Paixão Sem Limites - Brittana
13 Beijo e Ligação.
Notas iniciais
CAPITULO XIII
Brittany acordou com a luz do quarto incidindo sobre seu rosto. Na cadeira, sentado ao lado de sua cama, estava seu pai. Brittany o fitou e com os olhos procurou a enfermeira.
Seu pai entendendo seu gesto falou.
— Ela foi embora.
Como ela fitava-o calada, ele continuou.
— Finn está aí embaixo. Veio te fazer uma visita. Se arrume que eu peço para ele subir. Vou esperar você tomar seu café.
— Não vou comer nada.
— Você precisa comer.
Brittany fechou os olhos, uma lágrima rolou por sua face.
— Não adianta Brittany, você ficar assim. Quanto mais você lutar contra seu destino, será pior para você mesma. Eu nunca deixaria uma “pessoa” de classe social diferente que a sua, se unir á você. Seja quem for.
— Então tire minha herança, me deserde papai. Eu não me importo. Prefiro ser livre e pobre.
Seu pai então furioso bateu com um soco no criado mudo, fazendo o abajur e tudo vibrar, Brittany ficou impassível, com o acesso de fúria dele. Ele então falou possesso.
— Você é uma ingrata mesmo. Troque de roupa ou farei Finn subir assim mesmo. Você tem cinco minutos até que ele suba ao seu quarto.
Quando ele saiu, Brittany resignada afastou as cobertas e pegou uma calça jeans, uma camiseta preta e calçou tênis. Foi ao banheiro, lavou o rosto, escovou os dentes e penteou os cabelos.
Foi até o quarto e seguiu até a sacada, abriu a porta de vidro e sentou-se numa cadeira ao lado de uma mesinha.
Ficou a olhar tudo, triste. A piscina brilhava convidativa, pelo sol das dez horas. O vento balançava as folhagens das árvores, as flores se destacavam no jardim, com várias cores e o céu estava azul, sem uma nuvem. O dia estava lindo, mas para Brittany, não tinha atrativo nenhum.
— Brittany?
— Na sacada.
Finn seguiu até a sacada e ficou parado fitando-a sem ação. Brittany passou os olhos rapidamente sobre ele. Finn usava calça jeans, uma camisa preta aberta no peito. Ela constatou que ele deveria saber o que ela estava enfrentando com seu pai, seu coração estava apertado, angustiado.
Os olhos castanhos dele observaram-na tristes.
— Estou arrependido, pelo conselho que te dei. Nunca pensei que seu pai fosse tão duro.
Brittany se levantou e o abraçou, ele a abraçou forte e ela chorou em seu peito, convulsivamente.
— Shiiiii. — Ele dizia afagando seus cabelos. — Não fique assim. Vamos dar um jeito. Tudo se ajeitará.
Brittany quando se acalmou se afastou, sentou-se fraca na cadeira. Há muito tempo não comia. Finn se agachou e a fitou preocupado.
— Seu pai disse que você não comeu nada. Posso pedir para te trazer um café leve, mas saudável.
— Pode.
Finn sorriu ternamente.
— Então espere aqui, que vou lá embaixo pedir para te servir o café.
— Obrigada. — Brittany disse triste, sem encará-lo.
Finn ficou a olhá-la. Ela frágil daquele jeito, doía em seu coração. Por fim saiu e desceu comunicando Susan que Brittany ia tomar o café. Poucos minutos depois, Finn a observava tomar café, quando ela se dirigiu a ele.
— Finn. Papai disse que eu poderia sair com você. Você me ajudaria com Santana? — Brittany fitava Finn, reparou na barba por fazer de um dia e a cabeleira castanha, por fim ela fitou os olhos castanhos vivos dele, a espera de sua resposta.
Finn ficou um tempo a olhá-la tentando assimilar o que ela lhe falara. Seus olhos passaram pelos seus cabelos loiros brilhantes, pela pele alva, o narizinho perfeito, as sardinhas e a boca sensual e por fim pousaram nos olhos azuis ansioso de Brittany.
— Como você pretende que eu te ajude?
— Você saia comigo, deixando meu pai feliz e eu na verdade me encontraria com Santana?
Finn ficou a olhá-la. Brittany sempre lhe despertou a atenção. Sempre foi ás festas movido ao amor que sentia por Brittany. Brittany Ansioso, por falar com ela, ou pelo simples fato de vê-la. Ela sempre o rejeitou. Ela rejeitou suas sutis investidas, seus convites, sua atenção.
Fora um tremendo idiota em aconselhá-la lutar pelo amor dessa garota. Por que não investiu na relação, já que havia quebrado as barreiras da resistência dela naquele dia?
Agora precisava decidir de novo. Se a ajudava se encontrar com essa tal Santana, ou tentaria conquistar-lhe o coração. Um ponto ele tinha a favor dele, o pai dela precisava dele para reerguer o estaleiro que estava para falir.
— Eu estaria traindo a confiança de seu pai.
Brittany o fitou tristemente, mas com compreensão. Ela se levantou da mesa dizendo.
— Desculpe-me Finn, eu não deveria ter pedido isso para você.
Finn vendo-a tão triste foi até ela e a abraçou. Brittany se sentiu confortada em seus braços, o perfume dele era muito bom. Sentia-se nos braços do irmão mais velho, levantou o rosto para ele, com os olhos brilhando demonstrando gratidão.
O primeiro pensamento de Finn foi apenas dar-lhe um abraço como um amigo, mas quando ele viu aquele rostinho tentador olhando para ele, seu cérebro se desligou, e ele só conseguia pensar naquela boca rosada sobre os lábios dele, e o cheiro da pele dela era de se tirar o fôlego.
Finn ainda estava com os olhos fixo nos lábios de Brittany, então ele subiu seu olhar e seus olhos se encontraram. Finn a fitou intensamente, com os olhos escuros de desejo.
Dentro de si, ele sabia que era errado, mas não resistiu e sabia que estava prestes a beijá-la.
A mente de Brittany deu alerta de perigo e assustada com o olhar dele, tentou se afastar rápido, mas ele a segurou pela cintura e tomou seus lábios e a beijou num beijo apaixonado. Brittany, por alguns segundos ficou sem ação, mas tão logo o afastou com um empurrão. Exclamou.
— Finn, não!
— Desculpe. — Ele disse sofrido.
Brittany assustada o viu sair com passadas largas de sua presença, passando pelo quarto e alcançando a porta. Sua mãe nessa hora quase trombou com ele. Ele pediu desculpas para Susan e sumiu de vista.
— Brittany o que você fez com o pobre rapaz?
— Você quer dizer o que eu não fiz...
Brittany mais tarde colocou um biquíni e ficou ao sol na espreguiçadeira. Passou a mão nos lábios pensando no beijo de Finn... Lembrou-se do olhar que ele lhe deu. Veio à imagem nítida em sua mente do desejo e a paixão que ela viu em seus olhos. Precisava tomar cuidado com Finn, não queria feri-lo, ela gostava muito dele para isso. Ele o tempo todo havia se mostrado amigo e compreensivo...
Na hora do almoço, o pai chegou; mas não conseguiram ter uma conversa civilizada. Ele se mostrava irritadiço, e o tempo todo foi áspero com os empregados. Brittany e Susan comeram caladas, evitando inclusive de olhá-lo.
Brittany á tarde tirou um cochilo rápido, mas à noite, sentiu-se nervosa outra vez. Não via a hora de dar o horário para falar com Santana.
Na sala de TV tentou assistir algo, mas depois de assistir a alguns programas, sentiu-se entediada, o relógio ainda marcava nove e meia. Foi para o quarto com os pensamentos em Santana, esperou até dar onze horas. Essa hora ela estava em casa.
A casa estava escura e silenciosa. Seu pai e sua mãe já haviam deitado. Foi silenciosamente até a biblioteca e pegou o telefone, ligou a luz da escrivaninha e ligou para a casa de Rachel depois de dois toques, Santana atendeu.
LIGAÇÃO ON
— Santana.
— Brittany. Meu Deus. Meu amor, que saudades.
— Eu estou morrendo de saudades também.
— Quando vou poder te ver?
— Eu vou dar um jeito meu amor. Você tem folga quando?
— Brittany, se você me disser que pode me ver amanhã, eu peço folga no trabalho. Por isso quero saber. Quando poderemos nos ver?
— Eu estou aprisionada na minha própria casa.
Houve um silêncio do outro lado da linha.
— Seu pai não vai me aceitar mesmo.
— Não importa. Ele sabe que te amo. Se eu fugir de casa, você teria como me assumir?
— Não. Brittany ainda não. Meu apartamento está acabando a reforma, ainda está com problema de encanamento.
Brittany se encheu de angustia, que não disfarçou na voz.
—Tudo bem. Eu te amo.
— Eu sei que é difícil, mas tenha paciência meu amor. Também te amo.
LIGAÇÃO OFF
Brittany desligou o telefone, apagou a luz e saiu da biblioteca, nessa hora ela estava distraída, na verdade decepcionada, envolta em pensamentos tristes e acabou trombando com seu pai na sala. Arnold usava um roupão e chinelos. Ele a pegou pelos braços e a sacudiu.
— Você ligou para ela. Não foi?
— Liguei. Disse que a amo muito.
Ele a soltou com asco.
— Diabos! Se você ligar mais uma vez para ela, eu darei uma lição nela. Você quer ver sua namorada aleijada?
Brittany fitou-o horrorizada.
— Papai. Não!
— Então se esqueça dela.
Brittany o fitou longamente, com decepção nos olhos. Subiu para o quarto correndo. Jogou-se na cama e chorou amarguradamente.
Fale com o autor