Pais por acaso

24 Jacob- Juntos


Enquanto o beijo ficava mais intenso, senti as mãos de Nessie deslizando pela minha nuca, me puxando para mais perto. Meu coração disparava, e a urgência entre nós parecia incontrolável. Sem pensar, a ergui nos braços e a levei até o quarto, deitando-a com cuidado na cama. Ela me olhou com um misto de desejo e hesitação, seus dedos tocando levemente meu rosto.

— Jake... — ela murmurou, um sorriso nervoso surgindo. — A gente não pode. Sabe as consequências...

Me abaixei para que nossos rostos ficassem próximos, e toquei seus cabelos, sentindo uma calma estranhamente reconfortante se misturar ao meu desejo.

— Nessie — sussurrei com um sorriso travesso —, o que tinha que acontecer já está aí, dentro de você. — Coloquei a mão suavemente em sua barriga. — Dane-se o hospital. Dane-se o que vão pensar.

Ela soltou uma risada baixa, e naquele momento percebi que a leveza estava de volta. Inclinei-me e a beijei outra vez, com todo o cuidado que ela merecia, sentindo cada toque, cada movimento dela em resposta.

Minhas mãos buscaram a barra do vestido que Nessie usava o erguendo enquanto deslizava minha mão em sua coxa, meus lábios deslizaram por seu pescoço onde eu inalei aquele perfume que eu adorava. Desci com a mão pelo interior da coxa dela e meu meu dedo encontrou sua calcinha senti sua umidade e sorri.

— Já está assim bonequinha? Sussurrei sentindo um latejar em meu pau só de pensar no quanto ela estava molhada.

— Não brinca comigo Jake— Ela reclamou.

— Essa noite você vai me pagar os dois meses em que desejei foder você.

Em minutos havíamos nos desfeito das roupas, minha boca deslizou pela barriga de Nessie e eu sorri, percorrir o corpo todo até chegar na vagina. Minhas mãos e língua promoveram toques suaves, leves mordidas e beijos. Deslizei sua calcinha com os dentes — Gostosa pra caralho— sussurrei antes de cair de boca em Nessie.

— Oh céus Jake— Ela gemeu enquanto eu sugava seus grandes lábios e suas mãos apertaram minha cabeça quando finalmente me deliciei em seu clitóris. Parei ao sentir o gosto do primeiro orgasmo de Nessie e sorri me levantando e me desfazendo da única peça que cobria meu corpo, a box preta que eu usava.

— O que você quer meu amor? Sussurrei colocando meu corpo sobre o dela com cuidado e as pernas dela se afastaram me dando o espaço que precisava— Fala para mim bonequinha— Sussurrei no ouvido dela e mordi seu lóbulo.

— Que me foda...ela sussurrou.

Dei um sorriso e me posicionei em sua entrada a penetrando de uma só vez — Ught Nessie, que Gostosa— sussurrei rouco a fodendo com força e senti as pernas dela envolverem minha cintura.

— Há...Jak..jake...

— Minha...gemi com o rosto no pescoço dela sentindo aquele cheiro que me enlouquecia.

— Su..sua.. ha...

Nosso ritmo era lento, cheio de carinho, mas também repleto de paixão, e aquela noite foi mais do que eu jamais poderia ter imaginado. Não foi só desejo ou sentimento — foi a sensação de que, pela primeira vez, estávamos verdadeiramente entregues um ao outro, sem nenhuma máscara ou barreira entre nós. Eu a mantive em meus braços, envolvendo-a e deixando que o momento nos envolvesse completamente.

A madrugada passou tranquila, nossos corações batendo em sintonia enquanto nos aconchegávamos. Eu sabia que aquilo era só o começo, mas sentia uma paz que há muito tempo não experimentava. Acordar ao lado dela, vê-la dormindo serenamente, me trouxe uma certeza inesperada: por mais que viessem desafios, eu estava pronto para enfrentá-los, com ela e nosso futuro filho.

....

Eu já podia sentir os olhares curiosos sobre nós desde o começo da reunião, mas ignorei enquanto passava as tarefas do mês para os residentes. Ao fim, cada um deixou a sala, mas antes que a última pessoa saísse, pedi calmamente:

— Senhorita Cullen, fique um pouco.

Os olhares trocados entre eles eram inevitáveis; mesmo que ninguém tivesse coragem de questionar diretamente, eu sabia que os rumores já estavam se formando. Quando todos saíram, fechei a porta e me virei para Nessie, que estava sentada, inquieta.

— Nessie... — respirei fundo, escolhendo as palavras. — Precisamos contar a todos. Já está ficando impossível esconder. — Lancei um olhar carinhoso para sua barriga, que já começava a exibir um leve volume.

Ela suspirou, balançando a cabeça.

— Jake, eu... vou falar com minha mãe primeiro. É o certo, sabe? Ela precisa saber antes de todo o hospital.

Cheguei mais perto, tocando seu ombro com carinho.

— Não há mais razões para esconder — disse com suavidade. — Todos já perceberam que há algo entre nós. Eu sei que você vê isso. Eles sabem que estive mais próximo de você... eles desconfiam.

Ela baixou o olhar, parecendo considerar minhas palavras, e vi que ainda estava nervosa. Inclinei-me um pouco, buscando seus olhos e dando-lhe um sorriso encorajador.

— Nessie, confia em mim. Vai dar tudo certo. Nós vamos enfrentar isso juntos, aconteça o que acontecer.

Puxei-a para um abraço e a senti relaxar em meus braços, sua respiração ficando mais tranquila.

— Estou aqui para o que vier — murmurei. — Por você, por nosso bebê. Nada mais importa pra mim além disso.

Ela me apertou um pouco mais, e senti que começava a aceitar. Esse seria um passo grande, mas eu sabia que estávamos prontos para dar, juntos. De repente fomos interrompidos pelo som da porta se abrindo. Nos afastamos rapidamente, ambos nos recompomos enquanto Elizabeth entrava, lançando um sorriso levemente curioso para a sobrinha.

— Está tudo bem, Nessie? — perguntou ela, com um olhar que parecia vasculhar cada expressão no rosto da sobrinha.

Nessie assentiu, tentando parecer natural.

— Sim, tia, tudo bem. — Ela deu um sorriso rápido, mas eu podia ver o nervosismo em seu olhar.

Elizabeth parecia um pouco estranha, e algo em sua expressão me deixou em alerta, como se ela tivesse percebido mais do que gostaríamos que soubesse. Um silêncio um tanto desconfortável se instalou antes que Nessie rapidamente dissesse:

— Bom, preciso voltar aos meus atendimentos... — Ela olhou para mim, buscando uma confirmação, e eu assenti de leve, dando-lhe um sorriso encorajador.

Ela então saiu da sala, deixando Elizabeth e eu a sós. Eu me mantive firme, tentando decifrar qualquer sinal no rosto de Elizabeth. Ela se aproximou, estendendo-me alguns prontuários.

— Aqui estão os prontuários dos seus pacientes, doutor Black — disse ela, sem expressar muito, mas com uma calma que parecia ensaiada.

Peguei os documentos de sua mão, agradecendo brevemente, mas meu olhar não deixou o dela. Por um momento, Elizabeth apenas me encarou, séria, mas depois deu um leve aceno e saiu sem dizer mais nada.

Assim que a porta se fechou, soltei um suspiro contido. O pensamento de que ela talvez tivesse escutado algo entre mim e Nessie me deixava inquieto. Eu sabia que, cedo ou tarde, teríamos que lidar com os comentários e as perguntas, mas a ideia de que alguém da própria família dela já pudesse estar desconfiando... Era um complicador a mais.

Ajeitei os prontuários e tentei afastar essa preocupação, mas a expressão enigmática de Elizabeth continuava a me incomodar. Eu precisava me preparar para tudo — inclusive para uma possível conversa com ela, se fosse o caso.