PRESO Á SE7E CHAVES
12 Revelação
A névoa me cercou antes que eu pudesse ver quem nos atacara. Eu estava no quarto do hospital do meu pai. A garota sorria para ele, enquanto desligava os aparelhos que mantinha meu pai vivo.
Meu pai estava magro, sem forças. O cabelo grisalho penteado para o lado, disfarçando a calvície. Os olhos fundos, a barba a fazer, a tristeza em sua face.Então a névoa me cercou e estávamos em uma sala vazia – o farol –, a garota brincava com um isqueiro enquanto meu pai, amarrado em um poste, pedia socorro. Ela cantava a canção de ninar que meu pai cantava para minha irmã dormir.- Essa fumaça que te matou... – ela disse, colocando fogo na palha que estava abaixo do poste, queimando também meu pai.- Foi essa maldita fumaça... – ela disse – Não eu, papai.O que? A garota o tempo todo era ela? Rosalie? Rosalie. Minha irmã. Lembrei das manchetes dos jornais. Ela matou meu pai, e me matou também? Então, antes de pensar mais, a névoa me cercou e me levou de volta para o farol.
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