou e deu as costas, quando os dois outros rapazes caminharam em direção à ele lentamente.
“Fiquem longe de mim!” Nixon ordenou inutilmente, os dois rapazes começaram a agredi-lo com chutes por todo o corpo.
I'm finished making sense
(Eu desisto de fazer sentido)
Done pleading ignorance that whole defense
(Cansei de alegar ignorância a toda aquela defesa)
Spinning infinity, but the wheel is spinning me
(Infinito giratório, mas a roda está me girando)
It's never ending, never ending
(Isso nunca termina, nunca termina)
Same old story
(Mesma velha história)
Santana não olhou por nenhum momento enquanto Finn Hudson e Dave Karofsky espancavam Nixon, ela apenas ouvia os barulhos do s chutes em meios aos gritos de dor e os xingamentos proferidos pelos dois agressores.
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“San... Santana, piedade.” Pediu um fraco e ensangüentado Nixon, ainda presos ao cano pela algema. “Eu tenho filhos... Minha esposa...Por eles, por favor.”
“Ora, acho que você não se importou com eles quando veio para cá com uma garota, não é, papai de família?” Quinn ironizou sorrindo. “Vamos acabar logo com isso.”
Nesse momento, Karofsky tirou as algemas do policial, que caiu sem forças no chão, então com um outro forte golpe na cabeça ele o desmaiou.
“O que você pretende fazer agora Fabray?” Mike, que estava muito calado durante todo aquele momento perguntou.
“O que eu costumo fazer com gente da laia dele, eu frito.” Ela respondeu com certo orgulho.
What if I say I'm not like the others?
(E se eu disser que não sou como os outros?)
What if I say I'm not just another one of your plays?
(E se eu disser que não sou apenas mais um de seus brinquedos?)
You're the pretender!
(Você é o dissimulado!)
What if I say that I'll never surrender?
(E se eu disser que nunca me renderei?)
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Santana e Mike seguiram o carro onde Quinn e seus dois capangas estavam, levando Nixon enrolado em um cobertor no porta-malas. Após andarem por quase meia hora em meio do nada, eles finalmente pararam em um lugar próximo a umas árvores e desceram do carro.
Karofsky e Finn tiraram o homem do porta-malas e o posicionaram no chão. Mike e Santana apenas observavam, quando Quinn se uniu à eles, no momento em que Karofsky voltou ao carro de Quinn e pegou um galão de gasolina, e começou a despejá-la sobre o policial, que acordou no momento e começou a se mexer, sem muita força.
“Não... Não façam isso.” Ele murmurou se debatendo. “Por favor não façam isso.” Ele ainda implorou, e quando Karofsky finalmente terminou de despejar toda a gasolina sobre o homem, Quinn colocou nas mãos de Santana uma caixa de fósforo.
I'm the voice inside your head, you refuse to hear
(Eu sou a voz dentro de sua cabeça, que você recusa a ouvir)
I'm the face that you have to face, mirrored in your stare
(Eu sou a cara que você tem que encarar, refletido no seu olhar)
I'm what's left, I'm what's right, I'm the enemy
(Eu sou o que resta, eu sou o que é direito, eu sou o inimigo)
I'm the hand that'll take you down, bring you to your knees
(Eu sou a mão que te derruba, que te deixa de joelhos)
So, who are you?
(Então quem é você?)
Yeah, who are you?
(Sim, quem é você?)
“Essa honra é sua Lopez, termine o que começou.” Ela falou para a latina, que sentiu o coração disparar, enquanto via Nixon se debatendo e chorando desesperadamente. Ela não pôde evitar sentir um pouco de remorso, mas ele não sentira pena de seu pai, e acabara com sua vida sem nenhuma piedade. “Vamos Lopez, ficou com peninha do assassino do seu pai?” Quinn a provocou, então sem pensar duas vezes, a latina acendeu um palito e suspirou fundo antes de atirá-lo ao homem, que incendiou imediatamente.
Os gritos foram ensurdecedores, e ele começou a rolar ainda mais pelo chão até que finalmente os movimentos pararam e os gritos cessaram.
Santana sentiu algo tão estranho naquele momento, ela imaginou que ao finalmente alcançar o grande objetivo de sua vida se sentiria alegre, leve e finalmente pronta para viver, mas aquilo fora tão diferente. Estava enojada e com um forte aperto no peito. Algo tão ruim, que ela nem mesmo estava enxergando quando Quinn jogou a pá em sua direção.
“Ei Lopez!” Ela chamou a atenção da latina, que estava com uma mão na testa e a outra na cintura, visivelmente atordoada. “Vamos, termine o que começou.” Ao receber o olhar confuso de Santana em resposta ela olhou para um buraco que Karofsky acabara de cavar. “Você matou, agora enterre.”
A latina relutou por alguns instantes, e olhou para Mike, que deu os ombros, como se não houvesse outra opção.
O cheiro exalado pelo corpo queimado de Nixon era nauseante , e ela se controlou ao máximo para não vomitar ali mesmo. Com um chute ela jogou os restos mortais do homem e começou a enterrá-lo.
Naquele momento era hora de deixar o passado para trás.
Notas finais
The Pretender (Foo Fighters)
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