PET - 2 Temporada - Estilo de Treinador

36 Capitulo 36 – Avaliação de Gelo


Capitulo 36 – Avaliação de Gelo

Cada ser vivo pensa de uma forma que talvez não seja igual a de nenhum outro. Mas, as vezes são tão parecidos uns com os outros que a única coisa que precisamos é descobrir quem conhecemos que são parecido com eles.

Não importa o que eles fazem, as vezes cada um se preocupa apenas com ele mesmo e nada mais.

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- Fecha! — Grita Kevin saltando porta a fora.

Ele estava coberto de camadas de gelo e ofegava. O corredor do ginásio, próximo a porta do habitat estava completamente congelado. Os 14 pokemons de Pryce haviam entrado em confronto após receber de volta Beartic e Dewgong. Apesar de terem visto uma batalha interessante, nenhum parecia querer aceitar Kevin e Weavile comandou uma revolta contra Kevin.

Beartic e Weavile disputaram a liderança, mas Kevin conseguiu interromper a batalha antes que alguém começasse a ganhar.

- Não deveria interferir na luta pela liderança de um grupo. — Diz Joy encostado na porta que conseguiu fechar de forma apressada. — Vai fazer Beartic e Dewgong serem excluídos do grupo. -

Kevin olhou a menina de cabelos rosas encostada na porta fazendo aquele comentário. Havia uma semana que a luta acontecia no habitat. Durante aquele tempo Kevin conseguiu retirar apenas Dewgong do habitat para defender o ginásio contra o desafiante Marcos. Mas, o desafiante desistia sempre ter o segundo pokemon abatido, quando precisava um segundo pokemon Kevin usava Slowbro.

Ele não sabia nada sobre o que Joy estava falando, mas via que a situação logo se tornaria 12 contra 1. Ele não deixaria a coisa seguir daquela forma. Mas, entendia que a menina de sua idade era muito mais sábia que ele quanto aquilo.

- Toda a forma de analisar o desafiante eu aprendi nos documentos que Pryce me deu. — Kevin sorriu esticando a pokebola de Beartic para Joy cuidar. — Eu tinha as habilidades, só não sabia como usar. — Kevin levantou-se. — É como na maioria das minhasl utas, eu tenho um conhecimento que faço variar da forma como vou usá-lo. Então não está sendo dificil enfrentar o Marcos. Mas... — Ele olhou para a porta. — Não sei como lidar com eles. Nunca vi ouvi nada parecido. -

- Bem... — Joy também riu. — Na verdade eu também nunca soube de situação parecida. — Joy viu Kevin parado olhando a porta. — Mas, podemos pesquisar juntos. -

- Obrigado! — Kevin olhou para a menina. — Sabe... sempre simpatizei com as Joys, mas acho muito legal conhecer uma da minha idade. Não me sinto um garotinho que precisa ser sempre orientado. -

- E é legal conhecer um líder de ginásio que não está dando ordens ou querendo ensinar as Joys como fazerem seu trabalho. — A menina coçou a cabeça. — Pelo menos na sala de aula é desta forma. Eles nunca admitem que não sabem sobre tudo. -

- Então vocês tem aulas com líderes de ginásio? — Kevin ficou surpreso. — Mas o que eles ensinam? — Kevin parou assustado. — Eu vou ter que dar aula? —

- Não! — Joy começou a gargalhar. — Alguns líderes são convidados, não todos. Depende da especialidade. Mas, alguns são convidados para nos mostrar sobre batalhas, para aprendermos como um determinado ferimento é feito. -

Kevin franziu a testa e ficou encarando Joy.

- Sabe... Que tipo de dano uma investida pode causar. — Joy parou. — É algo muito avançado, no geral se o treinador não nos explicar e usarmos muitos equipamentos, não temos nem ideia de como o pokemon pode ter se machucado. Mas, tem Joy que consegue dizer a gravidade do ferimento e como ele foi feito, só de olhar. — Joy percebeu que Kevin continuava com um olhar pensativo. — Está pensando em usar isso numa batalha? — a menina riu.

- Estou longe disso ainda. — Disse o líder. — Mas, minha irmã estava lendo sobre isso antes de viajar. Acho que ela está se preparando para usar algo parecido. -

Joy piscou algumas vezes incrédula. Usar os ensinamentos de cura para ferir era algo que não era nem de perto plausível. Mas, não iria se meter naquilo. Principalmente porque sua atenção foi roubada por um vento frio. Ela olhou para o lado e viu que um dos pokemons conseguiu passar pela porta, antes de ser fechada e estava parado próximo a eles, observando-os.

- Crygonal. — Disse Kevin percebendo o Pokemon.

Treinador e pokemon ficaram se encrando durante algum tempo. O pokemon era como um hexágono tridimensional, feito totalmente de gelo. Alguns diriam que seu formato era o de um prisma de neve gigante. De repente o pokemon desapareceu em pleno ar.

- Ele é gelo fantasma? — Perguntou Joy surpresa. — Não me pareceu teleporte. -

- Não sei bem. — Comentou Kevin. — Até onde sei ele é apenas gelo. Mas, ainda estou lendo sobre os 14 pokemons. Crygonal tem muitas habilidades especiais que eu ainda não tive a oportunidade de ler sobre. Me foquei inicialmente em Dewgong e Beartic. Mas comecei a ler sobre Weavile. — Kevin olhou Joy. — Mas vamos fazer um lanche que depois preciso dar um jeito no Marcos. -

Joy assentiu sorrindo.

Marcos era um assunto proibido para se tratar com Kevin. O garoto ficava frio de repente, da mesma forma que ficava diante do perigo. Ninguém questionava o motivo daquilo, apesar de Julia ter a impressão de que talvez os Demônios ainda estivessem próximo da cidade, afinal Agatha e Thor não havia dado noticias até então.

Para retirar a dúvida Julia havia partido a três dias para comprar o que era necessário, mas aproveitou para conferir o local. A batalha havia sido dura, mas aparentemente havia terminado a alguns dias. Aquilo dava a julia mais uma tarefa, descobrir o resultado da batalha antes de voltar a Mahogany.

Quanto a estranha reação do seu irmão ela ficaria sabendo quando voltasse que Kevin conhecia Marcos e sabia o que ele estava fazendo em Mahogany.

- Essa será uma batalha oficial pela insignia de Mahogany entre o líder local e o desafiante Marcos. Infelizmente nossa juiza precisou tratar de assuntos mais urgentes, mas creio que isso não venha a ser problema, certo? — Kevin encarou o jovem Marcos por alguns instantes.

A batalha estava prestes a começar e para testemunhar o resultado havia apenas Joy que estava ansiosa pela luta, pois Kevin dizia que iria desmascarar a Marcos naquela luta.

- Vejo que trouxe uma testemunha para validar a batalha, então, não acredito que haja problemas. — Sorriu Marcos. — Não esperava menos de Kevin Maerd Júnior. -

- Não poderia fazer menos enfrentando um fiscal da Associação de Batalhas. — Disse Kevin o encarando. Marcos franziu o cenho de repente enquanto Joy ficava chocada. — Eu sei de você desde quando chegou. O fiscal que iria me avaliar morreu no ataque e você chegou logo depois, pois todo líder precisa ser avaliado antes de defender o ginásio. Isso está nos documentos de Pryce. — Kevin sorriu. — Além disso estive com o antigo ex-presidente e durante uma noite ele deixou cair uns documentos que ajudei a recolher. Eram fichas de novos fiscais. E nele estava a sua foto. -

Marcos permanecia calado sem dizer nada. Sua expressão, no entanto, havia mudado para o de surpresa e preocupação.

- Agora quero que você saia do meu ginásio. A cidade está fragilizada e se você não pode nos fornecer nada além de uma avaliação idiota eu terei de tratá-lo como venho tratando, como inimigo. — Kevin apontou para ele irritado. — Entendo perfeitamente o que você precisa fazer. Está trabalhando, mas eu preciso trabalhar também. E temos trabalho demais aqui. Você está pondo em perigo toda a cidade, e não ache que eu estou apenas sendo dramático. Já passou de nossa décima batalha e não acho que você precisa me enfrentar tantas vezes para me avaliar. -

Kevin não estava sendo dramático. A presença de Marcos acionava os instintos de sobrevivência dele. Enquanto Marcos o avaliava muitas coisas estavam precisando de sua atenção pela cidade, algumas que colocavam em risco a vida de pessoas, como os locais que ainda desmoronavam e que apenas ele possuía conhecimento para avaliar e saber o que fazer.

- Bom... — Marcos sorriu. — A batalha de agora é de verdade. Eu sou fiscal, mas sou treinador. O desafio ainda continua líder. — Marcos sacou uma pokebola. — Toda a história que contei é de verdade. Mas, omiti a parte que um dos meus clientes no balão foi Ash que após algum tempo de viagem me ofereceu um emprego que você criou. -

- Como é? — Kevin não entendeu. — Eu criei os fiscais? —

- Fiscais já existiam. — Comentou Marcos. — Mas, você mostrou que os lideres precisam ser fiscalizados com mais frequência. Fez isso quando descobriu que Misty e Brock, em Kanto, não estavam enfrentando os novatos. Desde então a Associação de Batalhas tem se perguntado se os fiscais antigos, que no geral eram alguém que já trabalhava no meio pokemon poderia realmente acumular tantas funções e assim conseguir estar em todos os lugares que precisassem. — Marcos parecia tranquilo e mostrava uma confiança grande. — Ash teve a ideia de que o fiscal fossem treinadores, ocultos, que viajassem por conta da associação para verificar os problemas. -

- E isso não é meio.... — Falou da arquibancada, meio incerta se deveria dizer algo. — Você não é beneficiado nos ginásios dessa forma? Certamente deve ter anotações sobre os líderes e outros mais. -

- Se o líder for bom isso não influencia. — Marcos deu de ombros. — Vamos a batalha, líder? -

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O sol estava se pondo e a cidade parecia mais tranquila do que o normal. Kevin trabalhava nos escombros da prefeitura enquanto era observado por Joy. Ela fazia algumas anotações sentada no chão, enquanto se lembrava dos dois últimos eventos que ela presenciou.

A batalha de Marcos e Kevin havia terminado com vitoria do desafiante e fiscal. Dewgong havia derrotado Arcanine e Magneton. Mas, o terceiro pokemon do desafiante, um Empoleon, derrotou Dewgong, Beartic e Slowbro. As habilidades do jovem com Empoleon eram realmente intrigantes, ele conseguia defender-se do gelo com grande facilidade e habilidade.

Joy se perguntava se o Kevin havia deixado Marcos vencer, já que nitidamente não conseguiu fazer grandes danos contra o último pokemon do desafiante. Até Marcos parecia surpreso, mas não quis questionar a situação. Sua identidade havia sido descoberta e com isso ele não tinha o que fazer na cidade.

A despedida de Marcos e Kevin havia sido estranha “Estou surpreso. Com seu histórico era para você ser uma pessoa impossível de lidar-se. É legal ver que você não pirou devido as mortes.” Para Marcos, e para o mundo, Kevin era a pessoa perfeita para ser um garoto problema. Era para Kevin o tipo de jovem rebelde, que não se importaria com as pessoas, além de ser um perigo para qualquer pessoa. E ao invés de se irritar com aquilo, Kevin sorriu e ficou ligeiramente amigável.

::”Era para esse garoto ser um traumatizado. No entanto, ele sobreviveu e superou tudo isso. Ele tem as marcas disso, mas lida muito bem com a perda e a morte. Como se elas não tivesse acontecido.”:: Joy estava impressionada com isso e era a segunda coisa que a incomodava. Ele sabia como os pokemons de Pryce sentiam-se e ainda assim dizia que não sabia o que fazer.

- Estou intrigada. — Comentou Joy fazendo Kevin parar de trabalhar nos escombros. — Você acha que os escombros da prefeitura são mais importantes que os pokemons de Pryce não te aceitarem e ainda estarem sofrendo com a morte do antigo treinador. -

- Não exatamente. — Comentou Kevin olhando para a menina. — Eu sei como eles se sentem, mas eles não sabem disso ainda. Além disso alguns sentem como se eu fosse culpado. Eles precisam de tempo para assimilar tudo e quererem fazer algo mais do que me atacarem ou ignorarem. Quando eles estiverem prontos para fazer algo diferente disso, eu vou poder fazer algo. -

- Antes disso eles não estarão abertos a nada. — Joy pareceu compreender. — Então os escombros da prefeitura para achar qualquer dado que nos ajude parece ser a melhor opção. -

- Mais do que isso. — O menino suspirou. — Por que todas as autoridades correram para o mesmo local seguro com uma Jane? Não havia um único pokemon com nenhuma das autoridades e nem mesmo com a oficial. Ou eles foram saqueados ou quando entrassem no abrigo, não podiam ter pokemons com eles. -

- Saqueados parece ser a opção correta, já que estávamos sendo atacados pela Estilo de Poder. — Joy ponderou. — Além disso, porque não poderiam entrar com pokemons? -

- Mas que pokemons eles ainda teriam de interessante depois de tantos ataques? — Kevin sentou-se. — Eu sei que parece besteira, mas tem algo que eu não entendi sobre a cidade. A cadeia local, destruída, indicava o abrigo como algo importante a ser vigiado. -

- Vigiado? — Joy escutou aquilo segurando um riso. — Meio paranoico, não é? -

Kevin fez que sim com a cabeça rindo. Ele iria dizer a menina sobre o tipo de pokemons que normalmente eram tido por esses magnatas e o tipo que a Estilo de Poder roubava, mas ela poderia comentar sobre algum habitante ter roubado. Aquele comentário sim poderia ser um problema. Eles estavam sem nenhum guarda, sem nenhum policial. Aparentemente a população não estava causando problemas, mas de 50 mil pessoas, certamente haveria alguém a ir na contra mão.

- Então vocês estão aqui? — A voz de Julia surgia no meio dos dois.

Não foi surpresa para Joy ver Kevin correr para abraçar a irmã. Ela via o quanto eles eram unidos. Ela preparou-se para se levantar e viu a porta mais esquisita que ela já havia visto.

- Kevin! — Chamou a menina apontando para porta.

- Isso Joy! — Gritou Kevin que ia correr para porta, mas foi segurado pela irmã.

Kevin e Joy olharam para Julia.

- Temos comunicação. — Disse a moça. — Você tem uma chamada urgente.

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Era uma sala do Centro Pokemon com várias telas. A maioria estava inutilizada, mas parecia que a principal estava funcionando. O Senhor Oliveira estava sentado em uma cadeira em silêncio e observava a tela que exibia três figuras. Três pessoas importantes e muito estressadas.

- Desculpem a demora. — Kevin entrava na sala correndo. Ele respirou fundo algumas vezes e viu o visor. Ele identificou o Governador de Jotho, o diretor responsável pela liga pokemon de Jotho, mas desconhecia o terceiro. Todavia não demorou para perceber o uniforme da policia e entendeu que tratava-se do secretário de segurança de Jotho. — Bem... Sou Kevin, líder de ginásio e prefeito interino. — Ele olhou para trás e viu Joy e Julia juntarem-se ao senhor Oliveira. — Não sabe o quanto ficamos felizes de finalmente conseguirmos estabelecer contato com vocês. -

- Recebemos o relatório enviado por sua irmã. — O senhor de cabelos brancos e um terno negro, Governador de Jotho, começou a falar. — Parece que apesar de estarem com poucos recursos conseguiram manter as vidas de muitos. -

- Assim que vocês enviarem reforços estaremos podendo fazer muito mais. — Diz Kevin que parou por alguns instantes percebendo que os três se olharam e encaravam a Kevin. — Desculpem-me pela sujeira e pelos modos. Estamos precisando de muita ajuda. -

- Acho que nós é que devemos nos desculpar Kevin. — Comentou o homem negro, diretor da da liga de Jotho. — Você foi nomeado líder em um momento complicado para Jotho. Recebemos o relatório de que você é perfeito para o trabalho. Mas, você não vai receber ajuda. -

- Como é? — Kevin piscou algumas vezes sem compreender.

- Jotho já enviou todo o dinheiro que podia para as cidades. Bem como já enviou todo o contingente policial e de enfermeiras que podia. Não temos como ajudá-los. A cidade está por sua conta, pelo menos até o final do inverno. — Agora era o Secretário de Segurança quem falava. — Antes disso não teremos com auxiliá-los em nada. -

- Isso é alguma espécie de piada? — Kevin se virou para o senhor Oliveira. — Qual é a pegadinha? -

- Sentimos muito. Mas, vocês terão de manter a cidade com o que possuem. O saldo da conta da cidade é o único recurso que possuem. Então, continuem o bom trabalho, façam os repasses, entreguem os relatórios e... — O Governante de Jotho parou ao ver que algo foi tacado na tela.

Kevin havia retirado o sapato e jogado com toda a força que pode. Ele olhava para os lados procurando outras coisas para tacar enquanto gritava qualquer coisa a respeito sobre as mães deles.

- Calma Ju... — Julia tentou contê-lo. Mas desta vez o irmão estava muito mais revoltado que o normal.

- Vermes insolentes. Tem uma cidade precisando da ajuda de vocês, vagabundos ordinários. Movam suas bundas gordas por de trás dessas cadeiras e me tragam ajuda, ou eu juro que vou fazer os pesadelos de vocês serem brincadeiras. — Kevin gritava apontando para tela. — Eu vou bater em vocês até a mãe de vocês sentirem dor. Eu vou botar o governo de vocês abaixo. As pessoas sabem que eu costumo por as coisas abaixo.- Kevin gritou. — Eu boto as coisas abaixo. -

- Companha-se prefeito. Ou será preso por desacato! — Gritou o Secretário de segurança.

- Então aproveitem e quando vierem me prender, tragam recursos e reforços seus... — Kevin viu que a tela se apagou e olhou para os lados e viu que o senhor Oliveira puxou o fio da tomada cortando a comunicação.

Kevin ainda vermelho de raiva viu a irmã suspirando e Joy um pouco assustada. Ele balançou a cabeça ainda irritado e começou a caminhar para fora da sala, mas foi detido por Joy.

A menina se colocou no caminho do jovem e balançou a cabeça. Nos poucos segundos de silêncio ele pode escutar as pessoas que estavam no Centro Pokemon e ouviram a gritaria.

Joy sabia que se ele fosse lá fora, alterado daquela forma, as pessoas ficariam preocupadas. Kevin também sabia disso, mas não tinha o que fazer naquela situação. Ele pretendia realmente acertar o governador, o secretário de segurança e o diretor da liga. Mas, naquele momento ele não tinha ideia do que poderia fazer.

- Vou falar com os habitantes. — Diz Oliveira. — Quanto mais cedo souberem, mais cedo começaram a racionar. — O homem passou pela porta. — Julia, acho que você deveria começar a programar a próxima rota. Parece que suas viagens serão constantes. -

- Bem... — A menina concordou com a cabeça e foi até o irmão, beijando a face dele. — volto daqui a pouco. -

Kevin apenas assentiu com a cabeça e sentou-se no chão, apertando os punhos. A cidade estava condenada. Passar quase seis meses sobre aquela situação era impossível.

Joy sentou encostada na porta fechada e ficou olhando-o durante algum tempo. Ela queria poder fazer algo, mas Kevin parecia ir contra as regras normais. Além disso, Kevin estava irritado demais para escutar alguém naquele momento.

- Ei! — Joy sorriu. — Por que você não vai conferir o que tem no abrigo? — ela se levantou e abriu a porta devagar, verificando se não havia ninguém. — Isso deve fazer o tempo passar e te animar um pouco. -

Kevin ficou olhando aturdido para Joy.

- Quando você se sentir melhor terá de me ajudar a limpar a enfermaria. — Riu Joy que logo foi seguida por Kevin.

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Os pokemons de Pryce precisam de um tempo para assimilar tudo o que acontece com eles agora. Preciso dar tempo para os habitantes entenderem a situação. Preciso avaliar tanta coisa para saber o que fazer e ainda assim tenho que me manter calmo.

Avaliação de Gelo. Era isso que estava escrito nas primeiras paginas. Tenha uma avaliação de gelo. No entanto, eu sou do pega fogo e não avaliação de gelo.

Droga! Droga! Eu não sou do tipo avaliação de gelo eu sou do tipo que pega fogo. Eu grito, corro atrás dos idiotas e jogo sapato nas pessoas.

Notas finais
Queridos leitores, provavelmente no domingo q vem não teremos postagem devido a problemas de conexão (estarei viajando). Então vamos aguardar. ^^