Pais por acaso
2 Renesmee- Casual
Eu o encarei, e meu coração disparou. O homem à minha frente era, no mínimo, impressionante. Moreno, alto, músculos que pareciam desenhados por debaixo da camisa justa, e, honestamente, muito gato. Ele aparentava ter uns 40 anos ou mais, mas isso não fazia diferença alguma. Ele era lindo.
Ele me olhava esperando por uma resposta, e senti minhas mãos tremerem. Tentei me recompor, mas foi inútil.
— Me... me desculpe — gaguejei, sentindo o rosto esquentar. — Eu confundi o carro. O meu também é azul... Eu não tive um bom dia e, aparentemente, ainda pode piorar.
Ele ergueu uma sobrancelha, claramente interessado na minha desculpa. Só então notei um pequeno machucado no rosto dele, perto da sobrancelha.
— Eu... eu te machuquei? — perguntei, alarmada.
Instintivamente, tentei tocar o machucado, mas ele segurou minha mão com cuidado antes que eu conseguisse. Não foi um gesto agressivo, pelo contrário, foi carinhoso. Ele então tocou o próprio rosto, como se verificasse o ferimento.
— Posso te processar por lesão, sabia? — disse ele, com um leve sorriso brincando nos lábios.
Meu coração pulou no peito e eu fiquei ainda mais nervosa.
— Eu... eu posso cuidar disso — ofereci, tentando recuperar o controle da situação.
Ele assentiu, cruzando os braços e se encostando no carro, o que o deixou um pouco mais baixo. Eu abri minha bolsa com mãos trêmulas, peguei uma gaze e um curativo e, tentando ignorar o quanto ele me encarava, limpei o pequeno corte. Meu rosto esquentou ainda mais quando percebi o olhar dele fixo em mim, estudando cada movimento.
— Pronto — murmurei, colocando o curativo. — Sinto muito por isso, de verdade.
Ele segurou minhas mãos de novo, desta vez as olhando com curiosidade.
— Você tem mãos de cirurgiã — comentou, com um sorriso de lado.
— Infelizmente, nem todos pensam assim — retruquei com um sorriso tímido, tentando ignorar o calor subindo pelas minhas bochechas.
— Percebi que você realmente não teve um bom dia. — Ele inclinou a cabeça e me analisou de cima a baixo. — Que tal uma bebida?
Eu o encarei surpresa. Como assim, uma bebida? Eu quebrei o vidro do carro dele, e ele queria me pagar uma bebida?
— Você quer me pagar uma bebida? Depois de eu ter quebrado o seu carro? — perguntei, incrédula.
Ele deu um sorriso fácil, do tipo que fazia qualquer pessoa perder o fôlego.
— Não sou insensível a ponto de não perceber que foi um acidente. E, afinal, não é todo dia que uma mulher linda quebra o meu carro.
Ri, baixando a cabeça, tentando disfarçar o quanto estava corando. Ele tinha uma maneira de me deixar sem graça com poucas palavras.
— Então? — ele insistiu, ainda sorrindo. — Aceita a bebida? E me conta o que a deixou tão furiosa a ponto de sair por aí quebrando carros alheios?
Eu hesitei. Minha mente estava confusa, e meu coração ainda batia rápido pelo que tinha acontecido com Seth. Mas talvez fosse exatamente isso que eu precisava. Uma distração, uma aventura... e, quem sabe, dar o troco em Seth.
— Ok — respondi, quase sem pensar. — Eu aceito.
O sorriso dele se alargou, e eu senti um frio na barriga. Talvez, só talvez, aquela fosse a melhor coisa que poderia ter acontecido naquele dia.
Seguimos em silêncio até um barzinho em Seattle chamado The Last Drop, um lugar discreto e aconchegante. As luzes baixas, o ambiente meio rústico e a música suave criavam a atmosfera perfeita para quem queria esquecer os problemas – exatamente o que eu precisava.
O gatão desconhecido, como eu começava a chamá-lo mentalmente, se dirigiu ao balcão e eu o segui. Sentamos lado a lado, e ele pediu duas doses de uísque para o barman, que acenou e começou a preparar as bebidas.
— Então, como foi seu dia? — perguntou ele, virando-se para mim com aquele sorriso descontraído, como se a pergunta fosse leve, quando, na verdade, meu dia tinha sido uma bagunça completa.
Eu ri, não acreditando na tranquilidade dele. Era diferente. Tudo nele parecia mais calmo, mais... maduro.
— Peguei meu namorado com minha melhor amiga — respondi, resumindo todo o caos que tinha me trazido até aquele bar.
Ele fez um bico, como se estivesse refletindo sobre o que eu disse.
— Traição é algo complicado — comentou.
Eu coloquei as mãos no balcão, sentindo o peso das palavras dele.
— Traição é algo que eu nunca faria — disse, com uma leve pontada de indignação na voz. — E você? Faria?
Ele soltou uma risada baixa e olhou para mim, seus olhos brilhando com uma mistura de diversão e algo mais.
— Quando eu tinha a sua idade, eu também falava assim. Mas acredite, bonequinha, a maturidade muda a cabeça das pessoas.
Fiz uma pausa e o encarei, levantando uma sobrancelha. Repeti, quase sem acreditar:
— Bonequinha?
Ele riu de novo, um som grave e contagiante.
— Você prefere bonequinha ou bebê? — provocou, com um sorriso malicioso nos lábios.
Não consegui segurar a gargalhada. O jeito descomplicado dele era cativante, quase hipnótico. Era impossível ficar irritada ou triste na presença daquele homem.
O barman finalmente deixou as bebidas na nossa frente e. O moreno ergueu o copo e sorriu.
— Aos chifres — brindou, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Eu ri, incapaz de conter a diversão que aquela situação absurda me trazia. Brindei de volta.
— Aos chifres — repeti, e virei a dose de uma só vez.
O uísque desceu queimando, mas, de alguma forma, me fez sentir mais viva, mais presente. Deixei o copo no balcão, e quando olhei para ele, ele já tinha estendido a mão na minha direção.
— A propósito, sou Jake — disse ele, com um sorriso despreocupado.
Apertei sua mão, sentindo a firmeza do toque dele. Era quase reconfortante, de uma maneira estranha.
— Nessie — respondi, com um sorriso tímido, sentindo que algo novo e inesperado começava ali.
As horas passaram sem que percebêssemos, como se o tempo tivesse parado. Conversamos sobre tantas coisas enquanto bebíamos: Jake me contou sobre sua carreira como neurocirurgião, e fiquei impressionada com as histórias das cirurgias complexas que ele já tinha feito. Mas o que realmente me prendeu foram as viagens que ele descreveu. Falou sobre a África do Sul, onde viu o pôr do sol mais incrível da sua vida, e sobre as ruas estreitas e cheias de história de Florença. Cada detalhe das histórias dele me deixava fascinada.
Quando finalmente percebemos que a bebida começava a subir e nossas risadas ficavam mais soltas, decidimos parar. O ar entre nós parecia mais denso agora, carregado de uma tensão que eu não sabia se estava preparada para lidar.
Entramos no carro dele e, enquanto Jake dava a partida, ele se virou para mim com aquele sorriso descarado que parecia ser uma marca registrada.
— Para onde vamos? — perguntou ele. — Para sua casa ou para o meu apartamento?
Não pude evitar a risada. Era tão direto, tão confiante, que quase não soava arrogante, só... Jake.
— Eu não costumo transar no primeiro encontro — respondi, rindo do atrevimento.
Ele sorriu, aquele sorriso que fazia as borboletas no meu estômago se agitarem.
— É uma pena, porque seu ex-namorado merecia isso.
As palavras dele me fizeram parar. Eu o encarei por alguns segundos, e podia ver no olhar dele algo mais profundo do que provocação. Mordi o lábio inferior, e antes que pudesse pensar duas vezes, me inclinei para ele, puxando-o pela camisa e o beijando.
O beijo foi explosivo, uma combinação de desejo reprimido e urgência. Sua boca era firme e quente contra a minha, e ele imediatamente correspondeu, suas mãos grandes segurando meu rosto com uma delicadeza inesperada. Senti sua língua explorar a minha, e um calor começou a se espalhar pelo meu corpo, fazendo meu coração disparar. Cada segundo daquele beijo parecia roubar o fôlego que eu não sabia que estava segurando. Nossas respirações ficaram ofegantes, e o mundo ao nosso redor desapareceu, deixando apenas o som de nossos lábios e a pressão crescente entre nós.
Quando finalmente nos separamos, eu estava sem fôlego, meus lábios formigando, e o ar dentro do carro parecia mais pesado. Jake ainda segurava meu rosto, seus olhos fixos nos meus, e por um segundo, eu pensei que iria beijá-lo de novo.
Mas, ao invés disso, eu ri suavemente, ainda sentindo o gosto dele nos meus lábios.
— Para o seu apartamento — murmurei, quase sem acreditar no que estava dizendo. — Eu moro com meus pais.
Jake sorriu de lado, claramente satisfeito, e deu partida no carro, sem dizer mais nada.
Ele não precisava. Ambos sabíamos para onde aquela noite estava indo.
O carro deslizou suavemente pelas ruas até pararmos em frente a um edifício luxuoso em Seattle, o *Escala*, um prédio imponente e moderno, com suas paredes de vidro refletindo as luzes da cidade. Me senti um pouco intimidada por estar em um lugar tão sofisticado, mas logo o pensamento foi substituído por outra onda de ansiedade e excitação.
Jake me olhou de lado, com aquele sorriso familiar que começava a fazer meu coração acelerar novamente.
— Vamos? — perguntou ele, saindo do carro e dando a volta para abrir minha porta.
Assim que entramos no prédio, mal tivemos tempo de trocar palavras. Estávamos de volta aos beijos assim que as portas do elevador se fecharam. O espaço era pequeno, apertado, mas parecia intensificar cada toque. Suas mãos estavam firmes na minha cintura, puxando-me contra ele enquanto nossas bocas se encontravam novamente, quentes e impacientes. Eu sentia o calor do corpo dele contra o meu, e o desejo crescendo como uma tempestade dentro de mim.
Quando o elevador chegou ao andar, nos separamos brevemente para ele abrir a porta do apartamento. Assim que estávamos dentro, ele me puxou de volta para si, seu beijo cheio de urgência. O apartamento era elegante, moderno, com uma vista incrível da cidade que eu mal conseguia processar naquele momento.
Jake me pegou no colo com facilidade, e eu me agarrei a ele, rindo entre os beijos, até que caímos juntos no sofá de couro macio. O corpo dele cobria o meu, seus lábios não perdiam o ritmo enquanto suas mãos exploravam cada parte do meu corpo. Era tudo tão intenso que eu mal conseguia pensar, apenas sentir.
— O que você quer bonequinha? Ele sussurrou beijando meu pescoço e olhou em meus olhos, os olhos dele estavam negros demonstrando todo desejo que ele sentia.
— Que me foda! Respondi de uma só vez se pudor algum.
Ele sorriu — Vou te mostrar como é foder com um homem de verdade — ele murmurou contra minha boca, sua voz rouca e cheia de promessa. — Não com um moleque.
Havia algo na maneira como ele falou, na confiança com que me segurava, que me fez acreditar que ele realmente sabia o que estava fazendo. Eu mordi o lábio, sentindo o corpo todo formigar, a respiração entrecortada. Rapidamente eu puxei a camisa dele e ele me ajudou a tirar a jogando no chão, em seguida abriu a fivela do cinto o puxando abrindo o botão da calça com pressa. A boca dele buscou a minha entrelaçando nossas línguas e senti o volume em sua calça roçar contra minha coxa enquanto ele puxava meu vestido . Ele parou o beijo e puxou o vestido o tirando de uma só vez.
— Você é linda, seu ex é um grande otario em perder isso.
Eu sorri o encarando enquanto ele tirava meu tênis e em seguida segurava minha calcinha a puxando de uma só vez. A boca dele deslizou por minha virilha e eu gemi puxando seus cabelos ao sentir sua boca quente e macia.
— Há Jake....isso.....eu gemi.
— Você gosta bonequinha, abre mais as pernas pra mim abre.
Imediatamente o obedeci, meu corpo se contorcer sobre o sofá enquanto o sentia devorar com a boca meu clitóris me deixando esvaziada de tesão, eu estava quase lá quando ele parou, ficou de joelhos e abriu o zíper da calça libertando seu membro duro e ereto, não tive tempo de avaliar a situação ele me penetrou de uma só vez gemendo em meu ouvido me arrancando também um gemido alto.
— Isso me fode Jake....O provoquei.
Ele se moveu rápido, o choque da virilha dele contra a minha se misturou aos nossos gemidos, entrelacei as pernas em volta da cintura dele e fechei os olhos o sentindo se mover daquela forma tão prazerosa. Sentia que estava prestes a chegar ao orgasmo enquanto ouvia as palavras obscenas dele em meu ouvido.
— Há, Jake eu vou...
— Goza bonequinha. Goza que tô chegando também.
Eu soltei um gemido mais alto me entrega do ao orgasmo, segundos depois ele também chegou gozando dentro de mim e desabando seu corpo sobre o meu.
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