Kazuma acordou com o cheiro de bacon com ovos, olhou para o lado para pegar o notebook, ele tinha ficado acordado até tarde para mandar o relatório sobre Carlos para a sede das Sentinelas da América do Sul, em São Paulo. No relatório constava o problema discutido noite passada. Ele abriu a caixa de e-mail que estava sem resposta ainda.

Como sempre nos últimos dezoito anos, Selene estava de lingerie andando pela casa.

—--Meu Deus! Nunca canso de ver você assim sabia? Kazuma sustentava um sorriso fingido no rosto enquanto falava, era para parecer irônico, mas saiu na entonação errada.

—--Sua falsa empolgação é um elogio Kazuma. Se eu não soubesse que você sente por mim um amor de filho para com a mãe eu ficaria até envergonhada.

Selene apenas sorriu. E abriu os braços para um abraço. Kazuma apenas abaixou a cabeça e andou pelo corredor envergonhado.

—--Até agora nada de resposta da chefia, eu acabei de checar o e-mail. Disse Kazuma ao ver seu amigo sair da cozinha.

—--Nós vamos esperar até a noite, se não chegar nada vamos fazer do nosso jeito. Enkidu olhou o relógio na parede, ainda eram treze horas.

—-- O que vamos fazer com a garota? Ficar com ela? Mata-la? Eu ainda não entendi o lance de ir encontrar a cria do Carlos. Kazuma estava confuso com a conversa da noite passada, Selene apenas explicou que Carlos tinha criado uma vampira recentemente, e que com a morte dele a garota ficaria sem um mentor e seria um perigo na quebra da Fábula. Neste caso a garota seria responsabilidade da Sentinela.

—--Vai depender dela. A resposta de Selene foi rápida e seca.

—-- Se a organização não se manifestar nós vamos decidir. Se ela realmente valer a pena ser salva, receberá o aprendizado para se virar sozinha e escolher um rumo que quiser, se ela for da mesma laia que o seu criador, daremos cabo dela e vamos atrás de concluir as outras missões que ainda faltam.

—--Como vamos achar a garota? Kazuma era muito metódico e não gostava de mudança de planos e horários. Ele realmente estava incomodado por fazer algo que não estava no planejamento.

—--Selene viu o rosto dela na mente dele e soube onde ela trabalhava, nós vamos hoje anoite dar uma olhada. Disse Enkidu ao se levantar para colocar o prato na pia e começar a lavar a louça suja.

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A noite caiu e nada de resposta da agência. Kazuma e Selene encontraram na internet o local onde a garota trabalhava, um pub medieval misturado com casa de jogos, ou seja lá o que isto significava, pelas fotos do local parecia um ponto de encontro jovial.

—--Ae Kazuma, finalmente as suas roupas de geek vão servir para alguma coisa. Enkidu saiu após dar um tapa nas costas do amigo e lhe roubar a camisa do lanterna verde.

—-- Desgraçado pegou minha camisa favorita. Cão maldito!