PET - 2 Temporada - Estilo de Treinador
34 Capitulo 34 – Desastres
Notas iniciais
Um capitulo extra graças a recomendação que ele deu!
E começamos agora nossa Terceira Saga! Essa vocês sentirão a redução dos capítulos, como eu havia prometido, mas ao mesmo tempo perceberão que os personagens ficarão bem mais profundos e complexos.
Capitulo 34 – Desastres
Era um desastre atrás o do outro. Tudo acontecia muito rápido para que eu pudesse assimilar. Parecia que minha vida era algum tipo de filme , ou seriado, e alguém havia pressionado o botão de acelerar e tudo passava correndo sem que as pessoas pudessem ver os detalhes de cada situação.
Parando para pensar, acho que isso é até vantajoso. Minha cara de desespero não pode ser facilmente notada desta forma.
As oficiais Janes, minha irmã e eu enfrentamos a Estilo de Poder até que eles deixaram a cidade. Enfrentamos em uma luta difícil, onde a destruição da cidade e a morte das pessoas iam sendo o resultado de cada ataque.
Ao final eles fugiram, ou qualquer coisa parecida com aquilo. Eu havia suado um bocado, foi a primeira vez que me lembro de ter duelado diretamente com tantos ao mesmo tempo. Das outras vezes eu batia a esmo no intuito de proteger as pessoas dando tempo para que elas fugissem. Mas, eles não teriam por onde fugir, já que por uma das saídas seriam as cavernas de gelo que não seria uma rota segura. A outra estavam os demônios e pela outra estava vindo a Estilo de Poder.
Quem tinha que fugir não eram os habitantes e sim os invasores.
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– É! — Kevin vibrava, junto há alguns habitantes ao perceber que a cidade já não tinha mais nenhum invasor da Estilo de Poder.
Ele olhou com calma enquanto respirava apoiado em suas pernas. Sua jaqueta faltava um pedaço e a camisa estava com alguns rasgos. Mas, comparado a cidade, ele estava melhor.
Pela rua principal se via um rastro de destruição. Postes de energia caídos, carros queimando, prédios que ruíam ou estavam em chamas prontos para ruir. Escutavam-se gritos e chorar, e pessoas corriam, de um lado para o outro em busca de pagar as chamas ou de salvar alguém que precisava de ajuda. Mas, tais gritos e sons iam diminuindo gradativamente. As pessoas iam percebendo que os invasores haviam sido expulsos e aos poucos iam se acalmando.
– Você está bem? — Julia se aproximava do irmão, acompanhado de um senhor de idade, que talvez possuísse seus 60 anos.
O irmão assentiu que sim com a cabeça. Observou a irmã rapidamente. Ela estava num estado melhor que o dele. Tirando a sujeira, ela visivelmente não havia tido tantos problemas.
– Este é o senhor Oliveira. — Disse Julia. — Ele estava procurando por você. Parece que algumas pessoas morreram. -
Julia naquele momento se perguntou qual era o problema daquele senhor. Ele usava óculos, roupas sociais que passavam um ar culto. Com a cútis bem clara, cabelos grisálhos, um pouco gordo e de baixa estatura.
– Desculpe senhor... — Kevin olhou tentando ser educado. Certamente ele estava abatido pelas mortes. — … as coisas logo vão se acalmar por aqui. — Kevin endireitou sua postura para passar mais confiança ao senhor de idade. — Só preciso encontrar o prefeito. -
– Meu jovem líder. — O homem tinha uma voz que não condizia com sua idade e muito com quem estava preocupado com as mortes ao seu redor. — Você não está achando o prefeito porque ele está morto. -
Kevin olhou para o senhor duvidando do que havia escutado. Algumas pessoas que estavam ao redor escutaram e também se voltaram para o Senhor Oliveira.
– Por isso eu estava a sua procura. — O velho conteve o tom de voz para evitar que a noticia se espalhasse como as chamas que já queimavam a cidade. — Eles fugiam para um abrigo junto com duas Oficias Janes. O local tem dois acessos e o mais rápido era pela prefeitura que desabou sobre eles enquanto eles ainda tentavam entrar no prédio. -
– O senhor viu o corpo? — Perguntou Kevin na esperança que eles ainda estivessem vivos. — Como assim eles? — Kevin percebeu que ele passou a falar sobre mais alguém além do prefeito e das oficiais Janes.
– Estão a céu aberto. — Disse o Oliveira. — Bem... O prefeito, as duas oficiais, o secretário, o juiz e o vice-prefeito. — Oliveira percebeu que Kevin não parecia entender o que aquilo significava. — Só sobrou um líder politico na cidade. -
A população passou a olhar para Kevin que ainda não sabia o que fazer. Ele já havia decidido que retirar os corpos era a primeira opção e proteger aquele líder era prioridade. Provavelmente ele estaria em estado de choque, mas dando lhe algumas horas certamente ele saberia o que fazer.
– Então, me leve até este líder. — Diz Kevin
– Está brincando? — Perguntou Oliveira.
– Ju... — Julia gaguejou. Viu os olhos do irmão se voltaram para. Os olhos abalados do irmão passavam ainda o cansaço da batalha e a ignorância sobre a situação. — Na hierarquia das cidades da região de Kanto e vizinhas, como Jotho, primeiro vem o presidente, depois o vice e finalmente o juiz. Se todos eles não puderem assumir os cargos, a cidade pode dar poder ao secretário se assim for decidido, ou as enfermeiras Joys assumiram a cidade, seguidas, em caso de necessidade, das Oficiais Janes. -
– E? — Kevin balançou a cabeça. Ele não sabia sobre aquele sistema politico. — Espera... — Kevin conteu nos dedos relembrando das pessoas que Oliveira havia falado que morreram. — Certamente foi uma Jane ou uma Joy que ficaram vivas. — Kevin se virou para o velho. — Qual delas? -
– Isso não importa garoto. — Disse Oliveira. — Existe um artigo na lei que rege... — Oliveira foi tocado no ombro por Julia. O homem olhou para ela que fez um sinal para que ela contasse.
– Seu tapado! Líderes de ginásio tem preferência de poder sobre qualquer um que não seja o juiz ou o prefeito. Ele pode assumir até mesmo existindo um vice! — Gritou um habitante da cidade.
– Como é que é? — Kevin se voltou para a direção do grito.
– Sim. A lei diz que no caso de haver um ginásio oficial da liga pokemon, e o líder estiver ativo, ele entra na hierarquia abaixo abaixo apenas do juiz e do prefeito. — Oliveira Viu Kevin se voltar para ele completamente desnorteado.
:: “Líder de Ginásio? Defensor da Cidade? Prefeito? Líder de Ginásio, Defensor da Cidade e Prefeito? Tenho que ser líder, defensor e prefeito?” :: Kevin aturdido deixou as pessoas em choque quando ele, de repente, se pôs a correr em meio da multidão, como se estivesse a fugir.
– Volte! — Gritou Oliveira.
– Pressão demais. — Comentou Julia. — Daqui a pouco ele digere isso. -
– Dúvido muito. — Diz Oliveira vendo o jovem sumir em meio a multidão.
Kevin não queria acreditar. Recusava-se a acreditar e aceitar aquela situação. Ele não queria governar uma cidade, ele sequer sabia cuidar bem de si mesmo, como cuidaria de uma cidade inteira?
Ele correu até o Centro Pokemon. Iria pressionar a enfermeira Joy a assumir o cargo em seu lugar. Ele sabia como chegar ao centro e sabia que a enfermeira local no se recusaria a ajudar as pessoas.
Kevin sorriu ao ver o Centro Pokemon aparentemente intacto. Com a fachada suja de poeira, mas com a estrutura e os vidros intactos, Kevin animou-se ao correr para dentro do Centro Pokemon, empurrando a porta com as duas mãos.
Uma penumbra pairava ali dentro. Não havia energia e as coisas estavam um pouco desarrumadas. Kevin olhou em volta. Não conhecia bem o local, sabia onde ficava a enfermaria, os dormitórios e o refeitório. Certamente a enfermeira não estaria para aquelas direções.
Em um ataque a enfermeira Joy estaria na direção da sala de teleporte. Mas, sem luz o caminho era o porão onde estariam os geradores de energia. Kevin seguiu para a direção do porão, aproveitando-se da luz do dia que chegava pelos vidros da janela. A penumbra ia aumentando e dificultando a identificação, ma ele já identificava a porta que daria a sala de energia, no porão, já que a placa era bem visível.
Kevin foi para a porta, mas caiu. Sentiu que havia tropeçado em algo. Levantando-se e virando-se para identificar no que havia tropeçado identificou que era um corpo. Para sua surpresa o corpo ensanguentado e sem vida da enfermeira Joy.
Ele gritou assustado e correu na direção da porta do porão entrando com tudo. Tropeçou rolando as escadas e caiu em cima de algo que parecia ser outro corpo. Ele saltou para trás e gritou agachando-se assutado, encostando-se na parede. Tratava-se de um corpo de criança.
No meio daquele local com as luzes de emergência acesas Kevin procurava a alavanca do gerador de energia. Ele chorava e gritava. Até perceber a alavanca a poucos passos dele, levou mais do que ele poderia calcular.
– Que merda está acontecendo aqui? — Berrou ele baixando a alavanca. As luzes se acenderam e ele pode ver, no mesmo instante uma nova figura, próxima a alavanca, agachada chorando.
Cabelos rosas, olhos violetas. Um corpo pequeno, talvez do mesmo tamanho e porte de Kevin. Um vestido branco e rosa que lembrava o de uma enfermeira Joy, mas não possuía o famoso chapéu com a lapela de uma cidade.
Os olhos assustados encaravam Kevin, temendo o que iria lhe acontecer. Mas, podia ver o quanto o jovem a sua frente estava transtornado. Viu ele dar dois passos apara sua direita virar de costas e agachar-se perto dele apoiando também suas paredes nas costas.
Nada disseram um ao outro. Simplesmente abaixaram suas cabeças entre as próprias pernas e voltaram a chorar, sem se importar com quem era a pessoa que ali estava.
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Arvores grandes, chão coberto de folhas e raízes retorcidas que escapavam de dentro da terra. Era uma paisagem que dominava o local, mesmo na eminencia do surgimento de um rio que cortava o local. A região de Uriel não possuía nenhum atrativo a turistas, trainadores ou a industrias. Pequena em tamanho, era tido como uma região de reserva, onde apenas militares tinham autorização para estarem.
Uriel era uma região militar, usada para treinos de campos não destrutivos ao local. Geralmente usados para preparar os recrutas para o treinamento mais puxado. Recrutas como os Poke-escolhidos que estavam treinando sobre o comando do General Surge.
– Perfeito! — Com um sorriso nos lábios Détrio olhava em volta após ter abaixado-se para pegar uma pokebola e começava a correr na direção do ponto de encontro.
Ele estava a três horas na floresta, e tinha certeza que não havia como levar menos tempo que aquilo para realizar a primeira tarefa do grupo. Passos largos e sempre olhando ao redor e para o chão par anão cair em uma armadilha, natural, ou mesmo proposital. Enquanto estivesse no treinamento militar sua vida era ficar atento a truques dos diversos militares que ali estavam, mesmo quando estavam em um momento da tarefa dada pelo Mestre que Gary, onde o rigor militar era dispensado.
Não demorou muito para que o jovem ruivo avistasse a clareira. Mas seus passos se tornaram mais pesados e vagarosos. Ele via o Mestre Gary, o General Surge e Lubia esperando os demais. Lubia havia levado a melhor em cima dele novamente e aquilo o irritava.
Desesperançoso passou andava numa velocidade de descaso e pouco empolgado. Mas, viu que Lubia, disfarçadamente, fez lhe um gesto para se apressar.
Por alguns instantes ele não compreendeu, mas lembrou-se das regras da tarefa. Aquelas malditas regras que ele nunca entendia e que sempre o levavam a ser o de pior desempenho desde o começo de tudo aquilo.
O treinamento militar dos jovens havia começado um mês depois da Copa Equipe. Começou com aulas teóricas sobre exercito, marinha e aeronáutica. Seguiu para as leis e os direitos e deveres, terminando com os estudos das falhas que cada um tiveram em suas lutas até aqui.
O termo humilhação que muito era usado por eles ao lembrarem-se dos treinamentos iniciais de Gary, pareciam brincadeira de criança comparado aos comentários do Brigadeiro Vurge sobre o desempenho de cada um em suas lutas, até mesmo Lubia foi humilhada durante os comentários de sua luta que lhe rendeu o título de Campeã de Tokai.
– Alerta General e Mestre! — Rapidamente Détrio bateu continências e apresentou em seguida suas três pokebolas. — -
O olhar de Surge desviou-se do garoto por alguns instantes. Marjori e Doko corriam em direção ao General e Mestre.
Um olhar rápido e Détrio murmurou um obrigado para Lubia, mas a menina pareceu ignorar. Ela já não estava mais na posição militar, estava aguardando, bem a vontade, o terminar da tarefa.
– Pois bem... Gary eles são todos seus. — Diz o general deixando o local.
– Ótimo trabalho meus alunos e recrutas. — Gary sorriu fazendo um gesto para que eles relaxassem. — A tarefa era bem simples, vocês deviam capturar 3 pokemons distintos do que já possuíam e dos que os demais capturassem. O que significava que quem chegasse aqui primeiro teria a sorte de não ter capturado algo já capturado. Outra questão importante é que vocês sairão daqui sem possuir nenhum pokemon para auxiliá-los, significava que a captura do primeiro pokemon seria o desafio maior, pois certamente iria querer que ele o ajudasse na captura dos dois restantes, mas para isso você precisaria primeiro fazê-lo obedecê-lo, o que as vezes não é rápido. -
Os quatro jovens treinadores permaneciam olhando o mestre, aliviados de que Surge não estava mais com eles. Com três meses de treinamento eles ainda não estavam acostumados com o rigor militar.
– Agora eu quero que cada um diga um motivo para este tipo de treinamento, que eu ainda não tenha citado. Isso é, não vale dizer que é para aprendermos a lidar com um pokemon recém capturado. — Gary ao dizer aquilo caminhou até um quadro verde e começou a rabiscar algo com um giz de cera branco.
A clareira era grande, ao fundo havia uma espécie de alojamento feito em madeira e podia-se ver bandeiras tremulando e algumas pessoas ao longe, exercitando-se. No entanto, no local que eles estavam só haviam os cinco. Os quatro treinadores estavam com roupas militares, calça camuflada e blusas pretas com as botas também pretas. Os cabelos escondidos, e no caso das meninas protegidos, por bonés também camuflados.
– Começa Lubia. — Murmurou Marjori. — Nos de mais tempo. -
– Eu tenho que sera última ou vou acabar falando o mais fácil. — Diz a menina. — Só pensei em dois até agora. -
– Por que estamos murmurando? A parte militar não acabou? — Perguntou Détrio entre os dentes.
– Quer arriscar fazer mais 100 flexões? — Questionou Doko segurando o riso.
– E então? — Gary voltava para junto deles. — Não entenderam a tarefa ainda? -
– Bom... — Lubia sentiu-se menosprezada naquele momento.
– Diversidade de time. — Diz Détrio apressado. — Adquiro novos pokemons para o meu time pessoal, e ao mesmo tempo para a equipe dos poke-escolhidos. -
– Bom. — Disse Gary.
– Estudo do campo. — Comentou Marjori. — Baseado na área teriamos uma previa de que tipo de pokemons temos, isso evitaria uma procura a esmo, fazendo as melhores escolhas e sabendo se seria possível ter pokemons diferentes dos demais ou não, afinal era necessário ter 12 espécies diferentes, fora os que já possuímos. -
Gary balançou a cabeça sorrindo. Aquele era o objetivo principal sem dúvida alguma. Eles haviam estudo muito sobre pokemons anteriormente, mas desde que viraram recrutas nada sobre pokemons havia sido ensinado. Estava a testar a capacidade deles de relembrar os conhecimentos. Agora ele queria ver o que Doko e Lubia iriam responder.
– Capacidade de trabalhar sobre pressão. — Comentou Doko. — Fomos colocados sobre a pressão de que a falha sempre gera punição, de forma a temer os resultados e atrapalhar nossa capacidade de raciocínio. -
Doko havia chutado qualquer coisa que veio a mente. Ele não se importava muito com as punições físicas, que sempre eram exercícios exagerados. Mas, sentia que dentro do grupo ele estava em divida devido aos incidentes. Pressão era a única coisa que vinha a cabeça dele.
– Tudo bem... É algo a se levar em conta realmente. — Diz Gary. — Gostei. Você aprende a trabalhar sob pressão quando sabe que os três pokemons que capturar serão os seus parceiros por uma eternidade de treinamentos. -
Lubia olhou para os outros e olhou para o Mestre.
– Marjori disse um dos pontos mais importantes. — Lubia colocou o o dedo no queixo. — O que nos permite demonstrar saber escolher os pokemons certos. Sabendo os tipos de pokemons que existe ao redor, posso escolher os melhores, ou os que mais se adequam comigo. Não é apenas um questão saber o que há em volta, é explorar o que há em volta. Até diria que não é uma questão do que melhor se adéqua a mim, mas a situação inicialmente. — Lubia parou. — Demonstrarmos usar o que aprendemos de forma estratégica. -
Gary levantou a sobrancelha. Por um leve momento perguntou-se se Lubia também não seria da Estilo de Poder. A menina certamente tinha uma mente brilhante e já havia sido elogiada por Surge, Murge e Vurge quanto as aptidões intelectuais que ela possuía.
Certamente ela era a mais sábia do grupo, fazendo Gary perguntar-se porque ela não havia sido a primeira colocada, ou pelo menos tendo ficado atrás apenas de Davis, que talvez tivesse tido a prova fraudada pela Estilo de Poder.
Naquele momento ela era a melhor dos Poke-escolhidos sem dúvida alguma. Mas, os outros tinham seus potenciais. Doko era obstinado e gostava do trabalho duro, em especial no seu estilo lutador. Era o dono dos pokemons mais fortes quanto a força física. Marjori por sua vez tinha uma presença e adaptação rápida, a pressão que ela exercia sobre seus adversários só era comparada com a pressão encontrada em líderes de ginásio e Mestres.
Détrio apesar de não estar tendo um bom desempenho oficialmente era notoriamente apaixonado pelo que fazia e a dedicação dele para com isso o fazia chamar muito mais atenção do que os outros quatro quando se atinha ao básico. No entanto, ele estava sempre buscando o estilo do avô ou algo diferente, já que cada um dentro da equipe possuía um estilo próprio, menos ele.
:: “Ela está certa. A estratégia mais inteligente era com base no terreno. Estipular os três tipos de pokemons que pareceria mais vantajoso ter no seu time, sendo que por aqui a predominância de voadores e insetos é grande, mas que os mais interessantes seriam os noturnos e os aquáticos, raros de se acharem por aqui. Capturando um pokemon dócil para obedecer imediatamente após a captura, esse serviria para capturar os demais.” :: Gary respirou fundo. Aquela menina seria sua adversária na Quest Liga em menos de dois anos.
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O silêncio as vezes acalmava, ainda mais quando existia alguém ao seu lado que parecia respeita o silêncio que você desejava. Na mente dos dois parados naquele porão do Centro Pokemon a pergunta era o motivo pelo qual o outro chorava, mas ao pensar nos seus próprios motivos e tudo que havia acontecido anteriormente a pergunta parecia muito idiota.
– Ele desejava ser líder de ginásio. — Finalmente o silêncio era rompido. Kevin comentava ainda de cabeça baixa. — Estava revoltado com a posse e falava sobre eu ter que cumprir a promessa deixada por Pryce. -
A menina de cabelos rosas não falou nada, ou mesmo levantou a cabeça para ver que Kevin apontava para o corpo do jovem Bob, caído, morto, aos pés da escada. Ela limitou-se a conter um pouco dos barulhos que emitia do seu choro, em especial por estar um pouco envergonhada de estar aos prantos próximo a Kevin.
– Eu sou... — Kevin parou por alguns instantes e suspirou sentindo a pressão do ambiente.
A menina certamente sabia quem era ele. Até parece que alguém, em algum lugar da cidade de Mahogany não saberia quem era Kevin Maerd Júnior o novo líder do ginásio local. A pergunta certa quem era a menina.
– Você é uma Joy? — Kevin perguntou.
A menina levantou a cabeça olhando para ele. Simplesmente ficou olhando para ele sem entender pergunta, ou sem saber como lhe dar uma resposta.
– Tipo... — Kevin percebeu que sua pergunta de alguma forma tinha gerado alguns desconforto a menina. — Acho que deveria perguntar se você se chama Joy. — Kevin tentou um sorriso. — Você lembra bastante a elas, apesar de menos e ter os lábios mais finos e delicados. —
A menina piscou algumas vezes franzindo o cenho. Aquilo era algo que ela não encontrava todos os dias, alguém que notasse uma diferença dela para as demais Joys.
– Bem que minha madrinha havia comentado que você não existe. — Comentou a menina com um semblante leve e quase que soltando um sorriso. — Sabia que as Joys falam muito de você? -
Foi a fez de Kevin ficar desconcertado e curioso a ponto de demonstrar isso em sua face. Ele lembrava-se perfeitamente de dar muito trabalho para os Joys que conhecia, inclusive de passar muita vergonha frente delas. Pensar que ele era assunto das Joys quando elas se encontravam era terrível.
– Como você nota a diferença entre nós? — Perguntou a garota percebendo que Kevin ficou mais confuso do que inicialmente. — Você sabe do que eu estou falando? -
Os dois ficaram se encarando por alguns instantes e logo começaram a rir. Não havia motivo, não havia o porque, simplesmente começaram a rir.
– Desculpa... Mas, vocês são parecidas, mas as diferenças entre vocês são gritantes para mim. — Kevin tentava conter o riso. — Me pegou de surpresa com essa de que vocês ficam falando sobre mim. Imagino um encontro de Joys falando sobre mim. —
–Acredite, é engraçado. — A menina suspirava afim de se acalmar. — Minhas parentes simpatizaram com você, de alguma forma. Mas, agora eu entendi porque. -
Kevin parou e ficou olhando-a, esperando que ela falasse o que ela havia entendido, no entanto. Ela apenas abaixou a cabeça voltando a mostrar a tristeza que deveria dominar o momento.
– Acho que devemos subir. — Murmurou a menina. — Logo vão começar a nos procurar, afinal você veio para ligar o gerador a tanto tempo. -
– Na verdade... — Kevin ficou envergonhado naquele momento. — Eu vim atrás de uma Joy e resolvi me esconder. -
– Se esconder? Atrás de mim? — A menina alarmada não compreendeu. — Eu... Sinto muito por ter me escondido. Eu não queria... mas... minha tia e primas estão mortas lá em cima. E... Sou apenas uma estudante... eu não vou poder ajudar a vocês. — Joy começou a chorar. — As regras dizem que a enfermeira, mesmo que não formada, que estiver em um centro no qual as atendentes locais tiverem de se ausentar, ela deve assumir o posto delas até que o Conselho das Joys envie alguém para se responsabilizar pelo posto. -
A menina parou de falar chorando desesperadamente. Ela havia ido fazer uma entrega para a tia e a prima. Uma tarefa familiar que nada tinha haver com as tarefas de uma enfermeira. No entanto, a cidade estava tão movimentada com a morte de Pryce e posse de Kevin que acabou tendo de ficar para ajudar as familiares durante aquela semana. Agora, ela estava presa naquela cidade, com habitantes e pokemons precisando que ela fizesse o que ela não sabia.
– Eu só tenho 14 anos... Pouco mais de um ano de curso. — Gritou ela desesperada. — Que governo idiota é esse que acha que vou poder cuidar de um Centro Pokemon sozinha? -
– Eu tenho 14 e tenho que cuidar de um ginásio e uma cidade agora. — Diz Kevin cabisbaixo. — Não é um mundo muito justo. -
– Mas, você pode escolher ser líder de ginásio. Poderia apenas não acei... — Joy parou o seu choramingo assustada. — Como assim cuidar da cidade? — Ela com os olhos arregalados levou as mãos até o braços de Kevin. — Todos os políticos morreram? -
Kevin apenas balançou a cabeça e a menina de repente o abraçou forte.
– Sinto muito! — Dizia Joy ainda chorando. — Eu me sinto ainda pior ao saber disso. — Ela se afastou de Kevin, ainda sentada. — Me sinto envergonhada de pensar que se você não estivesse aqui eu é quem teria que assumir o governo. -
– Talvez. Provavelmente a cidade sequer tivesse sido atacada novamente. — Ele fez um pequeno menear de cabeça, levando a cabeça de um lado para o outro. — Mas, não se sinta mal por isso... Eu queria convencer uma das Joys locais a assumir no meu lugar quando vim para cá e encontrei uma delas... —
Os dois se olharam por alguns instantes. O mundo acima deles estava um caos e precisavam de seus jovens lideres, mesmo que eles não soubessem o que fazer. Ainda havia no coração deles o medo de que a insegurança deles gerasse mais problemas, ou mesmo que a população não os aceitassem, mas que opção possuíam?
– Acho que numa cidade com 50 mil habitantes deve haver médicos e outros enfermeiros, provavelmente você só precisará cuidar dos pokemons. — Kevin deu um sorriso sincero. — Tenho certeza que a população vai entender a sua situação. -
Joy deu uma pequena risada. De fato as palavras de Kevin faziam algum sentido. Não era possível que só havia duas profissionais de saúde para mais de 50 mil habitantes. Talvez ela não soubesse fazer tudo, mas certamente poderia contar com ajuda de outras pessoas.
– Vamos? — Joy levantava-se estendendo a mão para Kevin.
– Você está brincando? — Kevin Kevin surtou com a menção dele sair daquele porão. — As pessoas lá fora esperam que eu diga a eles o que devem fazer. Assim que eu aparecer eu serei bombardeado. -
Joy olhou para ele por alguns instantes sem saber o que dizer, a mão estava estendida o que a deixou meio constrangida com aquilo.
– Olha. — Kevin pegou na mão da menina, mas permaneceu sentado. — Me dê um motivo para eu ir lá em cima? -
– Me ajudar. — Disse a menina. — Se eu for lá em cima sozinha eu vou ficar perdida. Podemos enfrentar isso juntos agora, ou depois quando eles nos encontrarem aqui em baixo. -
Kevin fechou os olhos deixando seu semblante mais leve e respirou fundo. Aquilo era loucura. Mas, ele não poderia fugir para sempre. Ele sentiu a mão da menina puxando para quele pudesse levantar e logo estavam na porta de Entrada do Centro Pokemon, onde inúmeras pessoas já os esperavam, do lado de fora.
– É o prefeito e a enfermeira Joy! — Alguém gritou.
– Onde? Só vejo Dois pirralhos! — Gritou um.
– São eles seu tapado! — Gritou outro.
– E onde ficou o restante deles? —
Os dois se olharam engolindo um seco ao mesmo tempo, era um multidão para enfrentarem em meio a uma cidade devastada por um ataque inesperado.
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Se a vida te dá limões faça uma limonada. Se a vida te dá um ginásio, avalie os treinadores. Se a Vida me dá uma cidade em estado de emergência, cheia de mortos e feridos... Ai eu choro.
Eu não posso ser o prefeito de uma cidade, sequer terminei o primário.
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