Pacto Mystico: Conflito e Poder.
7 Capítulo 07
Samira acordou assustada, a cabeça doía como se estivesse bebido todas, coisa que não aconteceu, sua visão estava um pouco desfocada e se sentia ainda tonta, olhou ao redor, estava deitada no chão dentro de um quarto sem mobília, a luz estava apagada e a luz da lua que entrava pela grade da janela iluminava o suficiente para enxergar com perfeição, embora ela tivesse a capacidade de enxergar razoavelmente bem no escuro absoluto. Um som vinha de algum lugar atrás da porta, passos leves como de uma bailarina e vinham em direção ao quarto.
Quando a porta se abriu, Samira não soube o que fazer. Se deveria ficar, ou tentar fugir, mas a dúvida foi embora da mesma maneira que veio, a mulher que abriu a porta exibia um sorriso tão acolhedor que ficou sobrenaturalmente impossível cogitar qualquer ato de fuga ou violência. _____<>_____-----_____<>_____-----_____<>_____-----_____<>_____—--Estou aqui para ajudar! Selene adentrou o quarto devagar, tanto a sua voz, quanto suas expressões corporais traziam um simples recado, Paz. —--Porque estou aqui? A voz de Samira saiu forte e determinada, ela não estava com medo, mas também não se sentia segura perto de alguém que não conhecia as intenções.—--Como disse antes, estou aqui para ajudar, sou como você, uma filha da escuridão e escrava do sangue. Samira se espantou quando as presas apareceram e seus olhos emitam um tênue brilho escarlate, uma cena bela, mas paradoxalmente sinistra, realmente ela era quem dizia ser. Como reflexo ao ver um semelhante, Samira relaxou e pode sentir suas presas se alongando e seu corpo se arrepiando, ela estava por fim completamente acordada, seus sentidos a mil, e seu corpo pronto para qualquer coisa.Enkidu entrou pela porta, vestindo apenas com sua calça jeans, adentrou bem devagar para não assustar a nova convidada. Ele sentiu quando a garota o olhou de cima a baixo, se demorando ao ver a artéria pulsante em seu pescoço. Enkidu olhou-a nos olhos, um olhar profundo e pesado. A Samira restou apenas desviar o olhar, o peso do olhar a fez sentir a diferença de força e poder, ela era apenas um rato, comparada ao lobo.Samira não entendeu quando o homem estendeu o braço para ela, mas podia sentir a artéria radial pulsar diante dos seus olhos.—--Coma! A voz de Enkidu ecoou grave, mas a ordem foi clara e direta. Antes que pudesse falar mais alguma palavra, Samira cravou as presas em seu braço, segundos depois, o veneno presente nas presas da vampira o fez ofegar de prazer, era como as preliminares antes do sexo, uma sensação pulsante e quente, que fazia o coração acelerar, e o corpo de maneira súbita era atacado por calafrio e um prazer crescente que terminava em um gozo longo e violento, era como um orgasmo. O efeito do veneno vampírico para um humano terminava com um pesado sono, mas para uma besta terminava como uma fúria sexual animalesca e violenta, nada era capaz de deixar uma besta tão excitada como o veneno de uma vampira.Selene observou a vampira se alimentar de seu marido, mas não era uma visão confortável, ela sabia do poder do veneno, do êxtase sexual causado, do calor o arrepio e por fim do gozo, para um vampiro o alimento e o sexo eram quase que a mesma coisa, ambos eram os únicos prazeres reais da vida vampírica e ambos despertavam o animal dentro deles.Samira sentia o fluido quente descer pela garganta e aquecer seu corpo, era como sentir a vida penetrar em um corpo frio e morto, ela podia sentir a força voltar para cada célula, podia sentir a vida aquecer cada órgão, podia sentir até seu coração bater novamente, era como estar viva novamente. Para ela, era odioso lembrar que a sensação de vida era tão boa e ao mesmo tempo tão rápida, que a partir do momento que parasse de se alimentar a sensação iria diminuir e desaparecer em poucas horas, e aos poucos a fome retornaria e tiraria a cor da vida, transformando tudo em um quadro cinza e sem vida, em uma obra morta e repleta de sombras.Selene observava o veneno vampirico tomar conta de Enkidu, ele já estava transpirando em demasia, a respiração ofegante, pupilas dilatadas, o coração em ritmo frenético, se ela não intervisse logo ele entraria em um estado de loucura.O êxtase da alimentação foi quebrado no momento que Selene empurrou Enkidu. Samira sentiu o braço ser puxado bruscamente, seus olhos se abriram no momento que o fluxo foi violentamente interrompido, ela ainda não estava completamente saciada, mas existia algo nos olhos da outra vampira que a fez aceitar a situação sem reclamar, era um misto de volúpia com ciúmes, um caos de prazer, desejo e fúria.—____<>_____-----_____<>_____-----_____<>_____-----_____<>_____Selene segurou os braços de Enkidu e começou a puxa-lo, o arrastou até o outro quarto, não antes de dar uma olhada na vampira novata e deixar bem claro quem mandava. O corpo de Enkidu foi jogado violentamente sob a cama, o som de algo se partindo deixou claro que seria a ultima noite daquele móvel. Selene bateu a porta atrás de si, seu corpo ardia em ciúmes, enquanto o veneno ascendia todos os desejos em seu parceiro e isto era algo extremamente perigoso e excitante.
—--Você me quer? Sussurrou ela, encarando seu homem deitado na cama, com a cara de menino travesso. De onde estava sentia o cheiro dele, e isto a embebedava de prazer.—--Quero! Sempre! Todos os dias, tardes e manhãs. Até a eternidade. Enkidu pulou da cama, parando em pé, de frente a sua amada, olhos nos olhos, seus braços a puxaram para junto dele, terminando em um beijo quente e furioso. Selene sentiu o calor do corpo dele incendiar o dela, enquanto os seus lábios cobriam de maneira desesperada os dele, seu corpo tremeu quando sentiu a mão do amado tocar e apertar suavemente seu pescoço, enquanto seu corpo era pressionado contra a porta. Um suspiro saiu de sua boca enquanto ele mordiscava o lóbulo de sua orelha, ela sentia o calor invadindo seus seios, enquanto seu corpo era pressionado pelo corpo do amado.Como num golpe de judô, Enkidu foi jogado ao chão. Seus olhos estavam vidrados no corpo da amada que rasgava as próprias roupas.—-- A calcinha não! Disse Enkidu olhando a delicada peça intima rendada.Selene sorriu, ela sabia que ele adorava arrancar sua calcinha, era como desembrulhar o presente mais precioso. Como uma gata desfilando sob o muro, Selene andou até a cama quebrada, os cabelos negros e longos tampavam os seios carnudos em forma de gota, e como uma cobra envolta sob a presa ela se prendeu a seu amando.O cheiro de Selene era como o cheiro do desejo, que embriaga a mente e o levava a lugares inexplorados, algo que não se pode escrever ou desenhar, apenas sentir na pele. Enkidu sentiu o corpo de sua amada tremer, após sua boca encontrar o conforto de seu seio, o mamilo já duro pousou sôfrego na ponta de sua língua, enquanto a mão acariciava lentamente a nuca de sua amada aumentando ainda mais o prazer, pôde-se ouvir um “Ah!!” de sua amada no exato momento que mordiscava o mamilo indomável.Selene sentia o calor incendiar seus seios e o fogo arder entre suas coxas, quanto mais ele acariciava seus seios, mais ela o apertava contra seu corpo. Seus lábios foram parar na orelha dele, a língua rodeando cada curva, mas antes que pudesse terminar, um sussurro de prazer escapou de sua garganta terminando em um gemido rouco. Antes que pudesse se recuperar, seu corpo girou com a força do amado que agora estava por cima, beijando seus seios e descendo lentamente a língua até o umbigo, rodeando-o suavemente e terminando sob a fina barreira de sua calcinha.O corpo de sua amada era como uma armadilha mortal, como um labirinto repleto de perigo e tesouros preciosos, cada canto secreto explorado era como descobrir a paixão e o desejo novamente, e de novo ... em um ciclo de prazer eterno. As mãos de Selene estavam inquietas, Enkidu podia senti-la ao lhe apertar cada vez mais forte quando sua língua chegava perto de sua flor, podia sentir o tesão crescer rapidamente dentro dela, enquanto o mel de sua flor molhava abundantemente a calcinha. O sabor do mel em sua língua era viciante, e de maneira súbita ele mordeu a calcinha de sua amada puxando-a com força, era delicioso sentir o tecido se rasgando e revelando a linda flor de sua amada.O corpo de Selene foi tomado por uma sensação deliciosa, sentiu quando seu amando enterrou seu rosto em sua flor, neste exato momento o quarto girava ao seu redor, enquanto a língua de seu amado passeava entre suas cochas, ela podia sentir a textura da língua, dos lábios e as leves mordiscadas, era um prazer devastador, ela nem percebeu quando seus tornozelos cruzaram-se nas costas de seu amado, mas quando a pressão chegou ao seu clitóris seu corpo explodiu em gozo violento. Ela como sempre era a primeira a gozar. Agora era hora dele se divertir também...—____<>_____-----_____<>_____-----_____<>_____-----_____<>_____O clima ficou meio constrangedor quando Kazuma encontrou Samira parada no corredor, a boca ainda suja de sangue e olhos perdidos rumo à porta do quarto de Enkidu e Selene. Ele tinha acabado de sair do banho, ainda com a toalha amarrada na cintura e cabelos molhados. Pelo barulho que se podia ouvir do quarto parecia que dois animais estavam se comendo, na verdade era isto, e ao mesmo tempo não era, deixa pra lá. —--Eles estão bem! Não se preocupe. Kazuma falou de maneira despreocupada, apenas para acalmar a garota que estava estranhamente tensa.—-- É. Eu imagino que sim. Eu queria está bem também. A voz de Samira saiu baixa, no tom exato para dar um sentido mais pervertido à frase.Kazuma deu mais alguns passos em direção ao quarto, pensado na frase da garota, por fim, ele sabia que vampiros não ficavam doentes, talvez fosse o sangue de lobo do Enkidu que tenha deixado a garota com algum mal estar, sabe-se lá, este seria um ótimo tema para uma pesquisa futura. Quando entrou no quarto e fechou a porta foi que a ficha caiu, era um flerte. Quando abriu a porta novamente ela não estava mais lá. —--Droga de garota com jogos de palavras. Acha que sou adivinho? Que posso ler mentes? Ele deu mais uma conferida no corredor e nada, a garota tinha sumido.Samira olhou para o horizonte, em menos de duas horas o sol iria raiar e o sono viria forte e violento, diferente do nerd do quarto ao lado.
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