PET - 2 Temporada - Estilo de Treinador

54 Capitulo 54 – Anúncio de Tempestade


Notas iniciais
Ola galera. Esse capitulo vai criar uma banca de apostas. rsrs

Capitulo 54 – Anúncio de Tempestade

Eu nunca quis ser treinador pokemon, mas eu preciso das habilidades de um treinador, ou morro nas mãos dos demônios, e não poderei proteger meus amigos pokemons desses terroristas infames que são a Estilo de Poder, além de resgatar Pidgeot das garras do Caçador das Sombras.

Mas, confesso que queria lutar contra o Trevor. De certa forma, esse é o motivo pelo qual vim a liga. Infelizmente não poderei passar pela Ana Norte. Acho que me sentiria melhor se algo impedisse-me de lutar contra ela.

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– O carisma da mãe, a fama do pai e a grandeza da irmã. -

Quem escutava algo como aquilo ficava curioso para entender o que a líder do ginásio de Celadon, Erika, estava fazendo em Jotho a tecer tais elogios. Mesmo o local sendo o Centro Pokemon da Vila dos Treinadores da Liga de Prata. Mas, se alguém parasse para saber um pouco mais daquela situação certamente não suportaria muito tempo.

– Você precisa mostrar a genialidade da mãe, o arrojamento do pai e o talento da irmã. — Sorrindo Erika abraçava a Kevin que já estava vermelho de vergonha. — Não se esqueça de abusar das combinações que isso vai lhe conceder alguma vantagem, bem estilo o que sua mãe fazia. Mas use bastante das habilidades naturais que é coisa que seu pai tinha pleno domínio. E... -

– Acho que já chega Erika. — Julia sorria tentando fazê-la soltar o irmão. — Você veio para torcer e não para treiná-lo, lembra? -

Erika olhou para Julia por alguns instantes e foi libertando Kevin do abraço. Em questão de fração de segundos ela abraçou Julia sorrindo e mexendo na bochecha da jovem Maerd.

– Estou vendo uma mocinha com ciúmes? — Erika deu uma pequena risada. — Admita que está com ciúmes do seu irmão por minha causa. Vamos admita. -

Erika era a pessoa mais animada do Monte Prateado para aquela luta. Talvez o fato de um Mestre Pokemon enfrentar um Líder de Ginásio fosse algo para se animar, mas sabiam que a diferença entre os dois era muito grande para que a luta viesse a apresentar algum tipo de emoção. A emoção ficava toda por parte da mulher amande da família Maerd.

– Quando eu a enfrentei eu não tinha ideia que ela era assim. — Détrio estava surpreso com toda a animação e intimidade que ela aparentava ter com a família de Kevin. — Enfim, isso não teria mudado muita coisa. — Rindo Détrio viu a porta do Centro Pokemon se abrir e os poucos que estavam por ficarem olhando para a pessoa que entrava.

Faltava pouco mais de uma hora para a última partida das quartas de final. A batalhava estava marcada para começar as 19 horas, nesse horário já não teria mais sol, mas devido a posição das montanhas, ainda estaria claro por cerca de 30 minutos.

– Julio? — Kevin viu o marido de sua adversária, também Mestre Pokemon, abrir um sorriso ao encontrá-los. — Acho que sua esposa está no Centro Pokemon do outro lado da vila. -

– Na verdade ela já está no vestiário. — O homem com olhos castanhos, mas com alguns riscos laranjas, olhou na direção de Julia e Erika. — Vim convidar essas duas para acompanhar os Mestres durante a batalha. — Ele deu alguns passos aproximando das duas. — Os comentários e observações de vocês quanto a luta seriam muito interessantes, em especial porque lá ninguém torce pelo Kevin. -

Kevin revirou os olhos com aquela menção. Os Mestres realmente pareciam gostar de conversar sobre as batalhas que assistiam. Na segunda batalha do dia, Cowboy contra Meilin, quem sentou próximo da bancada deles, disse que eles quase saíram no braço devido a divergência de opinião sobre qual era a técnica mais interessante, a melodia surda de Meilin ou o ataque em bando de Cowboy. Evidente que eles não discutiam a nenhum momento quem poderia vencer, Meilin não conseguiu passar do terceiro Pokemon de Cowboy que parecia muito tranquilo durante toda a luta. A quem dizia que o jovem fazendeiro pegou leve com a menina, em vista que nas outras lutas ele parecia tão concentrado que as pessoas temiam que seus pokemons fossem mortos.

– Posso ir também? — Perguntou Détrio animado. — Vocês serão em 5, elas só em duas. Precisam de mais gente. -

– Quem é você? — Perguntou Julio olhando para Détrio usando um colete de staff da liga.

Détrio escutou algumas risadas dos treinadores do Centro Pokemon e foi tirar algumas satisfações.

– Obrigada pelo convite, mas preferimos estar da arquibancada perto do Júnior. — Diz Julia.

– Devo dizer que nunca vi um convite de Mestre ser recusado desta forma. — Disse Julio balançando a cabeça. — O que os Mestres de Kanto dirão quando souberem que um líder de ginásio de lá recusou nosso tão cordial convite? Oh, esqueci, eles estão aqui também! -

– Bem... — Erika olhou para o Mestre um tanto quanto constrangida. — Nós não queremos recusar o convite não. Apenas preferimos estar nas arquibancadas. Será uma honra acompanhá-los. — Erika olhou para Julia. — Não é mocinha linda que eu tanto amo? -

Julia olhou desanimada. Não poderia deixar Erika ir sozinha para junto dos Mestres, pois certamente ela estaria eufórica durante a partida esquecendo que foi convidada para um debate e não para torcida.

– Bem... — Julia suspirou e olhou na direção do irmão. — Não estou engolindo essa de querer alguém que torça pelo Ju. Agatha estará lá e tenho certeza que mesmo sabendo que ele não tem a minima chance, ela o defenderia. Se meu irmão não se importar. -

– E você acha que eles querem fazer o que? Sequestrá-las e me forçar a perder a luta para libertá-las? — Perguntou Kevin rindo. — Vai ser legal! Depois você pode me dizer tudo o que eles falaram sobre a minha performance. -

– Perfeito! Então vamos que o debate se inicia com apostas sobre que pokemons eles usarão. — Julio que havia se virado para sair do Centro pokemon e seguir para o estádio parou por alguns instantes. — Vocês já sabem que pokemons eles vão usar,né? — Julio pareceu desconfiado.

As duas sorriram abertamente enquanto o mestre abaixava a cabeça praguejando.

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– Ana está no vestiário. Julio está vindo com Erika e Julia. — Olhando pela janela Agatha observava a vila da liga. Daquele local ela via o centro pokemon onde Kevin estava e podia ver Julio acompanhado das duas mulheres. — Ash já está na tribuna do Presidente e não deve mais sair devido as entrevistas, bem como Gary que o acompanha. Então sobraram vocês dois... -

Agatha falava calmamente com Diego e Lance. Eles estavam sentados com seus corpos envoltos de uma luz azulada. Eles observavam a velha mulher encostada na janela, olhando pela janela e a toda hora consultando o relógio que dava na parede.

Aquela era a sala da tribuna de honra da Elite no estádio onde estavam acontecendo as partidas das Quartas de final, o estádio principal. Após a batalha de Marcos e Barreira, onde Barreira venceu o fiscal da Liga Pokemon de Jottho tendo perdido 4 pokemons durante a partida, Agatha chamou os dois mestres para ter com eles uma rápida conversa e assim que sentaram em suas cadeiras foram aprisionados pelos poderes Gengar.

Agatha não lhes deu nenhuma explicação e disse apenas que precisava garantir que eles não interferissem, pois a vida de uma pessoa estaria em jogo, bem como a reputação de outra.

– Definitivamente, eu preferia que você não fosse mulher. — Comentava Lance. — Bastava explicar que eu garantiria a segurança da pessoa. — Lance revirou os olhos. — Seja lá do que você esteja falando. -

Diego Marion não dizia nada. Ficava lá sentado esperando que tudo tivesse fim. Ele não estava para fazer nada muito importante e não pretendia dar uma de herói.

– Acalme-se Lance. — Agatha suspirou debruçando-se sobre a janela. — Minha visão vai começar, agora. -

O ponteiro do relógio marcava 18:00.

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As ruas já estavam desertas, a maioria das pessoas já estavam no estádio, as poucas que não estavam não poderiam abandonar seus postos na cidade. Com isso o caminho de Kevin e Détrio que o acompanhava com Staff de segurança era o mais tranquilo de todas as batalhas até aquele momento.

– Então na hora que … — Détrio caminhava contando sobre o seu primeiro dia como Staff e a surpresa que os treinadores tinham dele não estar competindo, mas parou vendo que Kevin havia ficado para trás. — O que aconteceu? -

Détrio olhava o jovem Maerd olhando para um beco. Ele se aproximou de Kevin para ter a mesma visão que ele e descobrir o que estava prendendo sua atenção. Era estranho porque já não tinha ninguém na rua e em especial ele lembrava de ter observado o beco enquanto passava por ele.

Cabelos rosas, talvez da idade deles, usando uma roupa preta colada ao corpo e uma capa. Ele nunca havia visto a menina, mas ela encarava Kevin com um sorriso de satisfação que não se via todos os dias.

– Quem é essa ai? — Perguntou Détrio cochichando para Kevin.

– Melani? — Kevin parecia sair de seu choque inicial. — Melani! — Abrindo um sorrido e deu um passo na direção dela. — Eu tinha certeza que havia te visto andando por aqui. Se bem que seus cabelos eram vermelhos. -

– Desculpe por isso. — Disse a menina.

Kevin franziu o cenho enquanto dava mais um passo, não entendendo o que ela queria dizer. Sentiu um solavanco em seu corpo e viu tudo em sua volta girar enquanto seu corpo era preso e comprimido. Não conseguiu compreender o que estava acontecendo, apenas quando seu corpo ficou completamente imóvel, com ele virado de cabeça para baixo e seu corpo completamente preso por algo que parecia ser um chicote de cipó.

Forçou os músculos tentando romper os cipós, mas apenas sentiu que os cipós o apertaram ainda mais. Estava sofrendo o ataque enrolar e não parecia ser de um pokemon fraco.

Sentindo o sangue ir para a cabeça começou a ficar tonto e virou os olhos, vendo de relance Détrio completamente preso em um esquife de gelo. Fechou os olhos tentando perder a tonteira e colocar as ideias no lugar, percebeu que tinha que pensar rápido. Mas ouviu passos e não conseguiu evitar uma nova tentativa de visão.

Aproximando-se calmamente de Kevin duas figuras de macacão roxo com detalhes dourados ajoelharam-se diante a menina. Na esquerda estava Draco das Neves e a direita Violeta Flamejante.

– Não precisamos de tantas cerimônias. Sejam rápidos! — Disse a menina.

– Socorro!!!! — Gritou Kevin. — Eu não acredito que você é da Estilo de Poder. — Esbravejou ele. — Socorro! -

– Por favor, não seja tão tolo. — Diz Draco passando a mão em seu cabelo. — Ela não é dá Estilo de Poder. Ela é a Estilo de Poder. -

Kevin arregalou os olhos. Realmente as roupas da menina eram diferente dos agentes e dos Generais. Muito se Assemelhava a de Davis. A menina era uma administradora.

– Bem... — Violeta Flamejante sorriu liberando um Scyther. — Tente não sangrá-lo muito. -

O Scyther pareceu sorrir malevolamente e ergueu suas duas laminas indicando que atacaria Kevin diretamente. O jovem loiro ao perceber isso tentou mover-se desesperadamente, mas não conseguiu. O máximo que conseguiu foi ver o Tangela que o segurava. O pokemon de vinhas usou outra vinha para retirar os braços de Kevin de dentro do enrolamento e o manteve com os braços abertos como se estivesse numa cruz.

– Socorro! — Gritou Kevin novamente fechando os olhos e sentindo o ar próximo de seu corpo ser rompido.

Kevin abriu os olhos e viu caído no chão seus braceletes suportes de pokebola. Não havia sequer um risco em seus pulsos. Eles havia se partido ao meio com o golpe cortante das laminas do pokemon Scyther, que já havia sido guardado.

– Sempre me disseram que você era escandaloso. — Melani deu uma pequena risada. — Você faz jus a sua fama. — Melani massageou a orelha rapidamente devido aos fortes gritos que Kevin dava.

– Será que dá para me roubar depois da batalha pelo menos! — Gritou Kevin tentando libertar-se, mas sem sucesso.

Cada general pegou um dos braceletes e tomaram direções opostas, correndo e desaparecendo das vistas de todos. Assim que desapareceram pela vila o gelo que prendia Détrio começou a evaporar e o Tangela recolhido libertando Kevin e o deixando cair no chão, que só não caiu de cabeça, porque Melani se colocou embaixo dele aparando sua queda fazendo os ficarem no chão.

– Por que? — Gritou Kevin. — Achei que fossemos amigos... Ou pelo menos colegas. — Gritou Kevin agarrando-a.

– Porque eu acredito no seu pai. — Disse a menina sorrindo para ele.

Kevin saltou-a perplexo com as palavras da menina. Melani não deixou de aproveitar o momento para se levantar calmamente e caminhar para o fundo do beco. Ela não corria, apenas caminhava deixando a capa balançar e observava, virando a cabeça, o jovem Maerd que parecia confuso.

::”Acredita no meu pai?”:: Kevin sentado no chão do beco não viu o momento que a menina virou a esquina saindo do campo de visão dele.

– Détrio! -

Gritos tiravam Kevin de seus pensamentos, fazendo-o voltar a realidade. Ele acaba de ser roubado pela Estilo de Poder, seu amigo estava no chão havia acabado de ser congelado e ele tinha uma batalha em pouco menos de uma hora.

Ele levantou-se virando-se para o lugar onde Détrio anteriormente estava congelado. Agora ele estava fora do gelo, que havia evaporado, enquanto Lubia o amparava.

– Se acalme. — Disse Lubia tirando sua jaqueta e colando sobre o menino. — Vai ficar tudo bem. -

– Eles... levaram os pokemons... — Tremendo de frio Détrio tentava falar com Lúbia, mas a menina sorria balançando a cabeça para que ele se acalmasse.

– Fique com ele. — Disse Kevin. — Vou atrás deles. — Kevin olhou para as direções que acreditava ter visto os dois generais dirigindo-se. Direções opostas. Ele precisava escolher o caminho, resolveu que não ia lembrar-se de quem pegou qual direção, simplesmente ia em uma direção. Mas, sentiu a mão de Lubia segurando seu braço esquerdo. — O que? -

– Doko e Marjori estão os seguindo. — A menina se levantou. — Nós estávamos na outra rua quando escutamos os gritos. Um rapaz foi chamar a policia enquanto nós viemos ver o que é era. Quando chegamos eles haviam acabado de cortar os braceletes. — A menina olhou Détrio levantando-se. Ele arfava e parecia esgotado, mas seus olhos diziam que ele não iria ficar parado. — Você não pode ir, é uma armadilha. -

– O que? — Kevin parou olhando para Lubia e depois olhou para détrio que estava tentando se recompor, mas parecia apoiar Lubia. — Como assim armadilha. Do que está falando? Eles já roubaram meus principais pokemons, todos os que eles queriam! -

– Por que saíram correndo? — Perguntou Lubia. — Eles sempre fogem no teleporte, no entanto saíram correndo, cada qual para um lado, cada qual portando metade dos pokemons. -

– A sua amiga... Maleni... Melani.. não sei o nome dela. — Détrio tentava falar, mas ainda não conseguia articular as ideias. -

– Isso. — Disse Lubia. — Por que ela pareceu para você agora, sendo que nunca havia se mostrado. Ninguém sabia da identidade dela até ela se mostrar para você. -

Kevin fechou os punhos. Lubia e Détrio pareciam ter razão. Algo estava errado naquela história. Outra coisa interessante era a falta dos poderes psíquicos. Eles usavam e abusavam e já tinham retirado as pokebolas, dos braceletes, usando pokemons psíquicos. Não precisavam cortá-los.

– E o que você acha que eu devo fazer? — Perguntou Kevin rendendo-se.

– Seguir para o estádio e sua batalha. — Apontou Lubia em direção ao estádio.

– O que? — Disse Kevin e Détrio ao mesmo tempo.

– Ele não tem como lutar sem os pokemons dele. Vamos cancelar a luta! — Disse Détrio. — Além disso, que treinador iria para uma batalha sabendo que outros pokemons seus estão sendo roubados? -

– Um a quem tem em quem confiar. — Disse a menina encarando Kevin. — Se você pode vencê-la eu não sei, mas se puder não é por causa do pokemon X ou Y e sim de suas habilidades. — Lubia se aproximou de Kevin. — Não sei o que eles querem, mas sei que uma das consequências do que eles fizeram é que você não iria para luta. Sem pokemons e abalado por ver a garota que conhecia trabalhando para a Estilo de Poder. -

Kevin continuou a encará-la. Era uma vitória impossível antes e seria ainda mais agora. No entanto, uma coisa Lubia dizia bem, não importava o pokemon e sim as habilidades que Kevin iria aplicar na batalha. Além disso o que ela falava sobre mantê-lo longe da batalha era verdade. Parecia que eles realmente queriam o mantê-lo fora.

– Mesmo que ele lutasse, ele já credenciou aqueles pokemons. — Disse Détrio olhando seu relógio, mas ele havia parado devido ao gelo. — Falta menos de uma hora para a batalha. Basta dizer o que aconteceu que cancelamos. -

– Espera. — Kevin ainda estava pensativo. — Talvez não seja comigo, mas sim com a liga. — Kevin comentou. — Talvez eles queriam é que a Liga seja cancelada. -

Lubia duvidou da hipótese de Kevin. Não faria sentido eles quererem cancelar a liga, seria mais fácil atacar como fizeram no Grande Festival. Mas, ela não falaria nada para desvalidar a hipótese do amigo. Mantendo essa ideia Kevin não iria correr perigo e ainda poderia arriscar batalhar com seus outros pokemons.

– As regras dizem que não há cancelamento ou adiamento de luta, seja qual for o motivo. — Lubia suspirou falando sobre as regras para Détrio. — Estamos perdendo tempo. Vou atrás de Marjori. Détrio leva Kevin a organização e explica o que aconteceu, deverão deixá-los credenciar outros pokemons com isso, já que é um Staff. Depois você vai atrás de Doko com os policiais. Basta seguir meu hothoot que está o acompanhando do alto. -

Détrio assentiu e olhou para Kevin que estava parado olhando para o chão.

– Vai dar tudo certo cara. — Disse Détrio. — Não é? — Détrio se virou para Lubia buscando o apoio dela.

– Eles não tem chance contra nós e nosso treinamento militar. — Sorriu Lubia.

– Tome cuidado. — Disse Kevin. — Todos os dois. -

– Abata um pokemon da Mestra por mim. — Disse despedindo-se e começando a correr rua abaixo.

Détrio e Kevin observaram a menina afastar-se correndo enquanto sirenes começavam a soar por toda a cidade. Finalmente a rapaz que fora chamar a policia havia conseguido convencê-los do que estava acontecendo.

– Temos que ir. — Disse Détrio vendo que Kevin estava olhando na direção do beco novamente. — Ou não poderemos... o que? — Détrio arregalava assustando-se e chamando a atenção de Kevin. — Agora eu vi de tudo! -

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Os limites norte do Monte Prateado estavam em chamas. Violeta Flamejante e seu Blaziken estavam derrotando facilmente os pokemons de Marjori, restando em pé apenas o Borrão Vermelho.

– Inseto metálico. — Violeta Flamejante ria da situação. — Acho que vou levar seus pokemons também após derrotá-la. -

Era humilhante perceber que a diferença era enorme entre os níveis de seus pokemons. Seu time dois não tinha capacidade de enfrentar algo como aquilo. No entanto, ela tinha consigo o Borrão Vermelho para tentar segurar as pontas até alguém mais chegar para ajudá-la.

– Não comece a se achar queridinha. — Marjori tentava ganhar tempo, mas começava a sentir que talvez não fosse adiantar. — Se tiver que fazer alguma coisa faça de uma vez. Ou tenha certeza, eu farei por você! -

Um sorriso debochado veio da general. Ela admitia que a menina a sua frente era no mínimo divertida. Talvez com os pokemons certos ela poderia estar dando muito trabalho. O deboche no roso indicava apenas uma dúvida, assim que derrubasse o último pokemon, o que faria? Ela não deixaria que o plano continuasse a andar, então precisaria dar fim ao problema. Deveria matá-la?

– Deixa eu te perguntar. Você não odeia o Kevin? — Questionou Violeta. — Por que ajudá-lo? -

– Você não é filha de Mestres? Por que roubar? — Ironizou Marjori que logo viu a mulher a sua frente começar a rir. — Qual é a graça? -

– Roubo porque gosto. Então você defende o Kevin porque gosta dele? — Um sorriso malicioso.

– Eu o que? — Berrou Marjori. — Borrão, ensina a essa vadia a respeitar as Estrelas! -

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– Devo admitir que você é um guerreiro nato. — Draco estava sentado enquanto via seu Weaville duelando contra Primape.

– Você também está me surpreendendo não tendo feito nenhuma trapaça. — Falou Doko que já havia perdido dois pokemon. — Quase consigo me empolgar de verdade e esquecer que estou lutando pelos pokemons do Kevin. -

– Trapaça? — Draco das Neves deu uma risada. — Sou quase um ex-campeão de Elite meu caro. Trapaça é para os fracos! -

– Campeão de Elite? — Doko desdenhou. — Tem um salão chamado elite? -

– Se fizer piadas sobre o meu cabelo de novo, você morre. — Disse Draco se levantando. — O meu cabelo é o melhor. -

Doko sentiu algo estranho ao escutar aquela ameaça. Por mais cômico que pudesse soar ele tinha certeza que o general a sua frente fala sério. Ele tinha certeza de que a diversão havia terminado quando falou do salão. Já havia perdido 4 pokemons e caminhava para mais uma derrota.

::”Que o reforço chegue logo e que não tenha nenhum idiota boca frouxa como Détrio, ou esse cara vai mandar a todos para o inferno.”:: Doko recuava alguns passos sentindo que estava em perigo.

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– Como assim não podemos sair? — Perguntou Erika.

As sirenes soavam pela Vila da Liga anunciando que algo perigoso estava acontecendo, muito provavelmente um ataque. A sirene iniciou minutos após a chegada de Julia, Julio e Erika, o que as deixou alarmadas e prontas para voltar até onde estaria Kevin. A surpresa das duas foi que a porta não abria e Gengar apareceu afastando-as da porta.

– Fiquem satisfeitas por não terem sido presas a cadeira. — Diz Diego. — Estou nessa posição a duas horas. -

Erika olhou pela sala enquanto Julia encarava o Gengar de Agatha.

– O que está fazendo Mestra Agatha? — Erika olhou para a velha senhora enquanto Julio simplesmente sentava-se em dos acentos que lhe permitia ver a arena. — O que está acontecendo lá fora que não podemos interferir? -

Julia olhou para Erika por alguns instantes. A mulher sorridente e toda animada agora apresentava um semblante sério e compenetrado. Era nítido que ela já havia feito uma leitura da situação e havia chegado a uma conclusão, a mesma que Julia parecia estar tendo. Elas foram levadas para aquela sala para serem protegidas do que estava acontecendo e ao mesmo tempo impedidas de se envolverem.

– Gengar libere os Mestres. — Disse Agatha afastando-se da janela. E rumando para seu acento. — Peço desculpas a vocês, mas pela manhã eu usei o Visão Futura após um mau presságio. -

– Nessa visão ela viu um pequeno grupo querendo fazer história. — Comentou Julio. — Ou melhor dizendo, comprovar a história. -

Agatha sentou-se na sua cadeira e passou a olhar para arena. Enquanto Lance e Diego estavam de pé olhando pela janela tentando identificar o que ela observou durante tanto tempo.

– Um Mestre pode ser derrotado por um inciante? — Agatha sentada apenas fitava arena enquanto fazia sua pergunta retórica. — Essa pergunta é facilmente respondida com N respostas, todas significam um não. — Agatha fez uma pausa. — Mas, um dia Kevin Maerd propôs que a variável para essa equação pender para o lado do iniciante era o estilo. Sua pesquisa nunca pode ser comprovada já que ninguém pode dizer o que é ser um iniciante e como um iniciante poderia realmente estar enfrentando um Mestre. -

Julia e Erika se olharam. Não queriam escutar mais nada, já entendiam o suficiente do que foi dito para saber que Kevin corria perigo. Libertaram cada qual um pokemon, Cacnea e Carnivine, respectivamente. Os dois pokemons atacaram imediatamente a Gengar, mas não tiveram chances, Gengar estava de prontidão para todas as tentativas.

– Me solta agora! — Gritou Julia. — Eu vou ajudar o Júnior! -

– Contra a Estilo de Poder? — Questionou Julio.

Julia e Erika arregalaram os olhos enquanto Lance e Diego se aproximaram. Eles não conseguiram ver nada acontecendo pela janela.

– Hoje um treinador com menos de 6 anos de treino, um iniciante aos olhos do mundo, enfrentará um Mestre. Para que ele realmente seja um iniciante, ele precisa ter os atributos de iniciante, pokemons de baixo nível e treinados por ele mesmo. Ou que pelo menos não sejam tantos treinados por influencia de outros. — Agatha virou o rosto olhando para os quatro em pé no meio da sala. — Bayleef de Erika, Ampharos arrancado de uma fazenda pelo Tornado Vertical, O Surskit que anda numa pokebola da Estilo de Poder, o Tauros treinado sobre orientações de Julia Maerd e O Slowbro treinado orientações de Thor. O único pokemon que ele próprio treinou que ele levaria para a arena é o Gastly, os demais ele teve ajuda. — Agatha sorriu. — Na minha visão alguns da Estilo de Poder roubam os seis para forçar Kevin a lutar com os outros. Eles querem que o menino prove as pesquisas do pai. Eu também quero ver isso. -

– Isso é loucura! — Disse Lance. — Deixar a Estilo de Poder roubar os pokemons para que veja uma teoria afundar? -

Julia ficou parada pensando no que havia escutado. Ela lembrava-se de uma proposta que Agatha fez sobre ela vencer um Mestre Pokemon enquanto iniciante para poder saber mais sobre a mãe. Ela não o fez, mas parecia que o irmão teria a chance.

::”Por que Agatha faz esse jogo? Por que está tão interessada em ver isso ser comprovado?”:: Sem saber ao certo o que estava acontecendo, Julia decidiu se apegar ao fato de que seu irmão e Estilo de Poder, envolvidos na mesma história não prestava.

Ela preparou-se para sacar outro pokemon, mas foi detida pela fala de Agatha.

– Na minha visão Julia, Erika, Diego e Lance morriam ao tentar impedir. — Diz Agatha. — Julio era feito refém e Kevin vinha para lutar e tentar derrotar Ana, para salvar a vida de Julio. -

Um silêncio se fez naquele momento. Todos os que estavam naquela sala, com exceção de Agtha, corriam risco de vida se fossem lá fora. Agatha havia contado a Julio e tramado para protegê-los. Se a visão estava correta ela não sabia, apenas que até aquele momento tudo havia ocorrido como o planejado, exceto pelo fato de que não havia mais os quatro que morriam e aquele que seria preso para chantagem.

– Ele não vai deixar os pokemons de lado. Vai abandonar a partida para seguí-los. — Diz Lance irritado.

Agatha balançou a cabeça mostrando que no telão avisava que os dois competidores já estavam nos vestiários. Que as sirenes eram devido a um problema que já estava sendo controlado e que a partida logo se iniciaria.

Diego suspirou sentando-se e preparando para assistir a batalha, enquanto Lance ainda permanecia indignado.

– Eu vou ajudar meu irmão. — Julia gritou liberando Nidoqueen. — Ajude o Junior. — Disse a menina abraçando a pokemon e a recolhendo para a pokebola.

O grupo olhava-a pegar a pokeagenda e realizar uma troca. Logo depois ela sentou-se, ainda irritada, esperando que tudo desse certo para seu irmão.

Todos mantinham o silêncio se perguntando sobre o que estava ocorrendo la fora e quanto poderiam mudar uma visão como aquela que havia se confirmado até o ponto que eles haviam conhecido.

– Mestra Agatha... — Erika parecia muito pensativa. — Desculpe-me a ousadia, mas acho que não deveria ter feito a interferência como a fez. -

Os quatro mestres a olharam sem entender. Julia não conseguia tirar os olhos da arena, esperançosa que logo a batalha começasse e pudesse ver que o irmão realmente estava bem.

– Nunca usei o Visão Futura ou vi alguém usando-o para conhecer o futuro. — Disse a Líder que andou até janela vendo a rua deserta. — Mas, me corrija se eu estiver errada. Você viu uma cena onde Julia e eu acompanhávamos Kevin por aquela rua onde tudo deveria acontecer, certo? -

Agatha assentiu.

– Muito provavelmente por esta janela vocês deveriam ver o ocorrido e por isso iriam interferir e morrer, certo? — Erika viu que todos concordavam.

– Provavelmente era o que aconteceria. Agatha deveria ficar para pedir mais apoio já que seria a mais lenta na corrida até o local. — Comentou Julio. — Até mesmo porque um membro da liga precisaria acalmar a multidão. -

– Mas, se vocês não foram a caminho da morte, quem é que a morte vai abraçar no lugar de vocês? — Perguntou Erika causando espanto a todos. — Você viu quatro mortes em um lugar, nos tirou desse lugar. Mas, outras pessoas devem estar nesse lugar para fazer a mesma coisa que nós faríamos. -

Os demais pareciam concordar com a lógica de Erika, mas apenas Agatha sabia que aquilo era verdade. Para a Mestra de Pokemons fantasmas que viva a usar o Visão Futura escutar aquilo era com um soco na cara por ter cometido o erro. Mas, estando amigos tão queridos envolvidos era dificil não cometer erros na hora de impedir uma visão. A emoção falava mais alto.

Ela já havia visto que sempre que tentava evitar uma morte salvando a vida da pessoa tirando-a do local, outra morria no lugar. Tinha era que tentar impedir a morte salvando a pessoa na hora da morte, ou evitando que o ato acontecesse. Tendo retirado quatro pessoas do confronto contra os generais da Estilo de Poder outras quatro tomaram seu lugar.

– Quem apareceu ao socorro de Kevin no nosso lugar? — Perguntou Julia se virando.

– Os poke-escolhidos. — Disse Agatha.

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Eu não sabia o que estava acontecendo do lado de fora do vestiário, mas tinha certeza que ninguém fazia ideia do que estava acontecendo do lado de dentro do vestiário. Ninguém tinha ideia do que era liberar pokemon a pokemon e dizer-lhe que ele enfrentaria um titã.

Ninguém tinha ideia do que era a cada instante pensar que um dos meus pokemons poderiam não voltar, ou que um daqueles que foram tentar resgatá-los poderia não voltar.

Eu não sei porque decidi batalhar numa situação como essa, mas mesmo a Melani sendo uma idiota que eu juro que vou dar umas palmadas nela, eu tenho que admitir... Ela um dia me inspirou no inicio da jornada e hoje, de um jeito muito estranho, fez o mesmo.