Notas iniciais
Oie, espero que gostem. Eu revisei rapido, então qualquer erro. Logo postarei Fallen, que ainda não leu, lê ai. beijos

CAPITULO I


Londres, 2013.


Brittany abriu seu closet e separou um vestido de corte simples, mas clássico. Tudo que queria era passar despercebida na festa de sua amiga Rachel. Era um pouco acima do joelho, moldava seu corpo e valorizava suas formas.


Deixou para trás as várias opções de vestidos que ela tinha todos caros e de marcas caras.


Seu pai era um rico empresário, dono de um grande estaleiro. Arnold Pierce era o maior fabricante de barcos a vela de todo o país, lutou muito para chegar aonde chegou. Todos da região o conheciam, pois seu pai, sempre foi muito popular, e grande frequentador de festas da alta sociedade, hoje ele estava mais pacato, parecia que havia cansado dessa vida.


Mas a popularidade de seu pai acabou caindo sobre Brittany e isso acabou influenciou a vida dela, pois quando Brittany ia ás festas, chamava a atenção, não somente, por ela ser uma moça bonita, como tantas outras, mas muitos a viam como uma filhinha de papai, mimada, e única herdeira de uma grande fortuna.


Sua mãe, Susan, teve problemas para engravidar, e quando engravidou teve uma menina, para grande frustração de seu pai, no fundo ele queria ter tido um filho, ele nunca escondeu isso, para grande frustração de sua mãe que nunca conseguiu engravidar de novo.


Detestava ser filha única, seu pai chegava aos extremos de investigar todas as pessoas que faziam parte de seu círculo de amizades. Arnold só permitiu sua amizade com Rachel, de origem mais simples, pois ela era filha de um respeitado Cirurgião do Hospital São Miguel.

Brittany conheceu Rachel quando acompanhou seu pai ao hospital para um consulta. Rachel aguardava seu pai, Dr Leroi Berry, para irem ao teatro. Brittany sentou-se no banco ao lado dela e começaram a conversar. Como a consulta demorou, passaram um bom tempo conversando. Brittany pela primeira vez fazia amizade com uma pessoa de classe média, isso despertou sua atenção e o desejo de conhecer esse meio, além de descobrir em Rachel algumas afinidades, pelo gosto de músicas e livros. Desde então Rachel passou a frequentar sua casa.

Poucas vezes foi á casa da amiga. Rachel se sentia constrangida por ser de origem humilde. Ela achava sua casa muito simples em relação à mansão que Brittany morava.

Rachel adorava ir a sua casa, lá ficavam na piscina, almoçavam juntas, ouviam músicas. Já Brittany adorava ir á casa de Rachel, ela adorava almoçar na casa dela.

Todos conversavam alegremente na mesa e isso fazia com que ela se sentisse bem, o calor humano na hora da refeição era patente. O pai de Rachel e a própria Rachel eram pessoas simples e maravilhosas.

Muito diferente de sua casa aonde havia todo aquele ritual de empregados servindo, e aquela conversa fria, respeitosa que tanto a irritava.


Arnold, seu pai, ditava sua vida o tempo todo. Brittany ficava frustrada, nem o curso universitário que queria tanto fazer, seu pai permitiu. Ele se mostrou resistente, como sempre, ignorando sua vontade. Sua resposta era sempre essa: “Não será preciso. Você logo assumirá os negócios da família”. Mas sempre quando ela o cobrava, ele fugia do assunto e esse dia não chegava nunca.

Brittany se perguntou com um suspiro se chegaria a conhecer algum dia o que era o dia-dia normal das pessoas que trabalhavam e estudavam; imediatamente seu rosto ficou sombrio e triste.

Brittany com vinte um anos, infelizmente não era dona de seu próprio nariz, tudo que fizesse, precisava antes consultar seu pai e sua mãe.

Susan o apoiava em tudo, pois ela também se anulava por causa dele, já lhe era natural agir dessa forma.

Sua mãe não entendia que a diferença delas, era que: Ela fez sua escolha em viver dessa forma ao lado de Arnold que era extremamente dominador. Mas Brittany não era lhe imposto isso, e isso lhe trazia no íntimo, uma revolta.

A imposição de Arnold piorou quando ele teve no passado, um aumento do ritmo cardíaco, por causa de stress, mas isso foi o suficiente para ele sempre usar isso como chantagem emocional. Arnold usava sua antiga doença para alcançar seus objetivos.

Quando sentia Brittany a resistente para qualquer coisa imposta por ele, dizia que ela o queria matar de infarto, e que seu coração não ia aguentar uma filha ingrata.

Arnold, logo encenava um grande mal estar, fazendo Brittany se sentir culpada. Nessas horas, Brittany saia triste, e geralmente ia chorar no quarto, frustrada.

Poucas vezes Brittany contestou com ele, mas a sua passividade diante de tantas coisas, trazia uma grande infelicidade, pois a cada dia se anulava não indo atrás de seus sonhos.

Via a vida passar diante de seus olhos, sem poder interferir no seu futuro, sem poder ditar suas escolhas.

Seus pais infelizmente, não a conheciam, embora convivessem no mesmo teto por tanto tempo. Não sabiam que o seu lado enfadado, rebelde, e desinteressado pelo seu meio tão fútil que gritava em seu peito, ou eles ignoravam isso nela.

Por isso, se alegrou muito de ter conhecido Rachel, passou a conhecer um lado da vida que lhe era desconhecido. Amava a simplicidade, as pessoas simples, que não se importavam com etiquetas, roupas de grife ou pelo mundo das futilidades.

Muito diferente de seu mundo, onde seu pai adorava convidar seus ricos amigos que participavam de banquetes em sua casa, regado a champanhe, caviar, conversas fúteis e etiquetas.

Ela sabia que nesses jantares, seu pai sempre tentava fazê-la se interessar por alguns dos rapazes que iam.

Arnold vivia frustrado, pois nenhum deles lhe despertava o interesse. Brittany os achava desinteressantes, uns playboys, que nunca lutaram por nada na vida, pois seus pais eram ricos, como o pai dela.

Ela desprezava a imagem de sua mãe. Uma mulher fútil, cercada de um luxo, uma vida sem sentindo. Em sua casa não havia calor humano, pareciam marionetes, cada um representando seu papel no lar. E para ela ter essa vida, que sua mãe tinha, ela se recusava. Pois se casasse com eles, era isso que ela iria ser, um bibelô.

Como se sentia um ET!

Brittany olhou-se mais uma vez no espelho, e analisou o vestido. Era a primeira vez que participava da festa de Rachel, queria dessa vez, passar despercebida, não ser olhada por ninguém como a filha de Arnold Pierce.

Seu pai estava viajando, isso significava liberdade, pois sua mãe era mais liberal em relação aos seus passeios e amizades.

Brittany gostou do que viu, o vestido ficara bem. Resolveu deixar os cabelos loiros, que lhe iam um pouco abaixo dos ombros, fez uma maquiagem bem leve, deu leve toque de lápis nos olhos azuis, passou seu perfume preferido e colocou uma gargantilha de pedras negras. Pronto! Feliz rodopiou em frente ao espelho.

Tinha combinado de dormir na casa de Rachel depois da festa, pois a festa terminaria tarde, por isso preparou uma pequena mala, com uma camisola, produtos de higiene pessoal e um vestido branco e dourado para o dia seguinte.


Brittany saiu do quarto com a mala e desceu as escadas lentamente, logo viu sua mãe tocando piano, uma linda melodia, “Can you feel the love tonight”. Brittany sorrindo se posicionou em frente ao piano.

Sua mãe ao vê-la parou de tocar.

— Você trocará de roupa na casa de Rachel?

Brittany sorriu consigo, sua mãe estranhava o vestido simples que ela usava, não adiantava explicar para ela sua opção.

Ela então concordou com um gesto de cabeça.

— Mas não irá amassar?

— Não mamãe, não se preocupe, está tudo certo. O motorista está lá fora?

Susan confirmou.

— Ele já está te esperando.

— Então até amanhã, mamãe.

— Juízo lá, hein Brittany. Seu pai está fora, e a responsabilidade é toda minha.

— Mamãe, eu tenho vinte um anos, sou madura o suficiente para fazer as escolhas certas. Tchau.

Brittany beijou Susan, que lhe sorriu. Ela pegou a mala e se dirigiu a garagem, onde o motorista a esperava. Roger era um senhor de sessenta anos, magro e muito sério.

— Estou pronta Roger. A festa é na casa de Rachel, minha mãe já foi avisada que voltarei só amanhã depois do almoço.

— Tudo bem senhorita.

Notas finais
Então deixem comentarios.