Notas iniciais
então aqui vai a segunda parte da história sem enrolação.. Alpha - Parte 2 Boa Leitura!!

Livrei-me das vestes deitando sobre a cama junto com ela, segurando sua coxa encaixando-a em meu quadril, segurava seus cachos para beijar melhor seu pescoço onde podia sentir o arrepio em sua pele, logo descia uma de minhas mãos pelo seu sutiã e ali apertava com um pouco de força seus seios fartos. Sentia suas unhas arranharem minhas costas nuas, era uma pequena dor prazerosa, ainda mais quando suas mãos deslizaram sobre minha cueca massageando o local, aquilo estava me deixando louco.

Ela deu um sorriso malicioso passando a língua por volta dos lábios.

–Que delícia! É bem dotado, não é?

Sorri com sua expressão, foi quando retiramos nossas roupas intimas e o fogo tomou conta de nossos corpos numa transa gostosa que durou a noite toda.

Antes do nascer do sol, vesti minhas roupas e recoloquei a espada em seu lugar, procurando deixar um saco de moedas ao lado de Kattarine que dormia tranquilamente. Ao abrir a porta do quarto ouço sua voz me chamar; viro-me á ela que aparentava estar um pouco sonolenta.

–Está tão cedo – disse ela.

–Preciso ir, fique com o troco.

–Não quero, para você é de graça, meu senhor.

–Me chame de Ryan, fui banido de meu reino, estou indo em busca de aventuras no mundo dos humanos.

–Posso ir com você? Eu sei que se me levar junto será um crime, mas é que não aguento mais essa vida.

– Vamos logo – respondi após alguns minutos de silêncio.

Ela mostrou um sorriso brilhante se levantando rapidamente e se trajando com uma roupa simples, e embainhou uma espada que continha uma lâmina serpenteando até seu cabo, amarrado com uma fita vermelha no sinto de sua calça. O que eu estava fazendo levando uma prostituta comigo?

Saímos do quarto silenciosamente para não chamar a atenção dos clientes diurnos. Levar uma escrava sexual para minha jornada é roubo de produto. Um crime, mas não que eu estivesse preocupado com a punição, mas sim com as perseguições que os guardas fariam até me capturarem.

O vento gélido soprava forte, sinal que uma tempestade estava próxima, teríamos uma longa cavalgada para procurar um abrigo antes da chuva. Agora eu seguiria meu próprio caminho, rumando para o mundo dos humanos o qual eu não fazia ideia de como chegar. Montei no corcel e ajudei Kattarine a subir, assim cavalgamos até as moradias diminuírem e as fazendas aparecerem. As nuvens fechavam o céu vermelho tornando o ar fresco, sentia-me mais a vontade para retirar o capuz, no entanto, ao me aproximar do portão norte os guardas me reconheceram e me impediram de prosseguir dizendo que o rei Copérnicus havia mudado de opinião decretando a minha prisão e caso eu negasse, os guardas teriam a permissão de me matar. Todos os dezoito idiotas sorriram apontando suas armas para mim quando seu líder disse isso, porém fiquei os encarando seriamente. Engraçado? Claro que sim. Matar-me? Esta é uma boa piada, eu também estava rindo... Por dentro. Um dos guardas que segurava uma lança reconheceu Kattarine e deu uma longa risada.

–Olhem só o que temos aqui, parece que o príncipe está cometendo um roubo.

–Ele não é mais príncipe – corrigiu outro – Mas a vadia ali é uma princesa na cama. Muito selvagem.

Negando-se a receber provocações, Kattarine desce do corcel desembainhando sua espada, mas antes que pudesse dar seu primeiro golpe, a lança daquele guarda se desintegra diante de seus olhos.

–Isto é um aviso: deixe-nos passar e suas vidas serão poupadas – disse passando uma sensação de ameaça em meu tom de voz.

–Poupadas? Fala sério – zombou um dos guardas – Vá se esconder debaixo da saia da sua mamãe depois que eu enfiar minha espada na sua bunda – finalizou com uma risada que se juntou com as zombarias de seus colegas.

Desmontei do cavalo e me direcionei a ele pegando a espada de suas mãos e esmagando sua lâmina provocando espanto neles. No mesmo instante atinjo seu abdômen com o que sobrou de sua arma.

–Falam demais e poucos agem, seus inúteis.

Numa tentativa desesperada de eliminar a ameaça, os guardas próximos veem em minha direção apontando suas armas para me atingirem e são feridos na altura de seus olhos pela minha espada, entretanto, o mais esperto se abaixa prevendo meu golpe e contra-ataca numa rasteira sem sucesso bloqueada quando sua cabeça se divide ao meio esguichando sangue para os lados. Seus parceiros se surpreendem sem entender o que estava acontecendo ali. Um sujeito tentou um ataque pulando na direção das minhas costas, mas Kattarine interveio cortando-o ao meio com alguma dificuldade. Suas vestes estavam ensanguentadas pelo sangue desse maldito. Chuto o corpo divido dele para o lado reparando um dos guardas correndo para a torre de vigia. Estava mirando em suas costas quando o chão estremeceu como um terremoto, de repente uma serpente gigante surgiu em sua frente o paralisando de medo, com isso, acabou sendo devorado. Avistamos em sua cabeça um sujeito encapuzado sentado e rindo muito. O animal se abaixa para que ele descesse e acariciasse a fera.

–Olá Ryan, lembra-se de mim? – sua voz era familiar, mesmo assim não o reconheci – Otávio – continuou ele retirando seu capuz e conduzindo-se até nós – Estou ao seu dispor, jovem príncipe.

Olhei com desprezo para Otávio que trajava uma sobreveste branca amarrada em sua cintura por uma faixa de cor preta carregando uma cruz invertida dourada como brasão. Desejei muito por aquilo não estar acontecendo.

–Deve estar pensando: como ele escapou da prisão? – exibia-se ele.

–Na verdade, estava pensando no limite de suas tolices – corrigi embainhando a espada e montando no corcel.

–Espere! Você não deve saber onde fica o portal para o mundo dos humanos, eu posso ajudá-lo.

–Não preciso da ajuda de um completo esquisito, volte para a prisão.

Kattarine se aproximou revelando uma expressão confusa. Sabia o que queria dizer e também tinha consciência que iria me arrepender, portanto aceitei o pedido de Otávio e vi um sorriso se formar em seu rosto. Ele dispensou seu animal e subiu até a torre onde abriu o portão. Em seguida, assoviou para um corcel branco que pastava em uma das fazendas, assim montou nele e cavalgamos pelas estradas de solo árido e quente, apesar das nuvens que cobriam o sol, o calor era insuportável.

Otávio não se cansava de falar de como fugiu da prisão e aquilo estava me irritando, mas sabia que uma discussão não levaria a nada então cavalguei mais devagar o deixando passar na frente.

–Eu estava pensando – comentou Kattarine – Se você está banido, o dote foi quebrado, não foi?

–Sim – respondi refletindo naquele passeio até o palácio de Luz. Nada fazia sentido mais.

–Então é guerra – afirmou ela – Como lutará contra o rei Copérnicus?

–Não sei, mas lutarei contra o Inferno se for preciso, mas a morte dele é garantida.

–Contra o Inferno? Quer dizer... Hades e Hares?

Fiquei pensativo por alguns segundos antes de concordar. É verdade que eu nunca tinha travado uma batalha pela maior parte do Inferno, e jamais me encontrei com Hades e Hares, mas agora eu teria esse prazer.

Andamos por várias vilas e fazendas, cidades e florestas de árvores secas até os cavalos cansarem. Fazemos uma pausa em uma das cidades em que meu exército derrotou tropas inimigas e perigosas há muito tempo. Ela ficou conhecida como cidade fantasma, pois os viajantes dizem que é possível ouvir as vozes daqueles que morreram aqui.

Otávio ficou encarregado de dar água para os animais enquanto eu e Kattarine nos responsabilizamos por encontrar alimento em uma casa de bebidas. Gemidos e murmúrios fantasmagóricos ecoavam ali fazendo Kattarine ficar assustada. Sorri com seu medo. Avistei o balcão e o pulei pisando em alguma tábua velha e fez bastante barulho por debaixo do tapete. Arrastei o balcão alguns metros á frente, retiro o tapete e avisto uma porta de madeira. Um depósito?

Descemos pelas escadas e chegamos a um salão amplo, escuro. Kattarine ascendeu um lampião e pudemos reparar que aquela câmara estava coberta por pinturas rupestres. Minha pele se arrepiou ao ver criaturas estranhas comandadas por uma espécie de deus. Algo em minha mente me perturbou tanto que corri em desespero para fora da câmara me deparando com Otávio sendo enforcado do lado de fora da casa por uma criatura humanoide de pele acinzentada e grandes garras afiadas. Enquanto cortava os braços da criatura e seu sangue podre se espalhasse pelos ares, outra criatura pegou Kattarine de surpresa mordendo seu ombro a fazendo gritar. Ele só parou de morder quando minha espada perfurou seu crânio, arrancando partes de seus miolos para fora.

O corpo de Kattarine se choca contra o chão, fraco e pálido. Segurei-a firmemente vendo suas veias inchadas e escurecidas no local da mordida. Ela deu um sorriso forçado notando minha preocupação.

–Perdoe-me Kattarine, isso foi minha culpa – desculpei-me esperando uma reação positiva dela.

–Não diga besteiras, meu senhor.

Olhei para Otávio irritado segurando o colarinho de sua roupa — mesmo sabendo que a culpa não era dele -, procurando por respostas.

–O que são essas coisas?

–Dolls, uma espécie de demônios criados para devorar as almas dos pecadores, servindo aos seus mestres Hades e Hares, mas essas coisas foram aprisionadas por muito tempo, pois fugiram do controle.

–Faça alguma coisa para salvá-la.

Ele pegou um recipiente contendo um líquido verde de dentro de seu sobretudo, e se conduziu até Kattarine despejando o líquido em sua boca, no mesmo instante cicatrizado as feridas.

–Está frio – disse ela com a voz rouca – Chegue mais perto, por favor.

Abracei-a com cuidado para não machucá-la e recebi um beijo gelado como recompensa.

–Precisamos encontrar um lugar seguro para passar a noite – comentou Otávio.

Segurei Kattarine nos braços a levando até meu corcel, notando que o cavalo de Otávio havia sido devorado, então andamos por um longo tempo enfrentando ventos violentamente fortes que traziam a poeira em nossos olhos, porém, Otávio vestiu seu capuz e Kattarine estava com meu sobretudo, pois suava frio e estava com muita febre, então, eu estava seguindo os passos a cega de Otávio. Que arriscado. Nesse período de viagem refleti sobre os motivos de estar agindo como uma pessoa de coração bondoso. O que realmente havia me deixado mais preocupado com meus próximos? Eu não fui criado assim. E o que o Inferno reservou para mim?

Avistamos uma caverna logo atrás de uma floresta de árvores secas sob o céu escuro da noite sendo riscado por vários raios e trazendo a chuva e os ventos sobre nós que apressadamente adentramos o local logo acendendo uma fogueira. Kattarine estava melhorando, mas sua febre era a maior preocupação. Deitei-me ao seu lado procurando protegê-la do frio.

–Vou procurar ervas para curar esta febre – informou Otávio saindo da caverna debaixo de chuva.

Que idiota. Ele também ficará doente e não irei virar babá de nenhum imprestável.

Retirei meu sobretudo do ombro ferido de Kattarine fitando aquela marca azulada deixando a mostra suas veias escurecidas. Era culpa minha. Não deveria ter sido tão descuidado.

–Eu devo estar horrível, não é? – disse ela forçando um sorriso

–Não diga besteiras – dei um leve sorriso.

–Ryan seu safado – comentou Otávio trazendo algumas ervas de coloração escura com suas vestes totalmente molhadas.

Ele preparava um ensopado com aquelas ervas, em seguida entregando para Kattarine beber. Pude perceber pela sua reação que o gosto daquele remédio não era nada agradável. Aquilo me fez sorrir.

Após ela dormir tranquilamente e aquecida, procurei encaixar meus pensamentos no lugar até ser interrompido pela terrível voz daquele ofidioglota irritante.

–Sabe Ryan, você está tão obcecado por poder que não consegue quebrar esta... – ele fez uma pausa procurando as palavras certas – Barreira que te impede de se comunicar com suas serpentes.

–Cale a boca, são apenas servas.

–Está muito enganado, mas isso é uma longa história. Boa noite e tome cuidado com as feiticeiras – finalizou com uma risada maléfica.

–Feiticeiras?

–Diana e Lena, as feiticeiras mais poderosas do Inferno, dizem que elas podem até matar um imortal. Seus pais nunca te assustaram com as histórias delas? Você não teve infância.

Ignorei-o e logo ele também se juntou ao sono de Kattarine, porém eu permaneci acordado a madrugada inteira e me pareceu te sido mais longa do que o normal, mas finalmente a chuva havia cessado e o sol surgiu pela manhã.

–Vampiros não dormem, não é? – perguntou Otávio ainda sonolento.

–Sou um meio-vampiro.

Levantei-me encarando o nascer do sol me preparando para um longo dia enquanto Otávio se aproximou com uma naja nos ombros.

–Olhe nos olhos dela Ryan e se concentre.

–Pare de besteiras.

–Se for besteiras eu lhe conto tudo o que deseja saber sobre o Inferno ou até sobre os pontos mais sensíveis das mulheres.

Claro que aquilo era uma tolice, mas ele continuaria a insistir até que aceitasse.

–Olhe bem nos olhos dela e liberte seu espírito.

Eu encarei os olhos do réptil tentando me conectar espiritualmente com ela me dando calafrios me revelando uma visão sobre uma mulher de cabelos negros compridos e lisos de olhos azul-esvredeados e de uma aparência jovem de boca rosada, dona de uma incrível beleza que despertaria o desejo em todos a sua volta. A visão se desfez e uma incrível força sobrenatural me lançou para fora da caverna chocando-me contra uma arvore a partindo ao meio e me sujando com a lama do chão onde havia caído.

–Maldição – resmunguei irritado.

–Você foi lançado pela barreira que agora está quebrada, significa que você pode ouvi-las – informou Otávio.

Reparei que Kattarine havia se assustado com o barulho.

–Ryan? – chamaram-me duas vozes femininas reconhecidas, uma era de Kattarine a outra era da escrava montada em um corcel branco.

–Vamos embora daqui antes que... – ordenei á Otávio, levantando-me e tirando a lama de minhas vestes.

–Meu senhor, por favor, me espere! – pedia Luna descendo do cavalo.

–Quem é essa garota? – perguntou Kattarine revelando um tom de ciúmes em sua voz.

–TRAIDORA! – explodi – Porque voltou?

–Precisava me desculpar, meu senhor, não aguentava mais essa distância – dizia ela entre as lágrimas temendo alguma reação violenta de mim.

–Sua vagabunda impura – aproximei-me dela sentindo meu ódio se tornar poderoso e controlar meu corpo. Minha visão começou a embaçar e a escurecer e senti meu sangue vazar pelos meus olhos.

–Ryan, pare! – pedia Otávio indeciso para reagir.

Notas finais
Gostaram minhas crianças? Vou ficar por aqui e deixar este ar de mistério perturbar a cabecinha de vocês.. !! (: