Notas iniciais
Oie gente mais um capitulo pra vocês obrigada por comentarem e curtirem, dessa vez não vou poder agradecer individualmente pois estou traduzindo Fallen, que postarei amanhã. beijos.

CAPITULO IV

Brittany se sentia estranha ao lado de Santana, parecia que agora pela manhã, ela via tudo diferente e já não tinha mais certeza se gostaria de enfrentar seu pai, por causa de uma garota que só tinha visto em um dia.

Para se ver fora da presença de Santana se viu dizendo.

— Eu te ajudo.

Valéria vendo sua determinação em ajudá-la, deu de ombros e Brittany como uma fugitiva entrou na cozinha. Valéria arrumou uma bandeja, com xícaras e colherinhas. Brittany levou para a sala de jantar e arrumou a mesa dispondo as xícaras, ignorando Santana completamente.

Tinha consciência onde ela estava, sentia seus olhos negros dela sobre si. Com o canto dos olhos a avistou ela estava sentada displicentemente no sofá.

Voltou para a cozinha e encheu a bandeja com salgados, pão fresco, um bule de café quente e leite quente.

Valéria trazia nas mãos uma jarra de suco e chamou todos para participarem do café. Brittany sentou-se a mesa ao lado de Rachel, Santana sentou-se a sua frente, e o senhor Leroi sentou-se na cabeceira.

Brittany observou Leroi Berry, ele tinha uns cinquenta anos. Pensou consigo, ele era tão novo e viúvo. Não devia ser fácil ver o lugar vago da esposa.

Brittany estava sem fome, só tomou café puro e logo pediu licença. Foi para a varanda e sentou-se em uma cadeira. Ficou a olhar para o jardim, resolveu ligar para sua casa e pedir para o motorista pegá-la.

Não poderia ficar. Estava confusa. Ontem a noite estava tão certa em lutar, mas agora tinha medo. Até que ponto seu pai prejudicaria Santana? Temia por ela. Seu pai sabia ser bem maquiavélico com seus adversários.

Ou seria o medo de apostar nesse amor e lutar por ela, para se sair ferida?

Estava distraída, quando sentiu a colônia de Santana e erguendo os olhos encontrou-a, fitando-a intensamente, pensativa.

— O que aconteceu? — Ela puxou uma cadeira e se colocou de frente a ela.

Brittany a encarou, seu coração a traía, batendo forte por ela. Brittany abaixou a cabeça sem conseguir encará-la.

— Eu percebi que você está me evitando. O que você teme? São dúvidas sobre minhas intenções com você?

Brittany levantou o rosto e fitou os olhos negros intensos dela, e nada respondeu. Nem ela sabia o que a fazia relutar.

Santana vendo-lhe o silêncio aproximou mais a cadeira dela, pegando-lhe as mãos frias que estavam depositadas no colo. As mãos de Santana eram quentes, ela apertou-lhe os dedos.

— Ajuda se eu lhe disser que minhas intenções são sérias com você? Eu não tenho muito a te oferecer, estou reformando um pequeno apartamento, uma kitnet por assim dizer, estou desempregada, mas pretendo resolver logo isso, por isso não posso lhe oferecer jantares, passeios caros. Mas posso te oferecer minha companhia, e principalmente meu coração, sei que posso amar você. E quando amamos, não importa o lugar que estamos, mas com quem estamos.

Brittany por fim respondeu, com a voz trêmula.

— Desculpe-me, mas estou um pouco insegura, mas o problema não é você, sou eu.

Brittany se levantou, incomodada com a presença de Santana, pois ela mexia muito com ela. Santana se levantou também e a pegou pelo braço, impedindo-a de sair.

— Como assim? O problema é você?

Santana ficou pálida, e a fitou sem entender.

— Você tem algo que não me contou? Senti você vibrar em meus braços ontem, isso não se pode esconder ou dissimular. Eu sei que você sente a mesma coisa que eu.

— Realmente nos atraímos uma pela outra, mas é só. Adeus.

Brittany puxou seu braço e firme apressou o passo e subiu a escada. Aliviada alcançou o quarto. Ligou para casa e pediu para o motorista pegá-la mais cedo do que o combinado. Arrumou a mala e aguardou olhando a janela que tinha vista para a rua.

Nessa hora Rachel entrou no quarto.

— Você já vai embora?

— Já vou Rachel

— Você não ia ficar até a noitinha?Lembra. Você ficou de ligar para a sua mãe.

— Eu sei, mas estou com mal estar. Acho que estou com enxaqueca.

Brittany nessa hora avistou o motorista estacionando em frente à casa.

— Meu motorista já está lá embaixo. — Brittany fitou Rachel e com um sorriso de gratidão lhe disse. — Obrigada por ter me convidado para sua festa.

Rachel sorriu e disse animada.

— Quando tiver uma festa legal em sua casa, me convida que eu vou. Pode ter certeza que não irei desperdiçar a chance de conhecer algum rapaz interessante, que pode me dar uma vida de rainha. Eu invejo você.

Brittany a fitou tristemente.

— Pode deixar, não vou me esquecer de te convidar. Despede de seu pai por mim. Você tem um pai maravilhoso. Lembre-se sempre disso.

Rachel deu de ombros e Brittany pegou a mala e desceu as escadas. No final dela estava Santana. Brittany desceu com cuidado, com o coração batendo no ouvido, e as pernas moles. Quando ela desceu o último degrau, ela ergueu os olhos e encontrou os olhos negros dela. As duas ficaram sem ação por um momento. Houve um silêncio cheio de tensão. Santana se aproximou mais, fazendo com que Brittany quase se encolhesse. Estava tensa, forçando-se a não fugir dali. Era quase um magnetismo, uma irresistível força de atração. A respiração acelerou-se quando Santana chegou tão perto que podia até sentir o calor de seu corpo.

A presença dela dominava-a, fazendo-a se sentir cada vez mais vulnerável. Prendeu a respiração quando ela a fitou direto nos olhos, e viu a mão dela ajeitando uma mecha de seu cabelo que lhe caía nos olhos. Desejava ignorar que a mão de Santana tocara-lhe os cabelos. E por uma fração de segundo criou-se um clima de intimidade e ternura que tão logo veio e desapareceu.

— Quando nos vemos?

— Não sei.

— Você saiu como uma fugitiva, sem me dar uma explicação. O que te impede de nos conhecermos melhor?

Brittany fitou Santana e bem séria disse.

— Há um abismo entre nós. E eu não quero falar sobre isso. Desculpe-me.

Ela então tentou passar, Santana a segurou pelo braço. Ela fitou-o de novo pronta a puxar seu braço, mas viu tristeza no rosto dela, ficou estática. Sua mala caiu no chão, mas ela nem prestou atenção.

Os olhos de Santana a fitavam limpidamente. Calma e pacientemente, como se estivesse falando com uma criança:

— Eu só desistirei de você quando você me der uma razão plausível. Encontre-me aqui amanhã. E conversaremos direito.

Por instantes, ela ficou tentada a negar-lhe o pedido; seu coração batia como louco, sentia um medo que lhe contraía o estômago, amolecia-lhe as pernas, dava-lhe o desejo de se apoiar no corpo de Santana. Tinha emoções que a assustavam. Aquela mulher tinha o poder de mexer com seus sentimentos mais profundos; no entanto, sentia-se fraca diante da idéia de ter que enfrentar seu pai. Estava preparada para isso?

Brittany não conseguiu negar-lhe uma explicação. Passou a língua pelos lábios secos, e isso fez com que Santana fixasse os olhos negros em seus lábios, deixando- a mais nervosa.

— Tudo bem, Amanhã á tarde estarei aqui.

Santana a soltou, dando-lhe um grande alívio. Ela tinha se esquecido da mala que havia caído, deu um passo e tropeçou nela, Santana na hora a amparou, ela se apoiou no peito dela. Um arrepio passou-lhe pelo corpo, seu rosto se ergueu, dando com o rosto de Santana perto do seu. Sentiu os dedos dela passando pelo queixo para depois pousarem de leve sobre o ombro. Por menos lógico que fosse não queria que aquilo parasse. O toque suave a paralisou. Seus olhos se encontraram e expressavam as sensações que lhe envolviam o corpo. Sem pensar, ela achegou-se mais a ela.

Santana a abraçou, com gentileza, deixando-a trêmula, à espera do que ia acontecer. Não precisou esperar muito.

Brittany sentiu os lábios suaves sobre os seus e fechou os olhos saboreando as emoções que lhe despertavam. Meu Deus, como desejava aquela boca morna e firme na sua, roçando na dela, procurando ávida uma resposta.

Lentamente, aninhou seu corpo ao de Santana, sentindo-lhe todos os músculos, o abraço firme e carinhoso. A promessa de não se envolver com Santana caiu no esquecimento.

Queria estar perto dela, ser beijada por ela, ser tocada por aquelas mãos, experimentar as mais variadas sensações de prazer.

Então Brittany ouviu o toque da buzina de seu motorista lá fora. Brittany saiu daquele transe e se afastou dela. Sem olhá-lo pegou a mala e se dirigiu a porta de entrada, virou a chave e saiu.

Brittany encontrou seu motorista em pé na calçada. Ele quando a viu lhe pegou as mala e lhe abriu a porta, ela entrou no carro e da janela avistou a figura de Santana fitando-a. Brittany baixou o rosto e ficou a olhar para as mãos do colo, e com alívio, viu o motorista se afastar da casa de Rachel.

Santana viu a Mercedes preta se afastar, entendeu que por Brittany ter um motorista, que o pai dela deveria ser algum empresário de sucesso. Suspirou e colocou a mão sobre os olhos fechados.

O que a levava a negar-lhe um envolvimento? O abismo seria o fato de Brittany ser rica?

Tentou se acalmar, agarrando-se à tênue esperança de que ela a veria amanhã e tudo seria explicado. Mas poderia falar antes com Rachel e tirar dela informações de Brittany.

Santana subiu até o seu quarto e andava de um lado para o outro. Leroi saiu, para atender um chamado do hospital e Rachel não saía do quarto. Resolveu ir até lá e bater na porta.

Segundos depois, Santana dirigiu-se ao quarto de Rachel e bateu na porta, deixando sua última pergunta acesa na cabeça. Rachel conhecia bem Brittany, ela iria ajudá-la a entendê-la, decifrar o enigma daquela garota, que já tomava conta de seus pensamentos. A questão ainda a perturbava quando ouviu a fechadura se abrir e fitou Rachel.

— Você precisa de algo, Santana?

— Quero conversar com você. Você poderia descer?

Rachel sabia que ela iria lhe perguntar de Brittany, não poderia expor a amiga, ou contar-lhe algo que ela mesma ocultou.

— Você quer falar sobre Brittany?

Santana levantou as sobrancelhas surpresa. E mesmo se sentindo uma tola por ter que tirar informações de Brittany, coisa que ela não havia conseguido com sucesso, ela respondeu.

— Sim.

Rachel balançou a cabeça e falou irredutível.

— Desculpe-me San, mas não poderei falar de Tany com você.

— Por quê? — Ela perguntou impaciente.

— Não seria justo com ela, abrir a vida dela com você e lhe dizer coisas que ela não lhe contou. Santana a fitou frustrada.

— Tudo bem, eu entendo sua posição. É admirável de sua parte.

Rachel deu um meio sorriso e fechou a porta.

Definitivamente, Rachel não gostava dela. Já tinha sentido isso nela, desde o dia que chegou.

Notas finais
Santana demais, diz ai quem não queria uma pra você?
Eu quero, principalmente agora que to solteira. Beijos.